segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Coimbra: uma cidade feia e doente


Coimbra, MG. Foto Ítalo Stephan, 2010. Verticalização, emparedamento, calçadas estreitas. Falta de identidade. Talvez devesse chamar Coimbra de "Qualquerlandia" que serviria para um sem número de outras cidades.
Coimbra, MG. Foto Ítalo Stephan, 2010. Avanços por sobre a via pública. Perigo da proximidade da fiação elétrica. Mal gosto: desproporção, falta de ritmo. Falta de identidade. 

É horrorosa a arquitetura (?) produzida na pequenina cidade de Coimbra, na Zona da Mata mineira. Uma cidade com menos de dez mil habitantes que cresce espremida, com prédios colados uns nos outros, avançando por sobe as calçadas públicas. São construções sem afastamentos, que ocupam taxas altíssimas de ocupação do terreno e que deixam a cidade doente, do corpo e da mente. Perde-se a ventilação e iluminação adequadas. Perdem-se espaços públicos, as ruas se estreitam e formas corredores. As construções são de uma plástica desproporcional, sem harmonia e sem gosto algum. É visivel que as construçoes empregam materiais de qualidade, mas é muito dinheiro mal empregado.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Rua de Viçosa 3


Dois prédios na Av. Gomes Barbosa. Foto Ítalo Stephan, 2010

Nesta avenida que continua a sofrer agressões dos arquitetos, engenheiros e administradores municipais, há um símbolo da falta de legislação até o ano 2000. O prédio mais alto colou seus quatorze andares na divisa. O prédio vizinho, menor, tinha um afastamento mínimo. São dois prédios insalubres e doentes. Deve ser assim também para quem mora ali.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Parabéns, Oscar!


15/12/2010. São 103 anos de vida do nosso mestre! 

Foto:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.romildo.com/imagensan/20071214Niemeyer.jpg&imgrefurl=http://www.jornaldiariosudoeste.com.br/v2/%3Fp%3D12071&us

Capacidade de superação


Foto da ganância. É visível que a construção vai avançar e acabar com o alinhamento das casas mais antigas da rua. Isto vai ocorrer ao lado daquele que desrespeitou o alinhamento, mas recuando, o que é uma boa solução. Foto Ítalo Stephan, 2010.

As obras começaram e cadê a placa do autor dessa façanha? E o IPLAM, como pôde aprovar isto? Foto Ítalo Stephan, 2010

É incrível como os construtores de Viçosa são capazes de se superar quando é para fazer errado!
Um senhor me ligou duas vezes apavorado dizendo que mora na Avenida Gomes Barbosa há cinqüenta anos e viu, com estupefação uma obra que está erguendo os pilares destruindo o afastamento tradicional da via. Quase todos os prédios vinham respeitando o afastamento existente. Agora, um construtor ávido por lucros pessoais consegue iniciar mais uma bobagem. Quem foi o arquiteto que projetou isto? A prefeitura aprovou esta aberração sem consultar o Conselho Municipal de Cultura e Patrimônio Cultural. Como pode aprovar esta obra? 
A cidade sofre mais um revés.

O senhor que me ligou não sabia o que fazer. É um cidadão preocupado com o que está acontecendo com sua cidade, com a destruição das últimas qualidades que ainda possui. Sugeri que ele corresse ao Ministério Público e que fosse reclamar no IPLAM. Na segunda ligação, indignado, disse que procurou a prefeitura e que foi tratado com descaso. Já pensa em erguer um muro na sua casa com o novo alinhamento. É triste!  

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Despedida de los hermanos

Em um jantar no restaurante La Coccinela, o coordenador do curso (Ítalo) e o chefe do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFV (prof. Túlio) se despedem dos três estudantes argentinos - Celso, Florencia e Nicolas - que estiveram por um semestre em um programa de mobilidade acadêmica (MARCA). Foi uma boa experiência. Que venham outros hermanos.
Um deles vai ficar mais um semestre.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Rua de Viçosa, MG


Uma outra rua (?) em Viçosa. Sem acessibilidade, sem largura mínima, sem calçadas acessíveis, sem esquina, sem ventilação, sem iluminação, sem sistema de drenagem, sem pavimentação adequada, sem afastamentos, sem saúde. Foto Ítalo Stephan, 2010.

Dia do Arquiteto e Urbanista


PARABÉNS AOS ARQUITETOS E URBANISTAS PELO NOSSO DIA!
MANTENHAMOS OS PÉS FIRMEMENTE NO CHÃO, 
MAS LEVEMOS NOSSAS CABEÇAS MUITO ACIMA DAS NUVENS!

Pela reativação do COMPLAN

Uma rua (?) em Viçosa. Sem acessibilidade, sem largura mínima, sem calçadas acessíveis, sem ventilação, sem pavimentação adequada, sem afastamentos, sem saúde, com espaço público invadido por materiais de construção e varandas. Bom que alguns vizinhos nem precisam assinar Sky! Foto Ítalo Stephan, 2010.

Pelo direito de participação na discussão dos rumos de Viçosa!


Encaminhei ao Ministério Público de Minas Gerais denúncia - 18659122010-6 -  sobre a falta de empenho da administração municipal (a anterior e a atual) no sentido de reativar o Conselho Municipal de Planejamento - COMPLAN.
O Conselho Municipal de Planejamento (COMPLAN) é o órgão superior de assessoramento e de consulta, com funções fiscalizadoras e deliberativas no âmbito de sua atribuição.
Cabe ao Poder Executivo garantir as condições para o pleno funcionamento do COMPLAN.
São atribuições do COMPLAN:
- monitorar, fiscalizar e avaliar a implementação do Plano Diretor Participativo e da legislação urbanística;
- propor, analisar e emitir parecer sobre alterações do Plano Diretor Participativo e da legislação urbanística;
- opinar sobre a compatibilidade das propostas de programas e projetos contidos nos Planos Plurianuais, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e nos orçamentos anuais com as diretrizes do Plano Diretor e da legislação urbanística
- opinar sobre casos não previstos no Plano Diretor Participativo e na legislação urbanística ;
- auxiliar o Executivo Municipal na ação fiscalizadora de observância das normas contidas na legislação urbanística e de proteção ambiental;
- receber sugestões da população nas questões afetas ao Plano Diretor Participativo à legislação municipal correlata, dando-lhes o devido encaminhamento.
O COMPLAN está inativo há mais de três anos. O motivo é simples: político. Neste período, muitas coisas erradas foram aprovadas em Viçosa sem que houvesse um mínimo de discussão e compensação benéfica para o bem público. As consequencias serão graves para o que já foi feito em desacordo com o Plano Diretor e com o bom planejamento.
Cidadãos, prestem atenção com a forma com que Viçosa cresce. Tem muita coisa errada!

Ministério Público pede embargo do Ecolife

É bom que hajam mais pessoas interessadas nos rumos de Viçosa.
Veja sobre o assunto em:
http://vicosacidadeaberta.blogspot.com/2010/12/ecolife-documento-do-procedimento.html

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Arquiteto: Giancarlo Mazzanti

O arquiteto Giancarlo Mazzanti tem produzido obras de alta qualidade arquitetônica. Na revista Projeto 369 de novembro de 2010 e na revista AU 200 de novembro de 2010 trazem projetos de escolas públicas - um em Bogotá  e outro em Cartagena (este em co-autoria com Felipe Mesa) . São obras de rara beleza, em soluções de partido com partidos fortes e em bairros pobres. Vale a pena visitar o site do expoente arquiteto.
http://www.giancarlomazzanti.com/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Uso do Solo em Viçosa


Prédio construído sob as regras da lei 1420/2000.  Av. Santa Rita  (Foto Ítalo Stephan, 2010)

Prédio construído sob as regras antes da lei 1420/2000. Av. Santa Rita (Foto Ítalo Stephan, 2010)


Somente nos últimos anos começam a ficar prontos os edifícios que seguem a Lei 1420/2000 - de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo de Viçosa. As novas volumetrias são diferentes da grande massa erguida sob as regras anteriores a 2000, mas que tiveram alvará de construção até bem recentemente.

Mudou alguma coisa? Ficamos melhor?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAU aprovado

Foi publicado  em 18/11  o Projeto de Lei 4.413/2008, que cria o Conselho para os arquitetos e urbanistas.
Será um aprendizado e um desafio.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Conselho de Arquitetura e Urbanismo

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU, está prestes a ser aprovado pela Câmara dos Deputados

Caros (as) Arquitetos (as) e Urbanistas

Após ter sido aprovado por unanimidade na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público - CTASP e na Comissão de Finanças e Tributação - CFT, o Projeto de Lei 4.413/2008, que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, luta histórica da nossa categoria profissional, está agora tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, com parecer do deputado Mauricio Rands (PT/Pe). Na CCJC foram apresentadas 2 ( duas) emendas ao Projeto de Lei: uma pelo relator e outra pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB/MG).


Destacamos que essas emendas contrariam o princípio de unicidade de nossa profissão e de nosso conselho e também a autonomia do CAU no controle qualitativo das formações profissionais. Além disso, as emendas propostas são de mérito, ferindo o Regimento da própria CCJC.


Neste momento, temos que manifestar uma posição firme de coesão e mobilização para avançarmos na construção do nosso Conselho próprio ainda este ano. A CCJC é a última Comissão da Câmara dos Deputados para a aprovação do CAU. Depois de muitas idas e vindas, finalmente o PL do CAU está pautado para ser votado no próximo dia 16 de novembro. Se aprovado, o nosso PL passará então pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado e, finalmente, para a sanção presidencial.


Desta forma, solicitamos que Arquitetos(as) e Urbanistas mais uma vez se manifestem atendendo ao apelo do CBA- Colégio Brasileiro de Arquitetos e Urbanistas, a exemplo do grande mestre Oscar Niemeyer, e se mobilizem em defesa da criação do CAU, mandando e-mail para todos os Deputados da CCJC, solicitando celeridade na aprovação do PL 4.413/2008.

domingo, 14 de novembro de 2010

Show de bola do Lélé




O último projeto publicado de João Filgueiras Lima é magnífico. 
O arquiteto é, junto com Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha, um dos pilares da nossa arquitetura.

Vale a pena ver no ArcoWeb.

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/joao-filgueiras-lima-lele-projeto-trt-bahia-12-11-2010.html

sábado, 13 de novembro de 2010

Elementos vazados ganham capacidade de proteção acústica



Os cobogós, elementos vazados usados para iluminar e ventilar ambientes fechados, ganharam uma nova propriedade graças a uma pesquisa feita na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
A arquiteta Bianca Carla Dantas de Araújo introduziu mudanças na forma dos blocos que lhes garante isolamento acústico semelhante ao das paredes fechadas de alvenaria. O material utilizado é o mesmo dos elementos vazados comuns, argamassa de cimento e areia.
Veja o resto da matéria em:

Chuveiro elétrico é mais econômico que aquecedores



O chuveiro elétrico está presente no aparelho tradicional e no chuveiro híbrido solar, que é um aquecedor solar com um chuveiro elétrico na ponta.A pesquisa concluiu que um banho de oito minutos custa, em média, R$ 0,27 (entre consumo de água e energia elétrica) no chuveiro híbrido solar e R$ 0,30 no chuveiro elétrico.O mesmo banho sai por R$ 0,46 (53,3% a mais do que o chuveiro elétrico) com aquecedores solares tradicionais, R$ 0,59 (96,6% mais caro) com os aquecedores a gás e R$ 1,08 (246,6% a mais) com o boiler elétrico.

Veja o resto desta matéria interessante em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chuveiro-eletrico-mais-economico-aquecedores&id=020115100512

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Prédios terão pele para se adaptar ao clima


Engenheiros, arquitetos e biólogos da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, juntaram-se para criar um novo material que tornará as casas e os edifícios capazes de reagirem às mudanças no clima.

Os pesquisadores querem usar a flexibilidade e a sensibilidade das células humanas como modelo para a criação de "peles" para edifícios e casas, que poderão adaptar-se às mudanças no ambiente para aumentar a eficiência energética das construções.

Ver em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=skins-arquitetonicas-pele-predios&id=010160100929er

Fé em Deus e pé na tábua


O sociólogo Roberto da Matta lançou um livro chamado "Fé em Deus e pé na tábua" após estudar o comportamento do brasileiro no trânsito. Todos nós podemos imaginar como é. O autor confirma a imagem do "bom" motorista, que é aquele que não segue as regras de trânsito. Há um estilo bem  brasileiro que apavora observadores externos, como entrar na vaga na frente do outro, fechar o motorista do lado, "costurar" entre pistas diferentes, passar pelo acostamento ou subir nas calçadas, falar ao celular dirigindo, buzinar sem necessidade ou aproveitar os primeiros segundos após o sinal ficar vermelho.

Roberto chama de estilo "Carlota Joaquina", que reproduz relações aristocráticas e atrasadas. Quando Carlota passava, todos tinham que parar, ajoelhar e tirar o chapéu. Segundo o autor  "no trânsito não dá para fazer sinal especial para quem é rico" e "entrar na frente, tentar encontrar espaços onde não existe é hierarquizar o espaço". Há disputas entre os taxistas e motoristas profissionais, que se consideram melhores que os outros. Há disputa entre motoristas e motoqueiros, motoristas e ciclistas ou pedestres. É, como todos sabemos uma disputa muitas vezes cruel e assassina.

No Brasil, "ser um bom motorista significa dirigir com o pé na tábua. Quem dirige bem é barbeiro". Até quando isto ficar assim? Até quando este estilo deplorável vai continuar, matando muitas pessoas?

Ver em:
MENDES, Taís. Livro desvenda a agressividade no trânsito. Rio de Janeiro: O Globo, 07 nov. 2010, p. 37.

Foto:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bp2.blogger.com/_LtnsvrcloSc 
 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Governador Valadares: uma boa experiência de regularização




Uma Zona de Especial Interesse Social (ZEIS), ou Zona de Habitação de Interesse Social (ZHIS) é uma área definida pelo município como uma categoria que permita, mediante um plano específico de urbanização, estabelecer padrões urbanísticos próprios para determinados assentamentos. Uma ZEIS fica sujeita a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo. Uma ZEIS é um dispositivo o urbanístico usado pelo poder público para permitir que famílias pobres, ou de classe média baixa, possam morar em áreas centrais e não sejam cada vez mais levadas para a periferia.


Criar uma ZEIS significa reconhecer a diversidade de ocupações existente nas cidades, além da possibilidade de construir uma legalidade que corresponde a esses assentamentos e, portanto, de extensão do direito de cidadania a seus moradores. Nela é possível incluir de parcelas da população que foram marginalizadas da cidade, por não terem tido possibilidades de ocupação do solo urbano dentro das regras legais e permitir a introdução de serviços e infra-estrutura urbana nos locais onde eles antes não chegavam, melhorando as condições de vida da população.


Em Governador Valadares, MG destaca-se a experiência de regularização de habitações e obtenção de escrituras gratuitas em uma ZHIS. De acordo com a Lei 6.029, de dezembro 2009, aquele que possuir um único imóvel em um bairro de propriedade do Município situado numa ZHIS e utilizá-lo para sua moradia será beneficiado com a gratuidade da alienação, ou seja, não pagará ao Município pelo imóvel. A experiência ocorre inicialmente em uma comunidade chamada Bairro Querosene.


É uma experiência positiva a ser repetida em outras cidades.


Foto:

 

domingo, 7 de novembro de 2010

8 de novembro: Dia Mundial do Urbanismo


Dia 8 de novembro é o dia mundial do Urbanismo. Esta data foi decretada pela Organização Internacional do Dia do Urbanismo, fundada em 1949, em Buenos Aires, pelo professor Carlos Maria Della Paolera.

Temos o que comemorar?

Nossa utopia e é lutar pela boa qualidade de vida para todos. Há muito a ser feito.

sábado, 6 de novembro de 2010

Arquiteto e Cidadão


Para David Harvey, em seu livro "Espaços de Esperança" o arquiteto "pode (e na verdade deve) desejar, pensar e sonhar diferença". Deve possuir uma imaginação especulativa, uma tradição no pensamento utópico. Deve atuar como crítico do que vê , em relação a ampla gama de atuação a ele atribuída. A cidade é o objeto maior, mais nobre, onde o arquiteto deve intervir, ou pelo menos se manifestar quando há coisas ruins e coisas boas. Às vezes o papel como arquiteto também se confunde do papel como cidadão, ou como ser político.

Como arquiteto há 29 anos, sou cidadão de Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Cabo Frio, Niterói, Bicas, São Luiz, Arari, Presidente Dutra, Santa Inês, Halifax (Canadá), São Paulo e Viçosa, dentre outras cidades que vivi e me preocupei com seu destino. Muitas vezes me posiciono sobre algum assunto afeto à Arquitetura e Urbanismo, por posição ética e dever cívico. Alguns moradores de Viçosa confundem minha postura. Já me perguntaram se eu recebo algum salário da prefeitura de Viçosa. Acham alguns, até que eu tenho poder de reprovar projetos no IPLAM.

Já me sugeriram mais de uma vez que eu parasse de escrever "certas coisas " sobre o que se passa em Viçosa. Isso aconteceu, há alguns anos, quando fiz críticas a ocupação indevida do Shopping Chequer, depois sobre as invasões da linha férrea. Já fui avisado para cuidar só do que se passa do lado de lá das Quatro Pilastras. Já se manifestaram insatisfeitos comigo quando fiz críticas ao aspecto de sujeira, feiúra, abandono, falta de manutenção ou da arquitetura (melhor dizer falta dela) produzida na cidade. Já me avisaram que eu jamais pegaria algum projeto para desenvolver em Viçosa. Uns poucos me consideram arrogante, cabeça-de-bagre, deus ou um dos "ditadores da Academia".

O que eu quero é uma cidade com melhor qualidade de vida, onde a acessibilidade, o impacto ambiental das intervenções inadequadas, as más condições de moradia deixem de ser graves problemas. Quero lutar pelo bom funcionamento do IPLAM, pela ativação do COMPLAN, pela defesa do patrimônio cultural de Viçosa, por soluções para o saneamento básico, para as habitações de interesse social que somem mais que apenas números e valores. Quero ter o direito de me manifestar e lutar para que aqueles que tem uma posição diferente, mas séria, sobre os destinos de Viçosa, exponham suas opiniões. Nem sempre posso estar certo. Posso aprender com críticas construtivas. Mas, enquanto eu for abordado na rua ou receber mensagens de apoio ao que eu escrevo, vou continuar a fazê-lo . É meu direito e meu dever. Que tantos outros façam o mesmo. Agradeço imensamente aqueles que me dão a oportunidade de me manifestar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Presente para a cidade

No nosso aniversário, ganhamos presentes. No aniversário de amigo ou parente, damos presentes. No aniversário de nossa cidade, que presentes damos a ela?
Algumas opções:
a- construímos nossa calçada e a deixamos em condições de acessibilidade?
b- limpamos e cercamos corretamente nosso terreno ?
c - não jogamos lixo na rua ou em terrenos baldios?
d- pagamos todos os impostos?
e - respeitamos todas as leis de trânsito?
f - não invadimos áreas públicas?
g - fazemos algum tipo de gentileza urbana?
h - participamos de reuniões públicas sobre plano diretor, conferência da cidade, plano de saneamento, plano de habitação etc.?
i - respeitamos a legislação de uso e ocupação do solo?
j - acompanho os trabalhos dos vereadores?
k - tudo isso junto e mais alguma coisa...
l - nada disso, não tenho nada a ver com isso, pois tenho que cuidar de mim.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Curso de Planejamento e Gestão Municipal

Casa dos Prefeitos e CAIXA realizam curso de Planejamento e Gestão Municipal
O Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFV (DAU), juntamente com A Casa dos Prefeitos realizará no dia 5 de novembro, no Centro de Ensino e Extensão (CEE), o curso "Planejamento e Gestão Urbana Municipal".
O evento é voltado para dirigentes municipais, assessores, consultores e demais interessados na área e terá dois focos: o primeiro, de cunho técnico, será ministrado por especialistas da UFV; o segundo, com perfil de financiamento, será ministrado por técnicos da Caixa Econômica Federal, instituição parceira da Casa dos Prefeitos
A iniciativa deste curso partiu de uma necessidade detectada pela Casa dos Prefeitos em relação às administrações municipais na área de gestão municipal, especialmente diante da necessidade da elaboração de Planos Diretores.  A coordenação dos trabalhos será do professor Ítalo Stephan, do DAU.
As inscrições são limitadas a quarenta vagas gratuitas e devem ser feitas pelos telefones (31) 3899-3222 ou 3899-3223. Mais informações, mande e-mail para: casadosprefeitos@ufv.br

domingo, 17 de outubro de 2010

Rodoviária em Viçosa


A possível futura estação rodoviária de Viçosa. (Foto Ítalo Stephan, 2010)

Há propostas sendo estudadas para a remoção da estação rodoviária para fora do centro de Viçosa, como já preconizava o Plano diretor de Viçosa, de 2000. Sairiam de circulação na saturada Av.Marechal Castelo Branco vários ônibus. Há uma estrutura pronta, conhecida como "Fama' , que parece adequada para ser adaptada, com facilidade, por algum tempo. Os pontos a serem estudados com muito cuidado são os acessos, muito próximos a uma curva e ao mal resolvido trevo de acesso ao centro e os serviços de transporte: ônibus com conexões e táxis. Seria a hora também de resolver o barranco depositado há anos sobre o leito da rodovia, bem ao lado do trevo.

Seria uma solução que a administração municipal parece querer e ter condições de resolver. A atual estação pode muito bem ser utilizada como um terminal de ônibus urbano e para receber as barracas do Shopping Chequer. Uma reforma mais ousada incluiria o estudo para ampliá-la também com o uso como edifício garagem.

Com a retirada do Shopping Chequer, teríamos a oportunidade de melhorar as condições de toda a área, requalificando-a com passeios acessíveis e largos, com um tratamento paisagístico das margens do ribeirão São Bartolomeu, melhorando uma área tão central e tão cheia de gambiarras. Mas, para o futuro, a estação rodoviária deverá ser construída em outro local. O mais apropriado é o da área próxima ao trevo de São José do Triunfo, como local mais próximo a alça viária.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cidade Ecológica em Portugal



Cidade ecológica em Portugal terá cérebro e sistema nervoso.
A cidade PlanIT Valley terá não apenas um cérebro eletrônico, mas também seu próprio sistema nervoso, capaz de "sentir" e controlar tudo, do uso da água ao consumo de energia.


São interessantes essas propostas do "novo urbanismo" mas as críticas existem no sentido de  que se criam condomínios fechados, ocasionam a gentrificação, o conservadorismo estilístico, a homogeneidade e uma imagem geral de intolerância.Não oferece solução alguma para os problemas urbanos já existentes, já que a receita é aplicada apenas em novos empreendimentos. 
Como diz Fernando Lara: "muita identidade e pouca alteridade por trás de uma fachada de normalidade, muito parecido com o Show de Truman ou com a ficção de Aldous Huxley. Mas não deixa de ser uma articulação admirável a qual devemos prestar atenção. Admirável urbanismo novo."


Recomendo a leitura do texto de Fernando Lara em:
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/01.009/923


Veja no link:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cidade-ecologica-portugal&id=010125101013&ebol=sim


Foto:
http://quartarepublica.blogspot.com/2010/06/alo-alo-daqui-planit-valley.html

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Arquiteto da Semana: Marcelo Ferraz









Vale a pena visitar o site da Brasil Arquitetura, escritório liderado por um dos maiores arquitetos do Brasil, Marcelo Ferraz e Francisco de Paiva Fanucci.
Ele projetou obras belíssimas como o Museu Rodin da Bahia, o Museu do Pão, Museu de Igatu.

Acesse o link:
http://www.brasilarquitetura.com/

Um link com uma entrevista:

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carta aos jovens





Por duas vezes lemos na mídia local opiniões que exprimem o desapreço pelo fato de os jovens estudantes da UFV terem participado do protesto contra o estudo preliminar apresentado pela administração municipal objetivando inserir uma saída no Balaustre, com a finalidade de desafogar o trânsito. O termo "massa de manobra", sobejamente conhecido por políticos velhos e jovens com a mesma mentalidade, tenta inibir este ato legítimo de repulsa a uma agressão a um bem tombado, marco arquitetônico e referencial no nosso urbanismo. Devolvemos o termo (massa de manobra) para esses progressistas de plantão que não fizeram nada, enquanto jovens, contra as agressões que a cidade de Viçosa foi sofrendo ao longo das diversas administrações factóides que, à procura de votos futuros, alimentaram transgressões urbanas.

Assim se sucedeu com o Shopping Chequer, o bairro "Nova" Viçosa, agora as casas (Minha casa, Meu pesadelo) nas Coelhas, a ocupação silenciosa da linha férrea (quem dá alvará?), a ocupação dos córregos e ribeirões e muitas outras apropriações sem planejamento e responsabilidade, que tornaram Viçosa uma cidade feia e inimiga da qualidade de vida mínima. Tornou-se legal pagar para agredir o meio ambiente, com "compensações financeiras" ridículas, para obtenção de lucros altíssimos na construção de prédios ao longo do São Bartolomeu e do Córrego da Conceição. Isso sim é servir de massa de manobra. Qual a solução para o Colégio de Viçosa, caindo aos pedaços? De quem é o Mercado Municipal? O que foi feito do Cine Brasil, Cine Odeon e muitos outros marcos arquitetônicos, que dentro de projetos mais bem elaborados, poderiam persistir e contribuir com a fixação da nossa história e nossa identidade? A resposta, como aconteceu agora com a casa rosa da Av. Santa Rita, foi se curvar aos interesses de um capitalismo rampeiro. Qual será a próxima bola da vez? O Hotel Rubim? Algum dos casarões da Praça Silviano Brandão? Até quando o Conselho Municipal de Planejamento - Complam – permanecerá intencionalmente inativo, deixando que várias intervenções sérias na estrutura urbana passem sem um mínimo de discussão?

Muitas vezes somos cobrados pela falta de ação da UFV na cidade. Quando ela acontece, partes reacionárias da imprensa, dos políticos e do setor imobiliário reagem como dessa forma. A esperança é que vocês, jovens, ao aderirem voluntariamente a uma causa que consideram justa, retomem o mesmo espírito dos "caras pintadas" (na época do impeachment do Presidente Collor) e percebam que não têm nada a aprender com estes políticos que se apegam a um "progresso" que anda para trás. Ser viçosense não é só ter nascido aqui, mas ter um compromisso com o local onde vivem, mesmo que seja por um determinado tempo. É querer que a cidade seja mais justa, inclusive para os tantos nativos que não tem direito à educação, moradia e emprego com um mínimo de dignidade e recompensa.

A anos luz daqui


Maravilha da natureza a anos luz da Terra.
A forma à esquerda em espiral é perfeita e é  um mistério espetacular.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lei Desrespeitada

A própria prefeitura desrespeitou a Lei 1951/2009, com o acréscimo de um terceiro pavimento do Consórcio intermunicipal de Saúde em frente ao Colégio de Viçosa.

Lei 1951/2009

Estabelece normas de construção para o entorno do Colégio de Viçosa 16/04/2009

O Povo do Município de Viçosa, por seus representantes legais, aprovou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei: 



Art. 1º - Sem prejuízo das demais normas de posturas e de edificações fixadas pela legislação municipal pertinente, são vedadas, na área do entorno do Colégio de Viçosa edificações: I - com mais de 02 (dois) pavimentos; II - que causem prejuízo ao aspecto arquitetônico, histórico e cultural do Colégio de Viçosa; III - que acarretem o fracionamento dos lotes atualmente existentes. 
Art. 2º - Em caso de justificado interesse público para a edificação de obras públicas, poderão ser aprovados projetos com até 04 (quatro) pavimentos, mediante parecer favorável do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural, sem prejuízo das demais normas urbanísticas pertinentes. 
Art. 3º - Para fins desta Lei, entende-se por entorno do Colégio de Viçosa toda a área localizada às margens das vias que circundam o referido prédio pelas laterais, bem como toda a área localizada nos fundos até confrontar com a área do Parque do Cristo.

Viçosa, 16 de abril de 2009

Raimundo Nonato Cardoso Prefeito Municipal

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Artigo sobre Planos Diretores em Minas Gerais

Vejam meu artigo: "Planos Diretores em Minas Gerais: vinte anos de exigência constitucional" na Revista RISCO n. 10. Dá para fazer download no site:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bela Florianópolis




Florianópolis (Ítalo Stephan 2010)

Florianópolis é um município-ilha de inúmeras belezas naturais e de um povo educado. Possui uma longa rede de vias que interligam áreas urbanas esparsas em meio a matas e mangues  preservados, morros, e praias. Rica em frutos do mar e em cultura, vale a pena conhecer.
Possui áreas urbanas organizadas e limpas, uma arquitetura rica de de períodos diversos, como o colonial, o eclético, neocolonial, moderno e contemporâneo que coexistem muitas vezes em harmonia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Patrimônio Cultural

Fundamental para estudantes de Arquitetura e Urbanismo:
baixar o Manual de Diretrizes de Proteção do Patrimônio Cultural
do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.
Depois de baixar é importante conhecer e estudar o conteúdo.


www.iepha.mg.gov.br/component/docman/doc.../34-apostila-diretrizes-

Educação Patrimonial

Para quem quiser aprender um pouco mais assista o vídeo: Educação patrimonial: Carlos Fernando Delphim
http://www.youtube.com/watch?v=YmBB4FDx31I

domingo, 26 de setembro de 2010

Balaústre meu amor









Em outra edição da Folha da Mata (24/09/2010), Pélmio Carvalho destaca em seu editorial "O balaústre da discórdia", sobre a audiência pública da intervenção no Balaústre, que seu jornal se manifesta "sempre, favoravelmente a toda ação de demolição e modernização da cidade" e ainda escreve:

"Estamos, os viçosenses, todos envolvidos em nova questiúncula. Desta feita, devido à formação e posicionamento entre dois grupos: aqueles que querem a conservação do status quo daquela balaustrada que serve de travessa, corrimão e peitoril entre os dois desníveis da Avenida Bueno Brandão, em Viçosa, e aqueles que são favoráveis ao progresso e à modernidade."

Outros equívocos:

"Falavam em Patrimônio Histórico, como se estivessem falando em um prédio situado em todas as maiores cidades e em HISTÓRIA como se fosse aqueles contos que nos contam nossos velhos sobre a figura de nosso folclore ou das peripécias de nossos avoengos."

Em uma lista de definições sobre história cita: "Restaurar um edifício não é mantê-lo ou refazê-lo, mas restabelecê-lo num estado completo que pode nunca ter existido – EugênioVioleta-le-Duc [sic] – arquiteto restaurador (este sim, sabia das coisas)".

O pretenso historiador precisa urgentemente rever seus conceitos. E ler as Cartas Patrimoniais.

Como ele mesmo disse: "A ementa [sic] ficou pior que o soneto" .

Para "aprender" mais, leiam o editorial completo, com um bom dicionário ao lado.

Gente, progresso e preservação são perfeitamente e desejavelmente compatíveis.

Urbanismo Inovador



Outro site que tem matérias excelentes sobre urbanismo inovador

Arquitetogeek.wordpress.com

Há um projeto magnífico, premiadíssimo, em Osaka, de um parque em terraços

Projeto do escritório The Jerde Partnership, com sede em Amsterdam, Hong Kong, Los Angeles, Dubai, Seul e Shanghai

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Who's your city

Visitem o site de Richard Florida.
Richard Florida (nascido em 1957 em NewarkNew Jersey) é um teórico americano do Urbanismo. É licenciado em Ciências Políticas pela Universidade Carnegie Melon, em Pittsburgh, mas a sua principal atividade acadêmica encontra-se associada à área de Economia Urbana
É incrível e cheio de artigos, videos, comentários sobre várias cidades do mundo e mapas com informações inovadoras


http://www.creativeclass.com/whos_your_city/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Audiência Pública sobre o Balaústre


Foi realizada dia 20 de setembro de 2010, às 18h, na Câmara Municipal de Viçosa, uma audiência pública para discutir sobre  o destombamento do Balaústre e a proposta de intervenção no bem tombado, visando resolver, através da construção de uma rampa, um ponto que interessa principalmente aos taxistas da cidade.
O plenário ficou cheio e seis dos nove vereadores vereadores estiveram presentes.

O secretário municipal de trânsito apresentou idéias genéricas para alterações do trânsito na área central da cidade, algumas delas dependendo do uso e de intervenções no leito da linha férrea.

Figura 1

Figura 2 

Eu, como representante do Conselho Municipal de Cultura e Patrimônio Cultural e Ambiental de Viçosa – CMCPCA - apresentei conceitos gerais sobre a importância da preservação dos bens culturais e alguns argumentos contra a intervenção no Balaústre, principalmente quanto ao impacto da construção de uma rampa no local, pois o croqui apresentado pelo secretário é subdimensionado (figura 1). Uma rampa adequada seria muito maior e impactaria muito mais o balaústre, invadiria o leito da linha e impediria a continuidade da linha como solução viária e a implantação do VLT (figura 2).

Os encaminhamentos foram: que um projeto de modificações emergenciais no trânsito seja apresentado e discutido com a comunidade, e que cabe ao CMCPCA a decisão sobre a intervenção no Balaústre.

Tem-se a impressão que a população em geral não se importa com o patrimônio histórico, principalmente se ele se torna um empecilho ao “progresso”. Creio que é preciso um bom trabalho de educação patrimonial.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NOTA DE PROTESTO


PATRIMÔNIO: INTERESSE EM SUA DESQUALIFICAÇÃO

Tudo começou com a mudança de prefeito em 2010. O anterior perdeu o cargo na justiça e o segundo mais votado assumiu. Pressionado a tomar medidas urgentes para melhorar o trânsito nessa cidade de 85.000 moradores e 30.000 veículos, surge, da Secretaria de Trânsito uma proposta de alterar uma rampa que faz parte do Balaústre. Essa estrutura, é uma balaustrada de 480 metros de extensão acompanha um trecho central da linha férrea de Viçosa. Foi tombada e restaurada em 1999.
A intervenção da secretaria visa resolver  pontualmente a ligação de um desnível de 2,80 metros, para encurtar em cerca de 200 metros o trajeto de alguns veículos. A proposta prevê uma rampa de 28% de declividade, com 4 metros de largura. Um croquis dessa proposta foi parar no Conselho Municipal de Cultura e Patrimônio Cultural e Ambiental de Viçosa para análise. O conselho, indeciso,  definiu por levar a discussão para uma audiência pública.
Enquanto isso, parte da imprensa local começou um trabalho para apoiar O destombamento do Balaústre e desqualificar o Conselho, seus representantes e o próprio patrimônio arquitetônico da cidade..
No editorial de 03/09/2010, Pélmio Carvalho, editor do jornal Folha da Mata, defendendo o destombamento do Balaústre, para desqualificar os membros professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa,  disse:

“Por razões sentimentais e por achar que assim deveria ser, podem todos e cada um conservar o seu, mas nunca “achar” que o casarão do ilustre, falecido tem que ser conservado e mantido pelos seus herdeiros, ficando eles, às vezes, a mingua para satisfazer a opinião de alguém que gosta de tomar clister com as nádegas dos outros (grifo meu),. São eles, sem sabê-lo, stalinistas, para quem “o meu é meu o que é seu, podemos discutir”.

Para desqualificar o tombamento afirma “Querem destombar a dita obra que não teve nenhum interesse público para que fosse tombado” e “seria oportuno que se destombasse o trambolho (grifo meu), a apoteose ao mau gosto”.
O mesmo jornal (17/09/2010), comentando sobre uma manifestação organizada por professores do Curso de Arquitetura e um ex-vereador, arquiteto, a qual levou algumas dezenas de professores de outros cursos,  alunos e simpatizantes a “abraçar” simbolicamente o Balaústre:

Um pequeno grupo de alunos dos cursos de Arquitetura e Geografia da UFV – entre eles poucos nativosforam levados a “fazer” um abraço simbólico ao velho Balaústre, como protesto pela intervenção que a PMV quer fazer na obra. Bom seria que se fizesse nova manifestação, sem o “comboio” dos professores.” (grifos meus)

Na mesma frase ele diminui a presença de pessoas, discrimina “nativos ”e “não nativos”, trata dos estudantes como massa de  manobra dos professores.
Da Câmara Municipal de Viçosa saiu, em matéria do mesmo jornal o comentário de um vereador médico que comentou sobre os professores, do curso de Arquitetura e Urbanismo, membros  do Conselho, como  “uns cabeças de bagre que temos que tolerar”(grifo meu).
É esse o nível de discussão que se quer levar, é claro que por um pequeno, embora influente grupo de pessoas. Há o risco de desfigurar o Balaústre e se iniciar um processo de desaparecimento do pouco que restou do patrimônio histórico de Viçosa, para receber intervenções sem a garantia que terão resultado e para que a construção civil, muito aquecida em Viçosa, possa substituir casarões ecléticos por prédios de doze pavimentos com afastamentos mínimos (alterados pela Câmara Municipal).