sábado, 29 de maio de 2010

Dores do Turvo: patrimônio em risco




A imponente igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, inaugurada em 1943, na pequenina Dores do Turvo (4600 habitantes, IDH: 0,711), em plena Serra da Mantiqueira, a 54 km de Viçosa, precisa de cuidados.

É uma igreja com algumas características ecléticas. Implantada sobre platô acima da praça, é acessível por ampla escadaria e rampa lateral. Sua planta é organizada em átrio ladeado por batistério e nicho com as figuras de Jesus, Maria, Maria Madalena, São Dimas e São João Evangelista. Se desenvolve em nave principal ladeada por duas naves laterais. Ao fundo, ao lado do altar, dividido por arco cruzeiro, ficam a capela e um conjunto de salas. Ao fundo a planta se desenvolve a partir de um decaedro dividido ao meio.

Suas duas torres se erguem, escoradas em contrafortes, em 4 blocos justapostos sendo que o quarto tem os cantos chanfrados e é encimado por cobertura cônica que termina em cruz de metal. Tem apenas uma entrada central ladeada pelas estátuas de São Pedro e São Paulo.

É riquíssima internamente, com pinturas e imagens de grande qualidade artística. Embora sóbria externamente, pois seu revestimento foi feito à base de pó de pedra não faltam cores internamente.Tem um raríssimo órgão tubular, ladrilhos hidráulicos variados em ótimas condições.

Está interditada porque há riscos para a segurança de seus frequentadores. As instalações elétricas não são seguras. Há algumas trincas, que aparentemente que afetam apenas o reboco, mas são perigosas pois podem soltar pedaços de uma grande altura e ferir gravemente as pessoas.

É necessário cuidar desse importante patrimônio cultural. A igreja precisa de projetos de incêndio, cuidados nas instalações, preservação das suas obras de arte.

3 comentários:

  1. Construção maravilhosa, fico encantada com a riqueza dos detalhes dos vitrais.

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  2. População e Conselho Municipal de Patrimônio Cultural estão se mobilizando e realizando intervenções na igreja.

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  3. Estive la ontem, de bike.. Sou de Ubá. Adorei a cidade: bonita, pequena, interiorana, receptiva, clima agradavel. Fiquei encantado com riqueza arquitetônica da igreja, q mais parece uma catedral. Mas era bem visivel a falta de cuidado, pois o tempo nao perdoa, nem mesmo o concreto. Penso q a igreja romana devia fornecer subsídios para uma reforma, ja que foi a mesma q construiu inicialmente para adeptos de sua propria doutrina (enfim, historia longa)e tambem por ser uma uma instituicao rica (muito rica por sinal). Tambem tenho conhecimento q a cidade é pequena, nao dispoe, entao, de tantos recursos financeiros para uma obra de reforma, q com certeza nao deve ficar barata. Talvez por isso nao haja interesse da igreja (como instituicao) em propor em prática de uma recomposicao do predio. Existe tambem uma questao politica nisso tudo, mas sendo uma cidade com menos de 5 mil habitantes, tambem insere-se um novo problema: a arrecadacao é pequena. Acredito q so haja recurso se os proprios moradores tomarem uma atitude e se unirem para o bem cultural da cidade. Uma pena. Abraco a todos.

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