quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cabeças de bagre


Sobre a posição de alguns membros do Conselho Municipal de Cultura e Patrimônio Cultural de Viçosa, a respeito da inadequada proposta de criar uma rampa de acesso que liga o pátio da estação à av. Bueno Brandão, a partir de uma intervenção desnecessária e injustificada em um bem municipal tombado, um vereador de Viçosa, médico disse:

"uns cabeças de bagres que vem da Universidade e que temos que tolerar".

É uma pena termos esse tipo de comentário, de quem quer que seja, pior ainda de uma pessoa que deveria ter educação, que poderia provocar um diálogo em bom nível e que tem nas mãos a vida de muitos pacientes.
A opinião pode também ser um tiro no pé:

"Para quem não sabe, ela é empregada para designar aquelas pessoas de pouca ou nenhuma inteligência ou se a tem, não a usam em proveito próprio e muito menos dos outros. São repetidores incansáveis de idéias, conceitos e preconceitos alheios, e quando se metem em política, é o que se vê na maior parte de nossos políticos, um desastre, um bando de políticos cabeça de bagre."
(Marco Celso Huffell Viola -http://marcocelsoviola.blogspot.com/)

10 comentários:

  1. Antonio Teixeira Chequer1 de setembro de 2010 13:31

    Querer fazer as coisas rapidas com garra e driblando o exesso de burocracia eu até admiro, mas chegar cru e querer passar por cima das coisa e de pessoas não pode. Infeliz a declaração desse pau mandado aí! Gostei deste espaço. Parabéns.

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  2. É triste ouvir de um representante da cidade de Viçosa, uma frase tão infeliz. Afinal, são esses "cabeças de bagre" que tentam defender a memória da cidade. São esses "cabeças de bagre", muitas vezes nascidos em outras cidades, que adotaram Viçosa como a "sua" cidade que tentam preservar os valores locais em benefício das gerações futuras. São esses "cabeças de bagre que vêm da Universidade e temos que tolerar" que projetam o nome de Viçosa, tornando-a conhecida e respeitada no Brasil e no exterior. Diante desse pouco, acredito que deveria haver um pouco mais de respeito com "esses cabeças de bagre", posto que eles estão querendo preservar e não destruir. Soluções simplistas, reducionistas deveriam ter ficado no passado. Já passou da hora de mostrar a população que ela tem o direito de participar das decisões que afetam a cidade. Já passou, há muito, que a participação da população reduzia-se ao ato de votar... É preciso que a administração coloque claramente à população o significado que o balaústre tem para Viçosa. É preciso que a população perceba que ali está muito da história e da memória de Viçosa. Talvez sem esses "cabeças de bagre da UFV", Viçosa será, dentro de um futuro muito próximo, uma cidade sem passado...
    Luiz Fernando Reis

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  3. Certos políticos,oriundos da classe médica,em desvio de função,esquecem que na profissão deles, quando cometem erros, estes são enterrados. O administrador público, quando comete erro, este fica à mostra, para todo mundo ver.
    Elaine Cavalcante Gomes

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  4. Parabéns "cabeças de bagres", estou com vocês na defesa do Balaústre, na preservação da história de nossa cidade.
    Atentemos também quanto ao retrocesso da limpeza urbana. O SAAE é nosso, zela pelo bem do município. A empresa privada só quer o lucro. Quanto mais lixo produzir, melhor. Ela ganha pela quantidade de lixo produzido. E tem muita gente, há muito tempo querendo esta oportunidade. Estamos juntos na defesa de nossa cidade. Lúcia Duque Reis

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  5. A atitude cidadã dos que defendem as nossas tradições e monumentos culturais não pode ser reduzida a uma expressão popular simplesmente.
    Eu sempre imaginei que as casa legislativas eram para o debate em busca de solução para os problemas da comunidade. Reduzir o debate a uma mera expressão popular é um ato para o qual eu jamais delegaria poderes.
    Aqueles que emprestam suas vidas, em nome do bem comum merecem todo respeito.
    Não podemos chamar de "cabeças de bagre", aqueles, ou aquelas pessoas que fazem o nome da instituição onde trabalham um modelo na área do conhecimento científico reconhecido e admirado mundialmente.
    Esta frase coloca em cheque a credibilidade do serviço prestado pela UFV a este país e a diversas nações do mundo. E isso também é agressão ao patrimônio cultural.
    Confesso que também não nasci aqui, meus pais sim, eu vivo aqui a mais de 38 anos, e de uns tempos prá cá de forma descontente por ver o rumo de destruição que a cidade vem trilhando.
    Aquele que deveriam zelar pela nossa segurança e bem estar físico, moral e até mesmo espiritual, finge não ver o que vem sendo praticado contra o nosso patrimônio cultural.
    Faz tempo que a imagem da padroeira da cidade está encurralada dentro de um boteco, montado em área que pertence a todos nós, sem que tivéssemos dado autorização. Eu pelo menos não permito tal falta de respeito. As calçadas viraram propriedade privada e deixaram de pertencer à coletividade.
    A estátua do Ex-Presidente da República, localizada em frente ao Museu que preserva a sua memória também não recebe o devido tratamento diante da sua envergadura histórica.
    Seria o desrespeito com a memória do ex- Presidente Artur Bernardes, o primeiro sinal de intolerância com os "cabeças de bagre”?
    Afinal foi ele quem criou as condições para que "cabeças de bagre" aqui viessem trabalhar e morar.
    Como simples cidadão, gostaria muito que o meu representante que pronunciou esta frase, se retratasse, pois deixo claro que fiquei muito orgulhoso em saber que aqui tem "cabeças de bagre" para defender o bem comum, do qual eu me sinto dono também. E preocupado em saber que tem autoridade que não se preocupa com o cumprimento do seu dever constitucional.
    “No Balaustre Ninguém Toca”
    José Afonso Karibé

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  6. A atitude cidadã dos que defendem as nossas tradições e monumentos culturais não pode ser reduzida a uma expressão popular simplesmente.
    Eu sempre imaginei que as casa legislativas eram para o debate em busca de solução para os problemas da comunidade. Reduzir o debate a uma mera expressão popular é um ato para o qual eu jamais delegaria poderes.
    Aqueles que emprestam suas vidas, em nome do bem comum merecem todo respeito.
    Não podemos chamar de "cabeças de bagre", aqueles, ou aquelas pessoas que fazem o nome da instituição onde trabalham um modelo na área do conhecimento científico reconhecido e admirado mundialmente.
    Esta frase coloca em cheque a credibilidade do serviço prestado pela UFV a este país e a diversas nações do mundo. E isso também é agressão ao patrimônio cultural.
    Confesso que também não nasci aqui, meus pais sim, eu vivo aqui a mais de 38 anos, e de uns tempos prá cá de forma descontente por ver o rumo de destruição que a cidade vem trilhando.
    Aquele que deveriam zelar pela nossa segurança e bem estar físico, moral e até mesmo espiritual, finge não ver o que vem sendo praticado contra o nosso patrimônio cultural.
    Faz tempo que a imagem da padroeira da cidade está encurralada dentro de um boteco, montado em área que pertence a todos nós, sem que tivéssemos dado autorização. Eu pelo menos não permito tal falta de respeito. As calçadas viraram propriedade privada e deixaram de pertencer à coletividade.
    A estátua do Ex-Presidente da República, localizada em frente ao Museu que preserva a sua memória também não recebe o devido tratamento diante da sua envergadura histórica.
    Seria o desrespeito com a memória do ex- Presidente Artur Bernardes, o primeiro sinal de intolerância com os "cabeças de bagre”?
    Afinal foi ele quem criou as condições para que "cabeças de bagre" aqui viessem trabalhar e morar.
    Como simples cidadão, gostaria muito que o meu representante que pronunciou esta frase, se retratasse, pois deixo claro que fiquei muito orgulhoso em saber que aqui tem "cabeças de bagre" para defender o bem comum, do qual eu me sinto dono também. E preocupado em saber que tem autoridade que não se preocupa com o cumprimento do seu dever constitucional.
    “No Balaustre Ninguém Toca”
    José Afonso Karibé

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  7. O Patrimônio Histórico e Artístico e a missão da universidade
    (Trecho do discurso de Rodrigo Mello Franco de Andrade, diretor da DPHAN (atualmente IPHAN), quando foi agraciado com o título de professor honoris causa da Faculd. de Arquitetura da Universidade da Bahia, 1963).
    "Agravam-se e multiplicam-se, de fato, ultimamente, as ameaças ao espólio cultural que nos incumbe proteger. A despeito das prescrições bem inspiradas das constituições que têm regido o Brasil, desde a de 1934, complementadas pela legislação especial em vigor a partir de 1937, os riscos a que está exposto nosso patrimônio histórico e artístico só tendem a aumentar. Concorrem para esse efeito a ação do desgaste do tempo e a dos fatores climáticos desfavoráveis na fragilidade intrínseca da maioria dos monumentos, de par com os danos produzidos pelo comércio imobiliário, frequentemente convertido em especulação, tudo isso piorado por um certo espírito de "desenvolvimentismo" mal concebido, decorrente da incompreensão quase generalizada entre nós da importância fundamental dos valores a proteger. Há, pois, necessidade premente da mobilização de nossos compatriotas mais esclarecidos, no seio das instituições educativas e em todos os setores, a fim de fazer a população nacional compenetrar-se do dever cívico e do próprio interesse utilitário que tem de defender vigorosamente seu acervo cultural."
    O título também poderia ser: O Patrimônio Histórico e Artístico e a missão dos "cabeças de bagre da universidade que nós temos que tolerar"...
    Luiz Fernando Reis

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  8. Essa é mais uma,que teremos que engolir,do mesmo modo como engolimos,quando a nosso CBIA,antiga FUNABEM passou a pertecer a UFV.
    Quando destruiram nossa praça,e fizeram aquilo que é hoje,uma vergonha.Temos que dar um basta nisso.Deixo aqui a minha tristeza.

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  9. Cabeça de Bagre é quem vota numa pessoa dessa para representar o povo na camara de vereadores. Salame que papelão heim meu filho? pena que o povão não tem acesso a esse tipo de notícias. Lamentavél!!

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  10. ...Certos políticos,oriundos da classe médica,em desvio de função,esquecem que na profissão deles, quando cometem erros, estes são enterrados. O administrador público, quando comete erro, este fica à mostra, para todo mundo ver... Nao sao somente políticos da oriundos da classe médica que querem acabar com Vicosa, senao aquelas pessoas que vao atrás da classe médica para conseguirem seus remediozinhos que colocam na prefeitura qualquer merda... o que diríamos de políticos analfabetos que sao eleitos para um cargo de tanta responsabilidade??? Político é político em qualquer lugar do mundo, só que em alguns países as pessoas sao mais exigentes e nao elegem qualquer um... Temos que preservar o Balaústre sim, é um patrimonio da cidade, história da cidade... No que diz respeito à nossa Praca, defendo a idéia de que deveríamos enviar idéias aos nossos líderes e a melhor idéia seria levada adiante... De que adianta falar mal deles agora? Temos que fazer passeata e nos pronunciar... chega de analfabetismo no poder "cabecas de bagre"...

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