terça-feira, 28 de agosto de 2012

Êh Minas!

No jornal  "O Estado de Minas" de 27 de agosto há um artigo do Senador Aécio Neves, intitulado "Orgulho de Minas", exaltando os resultados da educação em Minas, que a coloca entre os dois ou três melhores do país. Fala da competência equipe da secretaria  de Estado, do programa de transporte escolar, de inclusão digital, da merenda escolar, dos investimentos.
No texto não aparece a palavra professor. Sugere-se que o professor nada tem a ver com o sucesso dos dados e estatísticas.
Além da absurda ausência de menção ao principal elemento desse processo, pergunta-se: se a equipe foi tão competente, por que a justificativa sobre o corte de 50% da bolsa de produtividade dos professores  é a do não alcance das metas por parte da Delegacia da Secretaria de Estado da Educação em Ponte Nova?
Orgulho de quê, mesmo?

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pequenas cidades criativas - quando tamanho não é documento


Importante texto:
Acessado em: http://www.canalrh.com.br/mobile/artigo.asp?o=%7B27DA09F9-D5F3-4857-A4E8-130BB5611178%7D&a=4

Ana Carla Fonseca

Pense rápido: que nome lhe vem à mente, quando alguém lhe diz "cidade criativa"? Barcelona, Londres, Nova York? Ou, com certa relutância mas bom nacionalismo, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife? Chamo para o debate as singelas Cataguases, Piraí e Maria da Fé - cidades reduzidas na escala, mas grandes na capacidade de se reinventar, inovar e transformar seu contexto.

Levante a mão quem, algumas linhas acima, imaginou a criatividade urbana sob a forma de prédios de arquitetura arrojada, equipamentos culturais tão atraentes por fora quanto por dentro, longas ciclovias e lojas de todo gênero. Tudo isso forma a criatividade, certo? Errado. Os espaços construídos (ou não) são o hardware que sustenta fios muito mais sutis, compostos por pessoas e por suas interações com os outros, com o ambiente, com o contexto em que se inserem. Espaços públicos, mobilidade eficaz e canais de comunicação com o mundo são instrumentos para catalisar a criatividade e reforçar o tecido social, mas criativas são as pessoas, não a infraestrutura. Quão mais criativos forem os habitantes de uma cidade, mais criativa a cidade será. Quão maior a diversidade no espaço urbano - de pontos de vista, posicionamentos, atitudes -, mais propensa à criatividade ela será.

Assim com suas irmãs de maior porte, muitas pequenas cidades, mundo afora, utilizam sua criatividade para resolver problemas e vislumbrar o que outros não viam. Por desconhecimento geral de suas histórias e feitos, as pequenas cidades criativas não costumam aparecem em nosso radar. Mas, quando se apresentam, revelam uma fonte pródiga de inspirações.

Que me seja testemunha Paraty, talvez a mais conhecida das pequenas cidades criativas brasileiras. Sede de um porto de capital importância durante o ciclo do ouro, berço de comércio e manancial de tradições, festas e manifestações - das procissões marítimas à destilação da cachaça, dos ofícios de marinharia às casas de farinha -, Paraty caiu em esquecimento por várias décadas. Até que, com a construção da Rio-Santos, essa pérola barroca voltou a se revelar aos olhos do mundo. Primeiro, aos dos artistas como Paulo Autran e Maria Della Costa, personagens emblemáticos de nossa cultura e ímãs de atenção da sociedade. Depois, dos turistas que se encantavam com uma cidade tão autêntica e culturalmente colorida. Aos poucos, o patrimônio arquitetônico foi passando para as mãos dos forasteiros; enquanto o patrimônio imaterial permanecia recluso à comunidade local.

A tensão em uma cidade de centralidades cindidas e a visão devastadora do que havia ocorrido com as cidades vizinhas levaram Paraty a perguntar o que gostaria de ser em um futuro cada vez mais próximo. Como "desculpas" para esse processo de reunião da cidade e apropriação de sua trajetória por parte da população surgiram a ONG Casa Azul, o Comitê Gestor da Cidade e, encarapitada como a ponta do iceberg desse processo de transformação, a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty.
Assim como a Flip, o Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga não é organizado apenas na cidade, mas sim pela cidade. Se uma cidade criativa se reinventa continuamente (qualquer semelhança com empresas criativas ou pessoas criativas não é mera coincidência), desenvolver a autonomia, a responsabilidade e o engajamento da população com seu espaço é crucial. Tantos eventos culturais, sazonais e avassaladores, aterrissam em uma cidade como discos voadores refratários à população local, zarpam dias depois e deixam, além da grama machucada, uma sensação terrível de exclusão.

Pois a pequenina Guaramiranga, a 100km da capital cearense, resolveu que podia se valer de suas singularidades para se apresentar ao mundo, desenvolver uma nova estratégia socioeconômica e oferecer oportunidades à comunidade local, para que esta não fosse obrigada a migrar. Por décadas residência de verão das famílias abastadas de Fortaleza, integrante do maior polo produtor de café do estado, Guaramiranga perdeu seu protagonismo quando o dinheiro mudou de mãos e os pés de café deixaram de manter a economia de pé.

No imaginário coletivo, porém, os ecos desses tempos de fausto e brilhantismo, de saraus, tertúlias e serestas, persistiam. Cantos, danças e representações permaneciam teimosamente presentes durante os períodos de semeadura e colheita. A economia, porém, não encontrava alternativas de desenvolvimento; e a população de cinco mil habitantes, sobretudo a jovem, era em grande parte fadada a migrar por falta de escolha. O Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, idealizado pelas produtoras Rachel Gadelha e Maru Mamede, surgiu como um farol de ânimo e uma carta náutica conducente a uma nova trajetória. Com grande impacto econômico, social, turístico, ambiental e cultural, o Festival é organizado pela Associação dos Amigos de Guaramiranga e conseguiu incluir Guaramiranga no circuito de música instrumental do mundo.

Assim como as empresas vicejam em um ecossistema no qual as pequenas, médias e grandes se complementam e reforçam, as pequenas cidades criativas dialogam com as grandes e contribuem para os fluxos de criatividade e inovação. As cidades criativas, do tamanho que forem, são capazes de oferecer grandes inspirações para transformar a propalada criatividade do brasileiro em riquezas econômicas, sociais, culturais e urbanísticas. E o melhor disso é que temos 5.565 cidades à disposição da criatividade brasileira.


Ana Carla Fonseca é economista e urbanista, consultora e palestrante internacional pela Garimpo de Soluções

domingo, 26 de agosto de 2012

Rainha da Sucata em BH

Assim é conhecido o edifício em estilo pós-moderno localizado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Projetado por Éolo Maia e Sylvio de Podestá, foi inaugurado em 1990. O projeto propõe um diálogo crítico com os demais edifícios da praça.
Ver mais:
https://www.ufmg.br/online/arquivos/003782.shtml

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Biblioteca de Oscar



Curvas elegantes no projeto de Oscar Niemeyer para a biblioteca em Belo Horizonte, na Praça da Liberdade.

Enquete eleições Viçosa!

http://enquete.vetorti.com/MG/Vicosa
http://enquete.vetorti.com/MG/Vicosa

Grupo "Candidato, mostre sua cara" no Facebook
https://www.facebook.com/groups/507069519307220/

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

domingo, 19 de agosto de 2012

90% HONESTOS


Há alguns anos, quando eu morava em São Luiz, no paupérrimo estado do Maranhão (situação que ainda continua, graças ao Coronel Sir Ney), num dos períodos pré-eleitorais, um candidato ao governo do estado espalhou outdoors nas avenidas com sua foto e os dizeres “Fulano de Tal, 90% honesto”. Essa lembrança faz questionar sobre as questões éticas que passam a ter uma a certa “flexibilidade” ou “relatividade”, nesses períodos que antecedem a escolha daqueles que deveriam ter a competência para legislar ou governar.
Qual é o percentual da nossa honestidade ou da desonestidade? Isso não pode fazer sentido. Os critérios de escolha dos nossos candidatos politiqueiros passam a ser, sutilmente ou não, relacionados ao que podemos ganhar direta ou indiretamente? Isso pode ocorrer de várias formas. Uma delas é grave: começa muito cedo. Por exemplo, um grupo de estudantes do terceiro ano do ensino médio de uma escola em Viçosa pode escolher como seu “homenageado” um político que doa uma grande quantia em dinheiro, para  garantir uma mais pomposa festa de formatura (com mais coisas importantes como camarão fritinho, energéticos, cascata de chocolate e badulaques). Há quem queira completar o absurdo escolhendo um outro homenageado que a turma considera “espiritual”. Para a maioria dos estudantes, ou dos pais dos estudantes, isso é uma coisa normal. Mas não é.
Temos, em Viçosa, 220 candidatos a vereador (apenas 59 mulheres). Essa lista é fácil de achar. Mas ela contempla apenas os nomes e apelidos esquisitos, mas não achamos os currículos e as propostas dos candidatos. Esse número exagerado pode indicar que há muitos aventureiros. Temos de escolher os candidatos honestos e com propostas claras e viáveis. Deixemos os supostos benefícios particulares de lado, bem como as efusivas manifestações de simpatia tão frequentes nessa fase. Escolhamos os candidatos pela sua ética e capacidade, não porque assistimos aos jogos de futebol com eles, porque foram profissionais da saúde atenciosos, porque vendem alimentos gostosos. Não decidamos por aqueles que conseguirão um cargo para um filho, porque são bonitos, porque tocam músicas de que gostamos, pelas excentricidades ou por causa dos seus nomes engraçadinhos. Não podemos eleger candidatos apenas para dar nomes às ruas ou distribuir honrarias. Tem de ser por muito mais.
Um colega meu, candidato a vereador, já obteve várias ofertas de ajuda para angariar votos, é claro, em troca de uns agrados ou favorezinhos. Como sei que não aceitará esse tipo de colaboração, deverá deixar de arrebanhar muitos votos. Enquanto isso trabalha organizando sua plataforma com temas importantes para a cidade.  Esse é, infelizmente, dos poucos que merecem nossos votos!
É incrível também como surge tanto asfalto nessas semanas que antecedem as eleições. O período eleitoral em que estamos é um daqueles em que afloram as mesquinharias e interesses pessoais.  É quando prevalece o lado vaidoso, egoísta, oportunista, interesseiro, sujo, imoral, amoral, antiético.  Ficam de lado as nobres, embora essenciais, verdadeiras atribuições dos legisladores e executivos que influenciarão nas nossas vidas e gastarão dinheiro público com nosso apoio. Nossos políticos representam a nossa sociedade. Se ela continuar corrupta, ou corruptível, teremos refletidas nas casas legislativas e prefeituras o que somos. Até quando teremos uma sociedade assim? Temos em nossa cidade problemas sérios a serem enfrentados como o desafio do crescimento urbano, as ameaças ao meio ambiente, a segregação social, a mobilidade urbana, a acessibilidade, a falta de oportunidades de empregos etc. Precisamos de honestidade 100%, juntamente com competência na Câmara e na Prefeitura Municipal.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Qualislândias: nossos medalhistas olimpicos!

Coimbra, Dores do Turvo e Senador Firmino, 3 cidades na Zona da Mata. As juntas têm 18 mil habitantes. Mas são as campeãs das Olimpíadas Brasileiras de matemática em Escolas Públicas. Estudantes das 3 cidades acumulam 57 medalhas nos últimos 7 anos. Isto é motivo de orgulho!
Parabéns jovens das 3 cidadezinhas!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Coomprem automóveis!!!

Engarrafamento de 260km na China.

Cidades para pessoas


Não deixe de conhecer:
Projeto jornalístico que quer melhorar as cidades brasileiras:
http://cidadesparapessoas.com
https://www.facebook.com/cidadesparapessoas
Assista
TEDxJovem@Ibira - Natália Garcia - Transitar e encontrar respostas
http://www.youtube.com/watch?v=Bs5iQcmxp50&feature=player_embedded#!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Passado

Casa da Dona Quiquita, no início da Virgilio Val, Viçosa, MG.
Ver em Museu Virtual de Viçosa
https://www.facebook.com/groups/362664207088671/

domingo, 12 de agosto de 2012

Em ótima hora!

Segundo Nabil Bonduki, o livro "é resultado de seis anos de pesquisa e análises que desenvolvi sobre as intervenções urbanas realizadas pelo Programa Monumenta em 26 cidades históricas em 16 estados brasileiros. Além de uma reflexão sobre a morfologia dos núcleos históricos e das políticas voltadas para sua reabilitação", Nabil Bonduki analisa "intervenções em praças, orlas marítimas e fluviais, mercados, parques, imóveis arruinados transformados em campi universitários, casario privado e habitação social".
Chega para ocupar um espaço há muito desejado.
O lançamento será na próxima 5a feira, dia 16 de agosto, das 18hs às 22 hs na superintendência regional do IPHAN em São Paulo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Portinari em Juiz de Fora

Painel 'As Quatro Estações': localizado na fachada do Edifício Clube de Juiz de Fora, na esquina da Halfeld com a Avenida Rio Branco.
A autoria é de Cândido Portinari e data de 1956.
Fotos e matérias muito interessantes:
https://www.facebook.com/jfnodiva

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Inexplicável

Absurdo! Difícil acreditar que é verdade! Rampa de acessibilidade foi construída em frente a bueiro em Dourados, MS


http://www.midiamax.com/noticias/810591-rampa+acessibilidade+foi+construida+frente+bueiro+dourados.html

Saara, sempre Saara

Saara , Centro do Rio de Janeiro. Cara do Rio de Janeiro. Passeio imperdível, ainda mais se é para comer delícias da comida árabe.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Asfalto, não!

Rua Oswaldo Cruz, no centro de Juiz de Fora, caso incomum em que os moradores preferiram manter o calçamento em pedras.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Salvem o Hotel Elite de Cambuquira, MG


«Pelo Patrimônio Histórico de Cambuquira! Não devemos esperar o Hotel Elite cair diante de nossos olhos.»

A sua assinatura na petição necessita de ser confirmada para garantir a autenticidade dos dados.

http://www.peticaopublica.com/Confirmacao.aspx?id=27375,407,396854

Ver mais:
http://cambuka.blogspot.com.br/2009/08/triste-destino-do-hotel-elite.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quem conhece o kobu?

O Kobu  ou Kubu é uma iguaria de origem dos escravos em  uma tribo africana de nome Kobu, que viveram na fazenda de Maria Gouveia, fundadora da comunidade de Gouveia, nos arredores de Diamantina. O produto é feito manualmente, enrolado em folha de bananeira e assado em forno de barro. Os ingredientes são: fubá, cravo, queijo, açúcar, sal e coalhada”.
Podemos comê-los em Minas Gerais. Tem em Itaverava, Pará de Minas...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Qualisland: lá sim, aqui não


Esta foto poderia ser de um estudante comendo na Av. P. H. Rolfs, tranquilamente sentado num banco em meio a um belo jardim.
Este exemplo real ocorre em Vancouver: tiraram duas faixas da avenida e presentearam os pedestres. Isto é exemplo de progresso.

Veja a matéria em:
http://spacingvancouver.ca/2012/08/06/wild-in-the-streets-vancouver-car-spaces-transforming-into-people-places/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twittero

Qualislândia: Praça principal de Cruzília, MG


A terra do melhor queijo do Brasil também tem seu oásis: a Praça Cap. Maciel à frente da Igreja Matriz de São Sebastião. Fica mais bonita ainda com o céu de agosto.
Foto: Carla Maciel

domingo, 5 de agosto de 2012

Patrimônio Histórico: Itaverava, MG

Igreja de Santo Antônio (1726) em Itaverava, MG (6.400 habitantes, 2004).
Altar da igreja: Autor da foto : Antonio Peixoto.http://pt.db-city.com/Brasil/Minas_Gerais/Itaverava


Pintura de  Manoel da Costa Athaide:  A Coroação da Virgem pela Santíssima Trindade (detalhe do forro da capela-mor), 1811.

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_IC/Enc_Obras/dsp_dados_obra.cfm?cd_obra=24468&st_nome=Athaide,%20Manoel%20da%20Costa&cd_idioma=28555

Ver texto e material muito legal:
http://barrocoerococoemminasgerais.blogspot.com.br/2009/05/matriz-de-santo-antonio-de-itaverava.html

sábado, 4 de agosto de 2012

Os candidatos e as cidades

Publicado no jornal Tribuna Livre de Viçosa, em 15 de agosto de 2012

Chega mais uma vez o período eleitoral. Candidatos a prefeito e vereadores exploram todos os meios com o objetivo de nos alcançar e conquistar votos. Há absurdos como as campanhas milionárias nas cem cidades mais pobres do país, onde haverá desperdícios de dinheiro suficiente para a construção de 40 creches, 50 postos de saúde da família (PSF) e para solução de saneamento básico para dezenas de milhares de pessoas. Para alguns de nós, os motivos da escolha do nosso valioso voto serão simples, baseados em alguma relação de conhecimento ou de amizade com o candidato, um pouco de simpatia. Para outros, o motivo será amparado em promessas de escusas de trocas de favores futuros.  Para uns, a escolha se dará pelas relações partidárias; para outros, pelo carisma ou pela extravagância. Entretanto, o melhor motivo deveria ser a escolha pela competência e pelo comprometimento verdadeiro dos candidatos com políticas públicas, dentre elas pela política de desenvolvimento urbano e meio ambiente.

A maioria das cidades continuará a crescer, como acontece há décadas, de forma descontrolada, sem regras claras, atendendo às demandas do setor da construção civil e sem a fiscalização eficaz. O meio ambiente continuará a ser castigado pelo desrespeito às margens dos cursos d’água e nos topos de morros; pelo esgoto sem tratamento; pelas águas pluviais sem a adequada coleta; pela disposição final sem tratamento do lixo. Os proprietários de terras continuarão fazer em seus pedaços de terra o que bem entendem, ignorando que o seu direito termina onde começa o do outro. As demandas diárias, imediatistas, continuarão a empurrar a elaboração de projetos e planos para depois, consequentemente para jamais serem realizados. A população continuará a se envolver timidamente, cobrando, quando muito, apenas pelo que lhe interessa. Tudo isso permanecerá no dia a dia com a conivência dos que possuem cargos políticos.

Tem sido assim, mas não há mais tempo a ser perdido. A situação das nossas cidades já se agravou há muitos anos e tende a piorar, se medidas importantes forem mais uma vez postergadas. Vemos isso no crescimento incontido das periferias; no exagerado número de terrenos vazios dentro de bairros valorizados; na construção de conjuntos de habitação social em locais cujo critério de escolha foi apenas o baixo custo da terra.  Não há solução adequada para priorizar o transporte coletivo, para garantir passeios com acessibilidade a todos, para facilitar a circulação de bicicletas. Continua-se a construir com irregularidades, seja por ocupar mais que a rua comporta, pelo desrespeito aos afastamentos, pela construção acima dos passeios, pela construção de rampas para garagens em espaço público (calçada e rua), seja pela impermeabilização total dos terrenos. Temos cidades com legislação urbanística obsoleta, ou mesmo sem legislação. Ter lei poucas vezes significa ter sua aplicação.  A ausência de uma estrutura de planejamento urbano e de fiscalização das obras são nossos eternos problemas.  Em nossas cidades há obras desnecessárias e superfaturadas enquanto há obras importantes iniciadas, inconclusas, ou as que nunca saíram de promessas.

Tudo isso tem a ver com quem decidirá quais serão os próximos governantes e legisladores das nossas cidades. Nossos candidatos têm de mostrar sua posição e conhecimento a respeito dos problemas urbanos, pois caberá a eles a responsabilidade de agir, de começar a mudar o preocupante destino das nossas cidades. Estes pleiteantes, sim, poderão justificar e merecer nossas escolhas.

Comentário de amigos:

É, mas a maioria dos prefeitos querem o capeta, mas não querem um urbanista. A explicação é simples: com ele a cidade deixa de ser mercadoria de barganha, para ser uma construção coletiva. E isso é tudo que eles não querem. É triste, mas é a verdade....

Por isso, e outras, as cidades precisam contratar entre seus funcionários urbanistas com visão dos caminhos pelos quais as cidades deverá rumar!

Qualislândia: Praça do Rosário em Tocantins, MG


Linda praça do Rosário, em Tocantins, Minas Gerais (15.800 habitantes/2010). Exemplo de conservação e beleza.

Qualquerlândias



Coberturas metálicas, falta de alinhamento, avanços por sobre as calçadas, degraus nas calçadas: símbolos das Qualiquerlândias da Zona da Mata mineira.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Qualislândia x Qualquerlândia



Perde-se de goleada, mas há lindos gols de honra! Casa Moderna em Tocantins-MG.

Jóias ecléticas




Resistentes jóias da arquitetura eclética no coração do Corredor Cultural do Rio de Janeiro. Praça Tiradentes, Rua da Carioca, Saara.

Qualislândia: praça Bom Jesus em Tabuleiro



Praça em Tabuleiro, Zona da Mata, MG (4572 habitantes). Uma das muitas praças das pequenas cidades da Zona da Mata: bem cuidadas, são oásis em meio ao mau gosto. Acima, praça, fonte, coreto e igreja do Bom Jesus.