segunda-feira, 31 de março de 2014

Sobre acessibilidade

Trabalho de estudantes de Arquitetura e Urbanismo, da disciplina de Projeto, sobre acessibilidade.
Universidade Federal de Viçosa.


 https://www.youtube.com/watch?v=I0dgsauMShA&feature=youtu.be

VIÇOSA, UMA CIDADE REFÉM DA UFV.

O texto tem alguns pontos polêmicos no texto de Alex Andel, mas explicita um ponto crucial: UFV e Viçosa não conversam!

VIÇOSA, UMA CIDADE REFÉM DA UFV.
Localizada na Zona da Mata Mineira, Viçosa está á 225 km de Belo Horizonte, tem sua economia baseada principalmente nos salários dos servidores federais e municipais, da Universidade Federal de Viçosa e da Prefeitura Municipal, além do mercado imobiliário já em sinal de clara decadência, comércio local e quase nada da agricultura. Quando se fala no município, uma das primeiras lembranças é a Universidade Federal de Viçosa, legado deixado pelo viçosense mais ilustre, o presidente da república Arthur da Silva Bernardes.
Inaugurada na década de 20, a UFV, que já foi símbolo de desenvolvimento econômico na região, enfrenta hoje, crises crônicas na estrutura institucional: greves de servidores seqüenciais, terceirização em massa dos seus serviços, sucateamento da estrutura técnica, distanciamento dos problemas locais e conseqüente comprometimento na qualidade do ensino. Mesmo assim, inaugura novos prédios, abre novos cursos, numa clara continuação da política de propaganda expansionista adotada por ex-acadêmicos, que usam a UFV como “escadinha particular” para alcançarem altos cargos oferecidos pelo governo federal.
Exemplo desta política são os novos cursos abertos quase anualmente, que, sem concurso para novos servidores federais, e sempre contratados via terceirizadas ou através da FUNARBE, num desafio gritante às leis vigentes. Outro problema crônico provocado pela inércia da Instituição frente às aspirações locais é percebido através da clara dificuldade que cidade demonstra para acompanhar o crescimento da sua ilustre filha.
O Fundo de Participação Municipal (FPM), principal fonte de recursos da prefeitura, é um bom exemplo disso: tem como base apenas 73.333 habitantes, segundo o último senso realizado, porém, além deste número, Viçosa tem mais 20.000 estudantes, sendo 15.000 da UFV e 5.000 de faculdades particulares. E pior, a imagem de cidade pólo atraí pessoas de várias regiões circunvizinhas, alcançando número em torno de 150 mil pessoas.
Considerada uma das mais importantes instituições de ensino público do Brasil, a UFV já beneficiou grandes empresas, e foi escola de grandes nomes em vários setores no País e do mundo, mas, desconsidera totalmente o seu papel no seu próprio município, através de atitudes separatistas, e na maioria das vezes discriminatórias à população do município. Fato dificilmente admitido publicamente, nem pela Instituição, nem pelos administradores do município, devido à dependência que coloca Viçosa refém da UFV.
O atual aparelhamento partidário da Instituição fechou de vez as quatro pilastras à cidade. Imaginem um centro de ensino científico, distribuidor de pesquisas e conhecimentos valiosos para o mundo, extraídos do trabalho de viçosenses, mas não desenvolve nenhuma atividade real de extensão comunitária considerável ao desenvolvimento municipal? Vão citar que vem aí o PRONATEC, outro programa às pressas do governo federal encampado pela UFV.
Existem algumas ações que no final se tornam um aglomerado de estagiários, outra questão social complicada no município. Em grande número, estes “escraviários”, como são chacoteados até por seus professores, se sujeitam a serviços em perfeitas condições de vínculo empregatício devido às suas exigências acadêmicas, substituindo trabalhadores locais que não conseguiram entrar na Universidade e precisariam entrar no mercado de trabalho. Isso acontece numa total inércia das autoridades e o silêncio absoluto da imprensa local, resultantes da dependência econômica destas, que preferem exaltar a beleza, a história e as descobertas da Universidade, que denunciar os resultados drásticos que esta dependência imposta pela ditadura Ufeviana está provocando na qualidade de vida da população local.
Uma das crises recentes foi quase fechamento do atendimento emergencial do Hospital São João Batista, não acontecendo devido à intervenção do governo estadual que disfarçou a situação, mas não resolveu. Sabe-se que devido à falta de entendimento da administração da UFV com o município, viçosenses perderam a oportunidade de ter um dos melhores hospitais universitários da região.
Um dos vários exemplos desta estratégia administrativa discriminatória são os dois únicos espaços de eventos públicos existentes. Poucos sabem: o parque de exposições e espaço aberto de eventos, que vivem trancados criando mato, moscas e cobras, são da UFV. Enquanto a população é obrigada a conviver com as festas de estudantes fechando ruas do município, como a avenida Santa Rita, uma das principais vias centrais, totalmente à margem da lei.
Lembrando que sempre que a prefeitura precisa de um dos espaços para realização de festas tradicionais para a população, os espaços são usados como moeda de troca ou então são impostas tantas dificuldades que tornam impossível a realização de eventos para a população.
Tamanha a força e medo da ditadura da atual administração da Universidade Federal de Viçosa, até sob seus universitários, servidores e professores, ficou explicita no período das manifestações. Grupos de estudantes, muitos de outras cidades, totalmente desengajados da política local, saíram às ruas reivindicando mudanças na prefeitura municipal, principalmente na saúde, mas a UFV, foi uma das únicas universidades públicas do Brasil que não teve qualquer manifestação dentro do seu campus, apenas algumas fitas pretas amaradas em árvores do campus, mesmo assim em silêncio e às escondidas, evitando-se represálias.
O município de Viçosa enfrenta crises na segurança, educação, saúde, administração, inclusive com a cassação de um prefeito e outro recorrendo no cargo, crise social, econômica, e ainda carrega o fardo de ter que enfrentar sem nenhum apoio, problemas que poderiam ser mais estudados e pensados se a UFV cumprisse seu papel no desenvolvimento municipal. O município enfrenta sérios problemas ligados ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, em proporção por habitante, a cidade é uma das principais consumidoras de bebidas alcoólicas do Brasil, sem falar em drogas, com forte impacto social deste fato na população local.
Atos de vandalismo e depredação do patrimônio público, acidentes de trânsito, desrespeito à lei do silêncio, principalmente nos freqüentes eventos de bebidas liberadas organizados por comissões de estudantes, recheando os dois únicos hospitais da cidade de pessoas bêbadas, demandando um policiamento que o município não tem, e mesmo assim, quando chamada ao debate, a atual direção da Universidade insiste na omissão: “o que acontece fora do campus não é problema da administração da Universidade”. Omissão que proporciona à população resultados assustadores e nunca divulgados com responsabilidade.
Em dias de festas universitárias, estudantes caminham lameados feito zumbis pelas ruas; representantes de universitários pleiteando na Câmara Municipal a extensão do horário de funcionamento dos bares de 2 para as 4 horas da manhã. Cenas reais que os viçosenses da cidade “educadora” têm que conviver e lutar para que seus filhos não sejam levados nesta aberração social disfarçada de alegria, resultante do viciamento gradativo desses jovens.
Ao questionar a situação com administradores do alto escalão da UFV a resposta é padrão: “A Universidade é feita para ensinar seus alunos e não administrar o município.”. Uma omissão temerosa na formação desses milhares de profissionais, pois o ensino acadêmico, tem como base a formação humana do profissional, que somente é possível, através da inserção destes nos problemas da comunidade, talvez seja este o verdadeiro motivo de serem raros novos “Arthur Bernardes”. Atualmente 90% dos servidores da UFV são moradores do município e dependem de uma vida de descanso digna para exercerem seu trabalho, mas muitos na direção da Universidade agem como se Viçosa estivesse contida nela, e não o inverso.
Não existe aqui intenção de colocar população contra os estudantes, ou vice-versa. Muitos estudantes já expressaram publicamente que gostariam de ajudar mais o município, entretanto esbarram nas ações separatistas da administração da Universidade, que nunca diz não, mas impõe tantas dificuldades e exigências tornando ações positivas ao município quase impossíveis de serem executadas. Fazendo de Viçosa cada dia mais refém da Instituição.
Longe da intenção do autor desconsiderar todos os benefícios que a UFV já proporcionou à cidade e seus munícipes. Tenta-se apenas alertar as pessoas desatentas e embriagadas com o marketing da UFV, este sucesso foi construído através do esforço e abdicação de muitos da população, que cederam suas casas e costumes a seus visitantes. Hoje esta dependência criou uma situação insustentável para o município que não acompanha o crescimento da UFV.
Devido o texto alongado, nesta oportunidade não destacaremos agora a verdadeira “caixa preta” da instituição: verbas milionárias de pesquisas financiadas por instituições públicas e privadas, quase nunca fiscalizadas, gerando negócios bilionários, professores empresários com fortunas incompatíveis com seus salários, às custas do desgaste da qualidade de vida local. Exemplo destes fatos, janeiro de 2014, enquanto a inflação do País foi de 0,55%, em Viçosa a inflação atingiu 3,63%. O acumulado nos últimos 12 meses em Viçosa ficou em 11,15%.
Talvez para que fatos como estes sejam sempre abafados a eleição para Reitor na UFV seja determinante, e mexe com o viçosense e o País. Pessoas atentas notam figuras novas em fotos que não eram vistas há bastante tempo, confirmando a máxima: “quem não é visto, não é lembrado”, num claro tom de campanha na Instituição, sempre muito silenciosa, devido o medo das represálias da ditadura Ufeviana, que em breve destinará o futuro de muitos viçosenses e outros brasileiros.
Lembra-se neste momento do argumento de um professor da própria UFV, numa de suas palestras sobre os benefícios e problemas dos reflorestamentos à base de eucalipto: “o eucalipto é o futuro da economia, gera energia e pode ser usado como matéria prima para indústria de base, mas onde ele se desenvolve mata todas as plantas à sua volta, consumindo inclusive muita água do terreno onde foi plantado.” Falando em água, esta é outra crise municipal atualíssima, e pior, passa dentro da UFV, mas isso é outro assunto.
Alex Andel – Jornalista, radialista e advogado.

Elevador para ciclistas

A cidade norueguesa de Trondheim tem uma engenhoca que faria muitos ciclistas brasileiros felizes: o CycloCable. Trata-se de uma espécie de elevador, feito para dar um empurrãozinho na hora de subir uma ladeira de bicicleta.


Simples e resolve um prroblema de cidades com topografia desfavorável.

http://catracalivre.com.br/geral/mobilidade/indicacao/cidade-norueguesa-tem-elevador-para-ajudar-ciclistas-em-ladeira/

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mais um excelente texto do Dionísio!


Galerias Pacífico - joia portenha

Imponente, em plena Calle Florida, Buenos Aires. Projetado pelos arquitetos Emilio Agrelo e Roland Le Vacher, em 1889 para funcionar como um conjunto de lojas chamado Bon Marché, inspirado pelo homônimo de Paris.

Abandonado por anos, o edifício foi requalificado em 1991, com projeto de Juan Carlos López e Associados e re-inaugurado em 1991.

Obra de arte em arquitetura.

terça-feira, 25 de março de 2014

Triste ensino público em Minas Gerais!

Triste ensino público em Minas Gerais!



Educação não é prioridade, de forma nenhuma, em Minas Gerais!
O Estado paga muito mal aos professores.
Quem tem mestrado leva mais de 10 anos para melhorar o salário.
Os diretores são obrigados a juntar turmas. Colocam mais de 40 alunos em salas quentes, mal ventiladas, com mobiliário inadequado.
Acabaram com o ensino médio noturno.
Professor de Português tem de dar aula de Inglês.
O sexto horário não é de presença obrigatória dos alunos.
Pessoas com deficiência não tem direito a auxiliares em seu ensino.
Não se pode reprovar ninguém, com isso os alunos perdem o interesse e o resto da educação que tiveram.
Professores não suportam a pressão, são ameaçados, sofrem, adoecem.
Pais de alunos não respeitam os professores.
O futuro desse quadro é nefasto. 
Está sendo construída uma geração sem pudor, sem ética, sem horizontes!

domingo, 23 de março de 2014

Paço Municipal de São Lourenço, MG

Paço Municipal de São Lourenço, MG. Projeto do Arquiteto José Carlos Laender.
Fórum
Prefeitura Municipal
Câmara Municipal
Ver:
http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=urbel&tax=25741&lang=pt_BR&pg=5580&taxp=0&idConteudo=51404&chPlc=51404

sábado, 22 de março de 2014

Qualquerlândia: praça para quem?

Logo na chegada à Carmo de Minas há uma praça. Uma praça sem gente, uma praça sem sentido,  espremida entre uma rodovia e um barranco, uma praça sem casa e gente em volta, uma praça longe da cidade.

Apenas um lugar deserto, de desperdício de dinheiro, enquanto na cidade, nas ruas e nas praças de verdade, no meio da cidade há inacessibilidade, sujeira, descuido e mato.



Qualquerlândia: Travessa Purdue

Um retrato síntese de Viçosa: a travessa Purdue, ligação entre a avenida Santa Rita e os bairros Ramos, Clélia Bernardes e Fátima.

Rua importante com péssima pavimentação, calçadas estreitas e inacessíveis, poluição visual, sujeira nas ruas, ocupação das margens dos rios, falta de sinalização e de lixeiras, má iluminação, insegurança e péssima aparência estética.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Qualislândia: bicicletas em Amsterdam

O plano de Amsterdã para aumentar (ainda mais) sua infraestrutura para o ciclismo urbano



Saiba mais aqui: http://bit.ly/1g7Ln89

segunda-feira, 17 de março de 2014

Desperdício e escárnio



Ao final do churrasco de formatura da semana passada, havia um tapete de lixo no Recanto das Cigarras.  Era um lixo composto por milhares de pratos, copos e garfos plásticos,  espetos de bambu, uma boa parte com pedaços de carne. Nas mesas, bancos, bases das árvores, muretas sobravam pratos com restos de guarnições. Centenas de quilos de desperdício. Um nojo, uma vergonha, algo abominável!

Ao final do churrasco de formatura os participantes ao final desfilavam com as mãos cheias de espetos de churrasco crus, levados para casa para fazer mais festas patrocinadas pelos contribuintes pais de formandos. Junto com os espetos iam fardos de cerveja.

Satisfeitos com o calor, a sujeira e o barulho infernal, o churrasco pode ter sido um sucesso para muitos. Mas o que ficou de imundície e desperdício é sinal de que há algo de podre no reino de fantasia dos formandos, que parece sugerir que detalhes assim são descartáveis, frente às comemorações. Afinal nosso país é rico e desenvolvido, não é mesmo?

Sinto, infelizmente,  no ar,  algo de podre rondando uma estrutura de um grande negócio que é a organização das festividades de formatura, que movimenta centenas de milhares de reais e que é feita por meio de licitações regadas a muitas regalias e vantagens para os organizadores e para as empresas que organizam o megaevento de uma formatura. Espero que não haja por baixo do tapete um um lixo muito maior  e mais fedorento que aquele resta dos churrascos de formatura, mas que o processo exclui a maior parte dos formandos e, aos poucos os homenageados, e até mesmo os parentes que gostariam de dividir o momento tão importante. A UFV entra com uma maravilhosa estrutura física, mas fica em franca desvantagem, é usada para que alguns se deem bem. Isso acontece ano após ano.

Sou a favor de comemorar, e muito, a vitória cheia de dificuldades, a trajetória, a formação dos estudantes. Pode ter baile, churrasco, abraços, música, aula da saudade, fotos mil. Isso os alunos merecem, mas tudo tem limites e o que vem acontecendo já os ultrapassou de longe. As abastadas solenidades excluem a maioria das pessoas que deveriam estar juntas comemorando tão importante momento.

Até quando nós vamos ficar fingindo que está tudo bem? Não, não está tudo bem! Eu não compartilho, não apoio, não concordo com isso. Parece falta de ética, ouço  histórias de  corrupção e obtenção de vantagens pessoais, algo que deveria ser fiscalizado e averiguado. Visível, escancarado mesmo é o desperdício, a falta de educação com a coisa pública, a falta de reconhecimento por parte de alguns estudantes. Não é isso que ensinamos aqui, mas parece que sim, ou é, no mínimo, uma lamentável omissão da Academia.

Cidade universitária! Lixo de quem?

Viçosa, segunda-feira,  17/03/2014,  7:30h. 
Primeiro dia de aulas na UFV. 


Vejam o resultado da apropriação indevida e abusiva do espaço. No momento, enquanto as autoridades, que deviam legislar e fiscalizar para que estes abusos não ocorram, dormem; os felizes proprietários destas biroscas, que tomam de assalto as calçadas, contabilizam os lucros. Ah, e o SAAE, que cuida da limpeza PÚBLICA, chega daqui a pouco para retirar o lixo PRIVADO. Um negócio da China, em Viçosa.

Terça-feira - 8:00h, o lixo ainda está lá.
 
Fotos e texto - que eu assino embaixo - de Paulo Tadeu Leite Arantes

domingo, 16 de março de 2014

El Caminito



El Caminito, La Boca, Buenos Aires, ponto turístico obrigatório. Um corredor cultural representativo das moradias precárias ocupadas por imigrantes até meados do século XX. Sobrou apenas um quarteirão cenográfico curioso.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Em São Luís do Maranhão

Como está nosso patrimônio!
D E N Ú N C I A: casa onde morou Aluísio Azevedo poderá virar estacionamento de carros!

Veja o estado de deterioração que se encontra a casa onde residiu o escritor Aluísio Azevedo, fundador do naturalismo no Brasil e autor de vários obras clássicas da nossa literatura. Nesse mirante ele escreveu "O Mulato". A casa está localizada à Rua do Sol, Centro, São Luís - Maranhão. Segundo informações, colhidas no local, está sendo preparada para funcionar um estacionamento de carros.

Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

Descartáveis

Texto publicado no jornal Tribuna Livre em 12 de março de 2014

Sou, há vinte e um anos, professor na UFV. Tenho sido homenageado com bastante frequência, como professor da Aula da Saudade. Isso sempre foi motivo de muita alegria e orgulho para mim. No entanto, meu sentimento hoje é de forte decepção.
Como participei de festividades de formatura ao longo desses anos, notei uma mudança muito triste. Até uns sete, oito anos atrás, os homenageados (professor homenageado, professor da Aula da Saudade e funcionário) recebiam os convites, com direito a levar um acompanhante, para o churrasco e o baile. No baile, havia mesas para os homenageados, junto às mesas dos alunos formandos. Ainda nos bailes, poucos anos depois, as mesas dos homenageados foram agrupadas e colocadas longe dos alunos formandos.  A seguir, não havia mais mesas para os homenageados e estes tinham de se virar de mesa em mesa. De uns poucos anos para cá, os homenageados não tinham mais direito a levar seus acompanhantes. Há um ano, para ir ao coquetel dos formandos, cobraram-me o ingresso. Na formatura de 2014, mais uma vez me escolheram. Recebi uma cartinha da empresa organizadora informando que os homenageados não mais receberão sequer os convites do baile de formatura, só restando o churrasco, onde não posso levar minha esposa.
Ao mesmo tempo, ao longo dos anos persiste uma infeliz competição de que o baile seguinte tem de ser melhor que o anterior. São indispensáveis a banda mais famosa, a decoração mais luxuosa, as cervejas mais caras, a comida japonesa, as cascatas de chocolate, os sorvetes e as tortas finas. Enfim, não podem faltar vestidos de muito luxo, sushis e sashimis, uísque 21 anos, arranjos florais, máscaras, pulseiras e colares coloridos, apitos e camarões graúdos. A gula, a esnobação, o desperdício material parecem requisitos indispensáveis para o ritual. Só não se pode desperdiçar dinheiro com os professores e funcionários. Os homenageados não são importantes, podem ser descartados. Assim como podem faltar os colegas menos aquinhoados financeiramente, excluídos desta farra há muito tempo. Lembro também que há, para a grande maioria dos pais, uma cota absurda de sacrifícios para dar aos filhos esse luxo.
Minha decepção maior é a de que estes afortunados formandos serão profissionais que terão seus códigos de ética, mas para mim, já os deixam um arranhão ao mal iniciar suas carreiras. Nós, os homenageados, parecemos ser um mero detalhe com algumas curiosidades para serem lembradas, parecemos cada vez mais descartáveis. Nos próximos anos, não teremos os convites para o churrasco, talvez nem Aula da Saudade. Depois serão descartados os avós, a seguir os próprios pais (convenhamos dizer que os bailes são cansativos, barulhentos demais para gente mais velha). Foi-se embora, se é que existiu - talvez seja ingenuidade a minha achar que existiu - alguma intenção de celebração alegre, de confraternização, de despedida, de marca do fim de uma etapa fundamental na vida de quem aqui estudou.
O baile de formatura se tornou apenas um festival de exibicionismo, ostentação, segregação e vulgaridade. A homenagem parece uma mera formalidade. Lamentável. A que ponto chegamos.

sábado, 8 de março de 2014

Casa Curutchet - La Plata, Argentina

A Casa Curutchet, em La Plata,  é uma residência unifamiliar e consultório médico do seu proprietário, o dr. Pedro Domingo Curutchet. Foi inaugurada seis anos depois de o projeto ser aprovado. Em 1987, foi declarada monumento nacional da Argentina.

O proprietário decidiu contratar Le Corbusier após uma intensa busca, sem resultados, entre diversos arquitetos argentinos. Le Corbusier aceitou a proposta, mas não viajou para a Argentina. Foi preciso então designar alguém de sua confiança para a execução da obra. Assim apareceu a figura de Amancio Williams, jovem arquiteto argentino, que teve grande influência no desenho final do projeto. Entre suas contribuições aparecem a escada em 180º e a substituição dos muros por panos de vidro.

Hoje a casa recebe eventuais visitas e não está em boas condições de conservação.

Ver mais em:
http://www.archdaily.com.br/br/01-44744/classicos-da-arquitetura-casa-curutchet-le-corbusier/

sexta-feira, 7 de março de 2014

Buenos Aires megacidade




Buenos Aires, 2014. Uma megacidade com 13 milhões de habitantes não pode ter só coisas boas e belas. As periferias são pobres, as habitações precárias, o desemprego é grande, a violência assusta.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O TAL DE PLANEJAMENTO URBANO

 Texto publicado no jornal Tribuna Livre, de 26/02/2014

Todos nós planejamos. De um jeito ou de outro, bem ou mal, planejamos. Planejamos estudar, formar em um curso universitário, trabalhar, casar, ter filhos, comprar terreno, construir uma casa, formar nossos filhos etc.. Para uma cidade, podemos usar essa analogia, pois o planejamento urbano é essencial. Só que planejar uma cidade é muito mais complexo, pois significa lidar com os processos de produção, estruturação e apropriação do espaço urbano inteiro,  do município  e muitas vezes, de uma região com vários outros municípios.

O Planejamento urbano é uma das áreas de planejamento ligadas à gestão e a forma como deve ser o desenvolvimento de nossas cidades. Lida com as necessidades da expansão urbana, de habitação,  infraestrutura, saneamento básico, mobilidade, proteção ao meio ambiente,  lazer e cultura, por exemplo. O Planejamento urbano deve se embasar em um desenvolvimento sustentável, de forma a não criar problemas que a cidade não conseguirá lidar com eles no futuro. Planejar um município exige um bom conhecimento da realidade local e de todos os recursos técnicos e humanos disponíveis para o planejamento. Planejar é  elaborar e implementar ações propostas, acompanhar sua execução, avaliá-las e reformulá-las. É, portanto,  uma atividade contínua e permanente, pois, a cada dia,  ano, década  surgem problemas, opotunidades e ameaças. Planejar uma cidade e seu município é uma atividade essencial com consequências para todos. O tal planejamento é feito para  que se saiba como lidar com os problemas que vão surgindo, mas é mais importante quando feito de forma a antever os problemas e as formas de solucioná-los ou diminuir seus impactos.

O planejamento urbano é uma política urbana, portanto, é liderado pela prefeitura e deve ser fiscalizado pelo poder legislativo municipal. É conduzido pelo prefeito, mas deve ser feito por especialistas como arquitetos e urbanistas, sociólogos, engenheiros, advogados, entre outros profissionais. Exige uma estrutura, por mínima que seja, de planejamento urbano, para  dar soluções aos problemas do dia a dia, para organizar o crescimento da cidade e, principalmente para planejar o futuro. É dependente de um sistema eficiente de fiscalização, pois sem ele, as coisas não acontecem como deveriam. Toda cidade necessita de um bom cadastro.  As atividades contínuas e bem estruturadas de projeto são essenciais, pois são elas que devem produzir os projetos necessários para buscar recursos para sua execução.

O planejamento urbano deve ser feito sob regras  pactuadas entre os atores da cidade (como construtores, proprietários de terrenos e de formas de produção, organizações) para orientar o crescimento sustentável. Deve ser feito com a soma da capacidade técnica com a participação da população organizada, como co-responsável  e como seu  legitimador. Deve ocorrer de várias formas, como o orçamento participativo, o bom funcionamento do conselho do plano diretor, a realização de audiências públicas etc. Planejar é também  aprovar  as construções dentro das regras estabelecidas na legislação urbanística (plano diretor, parcelamento do solo, zoneamento, uso e ocupação do solo, código de obras); fiscalizar os parcelamentos de terra e as construções, de forma a que não haja prejuízos para nenhum cidadão.

No entanto, a mais importante condição para existir o planejamento urbano:  vontade política! Este é o maior ponto fraco das nossas cidades. Sem essa vontade, a cidade perde muito, entres outras coisas, em qualidade de vida, e tem seus problemas agravados. Infelizmente a vontade política está orientada apenas para ações imediatistas, politicagem, paternalismo, beneficios aos co-partidários e inundada de corrupção, que é uma praga nacional. Estamos longe de termos prefeitos que se interessem pelo planejamento urbano isento de vícios e malefícios. A forma de mudar isso todos sabemos: participação do cidadão e escolha dos governantes interessados na política urbana.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Infográfico AS NOSSAS CIDADES



O infográfico AS NOSSAS CIDADES reúne dezenas de dados estatísticos sobre a situação dos municípios no Brasil. As informações têm como base o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que mede a qualidade de vida nas cidades, mas também apresenta dados de diversas outras fontes.
Este infográfico animado e interativo, dividido em 11 temas, apresenta os principais dados presentes na versão original publicada na edição impressa do Almanaque Abril.

Site ALMANAQUE ABRIL publica infográfico que revela a situação das cidades no Brasil

http://abr.ai/MuPXQm
https://almanaque.abril.com.br/infograficos/nossas-cidades/interativo

Arquitetura de Buenos Aires

 Rico e belo acervo arquitetônico em Buenos Aires. Convívio de estilos. Colonial e eclético.

 A fachada Neoclássica da Catedral.

 Neoclássico - Teatro Cólon.

 Eclético com Pós-moderno, Edifício HSBC, projeto de Mario Botta (década de 1980), na Calle Florida.

 Moderno dos caixotes de vidro no bairro  Retiro.

Edifício República, do arquiteto argentino mundialmente conhecido César Pelli.

O moderno contemporâneo do Puerto Madero, a Manhattan portenha.