quarta-feira, 30 de julho de 2014

Na contramão dos trilhos

O Brasil na contramão dos trilhos. O país corre risco de entrar em colapso na próxima década.

Entrevista com o Urbanista Carlos Leite acerca de mobilidade urbana e o retorno dos trens urbanos e regionais.

Circular no trânsito e andar nas médias e grandes cidades serão, em breve, tarefas quase impossíveis. A situação caótica, já anunciada, só tem se aprofundado em função da opção preferencial pelo modal rodoviário. O império do pneu não pode mais adiar a decisão em favor do transporte de pessoas e carga sobre trilhos — opção estratégica já adotada pela maioria dos países, principalmente aqueles com melhores índices de desenvolvimento. O que era uma projeção de especialistas passou a ser exigência popular por um sistema de transporte público com um mínimo de eficácia. Sem a opção ferroviária, o resultado é a perda da qualidade de vida nas cidades e de competitividade da nossa economia.

O urbanista brasileiro Carlos Leite é cético ao analisar o Brasil. “Ainda não temos cidades inteligentes no país. Não se trata da falta de dinheiro, mas bons planos raramente saem do papel por falta de gestão eficiente.” A malha ferroviária brasileira, que já se aproximou dos 40 mil quilômetros, em vez de avançar, encolheu. Hoje resta menos da metade, em condições econômicas de uso. O investimento em trilhos nos últimos dez anos nunca ultrapassou míseros 0,3% do PIB nacional, enquanto nos EUA atinge 4% do PIB. O modal ferroviário patina nos 20% da matriz de transportes, absurdo para um país de dimensões continentais como o nosso. A tendência seguiu em direção contrária à necessidade nacional e ao padrão mundial.

Na Rússia, os trilhos representam 81% do transporte de carga e pessoas. No Canadá, EUA, China, Austrália e Europa, aproximam-se dos 50%. O país precisa priorizar os trilhos para melhoria urgente da mobilidade urbana e regional, assim como para desatar o nó do gargalo logístico do escoamento da produção se quisermos ter algum futuro.

E o que dizer das rodovias esburacadas e das filas de caminhões a cada ano de boa safra agrícola, pela absoluta falta de malha ferroviária razoável para escoar a produção. Perdemos competitividade no mercado internacional. O preço do frete no país é dos mais caros do mundo. O outro drama é aquele vivido por quem mora nas grandes cidades e sente na pele o inferno da (i)mobilidade. Gastam-se, em média, três horas no deslocamento diário para o trabalho ou para a escola.

O economista Marcos Cintra (FGV), estima que só o município de São Paulo perca 40 bilhões a cada ano com os engarrafamentos, em função do tempo de trabalho jogado fora e do aumento no consumo de combustível, sem falar nas perdas com acidentes e saúde pública. Os sistemas de Trânsito de Ônibus Rápido, os BRTs, moda em algumas cidades, ajudam, mas são soluções paliativas. “Os políticos preferem o BRT porque fica pronto no mesmo mandato. Uma faixa de ônibus separada numa pista que já existe não aumenta a capacidade de tráfego. Melhora, mas a infraestrutura continua a mesma”, diz Peter Wanke, especialista em transportes da UFRJ.

As soluções são efêmeras porque, na maioria das vezes, não se pensa em projetos estruturantes de Estado, mas em ações de Governo limitadas a uma gestão temporal de quatro anos e motivadas pelo calendário político-eleitoral. Nenhuma mobilidade é comparável à alta capacidade de transporte do metrô — 90 mil passageiros por hora – ou trens urbanos ou semiurbanos de superfície. O VLT — Veículo Leve sobre Trilhos, largamente utilizado na Europa, Ásia e América, pode transportar 40 mil pessoas por hora. Em tese, são 20 mil veículos ou 600 ônibus a menos circulando nas ruas. A vida útil do metrô ou do VLT é de 30 anos. Um BRT ou ônibus convencional dura apenas cinco anos.

As vantagens ambientais do trem são incomparáveis — elétricos, não emitem gases de efeito estufa. O veículo automotivo, ao contrario, é o grande vilão do Aquecimento Global em função da queima de combustível fóssil. Como pode o Brasil, segundo maior produtor e exportador de minério de ferro — matéria-prima do trilho — do mundo, não ter instalado em seu território, há mais de 15 anos, uma fábrica de trilhos para enfrentar graves problemas de logística e mobilidade que impactam negativamente no crescimento econômico e na qualidade de vida dos brasileiros?

O trem da esperança precisa partir. Resta chegar à estação dos que querem realmente desenvolvimento justo e acessível para muitos. Se a cidade parar, que seja por cidadania e busca de dias melhores; nunca, pelo congestionamento do seu presente e futuro.

http://www.cliptvnews.com.br/mma/amplia.php?id_noticia=63428

terça-feira, 29 de julho de 2014

CARTA ABERTA ÀS LIDERANÇAS DE VIÇOSA


A AMEVIÇOSA está muito preocupada com os rumos da política em nossa cidade. A instituição não vê com bons olhos a judicialização do processo político, uma vez que isso, em função da incompetência/inoperância do atual grupo gestor, está travando a máquina pública administrativa.

Mas o que significa a judicialização do processo político? A Judicialização na política significa o deslocamento do pólo de decisão de certas questões que tradicionalmente cabiam aos poderes Legislativo e Executivo para o âmbito do Judiciário. Na nossa singela opinião, é no mínimo preocupante, pois coloca em cheque a autonomia dos poderes Executivo e Legislativo (direitos esses garantidos pela Constituição Federal), que estão nas mãos do poder Judiciário, que também não tem estrutura suficiente para operar e resolver as questões. O problema é que lutamos tanto pela liberdade de expressão, democracia e eleições diretas e elegemos os nossos representantes, que tem obrigação de zelar pelos nossos interesses. Esses representantes estão no Executivo e Legislativo, certo? Portanto, cabe a eles garantir o bom funcionamento da máquina pública. Como isso não acontece, obriga o Judiciário a agir e, diante da pressão da sociedade civil organizada, como tem feito a AMEVIÇOSA, e da mídia, vem o Judiciário, que você não elegeu, e que teoricamente não lhe representa, e tenta fazer o que tem que ser feito. Infelizmente, também sem estrutura, com as mesas abarrotadas de processos, o Judiciário leva anos para dar a decisão. Daí, todos nós perdemos.

POR UMA VIÇOSA CONVERGENTE, IDEALISTA E PROGRESSISTA! NÃO QUEREMOS A JUDICIALIZAÇÃO!

Estamos realmente preocupados e, por isso, a AMEVIÇOSA está tentando conversar com todas as lideranças e forças políticas viçosenses para que haja uma negociação entre elas e coloquem Viçosa em primeiro lugar. Pressionado, o grupo do Dr. Celito  reconhece que não tem condições de gerenciar o município, mas diz que vão “cair atirando” e “que não entregam a Prefeitura para outro grupo de maneira alguma”. Acontece que, se não fizerem isso, Viçosa vai morrer.

A AMEVIÇOSA entende que Dr. Celito deve conversar sobre isso, pois, do contrário, com a Judicialização, não conseguirá dar um só passo. São dezenas de processos contra a administração Celito e, provavelmente, se ele não passar o “bastão”, esse número só aumentará. Sobram, então, os grupos Ângelo Chequer e Cristina Fontes, que estão com disposição para ajudar a cidade.

É possível fazer um pacto, uma boa composição, por amor à VIÇOSA? Achamos que sim e estamos trabalhando com muito empenho nisso. Já procuramos diversas lideranças e verificamos que isso pode acontecer. O que a AMEVIÇOSA não aceita, em hipótese nenhuma, é que o dinheiro público seja usado para essas composições. Não aceitamos corrupção, em qualquer nível.

Portanto, pedimos a todas as lideranças, sejam elas políticas ou não, que abram seus corações para que todos possam sentar-se à mesa para uma rodada de conversas. A Judicialização vai travar a máquina administrativa e não chegaremos a lugar algum. Precisamos retornar ao processo político, com o Legislativo e o Executivo participando, em consonância com os desejos da população de Viçosa.

Pedimos ao Dr. Celito que participe das conversas e, POR AMOR À VIÇOSA, reconheça que este é o momento de passar para outro o comando da Prefeitura. Viçosa deve estar acima do orgulho e da vaidade de um Prefeito e de seu secretariado.

Pedimos aos grupos do Ângelo Chequer e da Cristina Fontes que montem uma equipe técnica de trabalho e, POR AMOR À VIÇOSA, deixem de lado as paixões e as vaidades, e governem juntos a nossa cidade. Precisamos agora é da união de todos. Queremos voltar a sonhar.

É muito importante alertarmos que a AMEVIÇOSA não aceita a presença de políticos de última hora em nossa cidade. Estamos vendo as articulações de alguns grupos e vereadores para que alguns nomes de candidatos desconhecidos sejam lançados e, assim, sem compromisso com Viçosa e região, mais uma vez, depois de colhidos os votos, nos abandonam como sórdidos oportunistas. Não estamos satisfeitos com esses grupos que estão, por interesses próprios ou interesses partidários, dividindo a política da nossa região. Eles querem se manter no poder e prejudicam uma cidade inteira. Cada grupo está apresentando um candidato cujo nome é totalmente desconhecido. Isso é um ultraje!

A AMEVIÇOSA NÃO APÓIA NENHUM CANDIDATO, mas deseja que Viçosa escolha representantes que sejam fichas limpas, que tenham raízes e sejam comprometidos com a nossa terra, que lutem contra a corrupção e que nos defendam dos exploradores políticos e corruptos. Queremos ter representantes nas esferas estadual e federal que sejam fortes e que, finalmente, tragam recursos e desenvolvimento para a região.

Aproximam-se as eleições de outubro, mas ainda há tempo para que, nesse curto período que as antecede, as nossas lideranças façam esse acordo e salvem a nossa cidade. Caso contrário, seus nomes ficarão registrados e sempre serão lembrados como os políticos que conseguiram destruir uma cidade universitária.

Amantes de Viçosa, ainda há tempo!

Porque somos um grupo que se importa...
AMEVIÇOSA - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AMIGOS DE VIÇOSA

Ficção


Inspiradora arte de Paulo José Tavares publicada em capa da revista "O Lince", de 1973, quando Juiz de Fora tinha uns 200 mil habitantes.

Fonte: Maria do Resguardo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Qualquerlândia: Cidade do início do séc. XXI

Uma cidade do início do século XXI. Uma Qualquerlândia. Desenho, nanquim sobre papel. Ítalo Stephan, 2014.

domingo, 27 de julho de 2014

Stela Matutina

Colégio Stela Matutina e Capela - duas joias de Juiz de Fora

Demolição do Colégio em 1978. A capela ainda durou mais uns anos. Os artistas, escritores, políticos e admiradores tentaram repetir o sucesso do movimento "Mascarenhas meu amor", sem sucesso. Ambas foram demolidas e deram lugar a prédios sem nenhum valor arquitetônico. Duas das maiores perdas do patrimônio de  Juiz de Fora.

Fotos obtidas no blog "Maria do Resgurado"

sábado, 26 de julho de 2014

Desenho

Área rural na Nova Scotia, Canadá. Nanquim s/ papel vegetal, 1995. Ítalo Stephan

Mobilidade possível

Mobilidade em Viçosa: um sonho possível. Ciclovia, passeios, VLT.

Desenho

Uma rua de Santa Tereza, RJ. Desenho feito durante uma aula de desenho artístico enquanto estudadnte de arquitetura na UFRJ, lápis s/papel, 1977.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Não às guerras!

Um desenho meu de 1979. Um palestino e um judeu mortos abraçados. Em tempos em que os conflitos nos mostram tanta dor, o desenho ajuda a questionar tamanha estupidez. Nanquim e lápis de cor.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Desenho

Canadá Rural, Nova Scotia. Desenho a nanquim. Ítalo Stephan,1995.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pós-doutorado na UFV

UFV - Abertas inscrições para bolsa de Pós-doutorado em Arquitetura e Urbanismo

22/07/2014
Estão abertas, até 5 de setembro, as inscrições para a seleção de um candidato a pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFV (PPGAU). A bolsa será financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a partir do Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD).
Os interessados devem se inscrever das 8h às 12h e das 14h às 17h30, na Secretaria do PPGAU-UFV, apresentando os seguintes documentos:
- Cópia autenticada do diploma de Doutorado, ou declaração que possuirá o título no momento da implementação da bolsa;
- Cópia de RG e CPF;
- Currículo comprovado com produção científica dos últimos cinco anos (para artigos e livros, apresentar cópia da primeira página da publicação);
- Plano de trabalho da proposta, incluindo cronograma;
- Projeto ou pré-projeto de pesquisa relacionado às linhas de pesquisa do PPGAU-UFV; e
- Carta de anuência de um coordenador que pertença ao quadro de docentes permanentes do PPGAU-UFV, que será o supervisor durante o estágio pós-doutoral.

Mais informações sobre o processo de seleção podem ser obtidas no edital anexado e pelo telefone (31) 3899-3530.

https://www2.dti.ufv.br/ccs_noticias/scripts/exibeNoticia2.php?&codNot=21473

terça-feira, 22 de julho de 2014

Farra sem fronteiras?

Me pego questionando o programa Ciências sem Fronteiras. É uma oportunidade fantástica para os estudantes. Mas vejo alguns aspectos duvidosos como os critérios frouxos para seleção, pois quase todos que tentaram conseguiram a bolsa. Só na UFV são mais de 500 estudantes no programa! Nem há exigência de saber a língua. O estudante vai aprender lá, indo meses antes de começar os estudos.
Os estudantes vão sem obrigação de prestar contas. Partem sem sequer concluir o semestre, criando problemas na conclusão das disciplinas, e isso é resolvido em cada disciplina, sem uma posição da instituição.
O custo per capita, para um país pobre, chega a ser altíssimo, enquanto há tanto a ser feito por aqui.
O Programa precisa de uma reflexão sobre seus objetivos e de mudanças para ficar realmente válido e frutífero.

Comentários:
Paulo Tadeu Leite Arantes Esta é mais uma daquelas ideias incríveis que, de tempos em tempos, nossas ilustres autoridades têm, mas, pessimamente gerida o que está transformando o CSF (Ciência sem Fronteiras) num TSF (Turismo sem Fronteiras). São 3 bilhões gastos anualmente que poderiam agregar muito mais a nossa ciência do que tem agregado. Este artigo dá a dimensão exata do que estou falando: 

 http://ultimosegundo.ig.com.br/.../ao-custo-de-r-3-bi...

Não às guerras


Uma pintura de Beatriz Aurora

Desenho

Paisagem rural, Nova Scotia, Canadá. Nanquim, 1994. Ítalo Stephan

domingo, 20 de julho de 2014

Amesuacidade

Uma associação de combate à corrupção nas prefeituras para cada cidade da região:
Ameteixeiras, Amepedradoanta, Amesãomiguel, Ameervália, Amecajuri, Amecoimbra, Ameportofirme, Amecanaã, Amepaulacândido, Amearaponga...

Política sem corrupção


quinta-feira, 17 de julho de 2014


A capital finlandesa, Helsinque, pretende estar praticamente livre dos carros até 2025. A saída para alcançar este objetivo: tornar o transporte público tão eficiente, que os moradores não terão vontade de tirar seus automóveis particulares da garagem.

O projeto pretende transformar o transporte coletivo em uma estrutura mais personalizada e prática, conforme informado pelo jornal britânico The Guardian. Todos os diferentes modais oferecidos pelas autoridades públicas devem ser interligados, ao mesmo tempo em que os usuários conseguem ter acesso aos horários, trajetos e demais informações por um aplicativo no celular.

A tecnologia não servirá apenas para informar, mas ela também deve permitir que os passageiros solicitem paradas de ônibus fora dos pontos, para maior comodidade. Através do aplicativo, a população também pode pedir, usar e pagar por outros tipos de serviços, como táxis, bicicletas e até carros de aluguel.

Atualmente a cidade europeia já possui um serviço de micro-ônibus em que os usuários especificam seus próprios pontos através do aplicativo e a informação é transmitida ao motorista. Mas, Helsinque pretende ir ainda mais longe.

Mesmo que a proposta seja promissora, ainda existem críticos que enxergam a medida como um tanto segregadora, a partir do momento em que restringe as facilidades às pessoas que possuem smartphones. Independente disso, a proposta de tornar o sistema mais eficaz já é um exemplo para outras cidades do mundo que precisam de renovações no sistema de transporte coletivo para atrair ainda mais a população.

Redação CicloVivo

Cada um resolvendo o seu problema

AMANTES DE VIÇOSA, VEJAM ESTE OUTRO ABSURDO!!!

Veja só o estado desta rua:  construíram uma rampa para acesso à garagem e obstruíram quase a metade da rua. 

Esta ladeira já era difícil de subir e descer agora ficou um pouco mais complicado. 
Já foi denunciado na Prefeitura, entretanto nada foi feito.
Endereço: Av. Brasília Bairro de Fátima – Viçosa MG.
Sem Prefeito e, consequentemente, sem fiscalização,  sem ação do IPLAM, e quando cada um resolve seu problema ignorando os vizinhos, O RESULTADO É ESSE!!!


Colaboração da AMEVIÇOSA

terça-feira, 15 de julho de 2014

Arranha-solo


Crescendo para baixo

De fora, eles se parecem como três grandes cones de vidro enterrados na terra. Mas são a entrada de luz e ar para um shopping subterrâneo gigante no oeste da Cidade do México.

Este é um dos novos projetos que pretendem ser uma alternativa para controlar o tamanho de uma das maiores cidades do mundo: a construção de prédios sob a terra.

Construções subterrâneas podem ser uma alternativa para a Cidade do México, cuja área de 1.495 quilômetros quadrados tem poucas regiões ainda disponíveis para ocupação.

"Acho que é um absurdo crescer horizontalmente. A cidade tem crescido a tais dimensões que as pessoas que tentam chegar a seus trabalhos levam duas ou três horas. É realmente um absurdo," disse Francisco Montes de Oca, diretor da Arquitectoma, empresa que desenvolveu projetos de prédios subterrâneos.

Rasgando a terra

Um dos projetos mais polêmicos se chama Rascasuelos, e consiste em construir uma pirâmide invertida de 65 pisos subterrâneos para abrigar escritórios e lojas sob a principal praça do país, a Zócalo, na capital mexicana.

A pirâmide teria um vazio no espaço central para permitir a circulação de ar e a entrada de luz natural, apesar de toda a estrutura planejada ser de concreto para conter a pressão da terra.

A obra tem custo estimado de US$ 769 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) e foi projetada pelo grupo Bunker Arquitectura.

O prédio está na fase de projeto, mas sua apresentação pública causou polêmica, pois a área onde planeja-se sua construção foi o coração de Tenochtitlán, a capital do povo asteca, que foi construída dentro de um lago.

Sob a Zócalo, existem vestígios da cultura pré-hispânica. À margem da praça, estão alguns dos edifícios mais antigos e emblemáticos do México. É, também, uma zona muito vulnerável a tremores.

Os responsáveis pelo Rascasuelos, no entanto, afirmam que o projeto não afetará a região e que a técnica de construção prevê o risco dos movimentos de terra.

No centro da Cidade do México, existem normas para restringir o tamanho de arranha-céus. Mas os limites são diferentes para aqueles sob a terra.


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cidade-mexico-planeja-predios-subterraneos&id=010125140704&ebol=sim#.U8WgsPldU3l

sábado, 12 de julho de 2014

A FUNÇÃO SOCIAL DA CIDADE

Texto publicado no jornal Tribuna Livre, ed. 1203, em 10/07/2014

A cidade é formada por ruas, lotes e praças. As ruas e praças são espaços públicos, os lotes, em sua grande maioria são propriedades particulares. Cada um desses componentes deve cumprir uma função social. A função social da propriedade é atender às necessidades de uma população. Um lote urbano deve ser ocupado para cumprir alguma demanda: ter nele uma casa, um prédio, uma escola, uma loja, um templo religioso, uma quadra esportiva, uma praça etc. Ocorre que, nas nossas cidades, há um percentual de lotes sem qualquer uso, vazio, sem cumprir sua função social. Esse percentual é significativo, mesmo que dele sejam excluídos alguns casos de pendências judiciais, dos proprietários que ainda não possuem recursos para construir ou de terrenos em locais pouco procurados. Ou seja, há muitos lotes em nossas cidades que estão apenas aguardando valorização. Isso se chama especulação imobiliária. Isso ocorre quando a administração permite que a cidade cresça em outras direções, mesmo que com menos infraestrutura, deixando esses vazios.

Há maneiras de fazer com que os vazios urbanos para fins especulativos sejam ocupados. Há instrumentos urbanísticos amparados pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Cidade e pela legislação municipal. Mas todo instrumento urbanístico é, acima de tudo, instrumento da política urbana, que é dependente dos interesses políticos de quem comanda a cidade. E quem vem comandando a cidade não se interessa por medidas que possam comprometer suas fontes de votos, nem se interessa por ações de prazo maior que o seu mandato. Há uma regra, para corrigir o problema da especulação, que pode ser aplicada em três etapas. A primeira é o parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, na qual ao proprietário é dado um prazo para dar uma função social a seu terreno ou a seu imóvel vazio. Então, o dono deverá parcelar seu terreno, construir em um lote vazio ou ocupar um imóvel subutilizado. Se não cumprir o prazo, passa a pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU - progressivo no tempo, ou seja, a cada ano o valor do IPTU cresce, enquanto o proprietário  não der uma função ao  seu imóvel.  Por último, o terreno pode ser desapropriado pelo Executivo, com o pagamento de títulos.

Caso o proprietário de um imóvel que não tenha recursos para dar uma função ao seu imóvel, há o instrumento do Consórcio Imobiliário, uma comunhão do interesse privado e do interesse público, com vistas à realização de um objetivo comum. O consórcio é a forma de viabilização de planos de urbanização ou edificação por meio da qual o proprietário transfere ao Poder Público municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe, como pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas.

As nossas cidades podem ter o problema dos vazios urbanos muito reduzidos. Jeito tem. Há, ao alcance de quem gere as cidades, como vimos, uma legislação democrática e moderna acompanhada de regras bem detalhadas. O Poder Público tem as ferramentas nas mãos para fazer uma política urbana voltada à dignidade da pessoa humana. Falta coragem política para aplicar, coisa rara em nossas cidades, mas muito necessária.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Esgoto a céu aberto


 Ponte sobre o ribeirão São Bartolomeu, rua dos Passos, centro de Viçosa, MG.

Não parece que os esgotos de Viçosa correm pelos receptores. Pela cor e cheiro, o esgoto corre a céu aberto.

 Canos despejando águas servidas. Margens do ribeirão invadidas, lixo, esgoto.

Uma vergonha em uma cidade universitária em pleno século XXI.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Silo na UFV - uma joia arquitetônica a ser preservada

A obra do novo refeitório deixou mais à vista o silo - uma joia arquitetônica da UFV.

Uma linda construção histórica.

Ao ter o barranco sido removido onde o silo encostava, a  forma fica mais imponente.

Dois silos cilíndricos cobertos por uma telhado de  6 águas. Uma estrutura firme a ser requalificada. Um marco da UFV.
Um bem da UFV, de  Viçosa, da Zona da Mata, de Minas Gerais a ser preservado.


domingo, 6 de julho de 2014

Área importante


Rua Antônio Lélis, Santo Antônio
Um trecho da cidade em franco processo de transformação (em Viçosa).
Oportunidades para corrigir erros e melhorar a circulação:
- Tratar a Rua Antônio Lopes Lélis, no bairro Santo Antônio, como uma via importante. Deveria ser larga, com calçadas prontas já.
- Exigir a criação de vias paralelas, a cada, no máximo 200 metros, para interligar as vias longas
- interligar os loteamentos em construção
- interligar a via com as demais no bairro.
- resolver os acessos pela avenida Marechal Castelo Branco e pela rodovia.
É só querer fazer o que ainda tem tempo.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Os espigões do Plano Diretor de São Paulo


2 de julho de 2014

Se a interpretação equivocada do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo pegar, a cidade vai ficar em desvantagem antes mesmo de ele ser sancionado pelo prefeito. Com algumas variações, os principais jornais paulistanos anunciaram que o plano “encoraja (ou libera) espigões” em áreas com bom acesso ao transporte público. Na verdade, o plano prevê que essas áreas sejam adensadas nas próximas décadas. Chama a atenção a escolha comum de explicar esse adensamento como um “encorajamento aos espigões”. Acredito que esteja aí um desafio importante desse plano.

Espigão é uma palavra que pegou como sinônimo de prédio muito alto. Talvez seja uma metáfora botânica: espiga (de milho, trigo, cevada, centeio) é um tipo de inflorescência (flores que crescem acumuladas em torno de um eixo) verticalizada. Uma paisagem de espigas é tão padronizada quanto infértil. Certeza da origem da expressão eu não tenho, mas as incorporadoras de espigões tem alimentado minha especulação etimológica. Nas últimas décadas a cidade foi espetada com monumentos à falta de personalidade.   

Skyline_from_Jardins
São Paulo: entre espigões e áreas pouco densas. Fontes: The Commons

Encorajar espigões não é exatamente uma diretriz do Plano Diretor Estratégico de São Paulo. Na verdade, a função de um plano diretor é aproximar as pessoas das oportunidades (empregos, escolas, hospitais, mercados, áreas de lazer, transporte público, etc). Essa aproximação precisa ser feita em duas frentes – levar oportunidades até onde as pessoas moram e levar pessoas para morar perto das oportunidades – até que o jogo de viver na cidade se equilibre. O que o PDE faz é delimitar áreas estratégicas da cidade para serem adensadas (ter um número maior de pessoas morando). São Paulo ainda é pouco densa (7,7 mil habitantes/km²) se comparada com Londres (12 mil hab/km²), Paris (20 mil hab/km²) e Nova Iorque (10 hab/km² – Manhatan tem 26 mil hab/km²). Se passarmos por um bom adensamento, podemos ajustar nosso desequilíbrio urbano. Para isso, o adensamento precisa ser planejado (em áreas estratégicas como perto dos terminais de transporte público) e diverso (misturando usos comerciais e residenciais e padrões econômicos que contemplem a desigualdade social). Cabe pontuar que adensamento não é sinônimo de verticalização. Barcelona, por exemplo, é uma cidade muito densa, 17 mil hab/km², e pouco vertical, onde vários distritos limitam em 6 andares a altura dos prédios.

As áreas de adensamento estratégico não podem ser confundidas com um convite aos espigões. Um plano serve para traçar um futuro desejável e, com base nele, organizar as escolhas do presente. Nosso futuro desejável não é a replicação dos espigões, mas de exemplos mais interessantes, como o Conjunto Nacional e o Copan. As áreas que ganharam permissão de adensamento com o PDE precisam ser um chamariz para um mercado imobiliário mais diverso e experimental, que deixe um legado arquitetônico, social e ambiental positivo na cidade. Porque, no final das contas, é o mercado imobiliário que vai construir nosso adensamento, seja ele bom ou ruim para a cidade.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Está errado

A Lei de Parcelamento do Solo de Viçosa é clara : não pode haver vias com mais de 200 metros sem saída. Como é que o IPLAM aprovou duas, uma com mais de 500 m e outra com mais de 450m?


Veja o artigo da lei:
Art. 10 -  Os lados dos quarteirões não podem ter extensão superior à 200m (duzentos metros) de testada de lotes contíguos.

Parágrafo Único - Poderão ser admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista neste artigo, nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes.



Duas vias que saem da estrada antiga para Coimbra, onde está o Coeducar e o Partenon. Esta situação cria riscos para os moradores.
Solução? Sim, construir uma via ligando as existentes.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Cidade Feliz



De 8 à 31 de Agosto de 2014 o Festival de Criatividade e Inovação ‘Cidade Criativa, Cidade Feliz’ estará de volta em Santa Rita do Sapucaí!

Em breve o cronograma com as palestras, workshops, shows, e mobilizações em áreas como cultura, tecnologia, educação, lazer e empreendedorismo para todos os públicos: De crianças e adolescentes à profissionais de diversas áreas e gerações.

Convite


terça-feira, 1 de julho de 2014

É de incompetência que estamos falando

Minas Gerais possui uma fonte de recursos extra para os municípios. É o ICMS Cultural ou  "Lei Robin Hood" para os municípios que possuem uma política de proteção ao patrimônio cultural. Os recursos são proporcionais ao cuidado que os municípios dão aos seus bens. A cada ano são avaliados o funcionamento dos conselhos de patrimônio, os cuidados com os bens tombados.

Na última tabela, de 2014, consta a seguinte pontuação para algumas cidades:
Ponte Nova: 6,70
Pedra do Anta: 6,60
Visconde do Rio Branco: 8,35
Viçosa: 5,20
Piranga: 0

Importante destacar Piranga, com um acervo que tem, ter zerado após ter obtido 18,35 em 2013.
E Viçosa fica com uma pontuação inferior a cidades menores que não tem mais acervo que aqui.
Também ficou com uma pontuação muito inferior à histórica de 2013 - 14,90.
Fica claro que temos potencial para triplicar a pontuação, mas a  atual administração não tem mostrado competência.


 Fonte: A Voz

Só para comparação, Ouro Preto e Mariana obtiveram pontuações de 52,80 e 52,30, respectivamente.
Cartão amarelo para Piranga e para Viçosa.

http://www.iepha.mg.gov.br/banco-de-noticias/1037-iephamg-informa-para-entender-o-icms-patrimonio-cultural