Ao contrário do que propagam, as universidades federais são espaços de pluralidade de ideias, de convivência democrática e de promoção do conhecimento, essenciais para o desenvolvimento científico, social e econômico do Brasil. Tem de tudo nelas (inclusive no departamento que atuo): esquerda, direita, centro, humanistas, puramente técnicos, filósofos, "tô nem aí", em cima do muro, não manifestantes.
Os ataques parecem vir depois que saiu o resultado das avaliações das escolas particulares de medicina, das quais 1/3 foram reprovadas, com notas 1 e 2. Muitas delas são apenas receptoras de dinheiro, "pagou passou", reprovou, despede o professor, pagam mal aos professores.
As federais e estaduais foram avaliadas com notas 4 e 5 (UFV, UFJF, UFOP,USP, Unicamp, UFMG...). As de notas 1 e 2 são muitas, investiguem para ver quais são, não cabe aqui citar.
Nossos objetivos são ensinar, pesquisar, fazer extensão. Não formamos vagabundos, maconheiros ou comunistas. Não nos interessam balbúrdias. Nós, das universidades públicas formamos cientistas, engenheiros, presidentes, médicos, prefeitos, ministros, empreendedores, professores, filósofos, psicólogos...
Para mim, há 33 anos e mais de 1300 formados, sem jamais ter sido acusado de nada, a Universidade é o meu motivo de vida, assim como meus colegas que têm posições ideológicas bem diferentes. Somos parte da Universidade, como é o próprio significado da palavra.
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