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23 julho 2016

Compartilhar assim?

É de difícil solução. Uma via compartilhada ente automóveis e bicicletas foi a solução encontrada para a avenida Rio Branco, em Juiz de Fora. São raros os ciclistas que passam por ela.


Eu só vi uma, assim:


28 março 2015

10 pontos sobre uma arquitetura para o ciclismo


De Steven Fleming

Alguns deles, no importante artigo:

Fazer com que as bicicletas sejam compatíveis com a vida em edifícios
Fazer as pazes entre as bicicletas e os pedestres
O ciclismo dissolve a dicotomia mobilidade/acesso

Fleming, Steven. "10 pontos sobre uma arquitetura para o ciclismo" [10 Points of a Bicycling Architecture] 26 Dec 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Arthur Stofella) Acessado 28 Mar 2015.

http://www.archdaily.com.br/br/759546/10-questoes-de-uma-arquitetura-ciclistica

12 novembro 2014

Ciclovia com energia

Esta é a primeira ciclovia que produz energia solar. Em Amsterdam.
 
Ver mais em:

http://www.lifegate.it/persone/stile-di-vita/solaroad-amsterdam

10 abril 2014

CICLOFAIXA IMPROVISADA GERA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS





Em ação coordenada pelo grupo Bicicletada Viçosa, em agosto do ano passado um mutirão para criar uma ciclofaixa na Avenida Marechal Castello Branco, quando ciclistas (aproximadamente três dezenas de pessoas) pintaram 560 metros de ciclofaixa no asfalto usando uma tinta látex removível. O grupo usou, naquela ocasião, as redes sociais para denunciar o número reduzido de ciclofaixas e espaços adequados para o ciclismo em Viçosa. Tal ação ocorreu sem nenhum incidente, tendo sido acompanhada, de perto, pela própria Polícia Militar, e agora tornou-se alvo do Processo nº 0090127-88.2013, que tramita na 2ª Vara Cível da Comarca de Viçosa, uma Ação de Indenização por Danos Materiais, movida pela Prefeitura de Viçosa contra dois estudantes universitários (Humberto Oliveira Rezende Amorim e Cauan Bittencourt Lana), ambos ligados ao movimento da Bicicletada Viçosa, e o ativista social Jershon Ayres de Moraes, uma das lideranças da Associação dos Amigos e Moradores de Viçosa (Ameviçosa). Na ação, proposta pela Procuradoria Geral do Município ( quando seu titular ainda era o advogado Ricardo Moreira Carraro, que exonerou-se na semana passada), alega-se que os três processados "foram além, porque obstruíram e picharam" cerca de 500 metros da pista de rolagem para criar a ciclofaixa que, "além de ilegal e atentatória à segurança de veículos e pessoas, repercutiu em danos ao patrimônio público. Tal o estrépito, que obstaculizou o trânsito de veículos regulamentados para a via, confundiu por semanas os motoristas e ameaçou os ciclistas que ali trafegaram posteriormente - movidos por uma expectativa de proteção e de legalidade obviamente falseada. Após depredarem permanentemente o logradouro e a sinalização horizontal ali colocada, à custa do patrimônio público os réus anunciaram-se ao público com glórias de quem havia desafiado a legalidade, as autoridades públicas e as instituições constituídas. Ensejaram, inclusive, ameaças premeditadas à magnífica reitora da Universidade Federal de Viçosa acerca de um próximo ato nas dependências federais", acrescentando que "em êxtase, minutos após a empreitada ilícita, o primeiro réu (Jershon) ainda reportou aos demais para certificar que 'foi um grande prazer ter participado com vocês'... Então, porque o interesse público não se curva a investidas medievais deste jaez, é mister notar a flagrante responsabilidade civil dos réus pelo prejuízo que causaram; anotado, também, no Boletim de Ocorrência nº m6415- 2013-0006979, REDS 2013-017651718-001... Para além de afrontar os mais comezinhos princípios de urbanidade, legalidade e convívio social, a conduta liberada de depredar o bem público também encontra barreira específica... Porque o trabalho do servidor também custa dinheiro dos munícipes, é certo que o valor despendido também deverá ser recomposto pelos malfeitores; para tanto nos termos do Código do Processo Civil requer o arbitramento de valor conforme a experiência e eventuais diligências a cargo deste douto juízo... Note-se que na matéria jornalística que apesar de terem propalado o sumiço espontâneo das pichações, uma semana após a empreitada e quando ainda regozijavam-se do ilícito, lá estava intacto o seu produto. Outrossim, sobre os réus terem depredado as faixas de pedestres com palavrões ao representante máximo deste Município, as fotografias atualizadas de 20 de novembro de 2013 evidenciam o dano permanente e respaldam o pleito de condenação dos mesmos à sua integral reparação; cujos serviços, porque especializados, demandam a contratação de terceiros no importe de R$ 4.500,00." Na ação propõe-se condenação solidária dos réus no importe de R$ 4.875,00, "a título de ressarcimento pelo prejuízo causado em função de seus ilícitos" e "igualmente
porque persiste uma parcela de prejuízo passível de liquidação, ao final requer seja apurado o valor/hora de trabalho dos servidores municipais e que aos réus seja imposto o pagamento da quantia" e ainda que "sem prejuízo da reparação em epígrafe, nos termos do Código de Trânsito Brasileiro requer seja declarada a prática do ilícito, arbitrada multa no importe de 300 UFIR e expedida em desfavor dos réus a referida ordem de pagamento", conclui a petição da Procuradoria Geral do Município de Viçosa.

Está generalizado em Viçosa a tomada de iniciativa "criminosa" por cidadãos quaisquer, em defesa de seus interesses particulares ou daqueles que eles julgam ser públicos. Tudo consequência da omissão das autoridades

Nas fotos: Os Estudantes de Arquitetura, Humberto Oliveira Rezende Amorim e Cauan Bittencourt Lana, e o Diretor da AmeViçosa, Jershon Ayres de Moraes.

PELO DIREITO DE MANIFESTAÇÃO

 

Em Agosto de 2013 aconteceu em Viçosa uma manifestação pela melhoria da mobilidade urbana – a BICICLETADA – reunindo estudantes e outros cidadãos viçosenses, que por um curto período de tempo circularam na região central da cidade de bicicleta e a pé. O protesto tinha o intuito de mostrar a insatisfação dos moradores da cidade com o descaso da prefeitura em relação à meios coletivos e/ou alternativos de transporte, como a bicicleta e o ônibus.

No fim do percurso, na Avenida Castelo Branco, foi decidido que seria demarcada uma ciclofaixa, de caráter temporário, como forma de chamar a atenção das autoridades locais para a falta de infra estrutura adequada para este tipo de transporte, a bicicleta, tão importante em uma cidade como Viçosa. Em momento algum o grupo envolvido teve a intenção de fazer uma demarcação permanente, sendo assim usada tinta que duraria poucos dias no local. É importante frisar que a população que transitava pela via, fosse à pé, de bicicleta ou automóvel particular aplaudiu a iniciativa durante todo o ato.

Esta semana estudantes que apoiavam o movimento receberam notificação de que estavam sendo processados pela Prefeitura Municipal de Viçosa por ato de vandalismo. Julgamos esta medida como injusta e absurda.

Viçosa, uma cidade que tem sido alvo constante de críticas em relação ao seu planejamento, gestão e comprometimento com a população tomou a postura de punir cidadãos que davam um grito de insatisfação e que desejam somente que a cidade avance de forma justa e inteligente.

Ao atacar as pessoas que de fato lutam por uma cidade melhor, a administração pública segue na contramão desperdiçando tempo e recursos importantes que poderiam ser utilizados para tentar melhorar os incontáveis problemas da cidade.
Não aceitaremos esta atitude retrógrada da Prefeitura e contamos com o apoio de vocês, estudantes, em nossa causa.

05 fevereiro 2014

Pior que não fazer!



Calçadas são asfaltadas para virar ciclovia na Almirante Barroso, em Belém. Ciclistas vão dividir a pista até com orelhões (Foto: Iris Soares/Facebook)

http://www.mobilize.org.br/noticias/5803/calcadas-viram-ciclovias-em-belem.html

04 fevereiro 2014

Ciclovias em JF!

Boa campanha!

 

Ver mais:  http://www.tribunademinas.com.br/politica/campanha-para-ciclovias-as-margens-do-paraibuna-1.1419987
Campanha que devia acontecer em todas as cidades!

25 agosto 2013

Bicicletada Viçosa

Foto de Cauan Lana

Cerca de 30 pessoas em uma ação organizada pelo grupo Bicicletada Viçosa realizou nesta sexta-feira (23/08) um mutirão para criar uma ciclofaixa na Avenida Marechal Castelo Branco, uma movimentada via de Viçosa, MG. Os ciclistas pintaram 560 metros de ciclofaixa no asfalto, segundo eles, usando uma tinta látex, que some naturalmente após algumas semanas.
O grupo  usa as redes sociais para denunciar o número reduzido de ciclofaixas e espaços adequados para o ciclismo em Viçosa.
À  medida que o grupo pintava a faixa, os ciclistas passantes já a utilizavam. A ação ocorreu sem nenhum incidente e foi acompanhada pela Polícia Militar.
Bela ação! Parabéns ao grupo!

http://vicosanews.com/2013/08/24/ciclistas-pintam-ciclofaixa-na-avenida-castelo-branco-durante-bicicletada/

23 junho 2013

A cidade do futuro - II

Artigo publicado no jornal Tribuna Livre de 18 de julho de 2013


O futuro já chegou para muitas cidades no mundo. Copenhagen, a capital verde da Europa, é considerada a cidade mais sustentável do mundo. Tem mais de 50% da população indo ao trabalho ou à escola de bicicleta. Na linda cidade dinamarquesa, 96% dos seus moradores vivem a, no máximo, 15 minutos de distância a pé de áreas recreativas. É possível mudar a realidade em locais onde parecia impossível. Medellín, na Colômbia, que antes só aparecia nas manchetes dos cartéis do tráfico, acaba de receber reconhecimento mundial por seus projetos executados na área de transporte público e desenvolvimento econômico.

A cidade do futuro precisa de planejamento urbano competente e de continuidade nas suas políticas públicas, especialmente a urbana. Um bom planejamento urbano precisa de vontade e técnica. Exige tempo, às vezes mais de dez, quinze, vinte anos para realizar intervenções essenciais. As eleições a cada quatro anos quebram a continuação de projetos, obras e ações. Isso ocorre mesmo para quem se reelege, pois há interrupção do processo e rearranjo de coligações e de cargos políticos. Nossa tradição é de jogar fora o que foi feito no mandato anterior, pois não presta ou não atende aos interesses dos mandatários da hora. A cada 4 ou 8 anos tudo começa do zero. As demandas são as imediatas e clientelistas. Com isso o desperdício de recursos financeiros e técnicos é absurdo, e os prejuízos sociais refletem na péssima qualidade de vida que nossas cidades apresenta. Curitiba continua a ser um ótimo exemplo, referência mundial onde o talento de urbanistas e a vontade da população de viver com qualidade fizeram surgir uma cidade moderna, organizada e charmosa.

A cidade do futuro deve ter seu passado preservado, através da proteção aos bens arquitetônicos, culturais e ambientais que sejam avaliados como importantes, mantendo assim sua identidade. A cidade do futuro precisa ser inclusiva, onde todos exercem a cidadania.  A participação popular, com consciência é um ponto chave da cidade democrática. Por outro lado, os governantes devem saber ouvir e governar para todos. Toda decisão importante, mudança de regras ou intervenção que atinja parte ou toda a cidade deve ser amplamente discutida. Há várias formas de promover a participação para ouvir e discutir com a população assuntos coletivos: órgãos colegiados de política urbana, debates, audiências e consultas públicas, conferências sobre assuntos de interesse urbano, iniciativa popular de projeto de lei e de planos e gestão orçamentária participativa. Os governantes não sabem como esta forma de governar é rica e fortalecedora das instituições.

A cidade do futuro não existirá sozinha. A cooperação entre os municípios vizinhos será outra premissa essencial. O planejamento regional, tão recente e escasso no país precisa se tornar uma prática saudável para o compartilhamento de problemas, soluções e oportunidades fará com que cresçam com menos injustiças. Com isso ganha o meio ambiente com soluções compartilhadas de preservação de bacias hidrográficas e a destinação de lixo; ganham os municípios em programas de transporte,  energia, educação, saúde e turismo.

Como já fiz essas perguntas em texto anterior, não custa repetir. Quão longe estamos do futuro? Quem pode alcançar esses benefícios? Quem pode mudar tudo isso? A resposta é a mais óbvia de todas. Todos a temos de cor e salteado. Basta que sejamos uns dos agentes da mudança. Quem pode alcançar esses benefícios? Quem pode mudar tudo isso? A resposta é a mais óbvia de todas. Todos a temos de cor e salteado. Basta querer e seremos agentes da mudança.

14 abril 2013

Trecho com potencial para um bom desenho urbano


Um trecho do leito da linha férrea em Viçosa: aproveitado de qualquer jeito, sujo, escuro, subutilizado.

Está em área central. Tem potencial para ser usado como ciclovia, passagem de pedestres, jardins.

24 março 2013

Ciclovias em Juiz de Fora


Quando é que Juiz de Fora terá ciclovias e boas pistas de caminhada?
Quando é que Juiz de Fora irá implementar o Plano Diretor Cicloviário Integrado?
Cabe fazer concursos de projetos para que os ciclistas possam chegar ao centro de Juiz de Fora, como à avenida Getúlio Vargas e Avenida Rio Branco.

A Avenida Brasil, em seus mais de 10 km de extensão está à espera. Mais ainda os seus usuários e usuários em potencial.

Ver mais:
http://www.camarajf.mg.gov.br/noticias.php?cod=5732
http://www.flaviocheker.com.br/ciclovias-dando-passagem-para-um-transporte-mais-limpo-e-saudavel-para-jf
http://www.tribunademinas.com.br/politica/ciclistas-discutem-plano-cicloviario-para-juiz-de-fora-1.1062779
http://www.youtube.com/watch?v=CPb-sfuvrRI

17 março 2013

Por que não aqui em nossa cidade?




Sorocaba investe em ciclovias seguras e nº de bicicletas já torna-se quase igual ao de carros. São 106 km - a maior de SP - protegidos por grades e canteiros, sinalizados e iluminados. É possível atravessar a cidade toda sem sair da via exclusiva. Há ainda 19 estações de empréstimo de bikes. Em quatro anos, apenas uma morte.

Parabéns à Sorocaba e à todas as iniciativas neste sentido!

Veja mais em http://migre.me/dI5tF

22 fevereiro 2013

Lei absurda


Uma lei municipal em vigor desde o dia três de dezembro em Viçosa  proibiu o estacionamento de bicicletas nas calçadas e praças da cidade, e estabeleceu a apreensão do veículo e multa de R$34,32 para quem descumprir a norma.

As opções para o estacionamento na cidade passam a ser os biciclétários que, segundo a Prefeitura, estão em “pontos estratégicos”.

De acordo com o secretário da Fazenda do município, há apenas  quatro na cidade: no Calçadão, Calçadinho, Praça do Rosário e Praça Silviano Brandão.

Não há restrições para o estacionamento de motos, além das várias áreas destinadas especificamente a elas. O número de bicicletários é insuficiente. A lei é absurda, discricionária e se tornará inócua, como tantas outras.

Proibição  de parar bicicletas onde quiser é uma lei não vai "colar"

A prefeitura deveria se preocupar com os maus motociclistas e motoristas. Ao invés de estimular, a prefeitura inibe o uso de um meio fantástico de transporte.

Nos países mais desenvolvidos, fecha-se ruas para pedestres são criadas, vagas de automóveis eliminadas e e ciclovias criadas. Quem está certo?

A lei deveria ser revogada, seria um favor à comunidade e uma mancha apagada.

17 janeiro 2013

VAMOS DE BICICLETA!

Artigo publicado no jornal Tribuna Livre de 16/01/13

O costume de andar de bicicleta já é onipresente em países europeus. Na Holanda, assim com em outros países do norte da Europa, o uso da bicicleta é uma política pública em resposta, inicialmente, à crise do petróleo e, posteriormente, à crise ambiental. Quarenta e cinco por cento dos holandeses as usam para ir trabalhar. Apesar de ser um meio de transporte não poluente, de custo de aquisição e de manutenção baixo e que traz benefícios para a saúde do usuário, somente 7% dos brasileiros utilizam a bicicleta como principal meio de transporte. Há obstáculos para que o quadro assim seja: a falta de infraestrutura e de segurança. A boa notícia é que nas cidades brasileiras, aos poucos, cresce o saudável e sustentável hábito, a partir da oferta de estrutura e segurança.

As “magrelas” representam uma revolução na forma de andar pelas cidades. As cidades construíram ciclovias e ciclofaixas. As ciclovias são vias preparadas para uso exclusivo das bicicletas, com uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos, indicadas para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso. As ciclofaixas são faixas de uma via reservada aos ciclistas, indicadas para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, são muito mais baratas que a ciclovias, pois utiliza a estrutura viária existente. Os governantes das cidades europeias entenderam que continuar a alargar vias e construir estacionamentos não era a solução (o que vale também para aqui). Partiram para campanhas de estímulo, projetos e obras de ciclovias ou ciclofaixas que permitissem a ampla e segura utilização do meio. Construíram ciclovias e ciclofaixas bem sinalizadas, disponibilizaram o uso de bicicletas para o público. Temos um bom exemplo na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

O uso da bicicleta como transporte é uma possibilidade para praticamente todos os tipos de cidades. Seu uso possibilita a inclusão da mobilidade como meio de transporte de baixo custo, em especial para as classes trabalhadora e estudantil, com segurança, conforto, acessibilidade e agilidade; além contribuir pela preservação da qualidade do ar, através da redução de emissão de poluentes.

O Ministério das Cidades implementou, via Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana, o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, conhecido por Bicicleta Brasil, Em 2012, com a promulgação da Lei 12.587, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, tornou-se obrigatória a elaboração, até 2015, de Planos de Mobilidade Urbana (PMU) para todos os municípios com mais de 20 mil habitantes.

Em Viçosa, é possível e muito fácil e barato instalar ciclovias ou ciclofaixas como, por exemplo, ao longo da via férrea, o que atenderia a uma boa parte da população pois, em um trecho de poucos quilômetros, os moradores dos bairros Amoras, Nova Era, Vau-açu alcançariam facilmente o centro da cidade ou o Campus da UFV. É possível criá-las ao longo das Avenidas P. H. Rolfs, Geraldo Reis e Castelo Branco. O primeiro passo do gestor municipal que tenha interesse no programa é a elaboração de um plano cicloviário básico. O Governo Federal financia infraestrutura de transporte por bicicleta em municípios. Se adotasse esta política, Viçosa daria um passo à frente, ou melhor, uma pedalada à frente, em direção a soluções mais sustentáveis e com grande melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.

10 setembro 2012

Desrespeito crônico

É uma luta danada para conseguir com que as cidades ganhem ciclovias ou ciclofaixas, e quando as conseguem o desrespeito logo se manifesta.


Em Niterói, é muito fácil ver carros estacionados nas ciclofaixas e ciclistas pedalando em vias, correndo grandes riscos.

06 maio 2009

O Exemplo de Bogotá

Bogotá, a capital colombiana é uma metrópole com mais de 6,5 milhões de habitantes. Tem sido capa de várias matérias jornalísticas no mundo inteiro, por causa da revolução urbana pela qual tem passado. De uma metrópole violenta e desumana, em quinze anos, passou a exemplo a ser seguido em toda a América Latina.
Áreas deterioradas foram transformadas em parques, bibliotecas belíssimas (com ludoteca, um auditório, salas de projeção, várias salas de internet) foram construídas nas áreas pobres da periferia. Tais espaços valorizaram a dignidade humana e elevaram a auto-estima. A população recebe livros, distribuídos gratuitamente. Implantaram um sistema de ônibus semelhante ao de Curitiba, com ônibus expressos circulando em vias exclusivas, com pagamento antecipado de tarifas e embarque em estações elevadas. Mas acima de tudo isso, houve algumas mudanças muito importantes. Primeiramente, o prefeito, Enrique Peñalosa, conseguiu convencer a população de que os recursos públicos são fundamentais e com isso ampliou a arrecadação. Implantou um amplo programa de regularização .Declarou guerra ao automóvel, começou a tirar o espaço do transporte individual e focou no transporte coletivo e no incentivo ao uso de bicicletas. Acreditava que, na medida em que os mais ricos usarem transporte público, haverá mais pressão política para ele ter uma boa qualidade, que a única maneira para fazer grandes investimentos em transporte público é haver restrições severas ao carro particular. Para o ex-prefeito, os espaços públicos são o melhor meio de se superar as desigualdades sociais. Deixou de construir uma grande autopista elevada e, com os recursos, construiu um parque linear, que chamam de “recreovia”, de 45 km, retirou espaços públicos de estacionamento para a ampliação de calçadas e de ciclovias, investiu em saneamento básico e em melhorias de áreas de lazer. Onde não existia ciclovias, foram construídos 330km delas, integradas com terminais de transportes coletivos. Colocou mais pessoas nas ruas como uma das formas de diminuir a violência.
O prefeito não fez isto tudo de forma tranqüila. Chegou a ter 77% de rejeição, enfrentou um movimento pró-impeachment, que não vingou. Governou de acordo com um plano e uma missão de cidade, não governou sob pressões da elite. Melhorou a qualidade de vida de milhões de pessoas. A criminalidade caiu 78%.
As perguntas que podemos deixar no ar são óbvias. Se, em uma metrópole violenta e de muitas desigualdades foi possível. Em quinze anos, mudar tanto para melhor, porque, numa cidade muito menor e com muito menos problemas como Viçosa, não é possível reverter as más condições de mobilidade e dos espaços e equipamentos públicos? Não é possível que seus cidadãos se convençam de que é preciso ter uma cidade que priorize as pessoas e não os carros? Que é preciso ter mais áreas de lazer e destinadas à cultura? A linha férrea e o Ribeirão São Bartolomeu são dois potenciais inexplorados para ajudar a fazer esta mudança. Nesta cidade pequena, as pressões contrárias às prioridades aos pedestres, ciclistas e ao transporte coletivo seriam muito menores. Basta querer e começar.