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19 dezembro 2019

Nova balaustrada

Mais de 50 anos depois, o Balaustre ganha uma extensão, em direção à Av. P. H. Rolfs. De uma área mal cuidada, ganha uma sensível melhoria.

Início, pela Rua padre serafim, com a regularização da escada e a construção de rampa.

Início, pela Av. Bueno Brandão. Melhora significativa do aspecto.

Árvores mantidas, qualidade do espaço urbano melhorada.
Fotos Ítalo Stephan, Dez. 2019.

28 outubro 2012

1 vez, 2 vezes, 3 vezes




Três cidadãos estacionaram seus brinquedinhos em cima da calçada, porque deviam ter coisas importantes a fazer. Isto ocorreu em menos de uma hora, num sábado, na Ruazinha Virgílio Val, onde há uma escola, uma creche, um restaurante, um supermercado enorme e alguns prédios grandes em construção em uma só quadra. Cabe mais?

15 maio 2012

Trânsito mal educado

A falta de respeito à sinalização em Viçosa virou coisa de bárbaros. Não há uma vez sequer que ao ficar vermelho, não ultrapasse uma motocicleta ou automóvel. Essa situação vai dar em acidente.
Os ciclistas andam sempre correndo muitos riscos.


O estresse está visível e cresce cada dia mais com achegada de novos automóveis. Num dia chuvoso como hoje fica tudo congestionado.
Cadê o pouco da educação que a gente tinha?
Está na hora de mudar as coisas. Mais transportes coletivos.
Menos vagas nas ruas. Ciclovias e calçadas acessíveis em toda a cidade. Pode começar pela P. H. Rolfs.

28 abril 2012

Cidades dos carros

De Carol Carvalho


Gostaria de socializar aqui uma revolta:
Moro na Marechal Castelo Branco (próximo ao ABC) e ontem (como todas as manhãs) estava "tentando" atravessar a dita "faixa de pedestres" (próxima ao Galpão) às 07:50! Estava indo sentido a UFV e do outro lado uma senhora de mais ou menos 70 anos tentava, com muito custo e sem sucesso, atravessar aquilo que é chamado de faixa de pedestres, pois poucos motoristas páram quando algum pedestre precisar passar.
Depois de correr e quase ser atropelada consegui atravessar a faixa, mas infelizmente a idosa ainda não tinha conseguido atravessar. Sinalizei aos motoristas que ali havia uma faixa, apontei para a senhora que aguardava uma boa alma parar e não obtive êxito. Quase me joguei na frente de um carro e só assim consegui falar com a senhora que ela poderia passar sem medo.
Não é a primeira vez que isso acontece comigo e aí fico me perguntando: Quantas pedestres já passaram por isto? Cadê o respeito com os idosos?
Há quase 1 mês, meu vizinho foi atropelado neste mesmo lugar chegando a falecer e a única coisa que fizeram foi "retocar" a pintura da tal faixa de pedestres.
Será preciso que mais pessoas sejam atropeladas naquele lugar?

08 dezembro 2011

O dia em que Viçosa parou.

Na noite de 7 de dezembro, Viçosa parou. O trânsito virou um nó por pelo menos duas horas e meia. São muitos relatos de horas passadas em um trânsito caótico. Não foi causado por acidentes, por falta de energia, por chuva, deslizamento ou árvores tombadas. Há alguns culpando o fechamento da via Alternativa da UFV. Fato é que nunca se viu nada assim, com algumas exceções de dias de jogos da seleção brasileira em copa do mundo. Mas foi muito pior. Formaram-se quilômetros de congestionamento nas avenidas Santa Rita, Geraldo Reis, Castelo Branco,  P. H. Rolfs, Ladeira dos Operários...

Pais se preocuparam com filhos que não chegavam em casa; estudantes não chegaram nas escolas;  pessoas perderam reuniões, consultas, sessões de fisioterapia. Muita gente perdeu a paciência, sem saber o que ocorreu. Parece que, felizmente,  ninguém se machucou.

Não podemos culpar apenas os semáforos que tornaram as pessoas menos educadas que quando eles não existiam. O problema é que há muitos automóveis e poucas ruas. Um  problema é que as ruas serão as mesmas por muito tempo, nas quais passam a circular a cada ano cerca de 800 veículos a mais. Outro problema é que a Câmara Municipal, a pedido dos construtores civis, acaba de aprovar o aumento do número de pavimentos na área central, o que atrairá mais moradores e carros. Mais um outro problema é que aos poucos começam a ficar prontas as muitas centenas de apartamentos na área central, e as pessoas começam a mudar para eles. Isto deve-se mostrar mais evidente a partir de março do ano que vem. Tivemos apenas um prenúncio do que está por vir. Constata-se o que alguns planejadores previram.  Qualquer pequeno acidente ou contratempo que ocorrer provocará outros episodios iguais, ou piores ao que aconteceu. É grave a situação.

24 agosto 2011

Eu quero a minha praça!

Foto  Aguinaldo Pacheco. Agosto 2011

Foto Ítalo Stephan, 2011

Quem é que está autorizando a construção das duas barracas em aço bem ali, na entrada da minha praça, no Carandiru?  Quem disse que podem sair colocando trambolhos por onde querem?
Mais uma agressão (impune?) ao espaço público.

14 agosto 2011

A ERA DOS SEMÁFOROS: UM PROGRESSO?




É cedo ainda para avaliar o início da era dos semáforos em Viçosa, pois há muitos ajustes a serem feitos. Há muitas coisas para melhorar. Nos primeiros dias já tivemos sinais de impaciência, com motociclistas reclamando que os carros não deixavam passagem, buzinas tocadas com raiva, automóveis avançando os sinais, automóveis fechando as vias com sinal aberto, motos passando por cima dos canteiros, batidas entre automóveis, e pessoas atravessando a rua sem observar as mudanças. Havia muito descontentamento. Só sabemos que, por enquanto, teremos de sair mais cedo que antes e chegar mais tarde. É um sacrifício válido em nome do progresso? Adquiriremos o estresse do trânsito truncado, da espera infindável para o sinal verde abrir? Como em outras cidades, teremos vendedores de balas e malabaristas nos sinais? Essa mudança de rotina parece ser definitivo e terá que ser consideradano planejamento dos nossos horários. Aos poucos serão feitos ajustes, o trânsito deve ficar mais organizado. Aos poucos vamos tentar encurtar caminhos, mudar horários, procurar caminhos alternativos e até mesmo abandonar o uso do automóvel, andando um pouco, o que é bom para a saúde.  Entretanto, a cada dia, passam a circular mais automóveis e motocicletas nas mesmas vias de sempre.
O trânsito sem os semáforos  era algo relativamente bem negociado. Estava ficando complicado pois havia imprudência de todos. Mas acho que se perdeu a chance de fazer algo de novo, na base da melhoria da educação e do convívio entre pedestres e automóveis. Terá sido o fim de uma fase de cortesias e gentilezas? Viçosa era reconhecida pelo hábito de se parar nas faixas. Isso acabou. Sem dúvida, há locais em que o semáforo é realmente necessário. O trânsito com o semáforo implica regras rígidas. Pode até dar certo. Queremos que dê. As obras realizadas parecem ainda muito focadas para resolver os problemas dos automóveis, sem atenção aos pedestres e nenhuma aos ciclistas. Colocaram semáforos muito próximos uns aos outros, asfaltaram a linha férrea, estão gastando muito dinheiro com os cercados. A Secretaria de Trânsito terá agora o compromisso, como próximas etapas, de acrescentar nas soluções a melhoria do acesso aos pedestres e aos ciclistas, pois eles saíram perdendo com as atuais alterações. Foram tratados inexplicavelmente  como vilões da história. Isso está incorreto.
Devemos evitar generalizar atitudes como chamar todos os motoristas e pedestres de mal educados, de  crucificar sicrano ou beltrano, de dizer que há gente querendo ver o circo pegar fogo. Já que é para falar de clichês, estamos, todos, no mesmo barco. As décadas sem planejamento inadequado (tempo que ainda não terminou) trazem consequências de difícil, talvez impossível solução. Devemos procurar, todos contribuir para a melhoria da cidade.  Mas, para isso devemos cobrar nosso direito de ser ouvidos, de opinar, de discutir melhor as medidas que afetam indiscriminadamente a todos os habitantes de Viçosa.  Temos de cobrar, também medidas que melhorem a mobilidade e acessibilidade de todos. Há pouca participação da população. O automóvel nunca pode ser tratado como prioridade. Há os pedestres, os ciclistas e os usuários do transporte coletivo na frente.