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06 fevereiro 2021

PLANOS DE VISCONDE DO RIO BRANCO

 



Audiência preparatória com os delegados - relato dos trabalhos, entrega da  minuta do Plano de Mobilidade, aprovação do regulamneto da audiência e entrega da convocação para audiência Pública em 27 /02/2021.

Fotos Ítalo Stephan, fevereiro de 20121.

29 outubro 2019

DOIS PLANOS


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, 2633, Viçosa-MG, em 24/10/2019

Na Câmara Municipal, estão dois importantes planos de política urbana para Viçosa: o Diretor e o de Mobilidade Urbana. O Plano Diretor, que é uma revisão esperada desde 2005, está nas etapas finais de aprovação. Tem o prazo até 4 de novembro para a realização de Audiência Pública, onde serão apresentadas as emendas aprovadas. Boa parte delas já passou pelo crivo da reunião ordinária realizada no dia 15/10 e outras devem ser avaliadas nas próximas sessões. O Plano de Mobilidade, que está  na Casa desde 2018, precisa entrar na pauta de discussões. Importante frisar o caráter participativo dos dois planos. Todas as maneiras possíveis para sua discussão foram disponibilizadas para a participação da população e da sociedade organizada. Foram realizadas reuniões em várias regiões da cidade, em muitas datas e antecipadamente divulgadas por meio de cartazes; de folders; de artigos e de reportagens em jornais; de entrevistas em programas de rádio e de consultas em meios digitais. Foram realizados debates e audiências, precedidos de reuniões preparatórias.

O Plano Diretor Participativo de Viçosa, revisão do Plano vigente (Lei nº 1383/2000), está atrasado em 14 anos. Teve uma primeira tentativa de revisão adiada em 2008. Foi reiniciada apenas em 2015. Chegou à Câmara em 2017. Passou por vários percalços, com devolução à Prefeitura para complementar alguns pontos, com a chegada de emendas da Casa dos Empresários e com a realização de Audiência Pública com os moradores da região do Paraíso. Todos esses pontos foram tratados com muita responsabilidade e sob os aspectos técnicos corretos. Quero enfatizar aqui o exaustivo trabalho de alguns participantes do processo de elaboração do anteprojeto e da posterior discussão dos pontos polêmicos levantados. Foram dezenas de reuniões marcadas e realizadas, para esclarecimentos e discussões sobre a proposta. Foram inúmeras participações na tribuna livre da Casa Legislativa.

O Plano de Mobilidade, para recordar, foi um amplo estudo desenvolvido, sob convênio com a UFV, por técnicos com grande competência no assunto. Foi iniciado em 2016 e encaminhado pelo prefeito à Câmara em setembro de 2018. Foi elaborado dentro de metodologias participativas. É importante colocá-lo em tramitação logo. Acredito que o Plano deve causar menos polêmicas, pois é extremamente técnico e baseado nas demandas apresentadas nas reuniões realizadas. Várias ações previstas no Plano já puderam ser iniciadas. Ele trata ostensivamente das possíveis alternativas viárias (como as 4 alças viárias, que futuramente formarão um anel viário, e de novos acessos ao campus da UFV); das possibilidades de uso do leito da linha férrea (em dez artigos); do programa de requalificação das calçadas;  das rotas acessíveis etc.

São dois importantes marcos para o desenvolvimento do município. No entanto, não basta aprová-los, será necessário colocá-los em prática. Colocá-los em prática significa fiscalização eficiente para vários pontos, assim como o envolvimento da população. Há muitas ações que demandam poucos recursos e que podem ser realizada até mesmo imediatamente. As propostas que dependem de muitos recursos precisarão da atuação de um IPLAM fortalecido e de apoio político. Os planos, se corretamente aplicados, poderão trazer significativas melhorias na qualidade de vida para todos os moradores de Viçosa.

10 novembro 2018

AUDIÊNCIA PÚBLICA - VISCONDE DO RIO BRANCO

Equipe técnica - UFV e PMVRB, junto com os delegados eleitos nas reuniões públicas.

Processo de votação das alterações da Leitura Participativa.

Em 10/11/2018 foi realizada a Audiência Pública de Validação da Leitura Participativa - etapa do processo de revisão do Plano Diretor e da elaboração do Plano de Mobilidade de Visconde do Rio Branco-MG.

18 maio 2018

PRIMEIRAS REUNIÕES EM VISCONDE DO RIO BRANCO

Bairros  Cel. J. Lopes, S. Cruz, Eldorado e Centenário - 17 de Maio de 2018.

 Colônia - 17 de Maio de 2018

Bela Vista de São Francisco e São Francisco. Zona Rural. 11 de Maio de 2018.

21 abril 2018

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM VISCONDE DO RIO BRANCO-MG


Foi realizado no dia 20 de abril de 2018, na Prefeitura Municipal,  um curso de capacitação sobre o processo de revisão do Plano Diretor e de elaboração do Plano de Mobilidade, ministrado por mim e pelo Prof. Luiz Fernando Reis.


O curso foi oferecido a todos os técnicos (DAU/UFV e PMVRB) e estagiários (Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia de Agrimensura da UFV) envolvidos. Participaram também vereadores, representantes da polícia Militar,  conselheiros municipais e a Promotora do Meio Ambiente.

O curso tratou dos seguintes assuntos: 
- Planejamento Municipal
- Participação popular
- Estatuto da Cidade
- Plano Diretor e sua revisão
- Plano de Mobilidade Urbana

08 abril 2018

ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE A PÉ


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, em 04 de abril de 2018.

A proposta do Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa está nas mãos do prefeito. Aguardamos seu encaminhamento para tramitação na Câmara Municipal. No documento, dentre várias medidas, foram definidos objetivos para melhorias das condições de acessibilidade e mobilidade a pé. O primeiro deles é priorizar a circulação de pedestres sobre os demais meios de transportes, pois a maior parte da população se desloca a pé. É fundamental atender à necessidade de circulação de todos os pedestres, independentemente de suas condições de mobilidade, conforme legislação e normas técnicas vigentes. Por isso é importante estimular a política da circulação não motorizada e promover a melhoria das condições de deslocamento de pedestres e ciclistas, permitindo a utilização das vias e espaços públicos com autonomia e segurança. É necessário começar por alguma prioridade. O Plano escolheu priorizar a elaboração e implantação do Programa de Rotas Acessíveis, para pessoas em cadeiras de rodas e deficientes visuais, que precisam se deslocar. Foram mapeadas as residências de todas essas pessoas na cidade.

O Plano elencou como diretrizes a criação de condições de acessibilidade e mobilidade a pé como a minimização do conflito entre o trânsito de veículos e de pedestres. É preciso garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência, inclusive no tocante ao transporte público. É obrigatória a adequação dos edifícios públicos municipais, estaduais e federais, nos seus espaços externos e internos, às condições de acessibilidade universal. Para isso é preciso fazer a adaptação e remodelação das calçadas. O Plano inclui a definição de padrões de calçadas com características acessíveis (tais como a largura, fluidez, segurança, continuidade, uniformidade, durabilidade, resistência e superfície antiderrapante). É necessária a integração do sistema de transporte público coletivo com as calçadas e faixas de pedestres, visando ao pleno acesso aos equipamentos urbanos e sociais. É fundamental continuar a implantação de estruturas de abrandamento da velocidade dos veículos nas vias.  Para garantir a mobilidade, é preciso garantir a adaptação gradativa dos espaços de uso público e exigir novos equipamentos públicos atendam às condições de acessibilidade. Outro aspecto incluído foi o desenvolvimento de ações voltadas à conscientização da população quanto à importância das calçadas como espaço público e das adaptações de acessibilidade, bem como quanto à responsabilidade dos proprietários dos imóveis na construção e manutenção das calçadas.

Foram incluídas várias propostas gerais de aplicação, em curto prazo como:  proibir a ocupação da faixa livre da calçada com degraus ou rampas para acesso às edificações; proibir a ocupação da faixa livre da calçada para solução de acesso às garagens. Como medida a ser tomada antes das novas construções, fica obrigada a inclusão, no projeto arquitetônico, da solução de acesso às garagens, para análise do IPLAM. Outras propostas são a ampliação gradual dos espaços disponíveis para usos sociais, as quais podem variar desde calçadas mais largas, avanços nas calçadas e esquinas para permitir a circulação de cadeirantes, ciclovias, até pequenas praças. Isso seria atingido através da supressão gradativa de vagas de estacionamento em vias públicas somadas ao incentivo à construção de edifícios garagem.

17 março 2018

PROCESSO EM ANDAMENTO


Reunião de parte da equipe da Revisão do Plano Diretor e da elaboração do Plano de Mobilidade de Visconde do Rio Branco. 15/03/2018. Objetivos:
- identificação preliminar da hierarquia viária;
- identificação preliminar das regiões e seus conjuntos de bairros;
- definição do número, datas possíveis e locais de reuniões públicas na área urbana, distritos e zona rural, e reuniões temáticas;

07 outubro 2017

AUDIÊNCIA FINAL

A Mesa coordenadora da Audiência - professor Luiz Fernando Reis, Thuanny Araújo e Romeu da Paixão (IPLAM), e a platéia formada pelos delegados do PlanMob, técnicos da equipe´e convidados. Foto Ítalo Stephan, out. 2017.

Foi realizada a Audiência Final  de aprovação da Minuta de Anteprojeto do Plano de Mobilidade Urbana. Foi apresentada uma série de destaques para incluir, alterar ou retirar alguns pontos.  Após discussões e votações o Plano finalmente se encontra em condições de ser concluído e entregue ao Prefeito.
Em alguns dias estará disponível no grupo o facebook - PlanMob Viçosa - a versão final para conhecimento dos interessados.


13 julho 2017

PLANMOB - Minuta entregue

Em reunião realizada em 12/07/2017, os coordenadores da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa entregaram aos delegados eleitos nas reuniões públicas a minuta do Anteprojeto de Lei.
Em 14/08/2017 será realizada uma Audiência Pública para a aprovação da minuta.

01 julho 2017

ROTAS ACESSÍVEIS


Texto  publicado no jornal A Tribuna em 28/06/20127

No Plano de Mobilidade Urbana - PlanMob Viçosa - uma das prioridade será a criação de condições de acessibilidade da pessoa com deficiência. No plano estará previsto um capítulo inteiro de programas de rotas acessíveis que deverão abranger todos os perímetros urbanos do Município. Essas rotas tratam das intervenções nos passeios públicos, com vistas a garantir acessibilidade nos percursos entre os polos geradores de maior circulação de pedestres (como locais de prestação de serviços públicos e privados de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura, correios e telégrafos, bancos, entre outros) e os pontos de ônibus mais próximos.

Caberá ao Poder Público Municipal a responsabilidade de mapear e manter atualizado o cadastro de pessoas em cadeiras de rodas e deficientes visuais no órgão municipal responsável pela política social do Município. Feito isso, o Poder público irá promover a construção e a remodelação de calçadas, passeios públicos, mobiliário urbano e demais espaços urbanos de uso público nas rotas acessíveis, com a participação conjunta da União e do governo do Estado de Minas Gerais,em conformidade com o Estatuto da Pessoa com Deficiência e com o Estauto da Cidade.

São diretrizes para a construção de rotas acessíveis:
1. a promoção gradual da construção de rotas acessíveis;
2. a garantia de acessibilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida a todas as rotas e vias existentes necessárias ao seu cotidiano, de maneira integrada com os sistemas de transporte coletivo de passageiros;
3. a implantação e, ou reforma de calçadas pelo poder público.

São propostas para a construção de rotas acessíveis a constar no PlanMob Viçosa:

1. Projetar e construir rotas acessíveis entre os pontos de ônibus e escolas, edifícios destinados à saúde, administração municipal, serviços de documentação, agências bancárias, e praças;

2. Projetar e construir prioritariamente rotas acessíveis para pessoas com deficiência motora ou visual, a partir do cadastramento e mapeamento dos seus locais de moradias e da identificação dos trajetos necessários das suas moradias aos pontos de ônibus e dos pontos de ônibus às suas atividades de tratamento de saúde, trabalho, estudo e lazer, a partir das seguintes orientações:
a) Caso seja possível, serão retificadas as calçadas desde a casa da pessoa com deficiência motora ou visual até o abrigo ou ponto de ônibus mais próximo;
b) Os abrigos ou pontos de destino serão adequados à acessibilidade, assim como a calçadas a serem usadas em sua destinação;
c) No caso de pessoas em cadeiras de rodas que moram em vias inclinadas ou em que não é possível a retificação das calçadas, a via será pavimentada de forma a possibilitar o uso de cadeiras de rodas em uma faixa paralela à calçada até o ponto de ônibus abaixo;
d) Nos casos em que não existirem condições de deslocamento para as pessoas em cadeiras de rodas, será estudada forma de viabilização da relocação do morador para local adequado, ação a ser conduzida pela Secretaria de Ação Social.

3. Desenvolver estudo para cadastrar casos em que a solução para as pessoas com deficiência motora e, ou visual seja a de mudança para uma Casa Lar (criada por lei municipal); e

4. Criar um programa para a aquisição de cadeiras motorizadas, para deficientes selecionados pelo órgão municipal responsável pela política social do Município.

20 abril 2017

PLANMOB


Foi realizada, no dia 18 de abril, no Salão Nobre do Colégio de Viçosa, a Audiência Pública de Apresentação do Relatório Preliminar do Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa. O Relatório foi aprovado e agora a próxima etapa é a elaboração das propostas do plano.

Conheça o relatório (versão preliminar) em: https://www.facebook.com/groups/PlanMobVicosa/?fref=ts

09 abril 2017

SUBI NO ÔNIBUS



Texto publicado no jornal "A Tribuna" em 5/4/2017, em Viçosa-MG.

Por favor, deixe abaixo sua opinião.

Imaginemos o sistema de transporte coletivo em nossa cidade. Imaginemos que os ônibus que temos na nossa cidade sejam novos, confortáveis, seguros, pontuais e com custo da passagem razoável. Há um número adequado de veículos circulando, inclusive nos finais de semana. Imaginemos que os motoristas sejam educados, dirijam com cuidado, sem nos proporcionar arrancadas e freadas bruscas. São dignamente pagos, têm uma jornada diária adequada e se sentem seguros. Imaginemos que esses mesmos motoristas nunca parem no meio da rua e que parem toda vez que um idoso ou cadeirante dê o sinal para subir. Se isso tudo acontecesse na realidade, seria bom.

Vamos continuar com esse exercício de imaginação. Há, a cada algumas centenas de metros, um ponto de parada de ônibus. Pode estar a céu aberto, pode estar debaixo de uma marquise, pode ser na forma de abrigo. Para tomarmos um ônibus, basta atravessarmos seguramente uma faixa de pedestre ou uma faixa elevada próximo ao ponto, ao lado da placa colocada em um poste com luminária. Não há mato, lixo, entulho ou obstáculo no caminho. Chegamos facilmente a uma calçada com pelo menos 1,20 m de passagem livre, bem pavimentada e delimitada com um meio fio bem executado. Melhor ainda se nem for preciso atravessar a rua, é só seguir as calçadas contínuas e sem degraus ou rampas para carros atrapalhando nossa caminhada.

Enquanto aguardamos o coletivo que, naquele ponto deveria passar pontualmente “às hora e quinze”, não corremos o risco de sermos encharcados por automóveis particulares passando nas poças cheias de água de chuva ou de esgoto. A pavimentação em sua frente é bem feita, em concreto armado resistente, sem buracos ou ondulações. Não há nenhum automóvel estacionado irregularmente nele. Se o ponto estiver em um abrigo, ótimo, pois este deveria estar em boas condições de manutenção e ser executado com material de boa qualidade, resistente e durável. O abrigo protege contra o sol e o tempo, tem banco, espaço para uma cadeira de rodas, uma placa com os itinerários e horários, uma maravilha! O ônibus chega, encosta junto ao ponto, leva até um amigo cadeirante, que facilmente entra no veículo. Antes de partir, os motoristas permitem que os idosos alcancem os assentos especiais que não ocupados por pessoas jovens. Sabemos que chegaremos sem problemas no horário de nosso trabalho, de nossa aula, de nosso compromisso, em um ponto igualmente acessível. Não é assim em nossa cidade?

No entanto, se por acaso essa situação ideal não seja condizente com a realidade em nossa cidade, temos que cobrar por melhorias. Cobrar ao Poder Executivo que nos deixe em condições de usar o transporte coletivo, o direito de optar por ele, evitando que usemos soluções individualistas, por falta de opção. Devemos exigir que o Executivo fiscalize os serviços concedidos, mas que mantenha as ruas em boas condições de pavimentação para não causar danos aos veículos. Talvez até precisemos lembrar que a empresa concessionária é paga - e muito bem paga - para prestar um serviço essencial para a população. Não somos obrigados a conviver com um serviço mal executado, com pontos de ônibus inacessíveis. Deveríamos ter o transporte coletivo como uma opção atraente para deixarmos nossos automóveis em casa. Não deveria ser assim em nossa cidade?

05 abril 2017

DIAGNÓSTICO DO PLANO DE MOBILIDADE


A Equipe do Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa entregou aos delegados a Versão Preliminar do Diagnóstico da Mobilidade. O documento possui duzentas e sessenta páginas A3 com muitas informações, dados, gráficos e o resultado da Leitura Participativa.
Os delegados terão duas semanas para ler, sugerir e aperfeiçoar até uma reunião dia 17 seguida pela  Audiência Pública no dia 18 de Abril.

05 março 2017

CALÇADAS PARA OS CIDADÃOS


Texto publicado no jornal Nova Tribuna, Viçosa-MG, em 03/03/2017.

O direito de ir e vir começa na porta das nossas casas, na calçada - o passeio público. Por isso, os passeios públicos das nossas cidades teriam de possibilitar a qualquer cidadão transitar com facilidade e segurança. É através deles que as pessoas chegam aos diversos pontos do bairro e da cidade. Seus usuários são todas as pessoas, mesmo que tenham algum tipo deficiência; são os idosos, obesos, mães com carrinhos de bebê, e até mulheres de salto alto, que precisam caminhar pelas cidades sem dificuldade, sem ter de transpor nenhum obstáculo.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a LBI (Lei nº 13.146 de 2015), tem dispositivos que obrigam as municipalidades a pensar na acessibilidade como um todo, em especial em como gerir a reforma e construção de calçadas, de forma que estas sejam perfeitamente acessíveis para qualquer cidadão. Tanto que o Prefeito que não cumprir o que prevê a lei pode incorrer em crime de responsabilidade. Em muitas cidades, as leis antigas atribuem o custo de construção e de manutenção da calçada somente para o proprietário do imóvel. A Prefeitura e a comunidade local devem ajustar suas leis, regulamentos e comportamento social para que a experiência de utilização das calçadas seja responsabilidade do proprietário do imóvel e também de toda a comunidade.

Todos sabem que é proibido Impedir ou atrapalhar, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres; estacionar veículos ou depositar materiais de construção, entulho ou lixo nas calçadas públicas.  Mas muitos ignoram essas regras. É proibido usar a calçada pública como parte de rampa de acesso às garagens, embora essa “solução” seja uma epidemia em nossas cidades. As calçadas não são propriedade privadas, são espaços públicos e de uso público. As soluções para essas rampas deveriam estar dentro dos limites do terreno.

A calçada ideal deve possuir espaço de socialização, com espaços de encontro entre as pessoas. A calçada ideal deve oferecer acessibilidade para assegurar a completa mobilidade dos usuários. Deve ter largura adequada, com faixa livre de, no mínimo, 1,20m. Deve ter uma faixa de serviço com largura mínima de 0,70m. É nessa faixa que devem ser instalados postes, sinalização, bancos, lixeiras, e serem plantadas árvores. As calçadas só podem ser utilizadas com mesas de bares, por exemplo, em faixa de acesso, além do 1,90 m mínimo.

A calçada bem feita e bem conservada valoriza a casa e o bairro. Deve ter continuidade com as calçadas dos vizinhos, deve ser construída com piso liso e antiderrapante, mesmo quando molhado (os melhores materiais são concreto armado, ladrilho hidráulico, concreto estampado ou placas pré-moldadas de concreto). Deve ser quase horizontal, com declividade transversal para escoamento de águas pluviais de não mais de 3%. Não podem existir obstáculos dentro do espaço livre ocupado pelos pedestres. As condições de segurança devem evitar qualquer risco de tropeço ou queda. Degraus são permitidos em vias que tenham declividade maior que 14% (ou seja, percursos que sobem 1 metro de altura para cada 7 metros de distância), desde que sejam com largura (em torno dos 30 cm) e alturas regulares (não superiores a 18 cm).

Contribuíram para este texto as publicações de Mara Gabrilli, autora da Cartilha Calçada Cidadã e do Laboratório ADAPTSE.


Desenho fonte: https://leismunicipais.com.br/codigo-de-posturas-divinopolis-mg

19 fevereiro 2017

JUSTA E VIÇOSA



Texto publicado no jornal Nova Tribuna, em Viçosa, em 15 de fevereiro de 2017, a convite da Soninha, para sua coluna.

2017 começa com um novo mandato do Prefeito Ângelo Chequer e uma significativa renovação na Câmara Municipal.  Apesar das dificuldades em que encontra o município, há um conjunto de condições com potencial para melhorar muito Viçosa.

Do ponto de vista do planejamento e gestão urbanos, há um IPLAM com uma boa estrutura e experiência, que já consegue avançar na elaboração de projetos. No entanto, é preciso melhorar na fiscalização de obras, não quando elas já estão avançadas, mas no momento de sua implantação, para evitar prejuízos aos construtores e danos irreparáveis para a cidade. Isso evitaria, por exemplo, que construções e rampas avançassem nas calçadas prejudicando a acessibilidade. É preciso fiscalizar mais as ameaças ao ambiente, especialmente quanto aos danos aos mananciais, pois a questão hídrica é muito séria.

A revisão do Plano Diretor, entregue ao prefeito no fim de 2016, precisa chegar à Câmara para tramitação e assim estabelecermos as bases para o adequado planejamento do município.

O Plano de Mobilidade está com o Diagnóstico em fase de conclusão e em alguns poucos meses será entregue ao Prefeito para que ele o encaminhe à Câmara. Os dois planos precisam ser aprovados e muito divulgados, pois serão fundamentais para que Viçosa comece a melhorar as condições de vida de seus quase cem mil habitantes.

Os planos trazem consigo tanto a indicação de programas e ações simples de serem implementadas, de procedimentos e regras para a ocupação do solo e um conjunto de obras capazes de encaminhar com mais justiça e qualidade o desenvolvimento da nossa Viçosa.

Por fim, é fundamental que a população acompanhe a tramitação e a discussão dos planos, que cobre a sua aplicação e que ajude a denunciar o que tiver indo errado, para o benefício de todos. Afinal todos querem ter o direito a uma cidade mais justa, o que significa ter as melhores condições de morar, trabalhar, estudar, se cuidar, se divertir e se deslocar com o mínimo de dificuldades possível.

26 dezembro 2016

CALÇADAS EM VIÇOSA XIII - AV. MARECHAL CASTELO BRANCO

A Avenida marechal castelo Branco é um importante eixo de expansão e adensamento urbano. Nela começa a se consolidar uma nova centralidade. 

Trecho com calçada do lado direito e uma longa faixa à esquerda em condições de receber calçada e ciclovia. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Acesso à Rua  Joaquim Ferreira Leandro. Pouca sinalização.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Rua Teixeiras. Calçada com piso irregular e ausência de calçada do outro lado.Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Via de trânsito pesado e ciclistas. De um lado calçadas alternando com terechos de terra. De outro o acostamento é  utilizado para caminhões com frutas, ou pernoite de caminhoneiros. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Do lado esquerdo uma faixa sem pavimento, de 4,00 metros em média, do lado direito, empresa de ônibus desrespeitou o afastamento.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Acesso ao bairro Inconfidentes. À direita ainda é possível construir calçada e ciclovia, até o Univiçosa.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.


23 dezembro 2016

CALÇADAS EM VIÇOSA XII - DISTRITO DE CACHOEIRINHA

Situação de algumas calçadas do Distrito de Cachoeirinha.

Um dos acessos da UBS. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Outro acesso à UBS. Rampa chega em calçada com piso irregular. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Escola Municipal. Um dos acessos. Rampa muito inclinada, sem guarda-corpo.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Rua Josefina  Macedo Resende. Pavimento em asfalto, sem calçada dos dois lados, à frente calçada muito estreita. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Rua Josefina  Macedo Resende. Ausência de calçada do lado esquerdo. Do lado direito, calçad muito estreita e alta.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

MG 482 - acesso à São Miguel do Anta. Calçadas estreitas, descontínuas com obstáculos. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

22 dezembro 2016

CALÇADAS EM VIÇOSA XI - SÃO JOSÉ DO TRIUNFO

Calçadas no Distrito de São José do Triunfo.

São José do Triunfo. Rua José Soares da Rocha. Passagem de ônibus, via estreita, com pavimentação em mau estado, sem calçadas, muito mato, inacessível. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

São José do Triunfo. Escola Estadual. Acesso rampado, inadequado para pessoas com mobilidade reduzida. Escuro à noite.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

São José do Triunfo. Unidade Básica de Saúde Rampa com corrimão até o meio, piso em bloco intertravado não adequado para pessoas com mobilidade reduzida. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

São José do Triunfo. Rua São Lourenço. Calçadas estreitas, descontinuas com pequenos degraus, com em via de asfalto com boa qualidade. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

São José do Triunfo. MG 482 - estrada estadual com algum movimento, sem afastamentos, calçadas estreitas com obstáculos diversos, Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

São José do Triunfo. Rua Maria Francisca de Jesus. Calçadas estreitas, descontinuas com pequenos degraus, com em via de asfalto com boa qualidade.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

PRAÇAS EM VIÇOSA III

Algumas nem praças são, não passam de meras rotatórias de ruas sem saída. Evidencia-se a absoluta raridade de praças em Viçosa, mal chegam a 18.

Praça (?) João da Costa Dias. Foto Luisa Tristão, dez. 2016

São Sebastião.  Trecho ao longo da linha férrea. Foto Luisa Tristão, dez. 2016 

Praça Santana, no bairro de Fátima. Movimentada, em local tranquilo, com mobiliário, abrigo de ônibus e trailer. Piso em estado regular, sem rampas de acesso. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

Bom Jesus. Pracinha com oratório no final da Rua N. Senhora das Graças.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

Praça em São José do Triunfo.  Bem arborizada, ampla, piso irregular, ancos em condições regulares.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

Praça em Cachoeirinha.  Bem arborizada, ampla, piso irregular, bancos em condições regulares. 
Foto Ítalo Stephan, dez. 2016

21 dezembro 2016

CALÇADAS EM VIÇOSA X - AV. MARECHAL CASTELO BRANCO

Avenida Marechal Castelo Branco, uma das principais vias, liga o centro ao Novo Silvestre, eixo de expansão e adensamento urbanos. Com grande potencial de melhorias e construção de ciclovia e passeios em longas e ininterruptas extensões.

Av. Marechal Castelo Branco. João Brás. À esquerda, calçada com estrutura em concreto, guarda-corpo e piso em concreto, bem executado. Qualidade interrompida por poste, desnível e bueiro. À direita, faixa em terra, com largura suficiente para a construção de ciclovia e calçada.  Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Av. Marechal Castelo Branco. João Brás. Acesso para a Violeira. Ponto perigoso, com tráfego em alta velocidade. À direita aixa em terra, com largura suficiente para a construção de ciclovia e calçada. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Av. Marechal Castelo Branco. João Brás. Canteiros com trechos de  calçada em mal estado de conservação, obstruída por quiosques e ponto de ônibus. Travessia muito perigosa. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Av. Marechal Castelo Branco. João Brás. Ampla área de estacionamento, ao lado da avenida. Suporta a construção de calçada e ciclovia, com manutenção do estacionamento. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Av. Marechal Castelo Branco. João Brás. Canteiro com pista lateral capaz de suportar calçada e ciclovia. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.

Av. Marechal Castelo Branco. Silvestre. Trecho de construções irregulares dentro dos afastamentos.  Calçadas estreitas, descontínuas, obstáculos diversos. Inacessível. Foto Ítalo Stephan, dez. 2016.