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07 outubro 2017

Mais uma rodada

Foto da reunião do dia 5/10/2017, com Prof. Tibiriçá, técnicos do IPLAM,  vereadores e convidados. Foto Ítalo Stephan, Out. 2017.


Na quinta-feira, dia 5 de Outubro de 2017, foi realizada mais uma rodada de apresentação da Minuta da Revisão do Plano Diretor, em tramitação na Câmara Municipal. O objetivo dessas reuniões é apresentar e esclarecer aos vereadores o conteúdo do Plano. A importante lei está plena de termos técnicos de Arquitetura, Urbanismo e Planejamento, que devem ser conhecidos e compreendidos pelos edis.

Um dos assuntos apresentados foi  a proposta de macrozoneamento, que é a organização do território municipal em áreas urbanas, áreas rurais, áreas de preservação permanente (APPs) e áreas de expansão urbana.

A seguir, foi apresentada a proposta de zoneamento, que é a divisão das áreas urbanas em  zonas, que são partes da cidade classificadas de acordo com suas condições de localização, topografia, infraestrutura e impacto ambiental. O zoneamento estabelece, entre outras coisas,  os padrões de dimensões de lotes e vias; as condições de uso e ocupação do solo, através das taxas de ocupação, dos afastamentos laterais e de fundos, para garantir condições de iluminação e ventilação. Incluí-se na lei  o número de pavimentos máximo permitido.

Teremos outra reunião no dia 19 de Outubro, para apresentar os instrumentos urbanísticos previstos pelo Estatuto da Cidade, obrigatórios para o Plano. A reunião é aberta aos interessados e ocorrerá novamente durante todo o período da tarde.

Participem! Conheçam o que está sendo proposto para Viçosa!


AUDIÊNCIA FINAL

A Mesa coordenadora da Audiência - professor Luiz Fernando Reis, Thuanny Araújo e Romeu da Paixão (IPLAM), e a platéia formada pelos delegados do PlanMob, técnicos da equipe´e convidados. Foto Ítalo Stephan, out. 2017.

Foi realizada a Audiência Final  de aprovação da Minuta de Anteprojeto do Plano de Mobilidade Urbana. Foi apresentada uma série de destaques para incluir, alterar ou retirar alguns pontos.  Após discussões e votações o Plano finalmente se encontra em condições de ser concluído e entregue ao Prefeito.
Em alguns dias estará disponível no grupo o facebook - PlanMob Viçosa - a versão final para conhecimento dos interessados.


10 setembro 2017

Natural? Mas assustador!

Campus da UFV - Primeira lagoa  a montante do Ribeirão São Bartolomeu.
É uma lagoa artificial, mas a  cada ano fica seca mais rápido.

O que resta do ribeirão São Bartolomeu - um curso de água com um metro de largura e uma vazão de uns poucos litros por segundo.

A lagoa seca expõe a quantidade de solo de erosões artificiais carregado até assoreá-la.
Reflexo do processo  de ocupação agressivo à montante, na região do Paraíso e do aumento constante e crescente da demanda por água.

Uma lâmina de menos de um metro é o que resta da lagoa. 
É preciso fazer algumas coisas.

Fotos Ítalo Stephan, 9 de setembro de 2017.

Para comparar - foto de 30 de setembro de 2014.

09 setembro 2017

03 setembro 2017

RETORNO


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa, em 31/08/2017

É com muita satisfação que retorno com meus artigos ao jornal Folha da Mata, onde publiquei algumas dezenas de vezes década de 1990. É um novo tempo e espero contribuir com minhas reflexões para os leitores. Desde 1993 tenho escrito sobre assuntos relacionado às cidades, especialmente sobre Viçosa, onde moro há quase 25 anos. Em 1993 a população era de cerca de 50.000 habitantes e a UFV tinha menos da metade dos estudantes de hoje.

Escrevi muito sobre o meio ambiente, alertando para a ocupação equivocada das áreas de mananciais, processo que veio se agravando e chega aos nossos dias a uma crise hídrica sem precedentes. Há um processo de ocupação danoso nas bacias dos rios Turvo e São Bartolomeu, e as coisas só não pioraram porque o projeto do mineroduto não se concretizou. A criação da APA do Paraíso se arrasta, e isso já era uma grande preocupação na época do movimento SOS São Bartolomeu.

Publiquei sobre patrimônio cultural, preocupado com o desparecimento injustificado de alguns belos exemplares da arquitetura mais antiga.  Viçosa teve altos e baixos nesse período: preservou vários bens, transformou a estação em um espaço cultural, iniciou a recuperação do Colégio de Viçosa e ganhou um lindo prédio requalificado, o antigo CBIA, no Parque Tecnológico. No entanto, perdemos vários prédios ecléticos e a usina Santa Rita com sua chaminé. Correm riscos o cine Brasil e a Estação do Silvestre.

Meu maior foco tem sido o do planejamento e gestão urbanos. Houve perdas e ganhos. Das perdas, cito a não preparação de vias urbanas que poderiam ter se tornado largas avenidas, como a Gumercindo Iglesias e a Antônio Lopes Lelis; ou a exigência de abertura de vias transversais ao loteamentos da parte nova do bairro Santo Antônio. Várias edificações ocuparam as margens e o leito dos São Bartolomeu e do Fátima. Loteamentos clandestinos foram abertos na área rural às custas de desmatamentos e movimentos de terras indevidos. Dos ganhos, Viçosa passou a ter uma legislação urbanística satisfatória, mas com algumas alterações prejudiciais à cidade. O município conta com um órgão, que demorou, mas agora começa a fazer um planejamento urbano e a cuidar melhor de Viçosa, embora pressões do mercado imobiliário tenham feito seu próprio planejamento, nem sempre em harmonia com as boas práticas.

Outro ponto de reflexão é a mobilidade urbana, agora objeto de desenvolvimento de um plano para Viçosa. Na área central as ruas são as mesmas de quase um século atrás. O que veio depois não incorporou as necessidades de viabilizar a chegada contínua de mais e mais veículos e hoje nosso trânsito está muito complicado. As calçadas construídas mais recentemente agravaram as condições de acessibilidade.  A proposta do anel viário já completou 17 anos.

Destes e vários outros assuntos há muito o que ser escrito sobre Viçosa e outras cidades. Agradeço esta oportunidade de voltar a publicar aqui e me coloco à disposição dos leitores para receber críticas e contribuições, porque acredito que o diálogo é saudável e ajuda a melhorar nossa cidade.

A propósito - na década de 1990 havia apenas uma página de notícias policiais, hoje são, no mínimo, 5!

Deixe aqui sua opinião.

02 setembro 2017

CANTEIROS CENTRAIS DA AV. SANTA RITA

Avenida Santa Rita - importante via, ponto de encontro. Possui como característica os largos canteiros centrais. Estão mal cuidados, a maioria deles sem vegetação rasteira, o piso é irregular. Os meio-fios estão irregulares. Há elementos desnecessários como o suporte enferrujado de material de propaganda. Isso só aumenta a poluição visual. O trailer está mal posicionado, sujo e enferrujado obstrui a  vista da imagem da santa e da avenida. Os bancos estão mal conservados.
A avenida merece cuidados maiores, seu prefeito!

Sugestões?
A primeira , de uma amiga: Que tal uma campanha para que os comerciantes "adotem"o espaço em troca de desconto no IPTU? 

27 agosto 2017

SOBRE O PLANO DIRETOR


Em uma matéria do jornal desta semana, há uma matéria sobre a discussão da Revisão do Plano Diretor de Viçosa. A discussão é bem vinda, mas tardia, visto que houve diversos momentos anteriores em que todos foram convidados a participar e só agora alguns se manifestam.

Alguns pontos foram levantados: o tamanho do anteprojeto de lei; a questão da UFV  e da APP (Área de Preservação Permanente).

Houve reclamações sobre o tamanho do anteprojeto, de 272 artigos. Não há regra que diga qual o tamanho ideal de um plano. O que há nele é o estritamente necessário para atender ao Município. Seu tamanho é o resultado da incorporação de dispositivos que sempre ficam para ser regulamentados posteriormente e nunca o são.

Sobre a UFV há uma proposta de alteração do plano no sentido de que a instituição deverá regulamentar o uso e a ocupação do solo e que todos os projetos deverão ser submetidos à análise e aprovação pelo IPLAM.  É um assunto interessante, mas há que se verificar a legalidade desta proposta, uma vez que ó Campus é uma área Federal e em princípio não tem vínculo com a Prefeitura.

Sobre a s APPs, a polêmica é que o Código Florestal Brasileiro estabelece faixas de proteção às margens dos cursos d' água, portanto o Município não pode desrespeitar o que estabelece.  Portanto, as exigências estão de acordo com a lei federal e estadual e não cabe serem  taxadas de exageradas.


Lixo nas ruas

É fácil culpar a Prefeitura, mas quem coloca lixo onde não deve?  Quem deveria cuidar da calçada, se não os proprietários dos lotes e casas?
A Prefeitura pode colocar lixeiras e containers, mas precisa da parceria e da educação da população.

Em vários cantos da cidade -  lixo largado. Soma-se ao problema, há lotes vazios sem calçadas ou calçadas muito precárias, inacessíveis.

´Lixo colocado na parede do Alcântara. Soma-se ao problema, há  jardins mal cuidados, paredes pichadas.

Fotos Ítalo Stephan, Agosto de 2017.

10 agosto 2017

Desejo antigo

Proposta lançada em 1979 pelo arquiteto Aguinaldo Pacheco. 
Ainda sonhamos com isso.