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31 maio 2026

PALÁCIO DO GOVERNO DE MINAS GERAIS

 

O Palácio do Governo de Minas Gerais é uma construção sóbria, neoclássica. 
Frente: toda construída em pedra, simetria como aspecto a destacar.

Fundos, em alvenaria e reboco, com cores suaves e simetria mantida.



Amplos salões ricamente adornados e mobiliados.

Palácio da Liberdade, que continua sendo a sede oficial e histórica do governo, localizado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

O Palácio da Liberdade foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) em 1975.

Fotos Ítalo Stephan, maio de 2026. 

11 abril 2026

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM - RIO DE JANEIRO

Museu da Imagem e do Som, Copacabana, Rio de Janeiro.
Projeto de Diller Scofidio + Renfro
Obra arrojada de longo tempo, iniciada em 2014, está quase pronta. 
Inaugurações parciais a partir de abril

Foto Ítalo Stephan, abril, 2026



 

02 setembro 2025

LIÇÕES DE SALVADOR

Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG, em 28 de agosto de 2025

Rica, exuberante, culta, poderosa, colorida, preta, parda, linda, feia, colonial, eclética, turística, pobre, violenta e receptiva: Salvador, Bahia. Primeira capital do Brasil (até 1753). Fundada em 29 de março de 1549, por Tomé de Sousa, possui 2,5 milhões de habitantes em uma região metropolitana de 3,6 milhões (9ª do Brasil). É a 3ª em proporção de favelizados (34,9%) e a capital com maior percentual de população negra e parda (83%).

Terra do Pelourinho (Patrimônio Mundial da Unesco), do Elevador Lacerda, da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim; das ações sociais da Irmã Dulce (primeira santa brasileira) e de seu santuário; do Farol da Barra e do Mercado Modelo. Terra do Olodum; do Ilê-Aiyê (primeiro bloco afro do Brasil, que preserva costumes sociais e culturais da mãe África), do Carnaval, do acarajé, da quiabada; da moqueca; do xinxim de galinha; do vatapá;  da cocada e da castanha de caju; do dendê, das frutas saborosas e das fitinhas. Terra por onde desfilam muitas pessoas com roupas típicas e coloridas. Quarta cidade mais visitada por turistas no Brasil (depois do Rio de Janeiro, São Paulo e Foz do Iguaçu), Salvador encanta com seus conjuntos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos, suas igrejas e centenas de bens tombados. É uma mistura de etnias afrodescendentes (bantos, iorubás, nagôs, hauçás e jejes), vindas principalmente do porto de Benin e de Angola. É o centro da cultura afro-brasileira. Terra de Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Gal Costa, Simone, Lázaro Ramos, Wagner Moura, Daniela Mercury e Carlinhos Brown. Fonte de inspiração para Gregório de Matos, Castro Alves, Milton Santos, Caetano Veloso, Banda Mel, João Gilberto, Toquinho e Vinícius de Moraes.

Cidade de morros, escarpas e vales profundos, como se fosse uma colcha de retalhos. Cidade de contrastes socioespaciais, com favelas enormes e prédios luxuosíssimos. Lagoas, praias, ladeiras, encostas íngremes e aterros do mar conformam a paisagem urbana. É uma capital qualificada como terciária, pouco industrializada, cuja renda da terra urbana constitui um dos principais ativos no processo de acumulação, seguida pelo setor de serviços. Cidade boa para visitar, nem tão boa para morar. Salvador apresenta altos índices de pobreza, desnutrição e de desemprego, com várias áreas de vulnerabilidade social e de risco. É vulnerável às chuvas, que causam deslizamentos e enchentes. Embora tenha um clima ameno e mar de águas mornas, suas praias são poluídas; quem quiser buscar águas limpas deve rumar para o litoral norte. A malha urbana se funde com municípios vizinhos (como Camaçari, Candeias, Itaparica e Lauro de Freitas), expandindo-se de forma espontânea e descontrolada, em bairros populares desprovidos de infraestrutura urbana adequada.

Salvador é Bahia, Salvador é Brasil. Uma síntese poderosa dos problemas urbanos que colocam os brasileiros em lados opostos da economia, do direito à cidade, à moradia digna, ao saneamento básico e à mobilidade urbana. É também uma síntese das nossas cidades: com lugares belos e outros nem tanto, com infraestrutura de primeira qualidade para uns poucos e a negação desse direito para a maioria. Ao mesmo tempo, a capital baiana mostra a quem a conhece a força e o encanto de uma cidade única no mundo. Por tudo isso, brasileiro, vá conhecer nossa Salvador!


17 agosto 2025

INTERGERACIONALIDADE E ARQUITETURA

 Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG, 14 ago. 2025

Em coautoria com Luísa Heringer de Oliveira

O ser humano estabelece relações intergeracionais nos diversos ambientes em que transita ao longo de sua existência. Imediatamente após nascer, começamos a nos relacionar com outras pessoas que apoiam nossa existência. Ao longo da vida, formamos inúmeros vínculos com outras pessoas. Pensamos, por exemplo, em nossos pais, nos professores e em outros adultos, parentes ou não, com os quais convivemos em várias fases de nossa existência. Esse tipo de relação é o que chamamos de contato intergeracional, o qual é altamente necessário. Um aspecto amplamente debatido atualmente é como promover esse tipo de relação, especialmente entre pessoas idosas em nossas cidades. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um dos grandes desafios do envelhecimento é o isolamento social dos idosos, o qual está associado a diversos fatores, como o declínio da saúde física e mental, moradias inseguras, insalubres ou inacessíveis para pessoas com mobilidade reduzida e ambientes sociais inadequados. A promoção da socialização é, portanto, essencial para a criação de espaços de convívio. Ela contribui para a construção do senso de identidade, que está diretamente relacionado à conexão com o espaço físico e seu entorno. Nesse contexto, a intergeracionalidade afirma-se como uma ferramenta importante para a promoção do envelhecimento saudável nas diversas políticas voltadas ao idoso. Estudos recentes evidenciam os benefícios dos espaços intergeracionais projetados para fomentar a interação entre crianças, jovens e idosos. 

Há diversas formas de criar ambientes que possibilitem essa convivência, tais como espaços multiuso, lugares para oficinas de artes, locais de reunião e locais espontâneos de encontro que promovam empatia e fortaleçam o senso de comunidade entre gerações. A Política Nacional do Idoso (PNI) estabelece, como uma de suas diretrizes, a “viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais gerações”. A OMS também destaca a interdependência, a solidariedade e o apoio mútuo entre gerações como princípios do envelhecimento ativo, reconhecendo a importância dessas relações e incentivando o aprendizado intergeracional por meio de programas específicos. Além disso, ambientes intergeracionais valorizam a memória e a transmissão de saberes dos idosos para os mais jovens, garantindo a continuidade e a identidade cultural. Esses espaços são oportunidades de preservar relações humanas que, com o tempo, tendem a se enfraquecer, evitando o confinamento dos indivíduos ao convívio exclusivo com sua própria faixa etária. A formulação desses locais deve considerar o combate aos estigmas e preconceitos sobre o envelhecimento, ainda presentes na visão de parte da população mais jovem.

Os ambientes que possibilitam a intergeracionalidade são diversos, uma vez que o conceito envolve contatos entre gerações nos mais variados contextos. Entre eles, podemos citar os centros comunitários e os de convivência, que promovem programas e eventos de integração; além disso, espaços públicos, como praças, parques, centros culturais e templos religiosos, também podem desempenhar esse papel. Portanto, a criação de locais de relacionamento intergeracional deve considerar aspectos que atendam às necessidades específicas das diferentes faixas etárias envolvidas, além de incluir atividades que possam ser realizadas em conjunto, promovendo assim a integração social. Nossas cidades carecem desses espaços, e, por isso, é fundamental que sejam incorporados aos projetos e obras dos gestores públicos municipais.

04 agosto 2025

SALVADOR: Catedral Basílica do Santíssimo Salvador.

Catedral Basílica do Santíssimo Salvador. A primeira basílica do Brasil. Sua pedra fundamental foi lançada em 1657, sendo inaugurada e consagrada em 1672.

 Vista do altar.  A Basílica foi reaberta ao público no dia 14 de setembro de 2018, depois de 23 anos e 8 meses obras de restauro.

Altares laterais. Restauração belíssima. A Basílica foi tombada pelo Iphan em 25 de maio de 1938.

Sacristia. Azulejos, ladrilhos, belíssimo forro. Ostentação.

Subsolo com cripts.

Azulejaria.

Fotos Ítalo Stephan, julho de 2025.
Fontes: https://pelourinhodiaenoite.salvador.ba.gov.br/catedral-basilica-de-salvador/

01 agosto 2025

SALVADOR - DESAFIO GIGANTESCO DA PRESERVAÇÃO

Centro Histórico de Salvador,  Patrimônio Mundial, dentro da área dos cartões postais.

Centro Histórico de Salvador, fora dos cartões postais. 

Requalificação da região em andamento, ao lado do Mercado Modelo.

Centro histórico de Salvador, fora dos cartões postais. 
Acervo de cerca de 9 mil  de imóveis a serem preservados.

Fotos Ítalo Stephan, julho de 2025