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17 abril 2021

ARTIGO PUBLICADO

Artigo :

Planejamento urbano intermunicipal

Um estudo de caso na Bacia Hidrográfica do Rio Piranga, Minas Gerais

Camilla Magalhães Carneiro e Ítalo Stephan

https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/21.251/8046

Acaiaca, Barra Longa, Diogo de Vasconcelos, Rio Doce

Este artigo é resultado de uma pesquisa sobre pequenos municípios de Minas Gerais e suas dinâmicas espaciais, especialmente sobre planejamento e gestão de seus territórios. Esses municípios enfrentam muitas dificuldades, dentre elas a escassez de recursos técnicos e financeiros, o isolamento e o grau de importância que prejudicam seu desenvolvimento, assim como o acesso dos munícipes a serviços básicos

02 fevereiro 2018

BARRA LONGA - ACERVO ARQUITETÔNICO

Avenida Manoel Carneiro. Larga com calçamento de pedras conservado. Exemplar Art Deco que ganhou um telhado metálico.

Hotel Xavier,  parcialmente inundado pela lama da Samarco, em obras.

Casarão entre prédios mais novos,  atrás da igreja matriz.

Marcas de Barra Longa: sobrado eclético com tacaniça anã  (em rosa e creme) e sobrado especial com telhados geminados  (em branco e cinza), característica que influenciou a construção de outros.

Arquitetura variada, com bons e maus exemplos, onde dominam os telhados metálicos.

Fotos Ítalo Stephan, janeiro 2018

26 janeiro 2018

BARRA LONGA - PATRIMÔNIO RELIGIOSO

Capela N. S. do Rosário. Rampas construídas recentemente, importante medida, mas destoante. Já foi pintada de outras cores.

A imponente Igreja Matriz de São José.

Igreja Matriz de São José. Interior bem preservado.

Imagem secular de São José de Botas.

Pintura na Capela lateral.

Fotos Ítalo Stephan, janeiro 2018.

25 janeiro 2018

BARRA LONGA - 2 ANOS DEPOIS DO DESASTRE

Reconstrução física traz boa aparência, mas devemos estar atentos que apenas essa medida não reconstrói bens perdidos; não traz de volta a saúde dos moradores; não traz de volta a fauna e flora perdidas; não traz de volta a fertilidade do solo das margens; nem traz de volta quem partiu da cidade. 

Vista do deque da praça principal. Escoramento com pedras nas margens do rio.

Rua que margeia o rio com palmeiras. Nova pavimentação e novos passeios.

Praça reconstruída. Hotel, aos fundos aguardando recuperação.

Terreno da exposição que recebeu aterro com a lama. Em fase de construção de platôs.

Fotos Ítalo Stephan, janeiro de 2018

20 janeiro 2018

BARRA LONGA-MG

BARRA LONGA - MG

Imagem relacionada

"O topônimo do município é proveniente da confluência (Barra) dos rios do Carmo e Gualaxo do Norte, que nascem nas serranias de Ouro Preto, vindo fundir-se a pouco mais de 1 km a oeste de Barra Longa, sugerindo por este motivo a toponímia." (IBGE- Cidades) 

"Nos primórdios da penetração das Minas Gerais, vários colonizadores chegaram à região Mata de Ponte Nova, formando aí pequenos núcleos de povoação. Nessa época, o Coronel Matias Barbosa da Silva, Senhor de muitos escravos e poderoso em armas, lançou nestas partes várias posses, legalizadas anos depois por cartas de sesmarias. Na principal destas posses, fundou ele entre 1701 e 1704 o pequeno arraial de Barra de Matias Barbosa, mandando erigir uma capela, em torno da qual desenvolveu o povoado." IBGE- Cidades) 

1718 – Criado o Distrito com a denominação de Barra Longa, subordinado ao município de Mariana.
1923 – O distrito de Barra Longa deixa de pertencer ao município de Mariana para ser anexado do município de Ponte Nova.
1938 - Elevado à categoria de município com a denominação de Barra Longa e desmembrado de Ponte Nova.

Barra Longa, Zona da Mata, MG,  6.147 habitantes(IBGE 2010). Altitude média de 400 m.
Ao fundo a Igreja Matriz de São José (construída em 1774). Arquitetura conservada mostra que a cidade já possuiu um papel econômico importante. Aos poucos vem perdendo população, mas é uma cidade muito bonita em sua área central.

Portal da Praça. Local recuperado após desastre da lama da  Samarco.

Sede da Prefeitura, em uma edificação "Art deco"

Casarão eclético, na avenida principal da cidade.

A fertilidade das terras, próprias para a agricultura e a exploração do ouro de aluvião, abundantes nos rios Carmo e Gualaxo do Norte, foram fatores determinantes na fixação dos primeiros habitantes e no desenvolvimento do povoado, atual Cidade de Barra Longa.

Fotos Ítalo Stephan, janeiro de 2018

Fontes:
https://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=310570&search=minas-gerais|barra-longa
http://www.barralonga.mg.gov.br/index.php/prefeitura/historia
http://ninitelles.blogspot.com.br/2011/07/minas-sao-muitas-barra-longa.htmlA

14 outubro 2016

NEW BARRA LONGA NEWS


 ...Enquanto isso, o cotidiano da cidade segue pacato, sem qualquer interferência.

 Desastre ambiental? Pffff...deixe que a natureza se recupere sozinha!

E logo, logo, tudo ficará pronto, não vai demorar...

by Arthur Etrusco

05 outubro 2016

LAMA

Barra Longa-MG , 11 meses depois da lama da Samarco, a população descobre o que pode fazer com ela...




Fotos cedidas por Arthur Etrusco

02 junho 2016

Barra Longa e a lama


 



Artigo publicado no Jornal Tribuna Livre, Viçosa-MG, 26/05/2016
Camilla  Carneiro e Ítalo Stephan
 
Barra Longa, pequena cidade da Zona da Mata, com cerca de seis mil moradores (em todo o município), sempre foi um lugar tranquilo para se viver. Ao amanhecer, o padeiro pendurava nas portas a encomenda para o café da manhã, antes mesmo de os moradores acordarem. Pouco depois vinha o leiteiro com sua carroça, vendendo o leite bem fresquinho. Bem o sol aquecia as plantas, as crianças circulavam nas ruas, sem medo, e andavam de bicicleta pela praça, indo ao encontro das pessoas que caminhavam m na Avenida Beira Rio. Caminheiros que se encontravam, cumprimentavam-se, sorriam... A alegria do encontro se dava na famosa pracinha central. Também era ali que casais namoravam, crianças jogavam bola, praticavam capoeira, sentavam-se na grama verdinha e eram felizes. Os adultos e os idosos também apreciavam essa beleza e o sossego de andar livremente por onde queriam. No trajeto para o trabalho, uma pequena caminhada; nada de carro ou qualquer outro veículo automotor, se tudo ficava tão perto... A paz vinha da calmaria de uma rotina serena e de uma vida saudável, sem poluição. Tantas manhãs e tantas noites vivendo nesse paraíso, podendo sair de casa e deixar as portas abertas.
O rio sempre limpo, só transbordava em época de enchentes, no verão. Mas no dia 05 de novembro de 2015, este mesmo rio (que estava com pouquíssima água por causa da seca) pediu socorro. Em plena madrugada, uma lama sangrenta trouxe para o seu leito muitas vidas humanas e de outros animais que dormiam no seu habitat. Quão difícil foi ver tantas famílias saindo às pressas de suas casas, deixando ali suas histórias, seus pertences e registros que jamais serão recuperados.
É a história que se perde. Tantas fazendas, escolas, comércios, igrejas e peças históricas, um grande patrimônio destruído pelos resíduos de minério. A pracinha tão cobiçada já não existe mais. Da Beira Rio dos caminheiros, só restaram as palmeiras erguidas pedindo socorro. A pastagem de tantos animais agora está submersa imensidão de resíduos de minério.
O tempo passa... mais de seis meses após a tragédia, pode-se ver o encontro dos rios Carmo e Gualaxo – patrimônio ambiental histórico que deu origem ao nome da cidade - com uma “barra longa” dividindo águas que choram a falta de seus peixes. Onde está aquela cidade calma, de verdes montanhas e pastagens? O sossego da casa de portas abertas já é coisa do passado. O medo e a insegurança já não são sentimentos só de pessoas de cidade grande. Cerca de setecentas pessoas estranhas (encarregados, motoristas, serventes, dentre outros) misturam-se à pequena população urbana barralonguese nas ruas, tentando reconstruir aquilo que é possível. Caminhões e máquinas de todos os tipos e tamanhos perturbam os ouvidos, tiram o sossego e afundam os pavimentos de paralelepípedos construídos há centenas de anos. A lama agora virou poeira pesada, nociva e venenosa, que prejudica a saúde das pessoas (problemas respiratórios e dermatológicos são rotineiros). Quando esse pesadelo terá fim? Sabe-se apenas que a cidade jamais será a mesma. Acredita-se que até mesmo o Caboclo D’Água, místico morador do rio, tenha ido embora com a lama.
Foto:
http://jornalggn.com.br/categoria/meio-ambiente