23 agosto 2026

REGIÃO IMEDIATA DE VIÇOSA

 


Artigo publicado no jornal Folha da Mata em 20/08/2026

REGIÃO IMEDIATA DE VIÇOSA

O IBGE criou uma nova nomenclatura para o que antes era conhecido como Microrregião de Viçosa. Agora, a denominação é Região Geográfica Imediata de Viçosa, que faz parte da Região Geográfica Intermediária de Juiz de Fora, na Zona da Mata. O intuito da Divisão Regional do Brasil em Regiões Geográficas Imediatas e Regiões Geográficas Intermediárias (2017) é contribuir para a compreensão territorial do Brasil, dividindo-o em partes menores, mas coerentes entre si. Nesse sentido, os municípios são pontos de partida para organizar o território e compreender a maneira como se relacionam, seja pelos fluxos de serviços, informações, consumo e outros recursos. Essa divisão busca subsidiar a organização de políticas públicas com base na rede urbana e na demanda por serviços essenciais de proximidade, como saúde, educação, serviços e comércio. Também procura compreender a dinâmica econômica real e o fluxo cotidiano de pessoas em torno de um centro urbano principal. Viçosa é o polo dessa região imediata, composta por 12 municípios e com cerca de 180 mil habitantes, sendo Viçosa o município mais populoso e Pedra do Anta, o menos populoso.

Outro conjunto de dados atual é o Índice de Progresso Social (IPS), que reúne diversos indicadores. O índice serve para medir a qualidade de vida da população de um lugar utilizando dados sociais e ambientais, sem considerar diretamente aspectos econômicos, como o PIB ou a renda. Ele permite verificar quais municípios oferecem melhores condições de vida aos seus moradores e compará-los. 

O IPS também possibilita avaliar se os investimentos públicos estão, de fato, produzindo resultados práticos para a população. O IPS apresenta 57 indicadores, divididos em grupos temáticos, tais como cuidados médicos, saneamento, saúde e bem-estar e inclusão social. Os indicadores dos municípios da nossa região são, em geral, apenas regulares. Destaca-se, porém, um indicador no qual Viçosa ocupa a primeira posição no país: o acesso ao ensino superior, o que muito nos orgulha.

Viçosa tem nota 67,99 e ocupa a 181ª posição no Brasil. Gavião Peixoto (nota 73,10) e Jundiaí (71,80) lideram a lista nacional. Em Minas Gerais, Viçosa está em 21º lugar, enquanto Nova Lima (nota 71,20) ocupa a primeira posição, seguida do município turístico de Córrego Bom Jesus (70,23) e de Ouro Branco (70,20). Mas há também pontos negativos, como os índices relacionados à violência contra mulheres e negros. 

Na nossa Região Geográfica Imediata, alguns indicadores positivos merecem destaque, como as notas do IDEB, em Coimbra, e a cobertura vacinal, em Araponga. No entanto, as notas gerais são baixas, colocando os demais municípios da Região Geográfica Imediata de Viçosa em posições que variam entre a 2.488ª (Ervália) e a 4.434ª (Cajuri) entre os 5.570 municípios brasileiros.

No IPS de 2026, aparecem aspectos negativos relacionados à violência contra mulheres e negros (Viçosa, Canaã, Presidente Bernardes e Pedra do Anta); ao índice de homicídios (Cajuri, Coimbra e Teixeiras); ao índice de obesidade (Pedra do Anta, Teixeiras e Paula Cândido); à evasão no ensino médio (Pedra do Anta e São Miguel do Anta); ao abastecimento de água (Canaã, Ervália e Presidente Bernardes); à deficiência na coleta de esgoto e de resíduos (Araponga e Coimbra); e à mortalidade infantil (Cajuri).

Há, portanto, muitos aspectos a serem melhorados e que devem ser objeto de políticas públicas efetivas. Os dados da nossa Região Geográfica Imediata mostram deficiências que podem e devem ser tratadas em conjunto, por meio de planejamento e cooperação entre os municípios. Eles estão disponíveis no site do IPS Brasil. Confira!

Ver: https://ipsbrasil.org.br/


17 agosto 2026

PATRIMÔNIO EM RISCO: ANTIGO CEDRUS

Viçosa-MG. Casarão que abrigava o antigo restaurante Cedrus, atualmente abandonado, em péssimo estado de conservação.

Vista do telhado em péssimas condições. Os proprietários têm sido notificados pelo Conselho Municipal de Patrimônio - Compath e pelo Ministério Público para tomar providencias para recuperá-lo.

Vista da varanda com várias patologias surgidas pelo abandono.

Interior, parte do  telhado caído, divisórias quebradas.

Fotos Ítalo Stephan, agosto de 2026.

15 agosto 2026

URBAN PATTERN: PRIPRYAT


Pripryat, Ucrânia, cidade fantasma. Vizinha à usina de Chernobyl.  Planejada  para 50 mil habitantes; modernista, inaugurada em 1970, abandonada em 1986. Sua área precisa de  900 a 20.000 anos para poder ser reocupada.
Pripryat, acrílico sobre base de MDF, 90x90 cm, agosto de 2026.

10 agosto 2026

Carta Aberta aos candidatos aos cargos do Executivo e do Legislativo nas eleições de 2026

 


Carta Aberta aos candidatos aos cargos do Executivo e do Legislativo nas eleições de 2026

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) defende, em Carta Aberta aos candidatos aos cargos do Executivo e do Legislativo nas eleições de 2026, um pacto pelo planejamento urbano e ambiental. O documento defende que os desafios impostos pelas mudanças climáticas, pelas desigualdades urbanas e pela precariedade da infraestrutura exigem políticas públicas permanentes e articuladas, capazes de preparar as cidades brasileiras para o futuro.

https://caubr.gov.br/cau-br-defende-pacto-pelo-planejamento-urbano-em-carta-aos-candidatos-de-2026/


09 agosto 2026

JARDIM BOTÂNICO DA UFJF

Antigo Sítio Malícia, hoje lindo parque urbano, o mais bonito de Juiz de Fora

Inúmeras espécies de flora atraem fauna diversa.

Ambientes de descanso e encontro

Decks nas margens do lago

Lindo lago cercado da Mata do Krambeck.

O que precisa melhorar: acessibilidade para cadeirantes; idosos, carrinhos de bebê.

Fotos Ítalo Stephan, agosto de 2026

BAR DO ABÍLIO


O tradicionalíssimo Bar do Abílio, aberto em 1969, no centro de Juiz de Fora.
Patrimônio cultural da cidade.
Não à toa campeão duas vezes de Comida de Buteco.
Foto Ítalo Stephan, agosto de 2026.

 

01 agosto 2026

POLUIÇÃO VISUAL

Em Viçosa (MG), esse belo edifício eclético centenários, em frente ao Balaústre e à estação Cultural Hervê Cordovil, merece ser melhor cuidado, com os letreiros e painéis comerciais compatíveis. Se não é poluição visual. 

O que acham?

Foto: Ítalo Stephan, agosto de 2026.

POLUIÇÃO VISUAL

Em Viçosa(MG), ao lado do Balaústre, perto da Estação Cultural Hervê Cordovil, ambos tombados como patrimônio arquitetônico, esse conjunto de lojas improvisadas ao longo da linha férrea dá um desagradável aspecto. Algo a ser  melhorado, não acham?

Deixe sua opinião.

Foto Ítalo Stephan, agosto de 2026.

25 julho 2026

BARREIRAS FÍSICAS E SIMBÓLICAS

Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa, em 30/o7/26.

A segregação socioespacial, comum em nossas cidades, organiza o espaço de forma desigual. Ela decorre de fatores econômicos, políticos e históricos, como também impacta a mobilidade, as oportunidades e a qualidade de vida da população. Além disso, interfere diretamente no cotidiano dos cidadãos, afetando o acesso à educação, aos serviços de saúde, ao transporte, aos espaços de cultura e às oportunidades de trabalho.

Barreiras físicas existem na maioria de nossas cidades. Às vezes, são representadas por morros, rios, linhas férreas ou pistas de pouso e decolagem. Outras vezes, decorrem da própria infraestrutura urbana, quando esta é inexistente ou precária, bem como dos inúmeros obstáculos à acessibilidade, como calçadas irregulares, ausência de rampas, desníveis e grandes inclinações. Muitas vezes, essas barreiras contribuem para a valorização de determinadas áreas em detrimento de outras, separando populações de diferentes faixas de renda. Há também, em muitas cidades, barreiras constituídas por muros de condomínios verticais (presentes em diferentes padrões de renda) e de condomínios horizontais fechados (predominantemente de alta renda), além de vias expressas que separam bairros ricos e pobres. Tais barreiras promovem a segregação socioespacial e podem ser reforçadas, inclusive, por um zoneamento urbano inadequado.

Além das barreiras físicas, existe outro tipo de segregação no espaço urbano: as barreiras simbólicas. Já se foi o tempo dos elevadores separados e dos quartos de empregada. Outras barreiras mais sutis persistem, impedem ou dificultam o acesso de determinados grupos a certos espaços, limitando a igualdade por meio da deslegitimação e da invisibilidade social. São barreiras muitas vezes invisíveis, mas que discriminam o uso dos espaços, inibem a livre circulação e transmitem a impressão de que determinados locais pertencem a grupos restritos. Dessa forma, algumas regiões passam a ser vistas como "proibidas" para certos segmentos da população, mantendo a divisão territorial mesmo na ausência de barreiras materiais evidentes. Essas barreiras criam um sentimento de pertencimento restrito.

Por outro lado, há regiões da cidade que estigmatizam seus próprios moradores, reforçando a exclusão social. Em geral, são bairros periféricos ou comunidades frequentemente carentes de infraestrutura e, muitas vezes, considerados perigosos. Em inúmeros casos, seus moradores são alvo de preconceitos, o que pode limitar até mesmo o acesso a oportunidades de emprego. Um exemplo de barreira simbólica foi o termo “favela” (embora tenha readotado recentemente pelo IBGE). Outro exemplo é quando alguma audiência pública acontece em um local frequentado por pessoas de alta classe econômica. Essa condição parece dizer que o evento é dirigido apenas a essa classe e que as demais não são desejadas. 

Uma barreira simbólica existente em Viçosa é a entrada do Campus da UFV, materializada pelas Quatro Pilastras. Incrivelmente, ainda hoje, elas parecem sinalizar, ainda que de forma implícita, que aquele espaço não deve ser ultrapassado por todos. Não há qualquer informação, em lugar algum, que impeça os cidadãos de utilizar o principal parque público da cidade. Isso é real. Essa barreira simbólica precisa ser superada. O câmpus é um espaço de todos. Além de abrigar uma importante instituição de ensino superior, que obviamente não atende a toda a população, mas oferece um patrimônio paisagístico, ambiental e cultural que pode e deve ser usufruído por todas as comunidades e tribos, independentemente de renda, instrução ou cor da pele.

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21 julho 2026

VITÓRIA DOS MORADORES

Neste terreno na Quinta dos Guimarães, em Viçosa, havia uma torre de celular. 
Os moradores lutaram e depois de alguns anos, finalmente venceram. 
A torre foi desmontada, trazendo sossego para os moradores.

19 julho 2026

Juiz de Fora ano 2001


Capa do jornal Diário da Tarde, possivelmente de 1974. 
Adolescente na época, sonhei muito com essa imagem. Decepção? Não! Não dá para adivinhar o futuro. 

Ver também: https://www.instagram.com/reel/DS-JpdBjvH9/

18 julho 2026

IMPASSE NO PATRIMÔNIO

Edifício Alcântara, no centro de Viçosa(MG).
Em processo de tombamento, as obras de recuperação estão paradas. 
A família proprietária troca de inventariante, o engenheiro responsável técnico foi trocado. 
Enquanto isso, coloca-se tapume, tira-se tapume, agride-se mais o bem com fechamentos indevidos, expondo os transeuntes a riscos causados pelo desgaste.
O Ministério Público está a par; a família e a Segeplan da Prefeitura vêm  sendo notificadas. 

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