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09 janeiro 2024

CULTURA EM SEGUNDO PLANO


Absurdo: Prefeitura de Viçosa vai desalojar a Biblioteca e o Centro de Artes do antigo prédio da Prefeitura e da Câmara. Estes irão para imóveis menores alugados para dar lugar para uma UPA.

Quem apoia? Autoridades que dizem que ninguém mais lê livros, e que devem pensar que "gastar" dinheiro público com cultura é desperdício, é bobagem. Infeliz de um país em que 1/3 não consegue interpretar um texto e que lê, em média, 0,7 livros por ano.

Lembro que o prédio não está adequado para uma UPA. Essa solução é imediatista, Vai precisar de muitas modificações e adaptações como as de acessibilidade e de instalações elétricas e hidrossanitárias, ou vai ser tudo feito de forma improvisada. Essa solução é imediatista,

Os técnicos do setor de cultura de Viçosa foram pegos de surpresa.

Cultura e educação não têm lugar nesta "cidade educadora".

11 novembro 2023

ARTIGO: EDUCAÇÃO URBANA


EDUCAÇÃO URBANA

Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG,  em 8 de novembro de 2023

Tratarei aqui sobre a educação urbana, um importante conjunto de ações voltadas para os cidadãos. Primeiramente, a palavra cidadão pode parecer restrita aos moradores das cidades, das áreas urbanas. Poderíamos, portanto, usar o termo munícipe, com o qual estamos pouco acostumados, que é o morador do município, mas continuarei com o termo cidadão, mais conhecido. Nos dicionários significa tanto habitante da cidade, quanto indivíduo que, como membro de um Estado, usufrui de direitos civis e políticos por este garantidos. Aos cidadãos cabe também cumprir os deveres a eles atribuídos. Cidadão é referente à cidadania que, segundo Dalmo de Abreu Dallari, “expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo”. Todo cidadão responsável deve “colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo”. A cidadania deve ser um processo contínuo, uma construção coletiva, que tem por meta contribuir para mudar as condições atuais, ditadas pelo sistema capitalista, o qual acarreta a fragmentação, a exclusão de parte da população e a injustiças sociais. 

Segundo o professor Geraldo Browne Ribeiro Filho, um dos formuladores de um processo de educação urbana que já aconteceu por dois anos em Viçosa, a educação urbana é uma forma de disseminação de ideias. Tais ideias  almejam a formação integral das crianças e dos jovens que, no futuro, participarão da definição do destino de seu município. É também uma forma de difusão de valores como solidariedade, responsabilidade, assim como os sentidos de coletividade e de comunidade. Ela tem como objetivos debater sobre os componentes do espaço urbano e sobre os agentes que o produzem; como também entender a importância dos espaços públicos e a força que há na participação ativa da população. Apresenta e discute sobre a história, a produção do espaço urbano e rural, a arquitetura e os direitos e deveres das crianças e jovens quanto à cidadania.

A educação urbana é desenvolvida com a realização de atividades didáticas lúdicas, mais comumente nas escolas, a fim de se fazer compreender o direito à cidade para todos. Pode estender atividades nas ruas, em museus e em prédios públicos. O direito à cidade compreende um conjunto de direitos básicos que deveria atender a toda a população. Reconhecer o direito à cidade é o primeiro passo para a conquista da melhoria de vida. Desta forma, a educação urbana é fundamental na construção da cidadania e no despertar do interesse pelas questões urbanas e pela percepção do espaço urbano como obra social e coletiva, portanto, possível de ser transformada. Pode ser desenvolvida com muita facilidade e, praticamente, sem custos. Começa pelo entendimento do que é a casa, depois segue pela compreensão de como as crianças e os jovens se inserem nas ruas onde moram, nos seus bairros e em seu município. Passa pelo reconhecimento e pela importância que deve ser dada ao patrimônio cultural (material e imaterial) e ao meio ambiente. 

A educação urbana possibilita o reconhecimento e valorização dos espaços em que moramos, estudamos e nos divertimos; estimula o sentimento de pertencimento e o espírito questionador e criativo nato dos jovens; consegue mudar a atitude das pessoas em relação ao espaço urbano. Reduz o papel passivo dos moradores, define os papéis do Estado e dos munícipes e amplia o potencial de melhorar nossas cidades em curto, longo e médio prazos. Por fim, esse processo deve e pode ser implantado de forma ampla e contínua, em qualquer município. 

Imagem: capa da cartilha produzida na UFV, 2012.


27 novembro 2022

IMUNDÍCIE

Viçosa-MG, avenida Santa Rita. Manhã seguinte ao jogo do Brasil na Copa. 
Precisa deixar as vias públicas desse jeito?
Faltam mais lixeiras, falta educação e muitas campanhas educativas.
Foto Ítalo Stephan, novembro 2022. 

12 janeiro 2020

POR FAVOR, ME EXPLIQUEM

Viçosa-MG, sábado de manhã. Sacos de lixo e lixo solto, inclusive garrafas de vidro, no meio da rua, ao lado da cesta metálica fixa. 

Ocorre em várias ruas do centro da cidade.
Por quê isso? Para mim, isso é total falta de educação. E se chover?
Me expliquem, por favor!

Foto Ítalo Stephan, 11/01/2020.

28 abril 2019

NOTA DE REPÚDIO

NOTA DE REPÚDIO A DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE AS FACULDADES DE HUMANIDADES, NOMEADAMENTE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) e associações abaixo mencionadas repudiam veementemente as falas recentes do atual presidente da república e de seu ministro da educação sobre o ensino e a pesquisa na área de humanidades, especificamente em filosofia e sociologia.

As declarações do ministro e do presidente revelam ignorância sobre os estudos na área, sobre sua relevância, seus custos, seu público e ainda sobre a natureza da universidade. Esta ignorância, relevável no público em geral, é inadmissível em pessoas que ocupam por um tempo determinado funções públicas tão importantes para a formação escolar e universitária, para a pesquisa acadêmica em geral e para o futuro de nosso país.

O ministro Abraham Weintraub afirmou que retirará recursos das faculdades de Filosofia e de Sociologia, que seriam cursos “para pessoas já muito ricas, de elite”, para investir “em faculdades que geram retorno de fato: enfermagem, veterinária, engenharia e medicina”. O ministro apoia sua declaração na informação de que o Japão estaria fazendo um movimento desta natureza.

De fato, em junho de 2015 o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão enviou carta às universidades japonesas recomendando que fossem priorizadas áreas estratégicas e que fossem cortados investimentos nas áreas de humanidades e ciências sociais.

Após forte reação das principais universidades do país, incluindo as de Tóquio e de Kyoto (as únicas do país entre as cem melhores do mundo), e também da Keidanren (a Federação das Indústrias do Japão) – que defendeu que “estudantes universitários devem adquirir um entendimento especializado no seu campo de conhecimento e, de forma igualmente importante, cultivar um entendimento da diversidade social e cultural através de aprendizados e experiências de diferentes tipos” – o governo recuou e afirmou que foi mal interpretado.

A proposta foi inteiramente abandonada quando o ministro da educação teve de renunciar ao cargo, ainda em 2015, por suspeita de corrupção. Da forma como o ministro Abraham Weintraub apresenta o caso trata-se, portanto, de uma notícia falsa.

O ministro foi seguido pelo presidente, que mencionou que o governo “descentralizará investimentos em faculdades de filosofia”, sem especificar o que isto significaria, mas deixando claro que se trata de abandonar o suporte público a cursos da área de humanidades, nomeadamente os de Filosofia e de Sociologia. O presidente indica que investimentos nestes cursos são um desrespeito ao dinheiro do contribuinte e, ao contrário do que pensa a Federação das Indústrias do Japão, afirma que a função da formação é ensinar a ler, escrever, fazer conta e aprender um ofício que gere renda.

O ministro e o presidente ignoram a natureza dos conhecimentos da área de humanidades e exibem uma visão tacanha de formação ao supor que enfermeiros, médicos veterinários, engenheiros e médicos não tenham de aprender sobre seu próprio contexto social nem sobre ética, por exemplo, para tomar decisões adequadas e moralmente justificadas em seu campo de atuação. Ignoram que os estudantes das universidades públicas, e principalmente na área de humanidades, são predominantemente provenientes das camadas de mais baixa renda da população. Ignoram, por fim, a autonomia universitária, garantida constitucionalmente, quando sugerem o fechamento arbitrário de cursos de graduação.

Uma das maiores contribuições dos cursos de humanidades é justamente o combate sistemático a visões tacanhas da realidade, provocando para a reflexão e para a pluralidade de perspectivas, indispensáveis ao desenvolvimento cultural e social e à construção de sociedades mais justas e criativas.

Seguiremos combatendo diuturnamente os ataques à universidade pública e aos cursos de humanidades movidos pelo ressentimento, pela ignorância e pelo obscurantismo, também porque julgamos que esta é uma contribuição maiúscula da área de humanidades para o melhoramento da sociedade à nossa volta.


Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)
Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE)
Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd)
Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE)
União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil)
Associação Nacional de História  (ANPUH)
Centro de Investigaciones Filosóficas (CIF/Argentina)
Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)
Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR)
ODARA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade
Associação Brasileira de Antropologia (ABA) 
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR)
Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR)
Asociación Costarricense de Filosofía (Acofi)
Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP)
Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ)
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope)
Associação dos Professores da UDESC (Aprudesc - ANDES-SN)
Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (FORPIBID)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)
Asociación Filosófica Argentina (AFRA)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Letras e Artes (FCHSSALA)
Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED)
Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM)
Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL)
Fórum em Defesa do Ensino e dos Professores de História do Ceará
Associação Brasileira de Estudos do Século XVIII (ABES XVIII)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião (ANPTECRE)
Associação dos Licenciados em Filosofia (A.L.F.)
Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós)
Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN)
Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET)
Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais (SBEO)
Associação Brasileira de Hispanistas (ABH)
Sociedad Argentina de Análisis Filosófico (SADAF)
Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado da Bahia (SINTSEF/ BA)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (Anepcp)
Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)
Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica (SBFA)
Associação de Pós-Graduandos da UFSC (APG-UFSC)

08 agosto 2016

Decoração

Todos os fins de semanas, as pequenas rotatórias de árias ruas de Juiz de Fora são "decoradas" com lixo. Parabéns aos artistas, verdadeiros cidadãos criativos contribuindo para o bem-estar da população.

21 julho 2016

PÓS DOUTORADO EM ARQUITETURA E URBANISMO - UFV



 EDITAL DE SELEÇÃO DE BOLSISTA PNPD/CAPES 2016
BOLSA DE PÓS-DOUTORADO JUNTO AOPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO DA UFV.

O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG.au), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), torna público a abertura de inscrições para a seleção de 1 (um) candidato à Pós-Doutorado, com bolsa financiada pela CAPES, no Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD), conforme regulamentado pela Portaria CAPES de No 086, de 03/07/2013.

Inscrições até 20 de agosto de 2016
Telefone: 31 3899-3350
Edital do PNPD 2016 (PÓS-DOUTORADO) já está aberto e disponível na página do PPG.au.

http://www.ppgau.ufv.br/pt-BR/noticia/ppgau-abre-edital-para-vaga-de-pos-doutorado-programa-pnpd-capes

09 julho 2013

Preferência nas rotatórias: esquecimento ou falta de educação?


A maioria dos motoristas não sabe como agir em rotatórias., ou sabe e ignora as regras assim mesmo.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, artigo 29, Inciso III, “quando veículos transitando por fluxos que se cruzem se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem:

a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor”.

Ou seja: a preferência é de quem já está na rotatória!

http://gollnick.blog.terra.com.br/2009/07/02/os-semaforos-nao-educam/

16 abril 2013

UNESCO/UIA CARTA PARA EDUCAÇÃO DOS ARQUITETOS


UNESCO/UIA CARTA PARA EDUCAÇÃO DOS ARQUITETOS
versão 2011.

Introdução
Nós, arquitetos, envolvidos com a evolução da qualidade do ambiente construído em um mundo em rápida mudança, acreditamos que tudo que tenha um impacto sobre a maneira em que o ambiente construído é planejado, projetado, fabricado, usado, equipado, configurado e mantido, pertence ao domínio da arquitetura. Nós nos sentimos responsáveis pela melhoria da formação teórica e prática dos futuros arquitetos de forma a lhes permitir responder às expectativas das sociedades do século XXI, em todo o mundo, sobre assentamentos humanos sustentáveis em cada contexto cultural.
Estamos conscientes do fato de que, apesar do número impressionante de contribuições excepcionais, por vezes, espetaculares da nossa profissão, o percentual do ambiente construído atualmente, que foi projetado e construído por arquitetos e urbanistas, é surpreendentemente baixo. Há ainda oportunidades para desenvolver novas tarefas para a profissão, na medida em que os arquitetos se conscientizarem de necessidades identificadas de crescimento e oportunidades oferecidas em áreas que não têm sido, até agora, uma preocupação importante para a nossa profissão. Portanto, é necessária uma maior diversidade no exercício da profissão e, como consequência, na formação teórica e prática dos arquitetos. O objetivo fundamental da educação é formar o arquiteto como um “generalista”.
Isso se aplica particularmente para aqueles que trabalham no contexto dos países em desenvolvimento, onde os arquitetos podem aceitar o papel de “facilitador” ao invés de “provedor” e onde a profissão pode ainda enfrentar novos desafios. Não há dúvida de que a capacidade dos arquitetos para resolver problemas pode contribuir muito para tarefas relacionadas ao desenvolvimento comunitário([2]) programas autofinanciados, equipamentos educacionais, etc. e, assim, garantir uma contribuição significativa para a melhoria da qualidade de vida daqueles que não exercem seus plenos direitos de cidadãos e que não estão entre os clientes tradicionais dos arquitetos.

0. OBJETIVOS
Os objetivos desta carta são, em primeiro lugar, que ela seja usada para a criação de uma rede global de educação de arquitetos, no seio da qual, cada progresso individual possa ser compartilhado por todos e que ela aumente a compreensão de que a formação dos arquitetos é um dos desafios ambientais e profissionais mais significativos do mundo contemporâneo.
Nós, portanto, declaramos:

I. CONSIDERAÇÕES GERAIS
1. Que os educadores devem preparar os arquitetos para desenvolver novas soluções para o presente e para o futuro, porque o novo tempo vai trazer com ele importantes e complexos desafios devido à degradação social e funcional em muitos assentamentos humanos. Estes desafios incluem urbanização global e um consequente esgotamento em ambientes já existentes, uma grave escassez de habitação, serviços urbanos e infraestrutura social, e a crescente exclusão de arquitetos em projetos relacionados com o ambiente construído.
2. Que a arquitetura, a qualidade das construções e sua integração harmoniosa no seu ambiente circundante, o respeito pelas paisagens naturais e urbanas, bem como o patrimônio cultural coletivo e individual são questões de interesse público.
3. Que é de interesse público, assegurar que os arquitetos sejam capazes de compreender as características regionais e traduzir as necessidades, expectativas e melhoramentos para a qualidade de vida dos indivíduos, grupos sociais, comunidades e assentamentos humanos.
4. Que os métodos de formação e aprendizagem([3]) para os arquitetos sejam diversificados, de forma a desenvolver uma riqueza cultural e permitir a flexibilidade no desenvolvimento dos programas de ensino para atender às mudanças nas demandas e nos requisitos do cliente (incluindo métodos de entrega de projeto([4])). dos usuários, da profissão de arquiteto e da indústria da construção, mantendo-se atenção sobre as motivações políticas e financeiras por trás de tais mudanças.
5. Que, condicionado ao reconhecimento da importância dos costumes e práticas, culturais e regionais e à necessidade de integrar essas variantes nos currículos, há um terreno comum entre os diferentes métodos de ensino usados e que, ao se estabelecer critérios([5]), se tornará possível a países, a escolas de arquitetura e organizações profissionais avaliarem e melhorarem a formação dos futuros arquitetos.
6. Que a crescente mobilidade dos arquitetos entre os diferentes países requer um mútuo reconhecimento ou validação de diplomas, certificados e outras evidências de qualificação formal.
7. Que o reconhecimento mútuo de diplomas, certificados ou outros títulos de qualificação formal para exercício profissional no campo da arquitetura devem ser baseados em critérios objetivos, assegurando que os titulares de tais qualificações receberam e continuam a manter formação([6]) com as características enunciadas nesta carta.
8. Que a visão do mundo futuro, transmitida nas escolas de arquitetura, deve incluir as seguintes metas:
- Uma qualidade de vida decente para todos os habitantes dos assentamentos humanos([7]).
- Uma aplicação tecnológica que respeite as necessidades sociais, culturais e estéticas dos homens com um conhecimento do uso adequado dos materiais na arquitetura, bem como seus custos iniciais e de manutenção.
- Um desenvolvimento ecologicamente equilibrado e sustentável do ambiente construído e natural, incluindo - aproveitamento racional dos recursos disponíveis.
- Uma arquitetura que é valorizada como sendo de propriedade e de responsabilidade de todos.

1. Que questões relativas à arquitetura e ao ambiente sejam introduzidas na formação geral ministrada no ensino fundamental e médio, porque a consciência antecipada do ambiente construído desde a mais tenra idade é importante para os futuros arquitetos, proprietários e usuários das construções.
2. Que devem ser criados sistemas de educação continuada para os arquitetos, porque a educação em arquitetura nunca deve ser considerada como um processo concluído, mas como um processo que deve continuar ao longo da vida.
3. Que a formação sobre o patrimônio arquitetônico é essencial para:
o Compreensão do desenvolvimento sustentável([8]), contexto social e sentido espacial na concepção de um edifício, e
o Transformar a mentalidade arquitetônica dos profissionais de forma que o método de criação seja uma parte de um processo cultural contínuo e harmonioso (cf. anexo X, do Relatório da UIA em formação para o património arquitetônico da UIA Comissão, educação, reflexão grupo n ° 7 sobre a formação em património, Turim 2008).
1. Que a diversidade cultural, que é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade é para a natureza, é a herança comum de toda a humanidade e deve ser reconhecida e entendida, para o benefício das gerações presentes e futuras. (Consulte a “UNESCO Declaration on Cultural Diversity” ([9])de Novembro de 2001).
2. Que a formação em arquitetura desenvolve a capacidade nos alunos para conceber, projetar, entender e realizar o ato de construção, no contexto da prática da arquitetura que equilibra as tensões entre a emoção, a razão e a intuição dando forma física às necessidades da sociedade e do indivíduo.
3. Que a arquitetura é uma disciplina que usa conhecimentos de ciências humanas, ciências sociais e naturais, tecnologia, ciências ambientais, artes e humanidades.
4. Que a educação que conduz à qualificação formal e que permite a prática profissional no campo da arquitetura tem que ser garantida como do ensino superior, de nível universitário, com a arquitetura como assunto principal das matérias, e ser oferecida por universidades, escolas politécnicas e cursos superiores. Essa formação deve manter equilíbrio entre teoria e prática.
5. Que a formação em arquitetura inclui os seguintes objetivos fundamentais:

II. OBJETIVOS DA FORMAÇÃO
3.1.      Competência para criar projetos de arquitetura que satisfaçam tanto às exigências estéticas quanto aos requisitos técnicos;
3.2.      Conhecimento adequado da história e das teorias da arquitetura assim como das artes, tecnologias e ciências humanas correlatas;
3.3.      Conhecimento das artes plásticas como um fator que pode influenciar a qualidade do projeto de arquitetura;
3.4.      Conhecimento adequado no que diz respeito ao urbanismo, planejamento urbano e as competências([10]) necessárias ao processo de planejamento;
3.5.      Compreensão([11]) das relações que existem entre as pessoas e espaços arquitetônicos e, entre estes e o seu ambiente (entorno) e, igualmente, a necessidade de harmonizar as criações arquitetônicas e os espaços que os cercam em função da escala e das necessidades humanas;
3.6.      Compreensão da profissão de arquiteto e de seu papel na sociedade, em especial no desenvolvimento de diretrizes que levam em conta fatores sociais;
3.7.      Compreensão dos métodos de investigação e preparação de diretrizes para a concepção de um projeto;
3.8.      Conhecimento([12]) de projeto estrutural, de construção e problemas de engenharia relacionados com o projeto de edifícios;
3.9.      Conhecimento adequado dos problemas dos materiais, tecnologias e função dos edifícios, de modo a proporcionar-lhes condições internas de conforto e proteção climática;
3.10.   Habilidade de projetar para atender aos requisitos dos usuários das edificações dentro dos limites decorrentes de orçamentos e exigências de normas de construção;
3.11.   Conhecimento adequado das indústrias, organizações, regulamentações e procedimentos envolvidos na transposição da concepção para a construção de edifícios bem como a integração dos planos na concepção geral.
3.12.   Consciência das responsabilidades face aos valores humanos, sociais, culturais, urbanos, arquitetônicos e ambientais, bem como ao patrimônio arquitetônico;
3.13.   Conhecimento adequado dos meios para alcançar um projeto ecologicamente responsável, e a conservação e a recuperação do meio ambiente;
3.14.   Desenvolvimento de competência criativa em técnicas construtivas, baseada em um conhecimento abrangente([13])das disciplinas e métodos construtivos relacionados à arquitetura;
3.15.   Conhecimento adequado de financiamento, gestão de projetos, controle de custos e métodos de contratação do projeto (project delivery)([14]);
3.16.   Formação([15]) em técnicas de pesquisa como parte integrante da educação em arquitetura, tanto para estudantes quanto professores.
1. Que a formação do arquiteto envolve a aquisição das seguintes capacitações:

4.1.      CONCEPÇÃO([16])
o Capacidade de ser criativo, inovar e assegurar a liderança da concepção.
o Capacidade de reunir informações, identificar problemas, aplicar análise e julgamento crítico, bem como formular estratégias de ação.
o Capacidade de pensar tridimensionalmente na busca de uma concepção.
o Capacidade de conciliar fatores divergentes, integrar conhecimentos e usar essas competências na criação de uma solução de projeto.

4.2.      CONHECIMENTO
4.2.1.  Estudos artísticos e culturais
o Capacidade de agir com pleno conhecimento dos precedentes históricos e culturais da arquitetura local e mundial.
o Capacidade de agir com o conhecimento das artes plásticas, como uma influência na qualidade do projeto arquitetônico.
o Compreensão das questões patrimoniais no ambiente construído.
o Consciência das relações entre arquitetura e outras disciplinas relacionadas com a criatividade.
4.2.2.  Estudos sociais
o Capacidade de agir com conhecimento da sociedade e trabalhar com os clientes e usuários que representam as necessidades da sociedade.
o Capacidade de desenvolver diretrizes de projeto através de definição das necessidades sociais, de usuários e clientes; pesquisar e definir requisitos contextuais e funcionais para diversos tipos de ambientes construídos.
o Compreensão do contexto social em que os ambientes construídos são criados, das exigências ergonômicas e espaciais e das questões de equidade e de acessibilidade.
o Conhecimento dos códigos, regulamentos e normas relevantes para o planejamento, projeto, construção, salubridade, segurança e uso do ambiente construído.
o Conhecimento em filosofia, política e ética relacionadas à arquitetura.
4.2.3.  Estudos Ambientais
o Capacidade de agir com conhecimento dos sistemas naturais e dos ambientes construídos.
o Compreensão de questões de conservação e manejo de resíduos.
o Compreensão do ciclo de vida dos materiais, questões de sustentabilidade ecológica, impacto ambiental, projeto com vista ao uso reduzido de energia, bem como sistemas passivos e sua gestão.
o Conhecimento da história e da prática do paisagismo, urbanismo, bem como planejamento em níveis regionais e nacionais e sua relação com a demografia e recursos locais e mundiais.
o Consciência da gestão de sistemas naturais, tendo em conta os riscos de desastres naturais.
4.2.4.  Estudos Técnicos
o Conhecimento técnico de estrutura, materiais e construção.
o Capacidade de agir com competência técnica inovadora no uso de técnicas construtivas e a compreensão de sua evolução.
o Compreensão dos processos de concepção técnica e a integração de estrutura, tecnologias construtivas e sistemas de instalações prediais em um todo funcionalmente eficaz.
o Compreensão dos sistemas de instalações prediais, bem como dos sistemas de transporte, comunicação, manutenção e segurança.
o Consciência do papel da documentação técnica e das especificações na realização do projeto, e nos processos de planejamento, custo e controle da construção.
4.2.5.  Estudos de projeto
o Conhecimento da teoria e dos métodos de projeto.
o Compreensão dos procedimentos e processos de projeto.
o Conhecimento de precedentes de projeto e crítica de arquitetura.
4.2.6.  Estudos Profissionais
o Capacidade de compreender as diferentes formas de contratação de serviços de arquitetura.
o A compreensão dos mecanismos fundamentais da indústria de construção e de desenvolvimento([17]), tal como finanças, investimentos imobiliários e gerenciamento de recursos([18]).
o Compreensão dos potenciais papéis dos arquitetos em áreas de atividades convencionais e novas e em um contexto internacional.
o Compreensão de princípios de negócios e sua aplicação para o desenvolvimento de ambientes construídos, do gerenciamento de projetos e do funcionamento de uma consultoria profissional.
o Conhecimento([19]) de ética profissional e dos códigos de conduta aplicados prática da arquitetura e das responsabilidades legais do arquiteto no que concerne registro, exercício profissional e contratos de construção.

4.3.      Habilidade
o Capacidade de trabalhar em colaboração com outros arquitetos e membros de equipes interdisciplinares.
o Capacidade de agir e de comunicar ideias através da colaboração, falando, calculando, escrevendo, desenhando, modelando e avaliando.
o Capacidade de utilizar habilidades manuais, eletrônicas, gráficas e de modelagem para explorar, desenvolver, definir e comunicar uma proposta de projeto.
o Compreensão dos sistemas de avaliação, que utilizam meios manuais e / ou eletrônicos para as avaliações de desempenho dos ambientes construídos.
1. Que os indicadores quantitativos necessários são os seguintes:

5.1.      A aquisição equilibrada dos conhecimentos e capacitações citados nas Seções II.3 e II.4 requer um período não inferior a cinco anos de estudos em tempo integral em um programa de estudos acreditado em universidade ou instituição equivalente.

5.2.      Além dos cinco anos de estudo, aos graduados em arquitetura será exigido concluir ao menos dois anos (ainda que o recomendável seja três) de experiência prática/treinamento/estágio, antes do registro/licença/certificação para a prática como um profissional arquiteto. Com alguma flexibilidade para fins de equivalência, é aceitável que desse total, um ano de prática possa ser obtido antes da conclusão dos estudos acadêmicos.

III. Condições e requisitos de uma escola credenciada
A fim de atingir os Objetivos acima mencionados, as seguintes condições e requisitos devem ser levados em conta:
1. As escolas de arquitetura devem ser equipadas adequadamente com estúdios, laboratórios, instalações para pesquisa, estudos avançados, bibliotecas e instalações para intercâmbio de informação sobre novas tecnologias.
2. Que a fim de promover um entendimento comum e elevar o nível de formação do arquiteto, a criação de uma rede global, para a intercâmbio de informações, professores e alunos seniores é tão necessária quanto a rede regional para promover uma compreensão de diversos climas, materiais, práticas culturais e locais. O uso de examinadores externos é um método reconhecido para atingir e manter padrões equivalentes aos níveis nacionais e globais.
3. Que cada instituição de ensino deve ajustar o número de alunos de acordo com a sua capacidade de ensinar e a seleção dos candidatos deve estar em conformidade com as competências necessárias para uma formação bem sucedida em arquitetura, e isso será obtido através de processo de seleção adequado implementado na entrada de cada programa acadêmico.
4. Que a relação professore/aluno deve refletir a metodologia de ensino de projeto em estúdio requerida para obter as competências acima, assim como o ensino no estúdio deve ser uma parte importante do processo de aprendizagem.
5. Que o trabalho individual de projeto com o diálogo direto professor/aluno deve formar a base do período de aprendizagem; a interação contínua entre a prática e o ensino de arquitetura deve ser incentivada e protegida e o trabalho de concepção do projeto deve ser uma síntese dos conhecimentos adquiridos e das respectivas habilidades.
6. Que o desenvolvimento de habilidades de desenho convencional ainda é uma exigência do programa de formação e a moderna tecnologia de informática e o desenvolvimento de softwares especializados tornam imperativo ensinar o uso de computadores em todos os aspectos da formação do arquiteto.
7. Que a pesquisa e publicação devem ser consideradas como atividades inerentes aos educadores de arquitetura e devem abranger métodos aplicados e experiências no exercício profissional da arquitetura, na prática do projeto e nos métodos de construtivos, bem como nas disciplinas teóricas.
8. Que os estabelecimentos de ensino devem criar sistemas de auto avaliação e avaliação por terceiros, realizadas em intervalos regulares, incluindo na comissão de avaliação equipes compostas, entre outros, por educadores experientes de outras escolas ou outros países e profissionais arquitetos não vinculados à academia ou participar do sistema de validação aprovado pela UNESCO-UIA ou de um sistema reconhecido equivalente.
9. Que a educação deve ser formalizada através da demonstração individual das capacidades adquiridas, ao final do programa de estudos, sendo a parte principal constituída pela apresentação de um projeto arquitetônico demonstrando os conhecimentos adquiridos e as competências([20]) correlatas. Para este fim, as bancas devem ser constituídos por uma equipe interdisciplinar, incluindo examinadores externos à escola, que podem ser profissionais ou acadêmicos de outras escolas ou países, mas que devem ter experiência e conhecimento no processo de avaliação nesse nível.
10. Que, a fim de beneficiar a grande variedade de métodos de ensino, incluindo o ensino à distância, são desejáveis programas de intercâmbio de professores e alunos de nível avançado. Projetos finais poderiam ser compartilhados entre as escolas de arquitetura como um meio de facilitar a comparação entre os resultados e auto avaliação dos estabelecimentos de ensino, através de um sistema de prêmios internacionais, exposições e publicações na internet.

IV. CONCLUSÃO
Esta Carta foi elaborada por iniciativa da UNESCO e da UIA, para ser aplicada internacionalmente para a formação do arquiteto e precisa da garantia de proteção, de desenvolvimento e ação urgente.
A Carta constitui uma estrutura que proporciona direção e orientação aos alunos e professores de todas as instituições envolvidas na formação e na prática da arquitetura e urbanismo. É concebida como um “documento dinâmico” que será regularmente revisado, tendo assim em conta as novas orientações, exigências e desenvolvimentos na prática da profissão, bem como nos sistemas educacionais.
Além de todos os aspectos estéticos, técnicos e financeiros, das responsabilidades profissionais, as principais preocupações, expressas pela Carta, são relacionadas com o compromisso social da profissão, ou seja, a consciência do papel e da responsabilidade do arquiteto em sua respectiva sociedade, bem como a melhoria da qualidade de vida através de assentamentos humanos sustentáveis.

A Carta UNESCO-UIA inicialmente escrita em 1996 foi elaborada por um grupo de dez especialistas.

Esse texto foi revisado em 2004/2005 pelo Comitê de Validação de Educação Arquitetônica UNESCO-UIA, em colaboração com a Comissão de Educação da UIA.

Esse texto foi revisado em 2008-2011 pela Comissão Educação da UIA.

23 março 2013

Desrespeito aos cidadãos

Decidi ser solidário com o Carlos Joaquim Einloft e com tantas outras pessoas indignadas com a falta de respeito aos cidadãos.

Eis sua mensagem:
Decidi postar algumas das barbaridades que acontecem nas nossas ruas, que vamos vendo dia após dia, e, talvez, vamos naturalizando a convivência com elas. No caso dos carros, deixei as placas expostas. Eventualmente, algum desses distintos cavalheiros que me obrigam a caminhar no meio da rua com meus filhos queiram me levar ao Ministério Público por causa disso. É bem provável mesmo que eu seja condenado a prestar algum serviço comunitário, coisa que até aprecio. Fotos tiradas no dia 22 de março de 2013, por volta das 16 horas.


Eu estaciono na calçada por que sou melhor do que você e tenho esse direito. Você pode andar com seus filhos pela rua. Não me importo. Sou o bom! (SETRA serve pra quê mesmo?)

O que significa aquela placa ali mesmo? (SETRA serve pra quê mesmo?)

Muito bem Carlos. Estamos juntos nessa e outras tantas coisas que fazem as nossas cidades inseguras, desumanas, tristes e feias.

16 março 2013

Curso de autoinstrução a distância Reabilitação Urbana com foco em Áreas Centrais


Alô arquitetos e estudantes de arquitetura e urbanismo:
Façam seu cadastro no programa CAPACIDADES do ministério das cidades.
É rápido e dará a vocês o direito de participar, sem ônus, dos cursos e demais atividades promovidas por este que é o mais importante ministério para nós, atuais, e também para os futuros, arquitetos e urbanistas

Curso de autoinstrução a distância Reabilitação Urbana com foco em Áreas Centrais
Veja mais:

http://www.capacidades.gov.br/evento/131/1%C2%BA+Curso+a+distancia+de+autoinstrucao+-+Reabilitacao+Urbana+com+foco+em+Areas+Centrais

08 fevereiro 2012

Fauta educassão

Pesquisa realizada pela OIT e UNESCO revelam que dentre 40 países o Brasil tem o terceiro pior salário de professores, perdendo apenas para o Peru e Indonésia. Por isso que a Educassão vai mau!

Fonte: Blog do Tas

07 novembro 2011

Má educação

O jornais locais chamam atenção para os ciclistas, chamando-os de mal-educados, pois não obedecem sinais, não obedecem as mãos das ruas. Mas também não têm onde andar.
Há também pedestres mal-educados. há poucos lugares adequados para andar.
Há, provavelmente na mesma ou em maior proporção, motoristas mal-educados, motociclistas mal-educados. Estes sim têm máquinas que mal utilizadas são potenciais geradoras de tragédias.
A toda hora, em qualquer semáforo, vemos carros e motos avançando sinais vermelhos. Há motoristas  que usam celular dirigindo, fumam dentro dos carros bacanas e usam as ruas como cinzeiros.
A solução está na educação.