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12 julho 2020

NÃO HAVERÁ APLAUSOS PARA OS DOCENTES


EM TEMPOS DE CORONA VÍRUS:
NÃO HAVERÁ APLAUSOS PARA OS DOCENTES

De um dia para o outro, os professores, montaram todo um sistema de educação obrigatória à distância, para continuar a sua missão de vida a partir de casa... Com dedicação!!!!
Materiais? Seu computador privado e pessoal; sua internet, sua luz ... pagas do próprio bolso.
Espaços? A sala de sua casa, que a torna pública a desconhecidos, a intimidade de sua casa.
Direitos autorais? Cedidos! Pesquisas, imagem, textos, tarefas...
Exigências? Muitas!!!! Reclamações de todos a todo momento, sem sensibilidade alguma ao esforço súbito a que estamos submetidos!

A escola na sala de casa nunca acaba.

Um milhão de e-mails para atender... grupos pelo WhatsApp, chamadas, atendimento personalizado, aproximando-se da função tutorial... reuniões a qualquer hora, mensagens de toda ordem...
Gestores, Alunos, Famílias, Sociedade... nós professores, estamos trabalhando...

Na verdade multiplicamos por muito as nossas horas de trabalho, pois agora esclarecemos as dúvidas um a um, corrigimos as tarefas uma a uma, sem acréscimo salarial ou mero reconhecimento ou agradecimento por isso... Nos doamos para além do conteúdo, sem falar sobre as orientações de ordem psicológica, dentro da compreensão de fazer com que os nossos alunos vejam a transcendência do que estamos vivendo...

NÃO HAVERÁ APLAUSOS PARA OS DOCENTES!

Mas eu aplaudo os professores! Eu aplaudo os meus colegas. Eu aplaudo os professores dos meus filhos (netos)!!! Eu aplaudo os professores com todas as minhas forças! Por brindar à educação, o lugar que lhe cabe nesta época de crise...

Fazemos parte da história... Ainda que não sejamos aplaudidos!!!!! Eis aqui um milhão de aplausos para todos nós! "

Texto da Professora Alacoque Lorenzini Erdmann.

PROFESSOR, COPIA E COLA NO TEU MURAL

Foto:
https://www.educabras.com/blog/os-professores-servem-de-exemplo-para-os-alunos/

19 maio 2019

“Ensino a Distância e as Diretrizes Curriculares Nacionais"


Evento realizado pelo CAU/DF, em Brasília, em 10 de maio de 2019
Seminário “Ensino a Distância e as Diretrizes Curriculares Nacionais"    
         
Trata-se de uma sequência de vários eventos em todo o país, novos temas vêm sendo adicionados às Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Arquitetura e Urbanismo:
1. Atualização dos conceitos e preocupações contemporâneas;
2. Ampliação do conteúdo curricular;
3. Síntese dos conteúdos curriculares,
4. Metodologia de ensino;
5. Ateliê de projeto;
6. Extensão universitária;
7. Pesquisa;
8. Estágio supervisionado;
9. Infraestrutura de laboratórios, ateliês e bibliotecas;
10. Qualificação dos coordenadores de curso e do corpo docente;
11. Registro e avaliação do ensino e aprendizagem;
12. Carga horaria e proporção professor / estudante;
13. Conteúdos ministráveis na modalidade ensino à distância - EAD.

Sobre o item 13, apenas informática aplicada, modelagem e história podem ter um pequeno percentual de conteúdo passível de EAD. Há cursos de EAD com autorização para funcionar desde 2015, com cerca de 93.000 vagas possíveis e com aproximadamente 50% dessas preenchidas.

Em Brasília foram incluídos os conteúdos de ética e prática profissional, além de legislação urbanística.

Participantes do CAU/DF, coordenadores de cursos dó Distrito Federal, conselheiros de vários estados como Acre, Rondônia, Paraíba e Minas Gerais (Conselheiro Ítalo Stephan e Técnico Darlan Oliveira, da Comissão de Ensino e Formação).

28 abril 2019

NOTA DE REPÚDIO

NOTA DE REPÚDIO A DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE AS FACULDADES DE HUMANIDADES, NOMEADAMENTE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) e associações abaixo mencionadas repudiam veementemente as falas recentes do atual presidente da república e de seu ministro da educação sobre o ensino e a pesquisa na área de humanidades, especificamente em filosofia e sociologia.

As declarações do ministro e do presidente revelam ignorância sobre os estudos na área, sobre sua relevância, seus custos, seu público e ainda sobre a natureza da universidade. Esta ignorância, relevável no público em geral, é inadmissível em pessoas que ocupam por um tempo determinado funções públicas tão importantes para a formação escolar e universitária, para a pesquisa acadêmica em geral e para o futuro de nosso país.

O ministro Abraham Weintraub afirmou que retirará recursos das faculdades de Filosofia e de Sociologia, que seriam cursos “para pessoas já muito ricas, de elite”, para investir “em faculdades que geram retorno de fato: enfermagem, veterinária, engenharia e medicina”. O ministro apoia sua declaração na informação de que o Japão estaria fazendo um movimento desta natureza.

De fato, em junho de 2015 o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão enviou carta às universidades japonesas recomendando que fossem priorizadas áreas estratégicas e que fossem cortados investimentos nas áreas de humanidades e ciências sociais.

Após forte reação das principais universidades do país, incluindo as de Tóquio e de Kyoto (as únicas do país entre as cem melhores do mundo), e também da Keidanren (a Federação das Indústrias do Japão) – que defendeu que “estudantes universitários devem adquirir um entendimento especializado no seu campo de conhecimento e, de forma igualmente importante, cultivar um entendimento da diversidade social e cultural através de aprendizados e experiências de diferentes tipos” – o governo recuou e afirmou que foi mal interpretado.

A proposta foi inteiramente abandonada quando o ministro da educação teve de renunciar ao cargo, ainda em 2015, por suspeita de corrupção. Da forma como o ministro Abraham Weintraub apresenta o caso trata-se, portanto, de uma notícia falsa.

O ministro foi seguido pelo presidente, que mencionou que o governo “descentralizará investimentos em faculdades de filosofia”, sem especificar o que isto significaria, mas deixando claro que se trata de abandonar o suporte público a cursos da área de humanidades, nomeadamente os de Filosofia e de Sociologia. O presidente indica que investimentos nestes cursos são um desrespeito ao dinheiro do contribuinte e, ao contrário do que pensa a Federação das Indústrias do Japão, afirma que a função da formação é ensinar a ler, escrever, fazer conta e aprender um ofício que gere renda.

O ministro e o presidente ignoram a natureza dos conhecimentos da área de humanidades e exibem uma visão tacanha de formação ao supor que enfermeiros, médicos veterinários, engenheiros e médicos não tenham de aprender sobre seu próprio contexto social nem sobre ética, por exemplo, para tomar decisões adequadas e moralmente justificadas em seu campo de atuação. Ignoram que os estudantes das universidades públicas, e principalmente na área de humanidades, são predominantemente provenientes das camadas de mais baixa renda da população. Ignoram, por fim, a autonomia universitária, garantida constitucionalmente, quando sugerem o fechamento arbitrário de cursos de graduação.

Uma das maiores contribuições dos cursos de humanidades é justamente o combate sistemático a visões tacanhas da realidade, provocando para a reflexão e para a pluralidade de perspectivas, indispensáveis ao desenvolvimento cultural e social e à construção de sociedades mais justas e criativas.

Seguiremos combatendo diuturnamente os ataques à universidade pública e aos cursos de humanidades movidos pelo ressentimento, pela ignorância e pelo obscurantismo, também porque julgamos que esta é uma contribuição maiúscula da área de humanidades para o melhoramento da sociedade à nossa volta.


Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)
Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE)
Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd)
Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE)
União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil)
Associação Nacional de História  (ANPUH)
Centro de Investigaciones Filosóficas (CIF/Argentina)
Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)
Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR)
ODARA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade
Associação Brasileira de Antropologia (ABA) 
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR)
Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR)
Asociación Costarricense de Filosofía (Acofi)
Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP)
Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ)
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope)
Associação dos Professores da UDESC (Aprudesc - ANDES-SN)
Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (FORPIBID)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)
Asociación Filosófica Argentina (AFRA)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Letras e Artes (FCHSSALA)
Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED)
Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM)
Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL)
Fórum em Defesa do Ensino e dos Professores de História do Ceará
Associação Brasileira de Estudos do Século XVIII (ABES XVIII)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião (ANPTECRE)
Associação dos Licenciados em Filosofia (A.L.F.)
Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós)
Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN)
Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET)
Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais (SBEO)
Associação Brasileira de Hispanistas (ABH)
Sociedad Argentina de Análisis Filosófico (SADAF)
Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado da Bahia (SINTSEF/ BA)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (Anepcp)
Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)
Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica (SBFA)
Associação de Pós-Graduandos da UFSC (APG-UFSC)

23 fevereiro 2016

UFV inova!


Atenção estudantes da UFV!

A Pró-Reitoria de Ensino da UFV vai oferecer neste primeiro semestre de 2016 uma nova modalidade de atividade didática sob o formato de projeto, para estudantes de graduação de vários cursos do Campus de Viçosa.
Elas valerão como disciplina ou atividade complementar, dependendo do curso.

A carga horaria de cada disciplina seria de 1 hora/semana de reunião acompanhada, com dinâmica a ser definida pelo grupo e de 3 horas/semana para trabalho dos estudantes.

Serão oferecidos 3 projetos iniciais:
PRE 401 – Sustentabilidade hídrica na UFV: Desafios e Soluções
PRE 402 – Mobilidade e Acessibilidade sustentável no Campus
PRE 405 – Casa Inteligente

Como pré-requisito para a PRE 402 os aluno de Arquitetura e Urbanismo, Direito, Comunicação Social e pedagogia deverão ter cursado 1 ano. Para os estudantes de Engenharia Civil, deverão ter cursado CIV 313.

Vocês poderão se matricular a partir do dia que estiver aberto o ajuste de matrícula.

26 maio 2015

Oportunidade para Pós-doutorado

 Departamento de Arquitetura e Urbanismo

O Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFV abre inscrições para estágio de pós-doutoramento.
Inscrições vão até o dia 10 de junho de 2015, com resultado previsto até dia 15 de junho de 2015.

Veja edital no link abaixo:
http://www.ppgau.ufv.br/…/o-programa-de-pos-graduacao-em-ar…

11 junho 2012

Incansáveis políticos!



Queria uma explicação satisfatória para a decisão do governo do estado de Minas Gerais de juntar turmas de alunos e formar turmas de 60 alunos.

Isto é ensino? Pedagogos, técnicos, políticos que estão servindo o poder, expliquem esta aberração!

Charge:
http://sinproguarulhos.blogspot.com.br/2011_11_01_archive.html