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24 dezembro 2018

FELIZ NATAL!


Nesta época do ano, desejamos Boas Festas e um bom Ano Novo.
Vale a pena refletir como é nosso papel de arquiteto e urbanista, ou de  geógrafo, ou de professor...
Desejamos paz, saúde, dinheiro... OK!! Tá certo!
Mas também podemos incluir nesta lista o desejo de que mais gente se interesse e se envolva em discussões essenciais, especialmente para as próximas gerações. Trata-se de sermos mais cidadãos.
Cidadãos ativos contra os maus governos, os maus tratos e contra a corrupção.
A corrupção é uma praga que rodeia a todos nós. Começa pequena, com um sky gato, um programa pirata, um atestado comprado ou falso, um emprego de cabide, um papel de laranja... e termina com a grande corrupção que contaminou muita gente, que mantém,  assume ou reassume o poder.
Lutemos contra a corrupção, sendo simpáticos, ou não, com quem vai nos governar.


14 janeiro 2017

CRUEL CORRUPÇÃO

Texto Publicado no jornal Nova Tribuna, Viçosa-MG, em 12/01/2017


Os noticiários das grandes redes de TV brasileira mostram com muita frequência a corrupção em nível federal e não deixam de mostrar os escândalos em nível municipal. Na esfera estadual depende muito das relações da imprensa com os governantes, pois estes a dominam.  A situação é muito grave quando olhamos nossos municípios. De acordo com o Portal Transparência Brasil, setenta por cento dos municípios brasileiros apresentam irregularidades relacionadas à corrupção, mau uso do dinheiro público ou má gestão. É um percentual que traz um número aproximado de 3.900 municipalidades com problemas. A corrupção é uma pandemia cruel, injusta, maligna, criminosa. É uma estrutura muito ramificada, que engloba os grandes e pequenos corruptores e  corrompidos. Curiosamente, assisti a um documentário (Dis)honesty (2015) que analisa as variadas formas de desonestidade presentes na sociedade,  em que vários experimentos mostrados indicam que cerca de 70% das pessoas trapaceiam de alguma maneira.

Há uma média de dez vereadores em cada município brasileiro, um número igual de secretários municipais e algumas dezenas de cargo comissionados. Chega-se a um número elevado de pessoas, acima de meio milhão, que lidam com prestígio, poder e... muito dinheiro. Se há tanta vulnerabilidade, mesmo se o percentual real ficar muito abaixo desse percentual estimativo, já nos sinaliza o quanto temos sido prejudicados.

Setenta por cento de irregularidade é um número enorme. Imaginem quando pensamos que muitos bilhões de reais estão sujeitos a não chegar ao ensino, educação, planejamento urbano, obras de infraestrutura e saneamento básico e políticas sociais e culturais. Estimando muito grosseiramente um orçamento de $2.500,00 reais por ano por habitante, teremos cerca de 500 bilhões de reais nas mãos dos administradores municipais. Do mesmo modo, estimando que 70% dos municípios captam 10% desse valor para corrupção, o mesmo percentual é mal utilizado, 75 bilhões de reais por ano deixam de chegar aonde deveriam; o que equivale ao orçamento anual de 390 municípios brasileiros, ou ao valor de 1.250.000 casas populares com um acabamento 20% melhor, com uma área construída 20% maior e em locais muito mais urbanizados. Isso dá mais de 225 unidades para cada cidade brasileira. Com esse dinheiro seria possível construir estações de tratamento de esgotos para mais de 80% das cidades do país. O mesmo valor equivale a 50.000 creches. Certamente poderíamos sair com vigor das vexaminosas posições dos rankings mundiais, em relação aos indicadores sobre ensino, saúde, educação, criminalidade, qualidade de vida, etc. A violência certamente diminuiria. Repito que os percentuais e valores citados são meros exercícios especulativos, no entanto, para mim ainda subestimados.

Não é surpresa para nós ouvirmos sobre investigações, inquéritos, processos, auditorias sobre prefeitos, vereadores, secretários municipais, mas é raro ver alguém preso ou devolvendo para os cofres públicos o que foi deles surrupiado. Dezenas de milhões de pessoas sofrem graves consequências com isso. Com tanto dinheiro desviado, mal utilizado, ainda somos um país que consegue funcionar, embora precariamente, sem grandes convulsões sociais, mas com crescentes diferenças socioeconômicas.  O triste é saber que existe muito dinheiro, mas que tem sido cruel e muitas vezes impunemente desviado por criminosos disfarçados de servidores públicos.



19 dezembro 2015

À mercê da corrupção


Ao final de quinze anos dentro do século XXI  temos um país altamente urbanizado que praticamente não trata seus esgotos; raciona suas esparsas fontes de água; mata seus moradores de epidemias; segrega seus moradores; vicia e assassina seus jovens; contamina suas gestantes; imobiliza os seus idosos e adia indefinidamente os sonhos de realização profissional. Estamos à mercê de uma trama política em que uns poucos engordam suas fortunas. Temos um país que não sai do subdesenvolvimento, em boa parte por causa da corrupção.  Temos mais de 5 mil municípios atolados em dívidas e, novamente, uma grande parte deles estaria em condições muito melhores não fosse a corrupção.

15 agosto 2015

Tem explicação?

Em que pese a falta de foco, mas a foto feita em 14/08/2015, em um loteamento ainda em obras, próximo ao colégio  Coeducar, não deixa dúvida: caminhão pipa, com o logotipo  do governo de Minas, aspergindo água em obra particular.
Das duas uma: ou é uma evidência de irregularidade ou, quem sabe, considerando a penúria do governo do Estado, é uma nova forma de aumentar arrecadação arrendando veículos oficiais para particulares?

De qualquer forma a denúncia está feita.

Com a palavra as autoridades competentes para apurar tamanho displante.

07 março 2015

NOJO

Entre os investigados da operação Lava Jato que responderão a inquérito a partir de agora estão:

Foto: http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=87400

PP
- Senador Ciro Nogueira (PI)
- Senador Benedito de Lira (AL)
- Senador Gladson Cameli (AC)
- Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
- Deputado Simão Sessim (RJ)
- Deputado Nelson Meurer (PR)
- Deputado Eduardo da Fonte (PE)
- Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
- Deputado Arthur Lira (AL)
- Deputado Dilceu Sperafico (PR)
- Deputado Jerônimo Goergen (RS)
- Deputado Sandes Júnior (GO)
- Deputado Afonso Hamm (RS)
- Deputado Missionário José Olímpio (SP)
- Deputado Lázaro Botelho (TO)
- Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
- Deputado Renato Molling (RS)
- Deputado Roberto Balestra (GO)
- Deputado Roberto Britto (BA)
- Deputado Waldir Maranhão (MA)
- Deputado José Otávio Germano (RS)
- Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)
- Ex-deputado João Pizzolatti (SC)
- Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)
- Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)
- Ex-deputada Aline Corrêa (SP)
- Ex-deputado Carlos Magno (RO)
- Ex-deputado e ex-vice governador João Leão (BA)
- Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)
- Ex-deputado José Linhares (CE)
- Ex-deputado Pedro Henry (MT)
- Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

PMDB
- Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
- Senador Romero Jucá (RR)
- Senador Edison Lobão (MA)
- Senador Valdir Raupp (RO)
- Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
- Deputado Aníbal Gomes (CE)
- Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

PT
- Senadora Gleisi Hoffmann (PR)
- Senador Humberto Costa (PE)
- Senador Lindbergh Farias (RJ)
- Deputado José Mentor (SP)
- Deputado Vander Loubet (MS)
- Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

PSDB
- Senador Antonio Anastasia (MG)

PTB
- Senador Fernando Collor (AL)

Foi pedido o arquivamento de sete casos:
- Senador Delcídio do Amaral, PT
- Senador Romero Jucá, PMDB
- Ex-deputado Alexandre Santos, PMDB
- Ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, do PMDB
- Senador Aécio Neves, do PSDB
- Senador Ciro Nogueira, do PP
- Deputado Aguinaldo Ribeiro, do PP