Temas de discussão: Arquitetura e Urbanismo. Planejamento Urbano. Patrimônio Histórico. Futuro das cidades. Pequenas e médias cidades. Architecture and Urban Planning. Heritage. The future of the cities.
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13 junho 2012
05 março 2012
Semáforo destruído
Sexta-feira, 7 da manhã, um enorme caminhão baú de placa BUS 2361, de Campinas, fez um retorno à esquerda no trecho de canteiro central da rua Padre Serafim, no início da Gomes Barbosa. Derrubou o semáforo e foi embora.
02 setembro 2011
Desrespeito e falta de educação no trânsito
Quem disse que carrão bacana pode estacionar em vaga para pessoas com deficiência?
Só se tivesse algum de seus usuários com esse direito.
Supermercado Escola em 27/08/2011
Só se tivesse algum de seus usuários com esse direito.
Supermercado Escola em 27/08/2011
25 abril 2011
Medo das motocicletas
Está ficando cada vez mais perigosa a convivência com as motocicletas. Automóveis e motos disputam os espaços de forma arriscada. É muita imprudência e impunidade, de ambas as partes.
Muitos motociclistas não se dão conta de como são vulneráveis e de que precisam obedecer as regras do trânsito. Em qualquer cidade eles não ligam para os sinais amarelos e vermelhos dos semáforos. Ultrapassam pela direita, se arriscam no ziguezague.
Tudo tende a aumentar: acidentes, danos físicos graves e mortes.
Para quem tem automóvel e respeito à vida, é fundamental redobrar a atenção e dirigir por si e pelos motociclistas.
Foto:
http://marconipimenta.blogspot.com/2010/06/macapa-ja-teve-22-acidentes-fatais-com.html
Muitos motociclistas não se dão conta de como são vulneráveis e de que precisam obedecer as regras do trânsito. Em qualquer cidade eles não ligam para os sinais amarelos e vermelhos dos semáforos. Ultrapassam pela direita, se arriscam no ziguezague.
Tudo tende a aumentar: acidentes, danos físicos graves e mortes.
Para quem tem automóvel e respeito à vida, é fundamental redobrar a atenção e dirigir por si e pelos motociclistas.
Foto:
http://marconipimenta.blogspot.com/2010/06/macapa-ja-teve-22-acidentes-fatais-com.html
19 abril 2011
REFLEXÕES SOBRE OS PLS 37 E 38 PARA ALTERAÇÃO DA LEI 1420/2000 - Parte 2
O segundo projeto prevê que serão permitidos a “construção de mais dois gabaritos [sic] , desde que estes sejam destinados exclusivamente às garagens, sendo, neste caso, expressamente proibida a construção de garagens no subsolo”. Por dois gabaritos deve-se entender dois pavimentos. A justificativa para o projeto é a de que pretende-se “diminuir consideravelmente a movimentação de terra realizada pela construção civil, mesmo porque, são grandes problemas enfrentados pelos empresários e pelo Município, no que tange à legalização dos bota-fora.”
Uma interpretação desta segunda proposta leva a constatar que:
· A proposta não resolveria todo o problema. É realmente grave a questão da destinação da terra retirada das construções. É necessário agir para regularizar a situação, pois ainda há grande produção de entulhos;
· Pelas condições da topografia local, para os terrenos em declive, a solução seria possível, mas para os terrenos em aclive, ainda seriam necessários cortes de terra (vide figura 1);
· Não é necessária proibir a construção de subsolo, quando, em alguns casos, a movimentação de terra seria resolvida dentro do próprio terreno, ou seja, a terra removida em um corte seria usada para aterrar no mesmo lote;
· Se os pavimentos ficarem exclusivamente destinados a garagem, não seria possível construir lojas ao nível da rua.
Esta medida ajudaria um pouco na redução da demanda por deposição de terra. Mas não é suficiente. Deve-se buscar rapidamente uma solução para o problema dos bota-foras em Viçosa.
Figura 1
Somando a possibilidade de as duas propostas de alteração da Lei 1420/2000, prédios que atualmente teriam, no máximo 6 pavimentos, passariam a ter até 14 pavimentos. Uma combinação do efeito das duas alterações poderia resultar como nas figura 2:
Figura 2
Mais uma vez tenta-se atropelar o Plano Diretor de Viçosa. Para melhorar a cidade, não é possível tentar resolver os problemas apenas da sua área central, é precioso planejar e pensar em soluções de interesses verdadeiramente coletivos. A alteração na lei, sem discussão com a população, é um projeto inadequado e que se aplicado não atenderá aos objetivos aos quais propõem. Os únicos setores beneficiários seriam novamente o imobiliário e a construção civil. Haveria como conseqüências o aumento da densidade populacional, a piora da qualidade ambiental, a necessidade de ampliação de infraestrutura e a piora do trânsito.
REFLEXÕES SOBRE OS PLS 37 E 38 PARA ALTERAÇÃO DA LEI 1420/2000 - Parte 1
O prefeito encaminhou recentemente à Câmara Municipal de Viçosa dois projetos de lei alterando a Lei 1420/2000, de Zoneamento e Uso do Solo.
O primeiro propõe que nas vias com caixa de rua inferior a 7m será concedida uma compensação de 20% do potencial construtivo da edificação, desde que conste no projeto um recuo de 2m ao longo da frente do lote. Tal recuo será transferido ao Poder Municipal, possibilitando o alargamento da rua. Com a medida, poderão ser acrescidos até dois “gabaritos” (termo inadequado, pois o correto seria “pavimentos”). O objetivo é “promover o alargamento das vias centrais do Município, aonde o trânsito vem se tornando cada vez mais caótico, sendo certo que, com o recuo [...] a Zona Central da cidade tornar-se-á viável [...]”. Acrescenta que: “Deste modo, em troca de uma mobilidade nas vias centrais [...] , o Poder Público Municipal possibilitará uma compensação ao empreendedor, no intuito de melhorar não só a fluidez do trânsito nas vias centrais, como também a própria estrutura da região central do Município.”
Uma interpretação desta primeira proposta leva a constatar que:
· Fica clara a intenção de alargar as ruas; para melhorar a “fluidez do trânsito”;
· A compensação de 20% a mais do Coeficiente de Aproveitamento (o que permite que o proprietário construa 20% a mais no lote) é muito mais vantajosa para o empreendedor. Por exemplo, em um terreno de 20x30 metros, o proprietário perderia 40 m2 multiplicados pelo o Coeficiente de Aproveitamento, mas ganharia 120 m2 multiplicados pelo o Coeficiente de Aproveitamento, ou seja, 3 vezes mais;
· Se isso ocorrer, consegue-se criar na via duas vagas de estacionamento, mas cria-se, com a compensação, no mínimo uns quatro apartamentos, o que geraria pelo menos 4 automóveis a mais circulando na via;
· Atualmente, nas vias com menos de 7 metros de caixa, são permitidos apenas 6 pavimentos e a medida ampliaria a permissão para 10 (vide artigo 54 da lei 1420/2000). Isto significaria mais 4 pavimentos com, no mínimo, 8 unidades habitacionais a mais. Isso geraria mais demanda de garagem e mais carros na rua. Com a compensação, seriam permitidos até doze pavimentos ou seja, o dobro do atual. No entanto, a caixa da rua continuará estreita em vários trechos;
· O alargamento de 2 metros seria apenas na frente do lote e para se tornar um alargamento em toda a extensão da via seriam necessárias décadas para acontecer, uma vez que não haveria substituição dos prédios já construídos e nem para prédios tombados. Portanto, teríamos algumas vagas esparsas e não a alargamento da via. Não teríamos melhoria alguma na fluidez do trânsito.
É pertinente lembrar que o Plano Diretor de 2000 (Lei 1383/2000) e a Lei 1420/2000 previam um recuo de três metros com o objetivo de obter-se, em longo prazo, o alargamento da vias. O recuo foi retirado das leis e os proprietários ganharam 3 metros a mais para construírem nos lotes. Há prédios na cidade que alargaram a calçada sem compensação.
Pretende-se aparentemente resolver um problema gerado pelo uso do transporte individual. Não há solução para isto em lugar nenhum do mundo. Não é uma solução sustentável e agravar-se-iam ainda mais os problemas dos bairros centrais.
13 abril 2011
Semáforos em Viçosa
Começam a ser instalados os semáforos em Viçosa. Há alguns poucos pontos onde me parece serem importantes, como no trevo do Fama e no cruzamento dos acessos ao Cantinho do Céu, na Marechal Castelo Branco. Quanto aos outros tenho minhas dúvidas. Não sei se terão o efeito desejado de facilitar o tráfego dos automóveis e melhorar o trânsito. Poderá haver mais retenção e ampliar o tempo de percurso.
O cidadão motorizado vai ter que habituar a parar nos sinais de madrugada, o que inspira insegurança.
Não sou expert de trânsito e quero mais é queimar minha língua!
O cidadão motorizado vai ter que habituar a parar nos sinais de madrugada, o que inspira insegurança.
Não sou expert de trânsito e quero mais é queimar minha língua!
04 abril 2011
Nós e os nós
Uma lei desobedecida:
I - 10 (dez) pavimentos para vias com caixa de largura igual ou superior a 7m (sete metros) e vias com saída;
II – 6 (seis) pavimentos para vias com caixa de largura inferior a 7m (sete metros) e vias de pedestres ou vias sem saída.
Publicado no Tribuna Livre n. 1032, de 01 de abril de 2011
1.420/2000 - Institui a Lei de Ocupação, Uso do Solo e Zoneamento do Município de Viçosa
Art. 54 - Para a ZC, o gabarito máximo das edificações será de:I - 10 (dez) pavimentos para vias com caixa de largura igual ou superior a 7m (sete metros) e vias com saída;
II – 6 (seis) pavimentos para vias com caixa de largura inferior a 7m (sete metros) e vias de pedestres ou vias sem saída.
Publicado no Tribuna Livre n. 1032, de 01 de abril de 2011
Vocês já pensaram quando aquele monte de apartamentos e lojas estiverem habitados e utilizados na Rua dos Estudantes? Lá terá em poucos meses mais de quatrocentos imóveis, dentre apartamentos, lojas e apart hotel. Se, para cada apartamento, loja, escritório, tiver que circular um automóvel (não é uma conta precisa, mas devem ser considerados também carros de donos de lojas, dos clientes, caminhões, táxis, carros de visitantes, carros procurando por vagas que não existem nas proximidades etc.) e se os enfileirarmos, teremos uma fila com pelo menos dois quilômetros de extensão. A rua tem uns 270 metros apenas. A sua via é estreita (não mais que 5,50 m), calçadas só de um lado, tem péssimos acessos. Atualmente já fica totalmente ocupada, servindo de estacionamento para as áreas próximas. E todo o fluxo será escoado para a congestionada Av. P. H. Rolfs e para o acesso à Vila Gianetti. Como será tal confusão? Ainda por cima, há ainda outros empreendimentos previstos para a área.
São Paulo acaba de comemorar a entrada em circulação do sétimo milionésimo. automóvel nas mesmas ruas onde antes circulavam 4, 5 ou 6 milhões. Nas milhares de "ruas dos Estudantes" no Brasil, os nós se fazem com facilidade e são desfeitos com muito stress. Há muitas cidades onde já existem mais rodas do que pés, como já ocorre em Viçosa. Os nós no trânsito vão surgindo e se ampliando. Imaginem quando ocorrer na nossa rua dos Estudantes algo que gere alguma situação de obra, transtorno ou mesmo de pânico na área (incêndio, carga e descarga com grandes veículos, correria de pessoas, tiros, acidentes, alagamentos, acúmulo de entulhos, obras de infraestrutura)? No simples dia-a-dia, como será se muitos quiserem chegar ou sair ao mesmo tempo?
É preciso tempo para planejar soluções nas cidades. Planejar é antecipar. Mas é o planejamento que os políticos e construtores dos muitos prédios não se interessam, pois visam, antes de mais nada, aos lucros. Querem apenas o "seu" progresso. Os resultados arquitetônicos e urbanos são muito ruins, diria mesmo insustentáveis. Os setores da construção civil e imobiliário mascaram empreendimentos com nomes pomposos e sugestivos como "Eco life", "Green Tower", "Vila Fiori", "Parque dos Pássaros", "Villa Gaia" etc., que não são nada mais que conjuntos de muitos apartamentos de área mínima, sendo que vários têm janelas abertas para orientação solar desfavorável e a maioria são mal isolados térmica e acusticamente.
As soluções, mais que conhecidas, passam por: pensar na qualidade de vida das pessoas, estabelecer uma densidade populacional compatível com a malha urbana e a capacidade de fornecimento de infraestrutura; reduzir o trânsito pesado da área central; pensar na cidade sem automóveis em algumas áreas, principalmente as centrais; melhorar em muito o transporte coletivo, torná-lo de boa qualidade, confortável, seguro, pontual, muito mais barato e acessível; criar pistas específicas para bicicletas e calçadas acessíveis. Tudo isto é perfeitamente possível em qualquer cidade. Se não aproveitadas, as oportunidades podem ser perdidas, como é o caso do leito da linha férrea em Viçosa. Atualmente o que vemos é improviso e é destinado a solucionar o trânsito de veículos. Será que só muito tarde as autoridades correrão para dar soluções mirabolantes cada vez mais caras? Ou devemos apenas esperar o teletransporte (tão comum na ficção científica)?
19 fevereiro 2011
VLT é parte da solução na França
Veja como 20 cidades francesas se livraram do colapso do trânsito implantando o VLT:
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1629592-17665-304,00.html
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1629592-17665-304,00.html
09 novembro 2010
Fé em Deus e pé na tábua
O sociólogo Roberto da Matta lançou um livro chamado "Fé em Deus e pé na tábua" após estudar o comportamento do brasileiro no trânsito. Todos nós podemos imaginar como é. O autor confirma a imagem do "bom" motorista, que é aquele que não segue as regras de trânsito. Há um estilo bem brasileiro que apavora observadores externos, como entrar na vaga na frente do outro, fechar o motorista do lado, "costurar" entre pistas diferentes, passar pelo acostamento ou subir nas calçadas, falar ao celular dirigindo, buzinar sem necessidade ou aproveitar os primeiros segundos após o sinal ficar vermelho.
Roberto chama de estilo "Carlota Joaquina", que reproduz relações aristocráticas e atrasadas. Quando Carlota passava, todos tinham que parar, ajoelhar e tirar o chapéu. Segundo o autor "no trânsito não dá para fazer sinal especial para quem é rico" e "entrar na frente, tentar encontrar espaços onde não existe é hierarquizar o espaço". Há disputas entre os taxistas e motoristas profissionais, que se consideram melhores que os outros. Há disputa entre motoristas e motoqueiros, motoristas e ciclistas ou pedestres. É, como todos sabemos uma disputa muitas vezes cruel e assassina.
No Brasil, "ser um bom motorista significa dirigir com o pé na tábua. Quem dirige bem é barbeiro". Até quando isto ficar assim? Até quando este estilo deplorável vai continuar, matando muitas pessoas?
Ver em:
MENDES, Taís. Livro desvenda a agressividade no trânsito. Rio de Janeiro: O Globo, 07 nov. 2010, p. 37.
Foto:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bp2.blogger.com/_LtnsvrcloSc
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