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10 outubro 2024

ARTIGO: A SAGA DE UM PLANO DIRETOR

Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa, em 3 de outubro de 2024.


 A obra A saga de um plano diretor e os desafios do planejamento urbano em Viçosa-MG, lançada no dia 24 de setembro, pela Editora UFV, é o meu terceiro livro (os dois primeiros são Fábulas urbanas e outras lições sobre as cidades, de 2019, e O patrimônio em risco: o patrimônio arquitetônico na Zona Proibida, de 2022). A obra trata do contexto do planejamento urbano em Viçosa. É uma longa trajetória, cheia de percalços, que vem desde a elaboração do primeiro plano diretor de Viçosa e da legislação urbanística (1997-2000), passa pelas tentativas de aprovação da revisão do plano em 2008 e 2019, e pela proposta elaborada em 2020, finalmente aprovada em 2023.

Em maio de 2000, o Plano Diretor de Viçosa foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal. O grupo formado por professores da UFV e por técnicos da Prefeitura dedicou-se aos trabalhos e continuou o acompanhamento da tramitação das demais leis (Uso do Solo, Zoneamento, Parcelamento, Código de Obras, criação do Iplam). Em 2008, houve uma tentativa de revisar o plano, cujo anteprojeto era um documento encorpado, pois teve inclusas em seu conteúdo as regras de ordenamento territorial (zoneamento, uso e ocupação do solo, parcelamento). O anteprojeto foi redigido de forma a ter grande parte do seu conteúdo na forma autoaplicável. Traria consigo uma parte em que, por meio de um “pente-fino” na legislação existente, eliminaria leis, artigos, seções e alteraria a redação de dispositivos, de forma a compatibilizá-los com o conteúdo atualizado do plano. Foi uma longa jornada, elaborada de forma participativa, mas sem sucesso; o anteprojeto sequer chegou a ser votado.

A partir de 2015, houve uma nova tentativa de revisar o plano. Foi um longo e exaustivo trabalho e um frustrado processo de quase cinco anos. Em meados de 2018, o Projeto de Lei começou a tramitar na Câmara Municipal. Foi devolvido à Prefeitura para alguns ajustes, voltou à Câmara em outubro de 2018 e, em votação final em novembro de 2019, foi rejeitado. Essa rejeição se deveu às pressões contrárias por parte do setor da construção civil. Em 2020, uma comissão foi formada pelo prefeito para fazer uma revisão da revisão, mas isso não foi adiante. Em 2022, Viçosa continuou sem seu plano revisado, com o setor de planejamento urbano modificado (deixou de ser Iplam para ser Geoplan) e com os problemas de crescimento sem a legislação adequada. Nesse ano, foram marcadas reuniões para continuar a discussão sobre o plano, que finalmente foi aprovado em abril de 2023. No entanto, o texto aprovado deixou vários dispositivos para regulamentação posterior (novo zoneamento, revisão da lei do uso do solo e de parcelamento, revisão do Plano de Habitação e de Saneamento). Os prazos venceram em abril de 2024 e, até o fim de setembro, o previsto não ocorreu, o que tem causado dificuldades para a gestão territorial de Viçosa.

Os 71 textos apresentados no livro sempre buscaram induzir os leitores a reflexões sobre a questão urbana. Paralelamente às críticas, procurou-se divulgar os aspectos técnicos, bem como apontar caminhos. A saga de um plano diretor é focada em Viçosa; no entanto, apresenta situações muito semelhantes ao que ocorre em muitas outras cidades do país, onde a política urbana padece com o desinteresse e a negligência de seus gestores. Embora a saga tenha sido contada até 2023, ainda não terminou. Os sinais são evidentes de que ainda terá um longo caminho a ser percorrido.


31 janeiro 2021

TEXTO PUBLICADO EM ANAIS


Para entender um pouco o processo participativo de  um plano rejeitado

OS PROCESSOS PARTICIPATIVOS DO PLANO DIRETOR DE VIÇOSA,

MINAS GERAIS, BRASIL

IV ENAMPARQ 

PORTO ALEGRE 2016

https://enanparq2016.files.wordpress.com/2016/09/s40-07-stephan-i.pdf

01 dezembro 2019

PLANO DIRETOR REPROVADO


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG, em 28/11/2019.

A votação final do projeto de revisão do Plano Diretor de Viçosa teve um final previsível, mas lamentável.  A votação foi um espetáculo de máscaras, de horror, de histeria, de mentira e de cinismo.  O Plano foi rejeitado por 8 vereadores. Venceu a política, a política ruim, a política da coerção, do rabo preso, da ameaça e da ignorância.  Repudiaram-se, com soberba, as recomendações do Ministério Público, do Prefeito e da Leitura Participativa, elemento aglutinador do conteúdo do projeto. A notável convicção dos contrários ao plano não admitiu interferência de quem quer que fosse. Aparentemente, pois essas bizarras interpretações cênicas esconderam quem está por trás, ou por cima, como manipuladores de marionetes, que não aceitam o Plano.

Na plateia, ao lado dos defensores do Plano, enfim apareceram alguns dos engenheiros e construtores. Ausentes durante todo o processo participativo, foram lá aplaudir o passo atrás; foram bajular os marionetes dos construtores e dos milionários chantagistas e especuladores. Garanto que foram lá sem conhecer o Plano. Só tinham uma vaga noção do que a eles interessa: a possível limitação prevista de construir o máximo que puder em um terreno, sem considerar os aspectos de infraestrutura urbana. Uma pessoa mostrou dois cartazes. Um com os dizeres “Sávio Plano diretor ateu” e eu mereci um cartaz com os dizeres “Ítalo, o povo não é bobo”.

Os oito votantes “defenderam” os pobres de um Plano que se ampara nos princípios da função social da propriedade e da cidade, na sustentabilidade, na justiça social, nos programas sociais e na demanda legítima da população. Desses oito que rejeitaram, quantos leram o Plano? Quantos ignoraram as dezenas de reuniões disponibilizadas para esclarecimentos? Quantos foram às audiências públicas que também serviram de esclarecimentos sobre os muitos pontos do projeto de lei? Acusaram levianamente o plano de gerar desemprego; de expulsar pequenas empresas do lugar; de gerar insegurança jurídica; de piorar a qualidade (será que é possível?) e de aumentar o custo das construções. Para justificar o voto contrário, defenderam ardorosamente os mecânicos, os serralheiros, os marceneiros, os pobres trabalhadores, como se o Plano fosse uma sentença de morte. Por trás dessas acusações, havia as ameaças dos inúmeros defensores, de última hora, “do povo”. A quem eles quiseram enganar? Essa estratégia sórdida e rasteira da distorção dos fatos, da fake news, venceu, como fenômeno que vem dominando o mundo. Sinto muito, mas os oito votantes não defenderam nada do “povo”; defenderam apenas os interesses dos que mandam na cidade.

Jogaram o Plano Diretor fora. Quem perdeu não fui eu, nem o digníssimo professor Tibiriçá, nem o respeitabilíssimo Chico Machado, nem as arquitetas e urbanistas Lutércia e Gerusa (do IPLAM), nem meu amigo professor Luiz Fernando; nem o advogado Randolfo, nem o nobre vereador Sávio, nem os vereadores que votaram a favor, nem o prefeito, nem os nobres delegados. Viçosa toda perdeu, perdeu feio. Ah, sobre o plano ateu, esse adjetivo surgiu em função de uma solicitação da reunião do bairro Santo Antônio, que tratava de questões da igreja, as quais julgamos não serem pertinentes ao plano. O Plano não é ateu, nem católico, nem espírita, nem judeu. É democrático em essência.

Por fim, concordo com o cartaz a mim dedicado. O povo não é bobo.

Veremos isso na próxima eleição.


12 novembro 2019

CARTA AOS VEREADORES




Viçosa, 12/11/2019

Ilmos. Srs. Vereadores e Sra. Vereadora de Viçosa:

 Venho por meio desta, apresentar minha última tentativa de convencê-los a votar a favor da aprovação do Plano Diretor. Ele foi ampla e longamente discutido. Todos vocês tiveram dezenas de oportunidades para serem esclarecidos. Vocês tiveram a oportunidade de apresentar emendas e elas foram discutidas e votadas. Seus votos não podem sucumbir às pressões de última hora, embasadas em suposições, boatos e pressões.

Um dos boatos sem nenhuma explicação e a de que o Plano vai gerar queda na qualidade dos imóveis e um aumento de preços em 30%. Esses dados foram apresentados para discussão? Por que apareceram só agora? O que fundamenta esses índices?

Outro boato é a diminuição do potencial construtivo. Peço que consultem o Anexo III da Lei 1420/2000 e o Anexo E da Proposta e comparem. Verão que os coeficientes são os mesmos, exceto para os corredores primários, que poderão alcançar coeficientes maiores com o uso da Outorga Onerosa.

Outro boato espalhado foi a de que uma grande indústria de cosmético iria fechar com o novo plano por estar em área rural. A situação de estabilidade da empresa foi amplamente apresentada na Audiência Pública do dia 4/11.

Mais uma falácia foi a possibilidade do plano provocar o fechamento de pequenos negócios e igrejas. Isso também foi esclarecido na audiência. Uma das emendas aprovadas protege a permanência e a regularidade de qualquer atividade que estiver legalmente instalada.

Portanto, não é o Plano Diretor que vai causar problemas no município, mas sim a ausência dele.  Sua derrota para pressões de empresários que chegaram com falsos argumentos entre a primeira votação e a segunda, não pode jogar no lixo um plano discutido de formas, muitas formas, amplamente democráticas.

Dezenas de oportunidades de participação foram negligenciadas pelos que se denominam empresários defensores de Viçosa. Não passam de oportunistas e interessados na ausência de regras, para assim continuar a prejudicar imensamente o desenvolvimento de Viçosa. Esses sim são os maiores destruidores dos mananciais, os que encarecem os custos de infraestrutura, os que deterioram a qualidade de vida, os que enriquecem.

Confiem na técnica e na seriedade dos que lutam pelo Plano Diretor há muitos anos, respeitem o desejo da população amplamente presente no Plano.

Atenciosamente

Ítalo Stephan – cidadão viçosense.


02 novembro 2019

PATICIPAÇÃO POPULAR: MOMENTO CRUCIAL


Bom dia, Importantíssimo! 

Meu caros delegados e delegadas, eleitos nas consultas públicas da Revisão do Plano Diretor
Cidadãos de Viçosa!
Quero lhes convidar, caso estejam em Viçosa, para a Audiência Pública de validação das emendas ao Plano Diretor. São poucas, já foram aprovadas pela Câmara em primeira votação.
Precisam do aval dos delegados e delegadas.
É muito importante sua participação!

Segunda 4/11/19 h na Câmara Municipal!



29 outubro 2019

DOIS PLANOS


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, 2633, Viçosa-MG, em 24/10/2019

Na Câmara Municipal, estão dois importantes planos de política urbana para Viçosa: o Diretor e o de Mobilidade Urbana. O Plano Diretor, que é uma revisão esperada desde 2005, está nas etapas finais de aprovação. Tem o prazo até 4 de novembro para a realização de Audiência Pública, onde serão apresentadas as emendas aprovadas. Boa parte delas já passou pelo crivo da reunião ordinária realizada no dia 15/10 e outras devem ser avaliadas nas próximas sessões. O Plano de Mobilidade, que está  na Casa desde 2018, precisa entrar na pauta de discussões. Importante frisar o caráter participativo dos dois planos. Todas as maneiras possíveis para sua discussão foram disponibilizadas para a participação da população e da sociedade organizada. Foram realizadas reuniões em várias regiões da cidade, em muitas datas e antecipadamente divulgadas por meio de cartazes; de folders; de artigos e de reportagens em jornais; de entrevistas em programas de rádio e de consultas em meios digitais. Foram realizados debates e audiências, precedidos de reuniões preparatórias.

O Plano Diretor Participativo de Viçosa, revisão do Plano vigente (Lei nº 1383/2000), está atrasado em 14 anos. Teve uma primeira tentativa de revisão adiada em 2008. Foi reiniciada apenas em 2015. Chegou à Câmara em 2017. Passou por vários percalços, com devolução à Prefeitura para complementar alguns pontos, com a chegada de emendas da Casa dos Empresários e com a realização de Audiência Pública com os moradores da região do Paraíso. Todos esses pontos foram tratados com muita responsabilidade e sob os aspectos técnicos corretos. Quero enfatizar aqui o exaustivo trabalho de alguns participantes do processo de elaboração do anteprojeto e da posterior discussão dos pontos polêmicos levantados. Foram dezenas de reuniões marcadas e realizadas, para esclarecimentos e discussões sobre a proposta. Foram inúmeras participações na tribuna livre da Casa Legislativa.

O Plano de Mobilidade, para recordar, foi um amplo estudo desenvolvido, sob convênio com a UFV, por técnicos com grande competência no assunto. Foi iniciado em 2016 e encaminhado pelo prefeito à Câmara em setembro de 2018. Foi elaborado dentro de metodologias participativas. É importante colocá-lo em tramitação logo. Acredito que o Plano deve causar menos polêmicas, pois é extremamente técnico e baseado nas demandas apresentadas nas reuniões realizadas. Várias ações previstas no Plano já puderam ser iniciadas. Ele trata ostensivamente das possíveis alternativas viárias (como as 4 alças viárias, que futuramente formarão um anel viário, e de novos acessos ao campus da UFV); das possibilidades de uso do leito da linha férrea (em dez artigos); do programa de requalificação das calçadas;  das rotas acessíveis etc.

São dois importantes marcos para o desenvolvimento do município. No entanto, não basta aprová-los, será necessário colocá-los em prática. Colocá-los em prática significa fiscalização eficiente para vários pontos, assim como o envolvimento da população. Há muitas ações que demandam poucos recursos e que podem ser realizada até mesmo imediatamente. As propostas que dependem de muitos recursos precisarão da atuação de um IPLAM fortalecido e de apoio político. Os planos, se corretamente aplicados, poderão trazer significativas melhorias na qualidade de vida para todos os moradores de Viçosa.

04 maio 2019

AUDIÊNCIA PÚBLICA NO PARAÍSO


Audiência Pública, marcada pela Câmara Municipal de Viçosda, na Escola Almiro Paraíso, para discutir as possíveis impactos da urbanização na região do Paraíso.
Muitos presentes, muitas dúvidas, uma decisão quase unânime. Pontos decisivos:
- IPTUxITR;
- Conta de Luz rural x urbana;
- Críticas à fiscalização por parte da prefeitura;
- Críticas quanto ao transporte coletivo.
Embora o processo de urbanização já se faz presente em algumas áreas, a população optou por manter a região  como Zona Rural.

16 março 2019

IMPORTANTE!


IMPORTANTE!

Vocês acham a participação popular importante?
Se acham, convido a todos a participarem na próxima terça-feira, 19/03,  18:30 h na Câmara Municipal de Viçosa.
Na sessão será retomada a discussão sobre o Plano Diretor de Viçosa, que tem seu projeto de revisão aguardando há 19 anos!!!!
Até agora, foram aprovados os 30 primeiros artigos.
É preciso continuar até aprovar o Plano todo, para dar à gestão municipal um instrumento essencial para ordenar o desenvolvimento do nosso território.
Faço o convite aos delegados eleitos durante o processo participativo; aos arquitetos e urbanistas, aos cidadãos imbuídos em melhorar Viçosa.
COMPAREÇAM!

09 outubro 2018

ARTIGO PUBLICADO


Artigo publicado em Outubro de 2018, no Cadernos Proarq vol. 30

Planejamento e gestão urbanos: um panorama das cidades intermediárias na Zona da Mata Mineira

http://cadernos.proarq.fau.ufrj.br/pt/paginas/edicao/30


26 março 2018

ARTIGOS SOBRE PARTICIPAÇÃO E PLANOS DIRETORES


OS DESAFIOS DO PLANEJAMENTO E GESTÃO URBANOS EM PEQUENAS CIDADES DE MINAS GERAIS.

https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/viewFile/996/1019

ACERCA DA IMPLEMENTAÇÃO DE PLANOS DIRETORES: AVALIAR É PRECISO

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/1166-2343-2-PB.pdf


O Processo de Elaboração e Revisão dos Planos Diretores  Participativos dos Municípios da Região Sudoeste de Minas Gerais

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/2098-6406-1-PB.pdf


Planos diretores: que participação é essa?

http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevTecnol/article/view/8701


09 dezembro 2017

EM DEFESA DO PLANO



 Fotos de reuniões públicas para a revisão do Plano Diretor de Viçosa


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa, em 07/12/2017

O Plano Diretor vigente é a Lei 1383/2000, defasado há 17 anos. Nele estava prevista uma revisão em 2005, esta não efetivada. Uma nova tentativa de revisão surgiu em 2015 e aguarda conclusão com um final bem sucedido. Houve muitos percalços nesse tempo para que tivéssemos uma lei mais adequada.

O Plano Diretor, iniciado em 1998, foi aprovado em 2000. Foi construído num período em que já se discutia o Estatuto da Cidade, por isso previu uma revisão em apenas cinco anos, de forma a ser adequado ao Estatuto, cheio de novidades e instrumentos para lidar com a função social da cidade e da propriedade. Foi elaborado sob uma ampla gama de oportunidades para a participação popular, que levou à presença de mais de mil pessoas no somatória das dezenas de reuniões realizadas.  Foi amplamente divulgado e redigido a muitas mãos. Trouxe com ele um consistente aparato legislativo atualizado como as leis de uso do solo e de parcelamento; código de obras revisado; criação do Instituto de planejamento – IPLAM -  e do conselho de planejamento - Complan. Tal aparato funcionou com problemas de estrutura de escassos recursos humanos, frágil fiscalização e poucos recursos financeiros.

A revisão, iniciada em 2007, entregue em 2008, era ousada. Foi desenvolvida novamente com amplas formas de acesso à participação da população. A nova versão do plano traria para dentro dele as normas de uso e de parcelamento do solo; os instrumentos do Estatuto da Cidade, como o IPTU Progressivo no Tempo. Era uma versão com todos os instrumentos colocados na forma autoaplicável, o que dispensaria futuras e improváveis regulamentações. Ampliaria o âmbito de ação do IPLAM. Tinha um capítulo que faria uma enorme limpeza em leis e parte de leis que perderiam sentido com o novo plano. Essa revisão foi barrada na Câmara Municipal.

Em 2015 surgiu um novo movimento em prol da revisão de um plano, há muito defasado. Foi montada uma equipe técnica, com professores da UFV, vereadores, técnicos de um robustecido IPLAM. Foi construído um plano consistente, maduro, adequado às necessidades de uma Viçosa exigente e carente de gestão e planejamento urbanos adequados. Novamente as oportunidade de participação foram amplas, mas como nas outras vezes, com a inaceitável ausência dos maiores agentes do forte setor econômico da construção civil. Novamente os construtores, engenheiros, arquitetos e urbanistas não apareceram nos várias oportunidade que tiveram.  Mesmo assim, o novo plano traz importantes características e recursos capazes de melhorar as condições de ordenamento do município, principalmente nas áreas de expansão urbana.

Eis que, quando a proposta chegou à Câmara, surge uma proposta extemporânea, advinda de um grupo de representantes do setor da construção civil, propondo diminuir o tamanho dos lotes, a taxa de permeabilidade e aumentar o potencial construtivo, em grave discordância com a sustentabilidade, em desacordo com as conclusões técnicas da mais alta competência. Apenas uma forma de aumentar lucros às custas do comprometimento definitivo das frágeis condições ambientais. Espero, sinceramente, que a ganância não vença novamente. Que vença, ao menos desta vez, o responsável senso, em nome das futuras gerações.
 


Fotos de reuniões públicas para a revisão do Plano Diretor de Viçosa

05 abril 2017

PLANO DIRETOR ENTREGUE AO PREFEITO


O anteprojeto de lei da Revisão do Plano Diretor de Viçosa foi entregue pelo Presidente da Comissão da Revisão, Professor Antônio Cléber Gonçalves Tibiriçá, ao Prefeito Municipal de Viçosa o Sr. Ângelo Chequer. Estiveram presentes o diretor do IPLAM, Romeu da Paixão e o Ex-vereador Marcos Nunes, ambos membros da comissão e eu como coordenador da Leitura Participativa.

A revisão foi um longo processo de reuniões - públicas, setoriais, audiências e debates públicos -realizados ao longo de 2 anos e meio.

É uma proposta madura, complexa com as regras de controle do uso do solo, zoneamento, instrumentos de política urbana.´

Traz consigo uma relação de obras e ações a serem realizadas em curto, médio e longo prazos. Essa relação possibilitará ao Prefeito buscar recursos para Viçosa.

O próximo passo é o Prefeito encaminhar o documento para tramitação na Câmara Municipal.

Que o Plano siga em frente, pois é o resultado de um  trabalho de uma equipe muito dedicada e séria.

Que o Plano tenha chance de ser aplicado e que ele colabore para o desenvolvimento do planejamento e da gestão do município de Viçosa.


19 junho 2016

Plano Diretor Participativo de Santa Cruz do Escalvado-MG

Na pequenina e animada Santa Cruz do Escalvado:

Dia 18 de junho de 2016. Audiência Pública para  discussão das emendas e aprovação da minuta do anteprojeto de lei do Plano Diretor. Foto Ítalo Stephan.  

Trabalhos durante a audiência. Delegados apresentam argumentos para alteração ou inclusão de emendas ao plano. Foto Ítalo Stephan. 

Momento da leitura e votação das emendas. Foto Ítalo Stephan.  

Foto oficial dos presentes na reunião: Prefeito, Vereadores, secretários municipais, delegados efetivos e suplentes e o prof. Luiz Fernando Reis, da UFV. Foto Ítalo Stephan.   

05 junho 2016

Plano Diretor de Santa Cruz

 Apresentação aos delegados presentes da estrutura, conteúdo do anteprojeto de lei do Plano Diretor Participativo em 25 de maio de 2016. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Audiência Pública está marcada para dia 11 de junho de 2016, na Prefeitura Municipal. Foto Ítalo Stephan, 2016

07 novembro 2015

Plano Diretor de Santa Cruz do Escalvado - Debate Público

Foi realizado, com sucesso, em 05/11/2015, o Debate Público, em que os delegados eleitos nas reuniões públicas apresentaram ao Grupo Técnico algumas alterações e inclusões ao relatório da Leitura Participativa e a seguir o aprovaram. O relatório é o principal subsídio à redação do Plano Diretor.

As próximas etapas serão:
- Redação da minuta de anteprojeto de lei do Plano Diretor Participativo;
- Entrega da minuta aos delegados, que terão um prazo mínimo de duas semanas para lê-lo e
- Realização de Audiência Pública para inclusão de alterações e aprovação do conteúdo final a ser entregue ao Prefeito e encaminhado à Casa Legislativa para fins de aprovação.

20 outubro 2015

Santa Cruz do Escalvado: Reunião preparatória para o Debate

Em Santa Cruz do Escalvado, na sala de reuniões da Prefeitura, foi realizada a reunião preparatória para o Debate Público, marcado para 05/11/2015.

Com maciça presença dos delegados eleitos nas reuniões públicas, a  equipe técnica entregou a cada um o Relatório da Leitura Participativa, uma cópia do regulamento do Debate e formulários para suprimir, acrescentar ou modificar os pontos levantados, com o objetivo de chegar à matéria prima para a confecção da minuta do Plano Diretor.
Os delegados terão um prazo de quinze dias para lerem o relatório e de se reunirem com suas comunidades para aprimorar o resultado leitura.

03 outubro 2015

Leitura Participativa - Santa Cruz do Escalvado


Foi apresentado e entregue o Prefeito e seu secretariado a Leitura Participativa - um relatório das 12 reuniões realizadas. É a primeira etapa, concluída, da elaboração do Plano Diretor Participativo de Santa Cruz do Escalvado. Este material será entregue aos delegados eleitos nas reuniões. A eles caberá discutir mais um pouco com os moradores das locaidades em que moram e fazer modificações e acréscimos, caso necessários. A entrega será feita numa reunião preparatória no dia 16 de outubro, na sala de reuniões da Prefeitura e a data do Debate Público será confirmada em breve.

14 setembro 2015

Participare quae sera tamen



Ainda há tempo de contribuir para a construção da Revisão do Plano Diretor  de Viçosa!
Se conhece algum delegado mande sua sugestão para ele até amanhã.
Hoje à noite, 20 horas, no Salão do Acamari estarão alguns delegados para receber sua sugestão.
Se puder vá ao Debate Público, na próxima quarta-feira, dia 16/09 e apresente a um dos delegados eleitos sua proposta.

Alguns links para delegados:

https://www.facebook.com/groups/120890218264534/120904514929771/?notif_t=group_activity_unconfirmed

https://www.facebook.com/events/754538901338322/

12 setembro 2015

Participem!

Importante iniciativa dos delegados eleitos da região para novas contribuições para a revisão do Plano Diretor de Viçosa. Oportunidade para não ser perdida.
Quem puder, compareça! Viçosa agradece!