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09 abril 2023

OBRAS PARADAS

 



Artigo publicado no jornal Folha da Mata, em 5 de abril de 2023.

É preocupante a frequência com que obras públicas são iniciadas e não concluídas, aqui na cidade e em todo o país. A questão é tão séria que gera um interminável embate, entre os gestores públicos, o setor da construção civil, os parlamentares e, é claro, as  muitas comunidades prejudicadas. Os impactos do atraso na conclusão elevam os custos das obras públicas e colocam em dúvida a capacidade técnica dos responsáveis e, infelizmente, também  a ética.  Segundo Paulo Ziukolski, presidente da a Confederação Nacional dos Municípios – CMN , as obras paradas têm grande impacto sobre a vida da população. Constituem-se, portanto, um problema seríssimo para as prefeituras. Corroboram com esse tema, a Confederação Nacional das Indústrias – CNI, a Agência Senado e o Sindicado dos Engenheiros - SENGE-MG.

Os motivos da interrupção dos trabalhos nos canteiros de obras são diversos: problemas técnicos, pedidos de termos aditivos, abandono por parte das empresas e dificuldades orçamentárias. A CNI aponta a superficialidade e a falta de qualidade dos projetos. Os projetos são mal elaborados, às vezes são mal pagos e sujeitos às concorrências de menor valor e menor qualidade. Esses projetos são utilizados na elaboração dos quantitativos e estimativas que fundamentam as licitações incompatíveis com a complexidade técnica das obras. A burocracia exigida nas construções de obras públicas é outro fator impeditivo. Há uma série de dificuldades no atendimento aos requisitos dos processos burocráticos atribuídos à gama de legislações referentes à licitação e execução de obras públicas. Além disso, há as leis complementares que tratam sobre o atendimento de requisitos socioambientais para a obtenção de licenças, alvarás, autorizações e registros. A gestão ineficiente é outro motivo, pois  ocorre por parte de contratantes públicos e os privados, e se expressa em falhas grosseiras e visíveis de concepção, de  planejamento executivo, de monitoramento e de controle. 

Outro fator é o planejamento falho. O planejamento orçamentário inadequado pelos contratantes públicos é também um dos principais motivos. Esses não estão acostumados ou interessados em pensar a médio e longo prazos e a destinar os recursos financeiros em diferentes anos fiscais para a realização das obras, ao planejamento das potenciais interferências externas. Dessa forma, uma gama de concessionárias de serviços é impactada, em particular, devido à transposição de redes de tubulação, postes e cabos e direito de passagem. Os aditamentos contratuais desfocam a realização eficiente e diligente do trabalho da obra, em detrimento de ganhos potenciais oriundos da interpretação e da produção de cláusulas contratuais ambíguas. Uma causa identificada é a dificuldade dos entes subnacionais em gerir os recursos recebidos. A má gestão não significa necessariamente corrupção ou desvio de dinheiro (ambos sistemáticos no Brasil). A má gestão também pode estar associada à carência de pessoal especializado para conduzir contratos, na demora da resolução de pendências e nas falhas na fiscalização. 

Essas obras são praças, quadras de esporte, recuperação e pavimentação de vias e unidades de atendimento de saúde, entre outros projetos. Noticiam-se muitos casos de conjuntos de habitações populares que precisam ser refeitos. Muitas obras são equipamentos e serviços necessários e muito reivindicados pelas comunidades. Em Viçosa, aguardamos, desde 2014, a conclusão da estação de tratamento de esgotos da Barrinha. Obras são iniciadas e inconclusas, como os trevos rodoviários, a escola de tempo integral e o Centro de Zoonoses. A CNI recomenda medidas para que evitar paralisações e atrasos:  melhorar o macroplanejamento, avaliar a modalidade de execução mais adequada; fazer um microplanejamento eficiente; aparelhar melhor as equipes, e elaborar contratos mais equilibrados. Essa praga de obras paradas é crônica tem que acabar. É dinheiro público malgasto, é prejuízo para todos, e dinheiro público é sagrado.

Foto: https://www.vicosa.mg.leg.br/institucional/noticias/2021/05-2021/vereadores-discutem-sobre-obra-da-ete-barrinha

05 março 2022

NOVA VIÇOSA, VIÇOSA-MG






Nova Viçosa, um bairro com população maior do que dezenas de cidades. Criado há uns 50 anos, padece de precariedade de infraestrutura de drenagem, pavimentação, acessibilidade e irregularidade fundiária. 
Fotos Ítalo Stephan, março 2022.
 

21 setembro 2019

AVENIDA SANTA RITA -VIÇOSA, MG

Vergonhosa situação da avenida Santa Rita. As manhãs mostram o grau de descuido,  a falta de educação e a inadequação dos canteio centrais.

 Lixo, canteiro central  destruído. Foto Ítalo Stephan, setembro de 2019.

Lixo, sujeira, ausência de lixeiras. Foto Ítalo Stephan, setembro de 2019.

30 março 2019

AVENIDA SANTA RITA - CANTEIRO CENTRAL

Av. Santa Rita, Viçosa, MG. Estado de descuido com a praça do canteiro central.
 Jardim destruído, calçamento solto, proteção do jardim quebrada. 

Destruição, lixo e sujeira.
Tá errado!
É preciso cuidar melhor da cidade! Isso serve para o prefeito, para o usuário da praça e para o cidadão.

01 maio 2018

SERÁ QE ELE VOLTA?


Justiça condena a PMV a implementar o Orçamento Participativo.

Estava mais que na hora.
O Orçamento Participativo - OP - é um  instrumento de exercício da democracia representativa. Oferece aos munícipes o direito de opinar e s exercer  influência sobre o orçamentos público, na definição do destino dos recursos municipais.
O Prefeito  abre mão de uma parcela do orçamento  para constituir o objeto da participação popular quanto ao seu cumprimento.
Mesmo que os recursos em discussão representem  seja uma pequena fatia, ou pouco dinheiro, é essencial que seja definido como gastá-la, através do OP.
O OP tem caráter pedagógico e enriquece o debate, fortalece a cidadania.


14 janeiro 2018

Precário e perigoso

Cabo Frio-RJ, Forte São Mateus do Cabo  Frio, Praia do Forte. Uma das mais famosas praias do Brasil. Uma estrutura do início do Século XVII,  Patrimônio Nacional.

Acesso ao Forte, piso irregular, ausência de proteção e apoio  para as mãos, estrutura enferrujada, estrutura em concreto com trincas e ferragens expostas. 

Pequena ponte de acesso ao Forte. Estreita, sem proteção para as centenas de pessoas que passam  a cada hora. Piso extremamente irregular. 

Um patrimônio dessa importância não pode ficar tão mal tratado assim.

19 novembro 2017

RISCO CONSTANTE

Em Viçosa-MG, há vários meses é possível encontrar animais de grande porte soltos ao longo da estrada para Paula Cândido, a partir do Cemitério Dom Viçosa.
Denúncias não  vêm surtindo efeito.
O enorme  risco de acidentes graves é serio.
Peço, novamente,  às autoridades providências, antes que aconteça alguma tragédia.





Estavam no local também em 25/11/2017.

12 maio 2017

Maus tratos


Nova Viçosa, Viçosa-MG. Entulho e lixo no meio da calçada. Lote vazio sem cercamento. Vetor de doenças, local que inspira insegurança. Por que nossa cidade é tão mal cuidada? É culpa só do Poder Público?  Foto Ítalo Stephan, maio 2017.

23 março 2017

PREFEITO, ARRUMA ISSO!


Av. P. H. Rolfs - uma das principais  avenidas de Viçosa, acesso à UFV, centro comercial importante. É assim que está sendo tratada: lixo ao meio-dia, placas de propaganda em péssimo estado de conservação, portal da "praça" em mal estado, ponto de ônibus com pavimentação defeituosa e buracos. Prefeito, cuida disso!

Marque sua reação logo abaixo do texto.



Fotos Ítalo Stephan, março 2017.

12 janeiro 2014

Vergonhosa recepção!


A chegada de milhares de pessoas será pela imunda, escura, deprimente estação rodoviária.

Pela cidade, há buracos por todo lado.

Lixo espalhado pelo chão, jardins destruídos.

Buracos na avenida principal.

Buracos enormes de obras inacabadas.

Que cidade imunda! Que cidade esburacada! Que recepção! Que decepção para quem está chegando, do recesso, de tantas outras cidades minimamente limpas e transitáveis! Que vergonha , "administradores" de Viçosa de Minas Gerais!
Qual é a explicação Dr. Celito,  Sr. Taffarel, ou quem quer que seja que tem a petulância de dizer que verdadeiramente ama Viçosa?
Basta de incompetência!

30 maio 2010

Mudanças em Viçosa


Caiu o prefeito de Viçosa. Não foi um bom prefeito. Conseguiu muito pouca coisa em seis anos de mandato. Ainda não tivemos um bom prefeito, com uma visão de futuro e capaz de explorar o amplo potencial que Viçosa tem.

Não é certo ainda quem vai assumir. Mas quem quer que seja, a chapa que ficou em segundo lugar ou a Presidenta da Câmara Municipal, há que se pensar que poderemos ter uma oportunidade para rediscutir os rumos da cidade. Só é certo que Viçosa precisa ter seu se futuro pensado. O município precisa ter além de outras coisas, planejamento e ousadia na busca de desenvolvimento. Precisa ter secretários qualificados para ajudar na gestão. Quem sabe as mudanças poderão ser para melhor.

Mas é urgente retomar as discussões sobre a forma insustentável com que a cidade cresce. Para isso a participação de todos os setores da população é imprescindível. Precisamos de melhorias em todos os sentidos: da maquiagem de praças e espaços públicos bem cuidados, da limpeza das ruas ao planejamento urbano, que ainda engatinha. Será a hora de encarar os problemas de acessibilidade e mobilidade, até iniciar um planejamento sério para melhorar a infraestrutura, o trânsito, encarar os problemas ambientais graves, gerar empregos de qualidade, criar oportunidades para segurar o amplo conhecimento gerado na UFV e ampliar o alcance e qualidade da educação.

Temos visto exemplos das cidades vizinhas que já construíram seus anéis viários (Ponte Nova e Ubá) e conseguiram consolidar seus distritos industriais (Ubá, Rio Pomba e Visconde do Rio Branco, por exemplo). Temos carências como estas, mas também potencial para que obras deste porte sejam feitas em Viçosa.

Quem vier trará consigo a expectativa de mudanças. Mesmo que nos frustem, ainda será melhor que a falta de ação que aqui impera.

03 março 2010

Viçosa: tá feia a coisa



Avenida P. H. Rolfs - vergonhosas condições

A situação das ruas de Viçosa é uma lástima. Na avenida P. H. Rolfs, em pleno centro da cidade, em qualquer hora do dia, há lixo no meio do que deveria ser uma calçada. A acessibilidade é uma vergonha: predominam buracos, obstáculos de todo tipo - postes, sinalização, trilhos, blocos, trailers e desníveis. A mobilidade é péssima: misturam-se nas ruas, gente, bicicletas, carros, numa confusão enorme. É uma vergonha. Para milhares de estudantes, parentes, professores, funcionários, cidadãos comuns e visitantes, prevalece o perigo de atropelamentos, quedas, a impossibilidade de se mover adequadamente- pensem nos cadeirantes, idosos e carrinhos de bebês. Tudo isto dá para ser muito melhorado, não devia ser assim. As aparências são horrorosas. Não há justificativa para que tenhamos que viver numa cidade tão negligenciada.