Mais uma vez, depois de mais uma tragédia, vem a imprensa apresentar os experts em meio ambiente, para que expliquem detalhadamente o que aconteceu e o que deveria ser feito. Ano a ano, fatalidade a fatalidade, isso se repete.
Vão falar das mesmas causas: falta de planejamento urbano e ambiental; falta de fiscalização que impeça ocupações; negligência e irresponsabilidade dos governantes; falta de recursos para obras e para a Defesa Civil.
Vão mencionar o Código Florestal Brasileiro, que existe desde 1965; os inúmeros estudos e mapas de áreas suscetíveis à deslizamentos e inundações. Vão alertar para a flexibilização criminosa da nova versão do Código Florestal.
Mais uma vez, passadas a dores e diminuídos os interesses na imprensa, virão novas tragédias, nos mesmos locais ou aleatoriamente em qualquer cidade, qualquer região, que pode ser a nossa.
Os governantes não destinarão recursos ou mal iniciarão as medidas mitigadoras. Possivelmente alguns deles sequer acreditarão nas evidentes mudanças climáticas.
O planejamento será novamente assunto para ser lembrado em longas matérias jornalísticas, depois de novas mortes e de grandes perdas materiais.
Salve-se quem puder.
Foto: https://agenciamg.com.br/2026/02/24/chuvas-juiz-de-fora-mortes-alerta/
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