domingo, 25 de setembro de 2016

NÃO MAIS QUE OBRIGAÇÃO


Artigo publicado no jornal Nova Tribuna, Viçosa-MG, em 23 de setembro de 2016.

Nós todos deveríamos saber o que é eticamente correto e o que não é, entretanto uma parcela significativa das pessoas não tem consciência disso, ou acreditam não estar fazendo nada errado. Todos deveriam saber o que é certo e que deveriam agir com ética, pois três  de seus princípios é são o respeito pelas pessoas; fazer o bem e agir com justiça.

Do ponto de vista da verdadeira cidadania, deveria ser assim: um prefeito paga em dia seus funcionários públicos e executa obras prioritárias identificadas com a participação da população. Um cidadão paga em dia seus impostos; não joga lixo nas ruas; não faz barulho depois das 22 horas. Um vereador propõe projetos de lei para aperfeiçoar a legislação existente ou para melhorar a vida dos moradores. Um policial trabalha pela segurança da comunidade. Um consumidor usa racionalmente a água e a energia elétrica. Um estudante é assíduo nas aulas e cumpre suas tarefas de casa. Um médico cumpre seus horários e atende com atenção seus pacientes. Um motorista obedece aos sinais de trânsito. Um passageiro de ônibus respeita a fila e deixa idosos e gestantes sentarem nos assentos preferenciais. Um vendedor atende seus fregueses com educação. Um construtor segue as regras da legislação urbanística. Um jornalista investiga os fatos e escreve com a maior isenção sobre eles. Um telespectador faz uma assinatura legal de TV paga. Um cidadão alcoolizado não dirige. E assim por diante. Ninguém aqui faz mais que sua obrigação.

Do que acontece no dia a dia, dificilmente não conhecemos alguém que aja diferentemente, e isso inclui a nós mesmos. Um prefeito alardeia obras que faz com os recursos municipais e gasta com obras que apenas o promoverão. Um funcionário público se acha no direito de exigir um agrado pelo atendimento. Um vereador garante seu voto doando cestas básicas ou sacos de cimento. Um policial recebe propina do submundo do crime ou de filhinhos de papai para abafar seus erros. Um cidadão joga lixo nas ruas para dar serviço aos garis. Um morador aumenta o som depois das 22 horas quando um vizinho pede educadamente o contrário. Em plena crise hídrica um consumidor lava a calçada com a mangueira aberta e ainda responde a quem reclama dizendo que tem dinheiro para pagar. Um estudante copia um trabalho na internet ou assina um trabalho de um grupo sem ter ajudado a executar. Um médico atrasa nas suas consultas e examina seu paciente sem o devido cuidado. Um motorista estaciona em vagas para cadeirantes e ainda os humilha quando são por eles questionados. Um passageiro de ônibus fura filas e senta onde bem entender, sem dar lugar aos idosos e gestantes. Um jornalista publica boatos infundados e parciais. Um vendedor não demostra interesse em atender ao freguês. Um construtor desrespeita as leis urbanísticas e deixa para a obra para ser regularizada depois. Um telespectador usa a “gatonet” e reclama da corrupção. Um cidadão alcoolizado tem em seu celular um aplicativo mostrando os locais onde há blitzes, e assim por diante...

 Todos deveriam saber o que é certo, e nem todos agem com ética. É nosso dever ser cidadãos conscientes, educados, éticos. Isso não é mais que nossa obrigação. Não podemos prejudicar outras pessoas. Muitos simplesmente ignoram o senso de comunidade, aproveitam a oportunidade para levar alguma vantagem e agem com puro egoísmo. É impossível desenvolver uma sociedade com estas bases.

sábado, 24 de setembro de 2016

QUE VIÇOSA É ESSA?

Viçosa-MG:  Primeira represa que recebe as águas do ribeirão São Bartolomeu, em 22 de setembro de 2016. Foto Ítalo Stephan.

Que Viçosa é essa de antes das eleições?
Semana passada com Nico Loco e Anita, que trouxeram milhares de pessoas de outras cidades.
Neste fim de semana haverão diversos shows de grupos sertanejos, que atrairão mais gente à Viçosa.
Os postos de gasolina continuam a oferecer duchas generosas.
Vendo a situação do São Bartolomeu, baseado em que se pode afirmar que o abastecimento de água está garantido?

A mesma represa em setembro de 2014.

O QUE FOI FEITO DE LÁ PARA CÁ?  O QUE ESTÁ SENDO FEITO?

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Carta-compromisso do Programa Cidades Sustentáveis


Cidades Participantes

Lista dos prefeitos(as) eleitos(as) nas eleições municipais de 2012 e partidos políticos que assinaram a carta-compromisso do Programa Cidades Sustentáveis.

Sua cidade está nesta lista?

Andradas
Belo Horizonte
Belo Oriente
Betim
Bom Despacho
Brazópolis
Caldas
Cambui
Caratinga
Coronel Fabriciano
Esmeraldas
Inhapim
Ipaba
Ipatinga
Manga
Manhuaçu
Marliéria
Morro do Pilar
Ouro Fino
Poços de Caldas
Ribeirão das Neves
Santana do Paraíso
São João del-Rei
Timóteo
Tiradentes
Visconde do Rio Branco

Fonte:

http://www.cidadessustentaveis.org.br/signatarios-candidatos 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CINE BRASIL SUBUTILIZADO

 O antigo Cine Brasil em Viçosa-MG. Estrutura ainda em excelentes condições, vem sendo ocupada por comércio, coberto por placas de publicidade. Merece mais que esses usos. Viçosa não tem nada paraecido com o potencial que o edifício ainda pode oferecer. Foto Ítalo Stephan, 2016

domingo, 18 de setembro de 2016

Urban Pattern: Paris

Paris - acrílico sobre duratex, 90x90 cm. Ítalo Stephan, 2016. 

Viagem de estudos

Grupo de estudantes de Práticas de Restauro, do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFV,  o arquiteto e a restauradora, em frente à Capela das Dores. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Visita à obra de restauração da Capela das Dores, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto. Os restauradores das pinturas sobre a madeira do forro explicam suas técnicas. Foto Ítalo Stephan, 2016.

 A Arquiteta e Urbanista Deise Lustosa explica aos estudantes as etapas, processos, problemas e soluções para a obra de requalificação da Santa casa de Misericórdia, em Ouro Preto. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Tour pelas igreja de São Francisco e Casa dos Contos. Pausa para uma foto oficial, em frente à Igreja N. S. do Carmo, em Ouro Preto. Foto Ítalo Stephan, 2016.

sábado, 17 de setembro de 2016

Capela das Dores - Cachoeira do Campo, Ouro Preto

Há um ano as obras de restauro foram iniciadas. 

Em 2016, restaurada externamente mostra sua característica única do acabamento das torres, ccom um cunhal colado à moldura da janela e outro terminando no meio da parede. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Interior da capela em processo de restauração do forro.  Foto Ítalo Stephan, 2016.

Santa Casa de Misericórdia - Ouro Preto

Uma obra importante para Ouro Preto - A requalificação da Santa Casa de Misericórdia, anda devagar mas sem parar.  

 Pátio externo - ganhando jardins e arquibancada, aos poucos tomando forma. Foto Ítalo Stephan, 2016.

  Um dos salões internos estruturados em aço, aos poucos chegando ao ambiente desejado. Espaços  Foto Ítalo Stephan, 2016.

Paredes restauradas, resgatando as formas originais.  Foto Ítalo Stephan, 2016.

sábado, 10 de setembro de 2016

Ribeirão São Bartolomeu

Centro de Viçosa-MG, um ribeirão importantíssimo para garantia de água potável, com coletores de esgotos mas recebendo ainda dejetos despejados diretamente em seu curso. Foto Ítalo Stephan, 2016.

O Ribeirão São Bartolomeu, que atravessa a área urbana inteira de Viçosa-MG, é um dos principais mananciais. É também um córrego poluído, com suas áreas de proteção invadidas. Se não cuidar dele, assim como do Turvo Sujo, a crise hídrica tende-se a agravar.
Candidatos a prefeito(a) e vereador(a), qual a sua posição, o que pode fazer de verdade por isso?


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

ABANDONO


O "Alcântara", em frente à estação Cultural Hervê Cordovil, em Viçosa-MG, pede socorro. Já foi banco, comércio, prostíbulo e agora está abandonado e se deteriorando rapidamente. Rogo ao nosso Conselho de Patrimônio Cultural que acelere o processo de tombamento e de medidas cabíveis para que ele tenha um futuro.

domingo, 4 de setembro de 2016

VIOLÊNCIA ONIPRESENTE

Artigo publicado no jornal Nova Tribuna, Viçosa-MG, em 31/08/2016

Algum tempo atrás, o que era para ser uma ótima comemoração de aniversário terminou de uma forma muito desagradável. Estávamos em um restaurante, cerca de 12 pessoas, com papos animados, até que, por volta da meia noite, quando voltei do banheiro, parei distraidamente,  ao lado de alguém de pé e só após alguns instantes percebi que era um rapaz, com capacete, luvas e casaco pretos, apontando um revolver para o grupo. Muito agitado, o rapaz disse que queria dinheiro. Pegou também alguns celulares e bolsas, mandou que fôssemos para os banheiros e, enquanto nos deslocávamos obedientemente, saiu correndo de encontro a uma outra pessoa que o aguardava numa motocicleta, que rapidamente desapareceu. Felizmente a noite terminou sem nenhum ferido, mas com muitos sustos. A ficha custou a cair, mas o que senti é uma mistura de sentimento de fragilidade, indignação, tristeza, impotência e desamparo. Ao sentir na pele a violência, pela primeira vez em mais de vinte e três anos em Viçosa, pude sentir o que tantos sentem, e o que mais doeu foi saber que, em muitos casos, as situações chegam a tragédias, com traumas para toda a vida. Já achava muito desagradável acompanhar o crescimento do número de páginas policiais nos jornais locais. Encontrar nosso nome em uma das muitas matérias não foi nada bom.

Desta experiência ruim tirei algumas lições, sem me ousar considerar dono da verdade. O mundo é desigual e a violência existe, mesmo que creiamos viver dentro de uma bolha inexpugnável, de achar que nunca seremos alvo de alguma ocorrência. Mas essa bolha é frágil e sujeita ao que acontece no mundo exterior. Num descuido, num azar e acontecem coisas ruins. Não acho que bandido bom é bandido morto, chavão que acompanha alguns casos assim. Os rapazes pareciam estar tão nervosos quanto a gente e certamente fizeram tal coisa mais como uma consequência do desequilíbrio socioeconômico que nossa sociedade provoca. Ao contrário do que mais um chavão que ouvi, não acho que isto aconteceu porque "a população está desarmada", pois acredito que se tivesse alguém armado que esboçasse alguma tentativa de reação, assim como se alguém tivesse tentado alguma atitude de confronto em nossa mesa, ou por parte dos que trabalhavam no restaurante, aí sim poderia ter acontecido uma tragédia. Como todo mundo reagiu corretamente - ou seja, seguimos o que os caras mandaram - tudo acabou rápido e relativamente bem (fora o medo que passamos).

Felizmente nada de grave ocorreu para nós, foi uma sorte que muitas pessoas não têm. A vida segue, estamos vulneráveis a todo instante. Há muitas chances de estarmos nos lugares errados, nas horas erradas. A violência desde sempre acompanha nossa civilização, em maior ou menor grau, e as formas de diminuí-la e enfrentá-la vêm desafiando a teóricos, autoridades e aqueles que trabalham com os seus efeitos cotidianamente. Enfim, vivemos uma situação delicada, indesejada, quase inevitável, que muitos vivem todos os dias, nas ruas, nas casas, nos seus locais de trabalho, em qualquer lugar. Até quando isso vai durar, ninguém sabe.

sábado, 3 de setembro de 2016

SIMPÓSIO NA UFV


Niemeyer em Juiz de Fora

Foto Ítalo Stephan, 2016

Banco do Brasil em Juiz de Fora - esquina da avenida Getúlio Vragas com rua Halfeld. Projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, da década de 1960.

Fonte:
http://www.ufjf.br/clioedel/files/2009/10/COD98004.pdf

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ESGOTO EM QUALQUERLÂNDIA



Atenção candidatos a prefeito de Qualquerlândia. Até quando teremos o saneamento básico e o planejamento urbano da nossa cidade nessa situação?  Sai mandato entra mandato e a vergonha é a mesma.  Sai prefeito entra prefeito e a saúde da população reflete essas condições absurdas?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

PORTO "MARAVILHA"

PORTO "MARAVILHA" | Por Pedro Guilherme Freire







"Não é o Iraque, mas o Porto Maravilha para além da Praça Mauá.
Fui até a esquina, na Clínica da Família da Providência, e resolvi tirar essas fotos pois as pessoas parecem não acreditar que a área portuária não é o Boulevar Olímpico. Desculpa, mas três bairros não são uma praça e uma rua. Abaixo algumas fotos das ruas do Propósito, Leôncio de Albuquerque, Rua da Gamboa, Sacadura Cabral, João Alves, Rivadavia Corrêa, Barão da Gamboa. É só um pouquinho, pois 90% do bairro está há 6 anos assim desde que se iniciaram as obras do projeto Porto Maravilha.

Postado por Ceça Guimarães e Babá, no Facebook, em 28/08/2016.