sábado, 23 de maio de 2015

Brincadeira de criança

Samuel e Otávio, moradores do distrito de Soares - Ouro Preto-MG, pertinho de Glaura.
Samuel e Otávio são dois artistas no sentido stricto sensu...

Desde 2009, eles brincam num barranquinho na frente da casa deles...

Constroem uma cidade em miniatura com tanta riqueza de detalhes que dá vontade de brincar com eles: ficar descalço, colocar a mão na lama e soltar a imaginação.


Muito mais divertido que qualquer joguinho no computador.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Muito a aprender


Conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida - solução urbanística equivocada - a "não cidade" - distância, segregação, ausência de equipamentos urbanos, de locais de trabalho, Soluções arquitetônicas piores que há 50 anos. Imposição de um padrão único para tipos diferentes de moradores, lotes muito pequenos, casas sem laje, o que dificulta a ampliação vertical. Péssima qualidade da construção. Muitos problemas sociais criados.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Por décadas


Prédios mal projetados impõem à cidade uma paisagem inóspita, desproporcional  e agressiva. Ficarão aí por décadas.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ambiente ameaçado

 Nascente da bacia do Ribeirão São Bartolomeu , Deserto, região do Paraíso, Viçosa-MG.  Nascente da bacia do Rio Doce. Foto de Ítalo  Stephan, 2015.

Nascente da bacia do Ribeirão São Bartolomeu , Deserto, região do Paraíso, Viçosa-MG. Nascente da bacia do Rio Doce. Foto de Ítalo  Stephan, 2015.

Fauna, Deserto, região do Paraíso, Viçosa-MG. 
Foto de Ítalo  Stephan, 2015.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Isto é Planejamento

Técnicos do IPLAM Viçosa e o DAU/UFVcontinuam a se reunir e a discutir : a composição de uma estrutura ideal de planejamento urbano; a revisão do zoneamento e os ajustes necessários da lei de uso do solo.
Isto é planejamento.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Da urgência de reativar o COMPLAN


O COMPLAN foi criado pela LEI N° 1.411/2000

Define as atribuições e a composição do Conselho Municipal de Planejamento (COMPLAN) e dá outras providências

Art. 1º - O Conselho Municipal de Planejamento (COMPLAN), criado pela Lei n.º 1.383/2000, é o órgão superior de assessoramento e de consulta, com funções fiscalizadoras e deliberativas no âmbito de sua competência.

Art. 2º - São atribuições do COMPLAN:
I - elaborar seu Regimento Interno;
II - monitorar, fiscalizar e avaliar a implementação do Plano Diretor e da legislação municipal correlata;
III - propor, analisar e emitir parecer sobre alterações do Plano Diretor e da legislação municipal correlata;
IV - opinar sobre a compatibilidade das propostas de programas e projetos contidos nos planos plurianuais, na lei de diretrizes orçamentárias e nos orçamentos anuais com as diretrizes do Plano Diretor e da legislação municipal correlata;
V - opinar sobre casos não previstos no Plano Diretor e na legislação municipal correlata;
VI - auxiliar o Executivo Municipal na ação fiscalizadora de observância das normas contidas na legislação urbanística e de proteção ambiental;
VII - receber sugestões da população nas questões afetas ao Plano Diretor e à legislação municipal correlata, dando-lhes o devido encaminhamento.

Art. 6º - Cabe ao Poder Executivo garantir as condições para o pleno funcionamento do COMPLAN.

Quinze anos praticamente sem COMPLAN deu no que deu: sem a atuação do conselho, ficou muito mais fácil para que leis fossem pontualmente alteradas para atender aos interesses do setor imobiliário.
Temos uma cidade verticalizada em excesso;  espraiada em excesso;  uma malha viária desconexa  e uma segregação social em ampliação. 
Temos uma cidade injusta, sem transporte coletivo adequado,  com uma infraestrutura precária, com enormes vazios urbanos. 
Temos um município desprotegido, com uma fiscalização com condições precárias de funcionamento. 
Falta-nos a criação da APA do São Bartolomeu, e por que não a do Rio Turvo também?

Projetos de grande porte estão sendo feitos e precisam ser cuidadosamente avaliados.

Está mais que na hora de termos o COMPLAN atuando. 

Hora de cobrar do prefeito e do IPLAM a ressurreição do COMPLAN.

domingo, 17 de maio de 2015

Art Naif

Morro da Boiada. Painel com madeira reciclada, giz de cera, tinta acrílica e rolhas, 1,65x1,00m. Shirley Ferreira, 2015

ESPÍRITO DE COLETIVIDADE

Revisão do Plano Diretor de Viçosa-MG. Reunião na Barrinha, Foto Ítalo Stephan, 2015.

Texto publicado no jornal Tribuna Livre, de 13 de maio de 2015

Parabéns às centenas de cidadãos que participaram das 19 reuniões públicas realizadas, como parte Leitura Participativa da revisão do Plano Diretor de Viçosa. Parabéns aos que deixaram de olhar apenas para seus umbigos seus umbigos; deixaram o conforto da casa; aos que deixaram de lado o cansaço; as frustrações de tantas reuniões passadas sem resultados. Vocês deixaram contribuições que poderão fazer a diferença para os milhares que deixaram seus umbigos manterem a indiferença.

Como uma avaliação preliminar das reuniões públicas, ficou marcante que os moradores de Viçosa, em sua grande maioria, sofrem com uma enorme injustiça social.  Para grande parte dos que moram aqui são exigidos esforços físicos que muitos não têm condições para isso. Para os moradores mais humildes, prevalece a precariedade das vias, das calçadas, das travessias das vias, dos pontos de ônibus, das escolas, creches, postos de saúde. Padecem da dependência do transporte coletivo caro – e muito mal avaliado - ou são condenados a andar grandes distâncias, em geral em caminhos perigosos – sem calçadas e iluminação. Há uma significativa parte da população de cadeirantes aprisionados em casa. Para maior parte dos viçosenses, saneamento básico significa apenas o abastecimento de água, às vezes com interrupções e a coleta de esgotos que chega apenas aos imundos cursos d’água.  Faltam, na maior parte da cidade, a drenagem urbana, a coleta adequada de lixo e o tratamento dos esgotos. A qualidade da habitação é péssima, pois a população humilde convive com o medo, com o perigo de desbarrancamentos ou enchentes. Ao mesmo sofre com um número excessivo de moradores em casa, com a precariedade das construções, muitas vezes insalubres, pois sofrem de doenças causadas pela umidade, mofo, esgotos, frio no inverno e com a falta de iluminação. Há tantos obstáculos concretos a serem transpostos, que demandas para a cultura nem chega a ser lembradas. Há uma enorme dívida social para com os moradores de Viçosa.

A participação popular foi pequena, aquém do que Viçosa merecia, apesar da ampla divulgação das reuniões públicas nos jornais, em programas das rádios, em cartazes, convites entregues aos estudantes e na internet. Mesmo assim, muitos podem não ter tomado conhecimento dessas oportunidades. Os interessados em participar ainda encontram espaço no facebook (grupo Revisão do Plano Diretor de Viçosa) e haverá pelo menos mais dois amplos debates, um para apresentação da Leitura Participativa - um grande diagnóstico da cidade - e outro, para discutir as propostas e prioridades que farão parte do plano revisto.

É uma pena destacar a ausência da participação do importante setor da construção civil (empreendedores imobiliários, construtores, engenheiros e arquitetos e urbanistas), o mais impactante no meio ambiente daqui. Um silêncio que é uma incógnita: ou está tudo muito bem para eles, mesmo que seja ruim para Viçosa; ou continuarão a atuar mudando a legislação de acordo com interesses pontuais.  Parabéns às pessoas, em sua grande maioria de origem humilde, que não hesitaram em contribuir; que pensaram questões não apenas dos problemas de suas casas e suas ruas, que se preocupam com os seus bairros e com Viçosa. Presenciamos emocionantes manifestações de alteridade, de preocupação com a produção da água e com o desmatamento. Viçosa agradece muito aos verdadeiros cidadãos! Esperamos que tanto esforço tenha sua recompensa.

sábado, 16 de maio de 2015

Matas do Deserto, Paraíso - Viçosa

A importância de preservar o que ainda resta

Deserto, Paraíso, Viçosa-MG. Matas que ainda preservam nascentes e biodiversidade. Foto  Ítalo Stephan, 2015.

Deserto, Paraíso, Viçosa-MG. Matas que ainda preservam nascentes e biodiversidade. Foto  Ítalo Stephan, 2015.

Deserto, Paraíso, Viçosa-MG. Matas que ainda preservam nascentes e biodiversidade. Áreas que deveriam estra dentro de uma Área de Preservaçao Permanente - APA e sob constante atenção dos poderes públicos.  Foto  Ítalo Stephan, 2015.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Um bairro se (de)forma II

 Em três anos as diferenças são grandes. De uma rua/loteamento, surgem outras, desconexas,que despejarão tráfego em uma via com péssimas conexões.
Uma rua que recebe uma escola, um clube, que receberá um supermercado.
Urbanismo sorrateiro, péssimo urbanismo.
Uma oportunidade de ter um bom bairro, escapando pelas mãos, sucumbindo à especulação imobiliária.

Parte do bairro Santo Antônio, 2011.

Parte do bairro Santo Antônio, 2014

Tenho receio de imaginar como serão as próximas imagens.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Das mais lindas cidades

Guimarães, norte de Portugal, 54.000 habitantes. Uma das cidades mais lindas do mundo. Patrimônio muito bem conservado. Ruas estreitas se abrem em  amplos largos maravilhosos.

Guimarães, Portugal. Foto Ítalo Stephan, 2014.

 Guimarães, Portugal. Foto Ítalo Stephan, 2014.

Castelo de Guimarães, onde nasceu Portugal.

Plataforma das Artes, em Guimarães, norte de Portugal.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Leitura essencial

ARQUITETURA SOCIAL PERDIDA

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/05/1626485-arquitetura-social-perdida-o-dilema-da-moradia-popular.shtml

domingo, 10 de maio de 2015

São Bartolomeu, cadê a sua APA?


Hora de perguntar mais uma vez,em que pé está o desenvolvimento do projeto da APA do ribeirão São Bartolomeu.
Já se vão mais de 30 meses desde a rejeição à ZR5 (novembro de 2012) e a decisão de criar a APA.
O principal manancial de Viçosa continua correndo muitos riscos.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

IPLAM + DAU


O diretor Paulo André Rabelo Alckmin  e técnicos do IPLAM de Viçosa estiveram reunidos com professores do DAU/UFV para discutir os necessários ajustes na legislação urbanística, como parte da revisão do Plano diretor de Viçosa.

Viçosa esteve, por anos sujeita à aprovação de projetos sem que fossem exigidas regras legais. Muitos projetos foram executados sem obedecer aos parâmetros urbanísticos e ambientais, como afastamentos dos cursos d´água, das divisas, taxas de ocupação e números de pavimentos.

As leis de zoneamento,  uso do solo e parcelamento do solo tiveram várias alterações, algumas sem mesmo que  o IPLAM tivesse conhecimento prévio - só tomou-se ciência quando projetos entraram para análise.

Loteamentos feitos em locais impróprios possuem vias sem saída muit mais longas que o permitido (200 metros); prédios com mais de 4 pavimentos foram erguidos em ruas sem saída.

É hora de mudar essas práticas muito danosas à Viçosa.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Falta de educação

Desrespeitos como esses são comuns, estão em toda a cidade, em todas as cidades brasileiras.
Falta muito para deixarmos de ser mal educados.