terça-feira, 22 de julho de 2014

Farra sem fronteiras?

Me pego questionando o programa Ciências sem Fronteiras. É uma oportunidade fantástica para os estudantes. Mas vejo alguns aspectos duvidosos como os critérios frouxos para seleção, pois quase todos que tentaram conseguiram a bolsa. Só na UFV são mais de 500 estudantes no programa! Nem há exigência de saber a língua. O estudante vai aprender lá, indo meses antes de começar os estudos.
Os estudantes vão sem obrigação de prestar contas. Partem sem sequer concluir o semestre, criando problemas na conclusão das disciplinas, e isso é resolvido em cada disciplina, sem uma posição da instituição.
O custo per capita, para um país pobre, chega a ser altíssimo, enquanto há tanto a ser feito por aqui.
O Programa precisa de uma reflexão sobre seus objetivos e de mudanças para ficar realmente válido e frutífero.

Não às guerras


Uma pintura de Beatriz Aurora

Desenho

Paisagem rural, Nova Scotia, Canadá. Nanquim, 1994. Ítalo Stephan

domingo, 20 de julho de 2014

Amesuacidade

Uma associação de combate à corrupção nas prefeituras para cada cidade da região:
Ameteixeiras, Amepedradoanta, Amesãomiguel, Ameervália, Amecajuri, Amecoimbra, Ameportofirme, Amecanaã, Amepaulacândido, Amearaponga...

Política sem corrupção


quinta-feira, 17 de julho de 2014


A capital finlandesa, Helsinque, pretende estar praticamente livre dos carros até 2025. A saída para alcançar este objetivo: tornar o transporte público tão eficiente, que os moradores não terão vontade de tirar seus automóveis particulares da garagem.

O projeto pretende transformar o transporte coletivo em uma estrutura mais personalizada e prática, conforme informado pelo jornal britânico The Guardian. Todos os diferentes modais oferecidos pelas autoridades públicas devem ser interligados, ao mesmo tempo em que os usuários conseguem ter acesso aos horários, trajetos e demais informações por um aplicativo no celular.

A tecnologia não servirá apenas para informar, mas ela também deve permitir que os passageiros solicitem paradas de ônibus fora dos pontos, para maior comodidade. Através do aplicativo, a população também pode pedir, usar e pagar por outros tipos de serviços, como táxis, bicicletas e até carros de aluguel.

Atualmente a cidade europeia já possui um serviço de micro-ônibus em que os usuários especificam seus próprios pontos através do aplicativo e a informação é transmitida ao motorista. Mas, Helsinque pretende ir ainda mais longe.

Mesmo que a proposta seja promissora, ainda existem críticos que enxergam a medida como um tanto segregadora, a partir do momento em que restringe as facilidades às pessoas que possuem smartphones. Independente disso, a proposta de tornar o sistema mais eficaz já é um exemplo para outras cidades do mundo que precisam de renovações no sistema de transporte coletivo para atrair ainda mais a população.

Redação CicloVivo

Cada um resolvendo o seu problema

AMANTES DE VIÇOSA, VEJAM ESTE OUTRO ABSURDO!!!

Veja só o estado desta rua:  construíram uma rampa para acesso à garagem e obstruíram quase a metade da rua. 

Esta ladeira já era difícil de subir e descer agora ficou um pouco mais complicado. 
Já foi denunciado na Prefeitura, entretanto nada foi feito.
Endereço: Av. Brasília Bairro de Fátima – Viçosa MG.
Sem Prefeito e, consequentemente, sem fiscalização,  sem ação do IPLAM, e quando cada um resolve seu problema ignorando os vizinhos, O RESULTADO É ESSE!!!


Colaboração da AMEVIÇOSA

terça-feira, 15 de julho de 2014

Arranha-solo


Crescendo para baixo

De fora, eles se parecem como três grandes cones de vidro enterrados na terra. Mas são a entrada de luz e ar para um shopping subterrâneo gigante no oeste da Cidade do México.

Este é um dos novos projetos que pretendem ser uma alternativa para controlar o tamanho de uma das maiores cidades do mundo: a construção de prédios sob a terra.

Construções subterrâneas podem ser uma alternativa para a Cidade do México, cuja área de 1.495 quilômetros quadrados tem poucas regiões ainda disponíveis para ocupação.

"Acho que é um absurdo crescer horizontalmente. A cidade tem crescido a tais dimensões que as pessoas que tentam chegar a seus trabalhos levam duas ou três horas. É realmente um absurdo," disse Francisco Montes de Oca, diretor da Arquitectoma, empresa que desenvolveu projetos de prédios subterrâneos.

Rasgando a terra

Um dos projetos mais polêmicos se chama Rascasuelos, e consiste em construir uma pirâmide invertida de 65 pisos subterrâneos para abrigar escritórios e lojas sob a principal praça do país, a Zócalo, na capital mexicana.

A pirâmide teria um vazio no espaço central para permitir a circulação de ar e a entrada de luz natural, apesar de toda a estrutura planejada ser de concreto para conter a pressão da terra.

A obra tem custo estimado de US$ 769 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) e foi projetada pelo grupo Bunker Arquitectura.

O prédio está na fase de projeto, mas sua apresentação pública causou polêmica, pois a área onde planeja-se sua construção foi o coração de Tenochtitlán, a capital do povo asteca, que foi construída dentro de um lago.

Sob a Zócalo, existem vestígios da cultura pré-hispânica. À margem da praça, estão alguns dos edifícios mais antigos e emblemáticos do México. É, também, uma zona muito vulnerável a tremores.

Os responsáveis pelo Rascasuelos, no entanto, afirmam que o projeto não afetará a região e que a técnica de construção prevê o risco dos movimentos de terra.

No centro da Cidade do México, existem normas para restringir o tamanho de arranha-céus. Mas os limites são diferentes para aqueles sob a terra.


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cidade-mexico-planeja-predios-subterraneos&id=010125140704&ebol=sim#.U8WgsPldU3l

sábado, 12 de julho de 2014

A FUNÇÃO SOCIAL DA CIDADE

Texto publicado no jornal Tribuna Livre, ed. 1203, em 10/07/2014

A cidade é formada por ruas, lotes e praças. As ruas e praças são espaços públicos, os lotes, em sua grande maioria são propriedades particulares. Cada um desses componentes deve cumprir uma função social. A função social da propriedade é atender às necessidades de uma população. Um lote urbano deve ser ocupado para cumprir alguma demanda: ter nele uma casa, um prédio, uma escola, uma loja, um templo religioso, uma quadra esportiva, uma praça etc. Ocorre que, nas nossas cidades, há um percentual de lotes sem qualquer uso, vazio, sem cumprir sua função social. Esse percentual é significativo, mesmo que dele sejam excluídos alguns casos de pendências judiciais, dos proprietários que ainda não possuem recursos para construir ou de terrenos em locais pouco procurados. Ou seja, há muitos lotes em nossas cidades que estão apenas aguardando valorização. Isso se chama especulação imobiliária. Isso ocorre quando a administração permite que a cidade cresça em outras direções, mesmo que com menos infraestrutura, deixando esses vazios.

Há maneiras de fazer com que os vazios urbanos para fins especulativos sejam ocupados. Há instrumentos urbanísticos amparados pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Cidade e pela legislação municipal. Mas todo instrumento urbanístico é, acima de tudo, instrumento da política urbana, que é dependente dos interesses políticos de quem comanda a cidade. E quem vem comandando a cidade não se interessa por medidas que possam comprometer suas fontes de votos, nem se interessa por ações de prazo maior que o seu mandato. Há uma regra, para corrigir o problema da especulação, que pode ser aplicada em três etapas. A primeira é o parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, na qual ao proprietário é dado um prazo para dar uma função social a seu terreno ou a seu imóvel vazio. Então, o dono deverá parcelar seu terreno, construir em um lote vazio ou ocupar um imóvel subutilizado. Se não cumprir o prazo, passa a pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU - progressivo no tempo, ou seja, a cada ano o valor do IPTU cresce, enquanto o proprietário  não der uma função ao  seu imóvel.  Por último, o terreno pode ser desapropriado pelo Executivo, com o pagamento de títulos.

Caso o proprietário de um imóvel que não tenha recursos para dar uma função ao seu imóvel, há o instrumento do Consórcio Imobiliário, uma comunhão do interesse privado e do interesse público, com vistas à realização de um objetivo comum. O consórcio é a forma de viabilização de planos de urbanização ou edificação por meio da qual o proprietário transfere ao Poder Público municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe, como pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas.

As nossas cidades podem ter o problema dos vazios urbanos muito reduzidos. Jeito tem. Há, ao alcance de quem gere as cidades, como vimos, uma legislação democrática e moderna acompanhada de regras bem detalhadas. O Poder Público tem as ferramentas nas mãos para fazer uma política urbana voltada à dignidade da pessoa humana. Falta coragem política para aplicar, coisa rara em nossas cidades, mas muito necessária.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Esgoto a céu aberto


 Ponte sobre o ribeirão São Bartolomeu, rua dos Passos, centro de Viçosa, MG.

Não parece que os esgotos de Viçosa correm pelos receptores. Pela cor e cheiro, o esgoto corre a céu aberto.

 Canos despejando águas servidas. Margens do ribeirão invadidas, lixo, esgoto.

Uma vergonha em uma cidade universitária em pleno século XXI.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Silo na UFV - uma joia arquitetônica a ser preservada

A obra do novo refeitório deixou mais à vista o silo - uma joia arquitetônica da UFV.

Uma linda construção histórica.

Ao ter o barranco sido removido onde o silo encostava, a  forma fica mais imponente.

Dois silos cilíndricos cobertos por uma telhado de  6 águas. Uma estrutura firme a ser requalificada. Um marco da UFV.
Um bem da UFV, de  Viçosa, da Zona da Mata, de Minas Gerais a ser preservado.


domingo, 6 de julho de 2014

Área importante


Rua Antônio Lélis, Santo Antônio
Um trecho da cidade em franco processo de transformação (em Viçosa).
Oportunidades para corrigir erros e melhorar a circulação:
- Tratar a Rua Antônio Lopes Lélis, no bairro Santo Antônio, como uma via importante. Deveria ser larga, com calçadas prontas já.
- Exigir a criação de vias paralelas, a cada, no máximo 200 metros, para interligar as vias longas
- interligar os loteamentos em construção
- interligar a via com as demais no bairro.
- resolver os acessos pela avenida Marechal Castelo Branco e pela rodovia.
É só querer fazer o que ainda tem tempo.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Os espigões do Plano Diretor de São Paulo


2 de julho de 2014

Se a interpretação equivocada do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo pegar, a cidade vai ficar em desvantagem antes mesmo de ele ser sancionado pelo prefeito. Com algumas variações, os principais jornais paulistanos anunciaram que o plano “encoraja (ou libera) espigões” em áreas com bom acesso ao transporte público. Na verdade, o plano prevê que essas áreas sejam adensadas nas próximas décadas. Chama a atenção a escolha comum de explicar esse adensamento como um “encorajamento aos espigões”. Acredito que esteja aí um desafio importante desse plano.

Espigão é uma palavra que pegou como sinônimo de prédio muito alto. Talvez seja uma metáfora botânica: espiga (de milho, trigo, cevada, centeio) é um tipo de inflorescência (flores que crescem acumuladas em torno de um eixo) verticalizada. Uma paisagem de espigas é tão padronizada quanto infértil. Certeza da origem da expressão eu não tenho, mas as incorporadoras de espigões tem alimentado minha especulação etimológica. Nas últimas décadas a cidade foi espetada com monumentos à falta de personalidade.   

Skyline_from_Jardins
São Paulo: entre espigões e áreas pouco densas. Fontes: The Commons

Encorajar espigões não é exatamente uma diretriz do Plano Diretor Estratégico de São Paulo. Na verdade, a função de um plano diretor é aproximar as pessoas das oportunidades (empregos, escolas, hospitais, mercados, áreas de lazer, transporte público, etc). Essa aproximação precisa ser feita em duas frentes – levar oportunidades até onde as pessoas moram e levar pessoas para morar perto das oportunidades – até que o jogo de viver na cidade se equilibre. O que o PDE faz é delimitar áreas estratégicas da cidade para serem adensadas (ter um número maior de pessoas morando). São Paulo ainda é pouco densa (7,7 mil habitantes/km²) se comparada com Londres (12 mil hab/km²), Paris (20 mil hab/km²) e Nova Iorque (10 hab/km² – Manhatan tem 26 mil hab/km²). Se passarmos por um bom adensamento, podemos ajustar nosso desequilíbrio urbano. Para isso, o adensamento precisa ser planejado (em áreas estratégicas como perto dos terminais de transporte público) e diverso (misturando usos comerciais e residenciais e padrões econômicos que contemplem a desigualdade social). Cabe pontuar que adensamento não é sinônimo de verticalização. Barcelona, por exemplo, é uma cidade muito densa, 17 mil hab/km², e pouco vertical, onde vários distritos limitam em 6 andares a altura dos prédios.

As áreas de adensamento estratégico não podem ser confundidas com um convite aos espigões. Um plano serve para traçar um futuro desejável e, com base nele, organizar as escolhas do presente. Nosso futuro desejável não é a replicação dos espigões, mas de exemplos mais interessantes, como o Conjunto Nacional e o Copan. As áreas que ganharam permissão de adensamento com o PDE precisam ser um chamariz para um mercado imobiliário mais diverso e experimental, que deixe um legado arquitetônico, social e ambiental positivo na cidade. Porque, no final das contas, é o mercado imobiliário que vai construir nosso adensamento, seja ele bom ou ruim para a cidade.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Está errado

A Lei de Parcelamento do Solo de Viçosa é clara : não pode haver vias com mais de 200 metros sem saída. Como é que o IPLAM aprovou duas, uma com mais de 500 m e outra com mais de 450m?


Veja o artigo da lei:
Art. 10 -  Os lados dos quarteirões não podem ter extensão superior à 200m (duzentos metros) de testada de lotes contíguos.

Parágrafo Único - Poderão ser admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista neste artigo, nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes.



Duas vias que saem da estrada antiga para Coimbra, onde está o Coeducar e o Partenon. Esta situação cria riscos para os moradores.
Solução? Sim, construir uma via ligando as existentes.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Cidade Feliz



De 8 à 31 de Agosto de 2014 o Festival de Criatividade e Inovação ‘Cidade Criativa, Cidade Feliz’ estará de volta em Santa Rita do Sapucaí!

Em breve o cronograma com as palestras, workshops, shows, e mobilizações em áreas como cultura, tecnologia, educação, lazer e empreendedorismo para todos os públicos: De crianças e adolescentes à profissionais de diversas áreas e gerações.