domingo, 24 de julho de 2016

CINE EXCELSIOR - JUIZ DE FORA

Inauguração em 1957/58.


Fechado desde novembro de 1994. Atualmente, como estacionamento

Sites:
http://www.cinemaexcelsior.com.br/
http://www.cinemaexcelsior.com.br/blog/cinema-excelsior-juiz-de-foramg/

Fotos\:
http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/cinema-excelsior/
http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/06/retirada-de-entulho-do-antigo-cine-excelsior-motiva-registro-policial.html

sábado, 23 de julho de 2016

Compartilhar assim?

É de difícil solução. Uma via compartilhada ente automóveis e bicicletas foi a solução encontrada para a avenida Rio Branco, em Juiz de Fora. São raros os ciclistas que passam por ela.


Eu só vi uma, assim:


quinta-feira, 21 de julho de 2016

PÓS DOUTORADO EM ARQUITETURA E URBANISMO - UFV



 EDITAL DE SELEÇÃO DE BOLSISTA PNPD/CAPES 2016
BOLSA DE PÓS-DOUTORADO JUNTO AOPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO DA UFV.

O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG.au), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), torna público a abertura de inscrições para a seleção de 1 (um) candidato à Pós-Doutorado, com bolsa financiada pela CAPES, no Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD), conforme regulamentado pela Portaria CAPES de No 086, de 03/07/2013.

Inscrições até 20 de agosto de 2016
Telefone: 31 3899-3350
Edital do PNPD 2016 (PÓS-DOUTORADO) já está aberto e disponível na página do PPG.au.

http://www.ppgau.ufv.br/pt-BR/noticia/ppgau-abre-edital-para-vaga-de-pos-doutorado-programa-pnpd-capes

domingo, 17 de julho de 2016

Arte: LUIZ BADIA

Exposição dos belos quadros de Luiz Badia no Espaço Cultural dos Correios, em Juiz de Fora. Foto Ítalo Stephan, 2016.

 Arte contemporânea. Pintura Pop Irreal, Sub Pop, Abstrata, Figurativa. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Foto Ítalo Stephan, 2016.

O COLÉGIO DE VIÇOSA


Vista de um dos pátios internos, após a requalificação.

Vista de um dos pátios internos a ser requalificado.

Atigo publicado no Jornal Tribuna Livre, Viçosa-MG, em 13/07/2016

Em Julho de 2016 foi inaugurada a primeira fase da obra de requalificação do Colégio de Viçosa. Cerca de um terço da área total ficou pronta para abrigar, de imediato, vários setores da Prefeitura Municipal. Isso significará a economia de milhares de reais mensais que o município gastava em aluguéis. Essa economia poderá reverter em recursos para a continuação das obras. Um sonho de muitas pessoas e de algumas décadas teve enfim, pelo menos uma fração realizada.

O Colégio foi o primeiro bem tombado de Viçosa, em fevereiro de 1999, pelo Conselho Municipal de Cultura e Patrimônio Cultural e Ambiental - CMCPCA. Em 2001 teve todo seu telhado recuperado com recursos advindos do ICMS Cultural, graças à eficiente atuação da Prefeitura quanto à política cultural e à decisão do Conselho. Essa obra foi fundamental para trazer o prédio em condições razoáveis até os dias atuais, uma vez que toda a estrutura de madeira e os forros estavam tomados por cupins e podridão. Recordo que tanto a política cultural e o conselho foram criados em 1996, quando o secretário de Cultura era o Sr. Marcelo Andrade. É importante voltar um pouco mais no tempo, pois desde a época da administração do prefeito Geraldo Reis, já havia o interesse em transformá-lo em centro administrativo. Fui com ele a Brasília, na sede da Caixa Econômica Federal, então dirigida pelo Sr. Danilo de Castro. A intenção era transformar o Colégio em um Centro Integrado de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente – CAIC – programa do governo Itamar Franco. Não sei o motivo que frustrou a ideia. Outras tentativas posteriores também não obtiveram sucesso. O Colégio foi objeto de projetos de requalificação por secretários de cultura, técnicos que estiveram na prefeitura e em alguns trabalhos finais de graduação.

Em 2014, assim que o Sr. Ângelo Chequer assumiu a prefeitura, estávamos em uma reunião com um assunto diverso quando ele se manifestou interessado em revitalizar o Colégio e fui indagado se havia algum projeto a respeito. Prometi ajudá-lo. Poucos dias após, o Sr. Ângelo me ligou à noite, pedindo que eu fosse, juntamente com o seu secretário, o Professor Dantonino, ao Centro Administrativo do Estado, em Belo Horizonte. De lá saímos com a missão de elaborar uma proposta, com projeto arquitetônico e orçamento, em menos de uma semana, condição para que Viçosa recebesse recursos de R$1.200.000,00.  Graças ao esforço realizado, envolvendo secretários, arquitetos e engenheiros, e várias idas a Belo Horizonte, foi cumprida e bem sucedida a missão. Os projetos foram complementados, a obra começou e, um ano meio depois, Viçosa recebeu a primeira etapa da requalificação do Colégio. Decisões de como requalificar um bem tombado tiveram de ser tomadas, tais como a adequação do prédio à acessibilidade e a substituição, amplamente discutida, das janelas de ferro por um material mais durável e bonito, em alumínio, desenhado a partir do modelo inicial.

O Colégio de Viçosa enfim renasce, ao menos em parte, para abrigar um uso nobre, podendo assim atravessar muitas décadas com utilidade. Não foi uma restauração, intervenção que cabe apenas à bens de excepcionais qualidades e quando é para restaurar todas as suas características originais.  O Colégio nunca chegou a ser concluído. A obra agradou imensamente à população, especialmente àqueles que lá estudaram. O projeto arquitetônico de toda a edificação está pronto. Quando a obra toda estiver concluída, o Colégio abrigará todas as secretarias e o gabinete de governo, otimizando a administração municipal e preservando um imponente edifício histórico.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O deformado e o deformando

Santo Antônio, o bairro mais populoso de Viçosa-MG. Cresceu sem cuidado, ocupa terrenos com declive acentuado (varias ruas com mais de 25% de declividade).

Ruas estreitas, construções com soluções improvisadas. Um bairro sem praças.

Ruas muito inclinadas, calçamento precário, acessibilidade zero, mato, lixo, entulho. Um bairro mal tratado.

A parte nova, de alto valor da terra, crescendo com problemas, surgindo a partir de projetos que desobedecem as normas de parcelamento e ocupação do solo e desconsideram sua inserção adequada na malha urbana.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Casario eclético

Casario eclético mantendo as características originais. Joia rara da Av. Gomes Barbosa, em Viçosa-MG. Foto Ítalo Stephan, 2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

domingo, 10 de julho de 2016

Barra Longa já não é mais a mesma


Texto sobre o impacto criminoso da lama da Samarco em Barra Longa-MG

Barra Longa já não é mais a mesma
O colapso da barragem da mineradora Samarco e a tragédia ambiental

Camilla Magalhães Carneiro e Ítalo Stephan


http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.192/6095

sábado, 9 de julho de 2016

O que virá?

A cidade se transforma. Pouco sobrou do casario eclético da Av. Bueno Brandão. A susbstituição por prédios molda uma nova paisagem, adensa a população, congestiona as ruas mas não traz uma paisagem de qualidade.

Alguns imóveis resistiram até agora, mas será que vale a pena substitui-los por uma arquitetura de tão má qualidade como a que está sendo construída?

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Mascarenhas, meu amor!

Parte do cartaz da campanha que salvou o Espaço Mascarenhas, em 1983. Ainda hoje é um espaço vivo e é ponto turístico, de compras e de conhecimento de Juiz de Fora. Lindo desenho de Jorge Arbach.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Casas - do projeto à existência

Casa do Arquiteto e Urbanista, Viçosa-MG, 2007.

Casa do Arquiteto e Urbanista, Viçosa-MG, 2007.

Casa do Arquiteto e Urbanista, Viçosa-MG, 2007.


Casa de Luiz Antônio e Dora, Juiz de Fora, 2009.

Casa no Condomínio Monteverde, Viçosa, 2014.

domingo, 3 de julho de 2016

ANTROMAS


Texto publicado no jornal Tribuna Livre,Viçosa, em 29 de junho de 2016

A civilização que temos foi forjada à base de desmatamentos para a agropecuária e para a construção de cidades; aterros de mangues, represamentos de rios; abertura de enormes crateras com as atividades de mineração. Nossa presença vem contaminando o ar e a água de todo o planeta. O progresso rasgou campos e matas com suas ferrovias e rodovias, isolando as populações de plantas e animais. A ocupação humana obriga as espécies se deslocarem ao mesmo tempo cria obstáculos para a dispersão da biodiversidade pela fragmentação dos biomas. Pessoas, navios, aviões, caminhões e trens transportam voluntária ou involuntariamente seres vivos de um lugar para outro, embaralhando espécies, alterando drasticamente equilíbrios no meio ambiente. Todo esse processo já merece a denominação que os cientistas dão à nossa época: o Antropoceno.

Neste meado da segunda década do século XXI, cientistas da Sociedade Geológica da América avaliam que cerca de 130 milhões de quilômetros quadrados de terra estão sem gelo (mas aumentando a cada dia). Os seres humanos já alteraram mais da metade desta superfície, cerca de 70 milhões de km2, sendo que cerca de 60% ainda estão cobertos por florestas. Os cientistas Ellis e Ramankutty dividem o mundo em “antromas”, não em biomas (tais como atóis, savanas, florestas tropicais), termos mais conhecidos. Para os autores, os antromas foram divididos em 18 tipos, dentre os quais o de terras cultiváveis irrigadas, que ocupam cerca de 2,6 milhões de km2 (o equivalente a 30% do território brasileiro) e o de florestas povoadas (11.6 milhões, o equivalente a 1,37 vezes o território brasileiro). 

As cidades, se agrupadas em uma só, ocupariam cerca de 1,6 milhões de km2, o que equivale a 1,3% da superfície terrestre (sem gelo), ou às áreas somadas dos estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Essa cidade teria mais de 3,7 bilhões de habitantes. Infelizmente, ela teria cerca de 1 bilhão são obesos,  e 853 milhões de favelados. Um bilhão e duzentas mil pessoas estariam vivendo sem abastecimento de água regular, sem coleta e tratamento de esgotos. Nessa cidade circulariam um bilhão de automóveis. Um bilhão de pessoas viveriam em áreas expostas diariamente a níveis insalubres de partículas no ar ou de gases venenosos, como anidrido sulfuroso, dióxido de nitrogênio e monóxido de carbono. 

As cidades continuarão a crescer e se expandir territorialmente, pois a população mundial continua a mudar rapidamente para o meio urbano. A cada ano mudam 65 milhões de pessoas para as cidades, o equivalente a 2 Tóquio ou a 3 São Paulo, ou a população de países como o Reino Unido ou a Tailândia. Não tem sido possível abrigar tanta gente assim com um mínimo de qualidade de vida, de casas decentes, com atendimento à saúde e à educação ou com a criação de empregos, considerando que a maioria dessas pessoas é de países subdesenvolvidos. A tendência mais vislumbrada é que a maioria das pessoas ampliará o número e o tamanho de favelas. e As cidades médias estão crescendo mais que as pequenas e grandes. O problema é que elas crescem sem uma política econômica, sem uma politica urbana adequada e são dominadas pela especulação imobiliária. Estamos, portanto, muito longe de uma sociedade mais equilibrada.


Imagem:
http://ladybugbrazil.com/veja-como-nos-ocupamos-a-terra/

sábado, 2 de julho de 2016

Aos poucos vai se tornando realidade


Cerimônia de inauguração da requalificação de parte do Colégio de Viçosa. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Em 01 de julho de 2016 foi inaugurada a parte requalificada do Colégio de Viçosa. Essa requalificação vem de um sonho cultivado desde os tempos do falecido Prefeito Geraldo Reis, que passou pelo seu tombamento do em 2000, pela recuperação do telhado no mesmo período, pelas tentativas de prefeitos e projetos de trabalho de graduação. Agora culmina depois da vinda de recursos do Estado de Minas, que garantiram uma obra de R$1.400.000,00.

Cerimônia de inauguração do Salão Nobre Professor Arduíno Bolivar, com o Prefeito Ângelo Chequer e várias autoridades. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Cerimônia de inauguração da galeria dos ex-prefeitos. Parentes descobriram as fotos dos prefeitos. Linda cerimônia. Foto Ítalo Stephan, 2016.

Vista da ala do Salão Nobre após a requalificação. No canto esquerdo, a caixa da plataforma elevatória. Foto Ítalo Stephan, 2016

É apenas 1/3 da área do Colégio, mas é um excelente começo, quebra a inércia, estimula a conclusão do prédio inteiro. Projeto já tem, que venham os recursos, da economia em aluguéis e de outras fontes.