domingo, 19 de novembro de 2017

RISCOS

Os barrancos, pequenos ou grandes,  estão se tornando cada vez mais constantes nas paisagens das nossas cidades. 
A grande maioria é feita sem as mínimas medidas de de segurança. 
Além de horríveis, representam os riscos de acidentes sérios nas cidades, seja em Viçosa, Diogo de Vasconcelos, São Brás do Suaçuí, Guaraciaba, São Miguel do Anta, Ubá ...








RISCO CONSTANTE

Em Viçosa-MG, há vários meses é possível encontrar animais de grande porte soltos ao longo da estrada para Paula Cândido, a partir do Cemitério Dom Viçosa.
Denúncias não  vêm surtindo efeito.
O enorme  risco de acidentes graves é serio.
Peço, novamente,  às autoridades providências, antes que aconteça alguma tragédia.





sábado, 18 de novembro de 2017

PLANO DE MOBILIDADE ENTREGUE

Na cerimônia de entrega: José Mário Rangel (Delegado do PlanMob), Gabriela Mazzioli (Estagiária), Prefeito Ângelo Chequer, Luiz Fernando Reis e Ítalo Stephan (Coordenadores), Thuany Araújo (IPLAM) e Romeu Souza da Paixão (Diretor do IPLAM). Foto: Assessoria de comunicação da PMV.

No dia 17/11/2017 foi entregue ao Prefeito nossa proposta do Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa.
Depois de um ano de trabalhos, um trabalho coletivo, a muitas mãos, chegou ao dirigente municipal.

Nossos sinceros agradecimentos:
- IPLAM;
- Aline Werneck Carvalho;
- Carlos Alexandre Carvalho;
- Técnicos;
- Estagiários;
- Delegados eleitos nas reuniões públicas;
- Marzinho, da Secretaria de Ação social;
- Israel Rosa, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
- Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFV;
- Departamento de Engenharia Civil da UFV; e
- Todos os que participaram das reuniões públicas.

Vamos aguardar seu encaminhamento à Câmara Municipal.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

BARRANCO

Às vezes a natureza nos lembra a falta de cuidado que temos por ela.

Ressurge o problema da encosta instável na subida da Av. Marechal Castelo Branco, principal artéria viária da cidade. Há quase 20 anos já se apontava a situação.  Não é a toa que é APP (Área de Proteção Ambiental) desde 2001. A manutenção contínua das condições de drenagem é essencial.

É preciso resolver a situação de vez, sem obras paliativas.  É preciso cuidar de toda a encosta onde existe muita ocupação antrópica.

A cidade depende  muito da condição de trafegabilidade da via.

Fotos Ítalo stephan, 15/11/2017

ARBORIZAÇÃO URBANA

Juiz de Fora - 2 pontos tratados de forma diferente



Av. Rio Branco: canteiros centrais com grama amendoim (mais rústica) e árvores (ipês na maioria) - Alto dos Passos, Centro, Mariano Procópio.

Av. Brasil : poucas árvores ao longo do Rio Paraibuna.
Fotos Ítalo Stephan, Nov. 2017

domingo, 12 de novembro de 2017

CRIME AMBIENTAL NÃO COMPENSA


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG, em 9/11/2017

Enquanto as crises hídricas têm se tornado cada vez mais sérias, a destruição do meio ambiente continua, agravando ainda mais a situação.  Poucos são os municípios onde não ocorrem violações ao meio ambiente. São cometidos crimes ambientais graves. Quando constatados, as penalidades têm sido altamente compensatórias.  Também são poucos os que já não se começaram a sentir as consequências dessas irresponsabilidades.

Nas áreas urbanas, os estragos já foram e continuam a ser feitos, nas margens dos cursos de água e nas encostas. As construções rasgaram morros e ocuparam as margens dos rios. O crescimento urbano aterrou grandes áreas, retificou meandros e canalizou cursos de água.  Poluíram-se córregos, ribeirões, rios, represas e lagos. Enchentes, desabamentos, incêndios, insegurança e irregularidades tornaram-se situações crônicas nas cidades. Consequentes acidentes, mortes, perdas de patrimônio, doenças e constatação de irregularidades recheiam os jornais ao longo do ano.

Nas áreas rurais, principalmente nas áreas em que a cidade começa a se aproximar, os crimes ambientais não só continuam, como também se multiplicam. Essas áreas são de grande interesse dos agentes imobiliários, seja para criar condomínios e granjeamentos nas áreas mais aprazíveis, ou para criar conjuntos de habitação populares, em áreas com menos atributos. Ao impor uso não rural nessas áreas, o valor da terra se multiplica quase instantaneamente. Essa transformação pode garantir aos proprietários de terra um sedutor e duradouro patrimônio à família. Assim, aterros e cortes em áreas de preservação permanente se multiplicam para criar e ampliar terrenos a serem parcelados ou serem úteis aos empreendimentos que se instalam nessas áreas, como indústrias e salões de festas.  Multiplicam-se os poços artesianos clandestinos. Desaparecem brejos, matas ciliares e a produção de água decresce.

Grande parte disso tudo tem ocorrido pela inexistência ou pela negligência da fiscalização e, às vezes, com a conivência do Estado, em nome de um questionável progresso. Embora exista um aparato legal como o Código Florestal Brasileiro, a legislação estadual e municipal; as leis são constantemente atropeladas ou ignoradas. Embora haja uma série de medidas técnicas para evitar a degradação ambiental, tais como cercamento das nascentes, recuperação das matas ciliares, construção de barraginhas, sulcos em curvas de nível, a paisagem rural tem se deteriorado rapidamente. Embora haja órgãos e conselhos de defesa do meio ambiente e ambientalistas, infelizmente há também interesses escusos e benefícios apenas para atender o setor privado. Esses últimos têm prevalecido. A fiscalização é inoperante, as penalidades são pequenas, a exigência de reversão dos danos não são cumpridas. As multas são tão irrisórias que se pagam com frações mínimas dos lucros obtidos.

Dessas muitas maneiras, sofre o ambiente e paga o preço a população, geralmente a mais pobre, com meios limitados de suprir suas necessidades de água, ou pendo de morar em áreas de risco de enchentes ou desabamentos. Futuramente todo esse estrago terá ainda maiores consequências para todos os moradores, inclusive os mais ricos, das áreas irregularmente tomadas do meio ambiente. Pode ser que um crime ambiental compense para alguns em curto prazo, mas não resistirá às mazelas num futuro bem próximo.

domingo, 5 de novembro de 2017

DOIS ANOS


O que comemorar dois anos depois?  A impunidade prevalece.

A SAMARCO pagou apenas uma pequena fração das multas.

A Fundação Renova pagou apenas R$ 500.000 de indenizações

Só em 2019 -  promessa para a entrega dos novos assentamentos
365 famílias em 3 povoados
Terrenos comprados
Projetos em desenvolvimento

Muitas incertezas.
Sé resta a esperança de dias melhores. 

Foto:
http://www.vermelho.org.br/noticia/303924-1

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

PRAÇAS DE MARIANA

Praça Gomes Freire.

Praça da Sé.

Praça de Minas 

Praça do Terminal de Turismo.

Fotos Ítalo Stephan, out. 2017

MARIANA - PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Rua Direita - sem postes e com letreiros das lojas dentro dos padrões.  Espaço harmônico.

Casa de Câmara e Cadeia, Praça Minas Gerais, Mariana. Obra iniciada em 1768 e concluída em 1798.

Praça Minas Gerais -  Igreja de São Francisco de Assis – construção iniciada em 1763 e concluída em 1794 e Igreja Nossa Senhora do Carmo – construção iniciada em 1784, e em 20 de janeiro de 1999 sofreu um incêndio.



Casarões de arquitetura  requintada. Rua sem postes, arandelas como iluminação pública.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O ARQUITETO E URBANISTA

Texto publicado no jornal Folha da Mata, em Viçosa-MG, em 26/10/2017.



O Arquiteto e Urbanista é um profissional que tem como principal função projetar os espaços para abrigar ou permitir quaisquer atividades humanas, das mais simples às mais complexas. O Arquiteto e Urbanista é um profissional importante, embora ainda desconhecido e desvalorizado pela sociedade. Suas atribuições são sombreadas, às vezes, por outros profissionais, como com o decorador, quando se trata de criar ambientes internos de casas, salas comerciais e lojas; mas só o arquiteto e urbanista pode mexer em paredes e estrutura.  Sombreada pelo agrimensor, quando se trata de projetos de loteamentos, mas sua atribuição não é o projeto urbanístico. Sombreados pelo o Engenheiro Civil já que este não elabora projeto arquitetônico, mas todos os outros projetosmuito importantes, como o cálculo estrutural e as instalações hidrossanitárias, além de ser responsável pela obra. Projetos arquitetônicos e urbanísticos são atribuições exclusivas do Arquiteto e Urbanista.

É muito comum o Arquiteto e Urbanista ser chamado para fazer uma “planta” ou um “desenho” de uma casa. Algumas pessoas lhes pedem para “dar umas ideias”. Essas tarefas parecem simples, mas não são.  Não se trata apenas de fazer uma planta ou um desenho. Um projeto arquitetônico tem de passar por várias etapas (estudos preliminares, projeto para aprovação na prefeitura, detalhamento, especificação, acompanhamento da obra etc.). Para se construir um prédio, uma casa, por mais simples que seja o projeto, é uma tarefa complexa e de grande responsabilidade. O Arquiteto e Urbanista cobra pelo projeto um valor por metro quadrado ou um percentual do custo da obra, em torno de 3%, em média. É um valor justo, pois é o custo mais importante da obra, já que ele vai determinar a qualidade dos 97 % restantes. Pagar barato por um projeto não desenvolvido pelo arquiteto e urbanista pode resultar em irregularidades, gastos desnecessários, espaços insatisfatórios e até mesmo insalubres.

Um projeto arquitetônico, como o de uma casa, quase sempre reflete os desejos de quem a quer construir. É um sonho a ser realizado e nós, os arquitetos e urbanistas somos os principais realizadores dele. A elaboração de um simples projeto demanda, no mínimo, várias semanas. É de responsabilidade do Arquiteto e Urbanista definir como vai ser gasto um recurso obtido com muito trabalho e sacrifício pelo cliente, dentro da legislação urbanística, dos padrões de conforto e segurança, da estética e do melhor uso dos materiais e técnicas.  São responsabilidades do Arquiteto e Urbanista aprovar o projeto na Prefeitura, compatibilizar os demais projetos, especificar as técnicas construtivas e os materiais de acabamento, além de cuidar do detalhamento. Ele tem de compatibilizar o projeto com as normas técnicas brasileiras, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, órgãos de proteção ao meio ambiente, patrimônio histórico etc.

O Arquiteto e Urbanista, na maioria das vezes, é um profissional autônomo, assim como médicos, dentistas ou advogados. Ele precisa se sustentar; tem de pagar impostos, contador, aluguel e funcionários. A criatividade e a estética junto com o adequado uso da técnica, são suas ferramentas para melhorar a sociedade. Por isso este é um profissional que deve ser respeitado e valorizado.

CHAPA 5 CAU-MG


domingo, 29 de outubro de 2017

MARIANA PATRIMÔNIO

Para um centro histórico tombado pelo IPHAN, Mariana carece cuidar de muitas coisas, como o crescimento sem planejamento, saneamento básico. Esgotos a céu aberto, espaços informais mal cuidados, expansão urbana sem controle adequado.




sábado, 28 de outubro de 2017

OURO PRETO MAL CUIDADA

Praça Tiradentes - pavimentação em paralelepípedos em condições irregulares, palanque nada condizente com o ambiente.

Igreja de São Francisco de Assis, obra prima do barroco mineiro, suja, ocupada por fungos.
Local venda de artesanato em  condições incompatíveis com a vizinhança de valor inestimável de um patrimônio da humanidade.
Ouro  Preto merece melhores cuidados.
A começar pela recuperação da pavimentação, criação de outro tipo de palanque mais condizente, redesenho da feirinha,  manutenção dos bens de tanta importância...
Fotos Ítalo Stephan, out. 2017

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

SÉ DE MARIANA

Sé de Mariana, em restauro - beleza da nova cor (não mais aquele cinza horroroso). Obra de recuperação e reforço da estrutura, em que foram descobertos dezenas de corpos, enterrados aos pés das paredes laterais, provavelmente no século XVIII.

Praça da Sé, bem cuidada. espaço bonito. 
Fotos Ítalo Stephan, out. 2017.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

CÓRREGO NO CAMPUS DA UFV

ALÔ ADMINISTRAÇÃO DA UFV:
REVELADO POR INCÊNDIO:
UM CÓRREGO DA UFV AINDA NÃO ENTERRADO.
Possível projeto de revitalização.
É preciso recuperar sua nascente e proteger suas margens. É um resgate necessário.




Contribuição do Professor  Jim Griffith (provocação e fotos)