domingo, 10 de dezembro de 2017

SALVADOR - UMA METRÓPOLE

Pelourinho

A cidade fortaleza de São Salvador, fundada em 1549 chega aos nossos dias como a  4ª mais populosa do Brasil, com mais de 2.960.000 habitantes.  Seguiu o modelo de urbanização adotado por várias cidades costeiras portuguesas. É apenas a 16ª capital no ranking de IDH.
Conhecida pela sua riquíssima cultura  afro-brasileira (música, culinária, arquitetura, sincretismo religioso).

Cidade alta, Cidade baixa - uma falha geológica coloca Salvador em dois platôs, um numa escarpa de cerca de 80 metros acima a e outra quase ao nível do mar. 

Uma cidade onde as pessoas encontram todo tipo de lugar para morar. A capital que proporcionalmente concentra a maior população negra do país.

Ribeira na Baía de Todos os Santos.

Cidade que avança pelo mar entre o Oceano Atlântico e as águas calmas da Baía de Todos os Santos. Impossível não lembrar dos livro de Jorge Amado.

Uma metrópole dos contrastes entre seus Alphavilles e favelas, que abrigam quase 900.000 pessoas.  

Grandes estruturas de concreto do metrô elevado correm paralelamente a  largas autopistas e a  rios que carregam os esgotos de centenas de milhares de  soteropolitanos.

Fotos Ítalo Stephan, Nov. 2017

sábado, 9 de dezembro de 2017

EM DEFESA DO PLANO



 Fotos de reuniões públicas para a revisão do Plano Diretor de Viçosa


Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa, em 07/12/2017

O Plano Diretor vigente é a Lei 1383/2000, defasado há 17 anos. Nele estava prevista uma revisão em 2005, esta não efetivada. Uma nova tentativa de revisão surgiu em 2015 e aguarda conclusão com um final bem sucedido. Houve muitos percalços nesse tempo para que tivéssemos uma lei mais adequada.

O Plano Diretor, iniciado em 1998, foi aprovado em 2000. Foi construído num período em que já se discutia o Estatuto da Cidade, por isso previu uma revisão em apenas cinco anos, de forma a ser adequado ao Estatuto, cheio de novidades e instrumentos para lidar com a função social da cidade e da propriedade. Foi elaborado sob uma ampla gama de oportunidades para a participação popular, que levou à presença de mais de mil pessoas no somatória das dezenas de reuniões realizadas.  Foi amplamente divulgado e redigido a muitas mãos. Trouxe com ele um consistente aparato legislativo atualizado como as leis de uso do solo e de parcelamento; código de obras revisado; criação do Instituto de planejamento – IPLAM -  e do conselho de planejamento - Complan. Tal aparato funcionou com problemas de estrutura de escassos recursos humanos, frágil fiscalização e poucos recursos financeiros.

A revisão, iniciada em 2007, entregue em 2008, era ousada. Foi desenvolvida novamente com amplas formas de acesso à participação da população. A nova versão do plano traria para dentro dele as normas de uso e de parcelamento do solo; os instrumentos do Estatuto da Cidade, como o IPTU Progressivo no Tempo. Era uma versão com todos os instrumentos colocados na forma autoaplicável, o que dispensaria futuras e improváveis regulamentações. Ampliaria o âmbito de ação do IPLAM. Tinha um capítulo que faria uma enorme limpeza em leis e parte de leis que perderiam sentido com o novo plano. Essa revisão foi barrada na Câmara Municipal.

Em 2015 surgiu um novo movimento em prol da revisão de um plano, há muito defasado. Foi montada uma equipe técnica, com professores da UFV, vereadores, técnicos de um robustecido IPLAM. Foi construído um plano consistente, maduro, adequado às necessidades de uma Viçosa exigente e carente de gestão e planejamento urbanos adequados. Novamente as oportunidade de participação foram amplas, mas como nas outras vezes, com a inaceitável ausência dos maiores agentes do forte setor econômico da construção civil. Novamente os construtores, engenheiros, arquitetos e urbanistas não apareceram nos várias oportunidade que tiveram.  Mesmo assim, o novo plano traz importantes características e recursos capazes de melhorar as condições de ordenamento do município, principalmente nas áreas de expansão urbana.

Eis que, quando a proposta chegou à Câmara, surge uma proposta extemporânea, advinda de um grupo de representantes do setor da construção civil, propondo diminuir o tamanho dos lotes, a taxa de permeabilidade e aumentar o potencial construtivo, em grave discordância com a sustentabilidade, em desacordo com as conclusões técnicas da mais alta competência. Apenas uma forma de aumentar lucros às custas do comprometimento definitivo das frágeis condições ambientais. Espero, sinceramente, que a ganância não vença novamente. Que vença, ao menos desta vez, o responsável senso, em nome das futuras gerações.
 


Fotos de reuniões públicas para a revisão do Plano Diretor de Viçosa

CLAUSTRO DO CONVENTO

Claustro do Convento de São Francisco, em Salvador  (1686). Obra prima da arquitetura, uma espetacular realização do Barroco no Brasil.

Três formas de estabilização enquanto não há recursos financeiro para o restauro: Escora em tijolos nos arcos, estrutura envolvente nos pilares do pavimento térreo e escora em madeira nos pilares do pavimento superior.

Decoração com painéis de azulejo, parte deles criada por Bartolomeu de Jesus (meados do século XVIII), e que mostram cenas e inscrições moralistas diversas, retiradas do livro Teatro Moral da Vida Humana e de toda a Filosofia dos Antigos e Modernos. Um dos muitos painéis em azulejos conservados com um filme sutil em gaze.

Um dos muitos painéis em azulejos conservados com um filme sutil em gaze.

Cruzeiro e Fachada da Igreja (1708) de São Francisco

Fotos Ítalo Stephan, Dez. 2017
Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_e_Convento_de_S%C3%A3o_Francisco_(Salvador)
http://www.bahia-turismo.com/salvador/igrejas/sao-francisco.htm

Hotel Sheraton da Bahia

Tombado em 2010, como Bem Cultural do Estado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), o projeto original do Hotel da Bahia é do arquiteto Diógenes Rebouças, um dos principais nomes da fase modernista da arquitetura e do urbanismo da Bahia.

Inaugurado em Maio de 1952. Salão do restaurante.

Foi reformado em 1970 e em 1978 enfrentou sua primeira crise. Reabriu em 1984 após nova reforma.  Foi  reaberto no dia 7 de março de 2013, exatamente três anos após ter tido as atividades suspensas. Vista da entrada principal.

Salão do café.

Fotos Ítalo Stephan, Nov. 2017

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

5 de 365

Igreja (barroca, iniciada em 1708) e Convento (1587) de  São Francisco, no Largo do Cruzeiro

Igreja Nossa Senhora da Misericórdia (1654) e Santa Casa da Misericórdia da Bahia.

Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, uma das primeiras igrejas construídas pelas Irmandades  dos Homens Pretos do Brasil, Séc. (1685), na ladeira do Pelourinho

A neoclássica Igreja Nossa Senhora do Carmo e Convento (início Século XVII)

Igreja Basílica Santuário  Senhor Bom Jesus do Bonfim (1746-1754),  localizada na Sagrada Colina, na península de Itapagipe.

Fotos Ítalo Stephan, Nov. 2017.
Informações: IPHAN, Wikipédia e Sites de Turismo.

domingo, 3 de dezembro de 2017

SALVADOR - ABANDONO

Cidade baixa, grandes conjuntos abandonados.

Região do Pelourinho, uma mistura de gentrificação e abandono.

 Cidade baixa, grande edificação com fachada azulejada, com vãos vedados,: um triste simbolo do abandono.

Cidade baixa: mais um dos vários edifícios abandonados. Vítima da ideologia do novo, do contemporâneo.

Fotos Ítalo Stephan, Nov. 2017.

SOLAR DO UNHÃO - SALVADOR


O solar em sua atual configuração foi projeto de Lina Bo Bardi, para adequação para uso do museu de Arte Moderna da Bahia.

Um conjunto de casa, antigo engenho de açúcar, depois fábrica de rapé, igreja à beira-mar. Tombado na década de 1940.


Uma belíssima escada helicoidal  de planta quadrada em madeira. 
Ponto negativo: o amplo salão, antes dotado de janelas nas quatro fachadas foi cercado por uma  caixa para adequação ao ar condicionado - na contramão do que queria Lina.
Ponto negativo: salao no pavimento superior e galpões fechados para os visitantes.

Fotos ítalo Stephan, Nov. 2017.

Múltipla Salvador

Salvador e algumas de suas faces. 
Fundada em 1549, primeira capital brasileira,  atinge os três milhões de habitantes.
Dividida por uma escarpa, há a cidade alta e a cidade baixa.

Histórica - um acervo excepcional da arquitetura colonial brasileira.

Uma metrópole nordestina, com muitos bairros com assentamentos e infraestrutura precários.

Uma cidade contemporânea, marcada pela segregação dos enormes condomínios verticais.

Uma capital do sincretismo religioso entre a Igreja Católica e o Candomblé.

Foto Ítalo Stephan, Nov. 2017. 

domingo, 26 de novembro de 2017

CRESCENDO E PIORANDO


Bairro Santo Antônio - a parte mais antiga à direita, a mais nova à esquerda.
De novo, além dos prédios, não há nada, pior ainda que a parte velha: ruas extensas sem saída, ruas extensas sem conexão. Uma área com muitos equipamentos de grande porte sem a estrutura adequada para suporte.
Assim como na parte antiga, ausência de praças.
Seria possível melhorar, claro, mas os construtores só pensaram nos lucros e não na cidade.
Ainda cabem uma praça junto ao córrego e ligações entre as ruas de baixo com a Antônio Lelis.


LIÇÕES DE PARIS


Texto publicado em 23/11/2017, no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG

Paris é, há séculos, uma das mais importantes cidades do mundo. É uma das cidades mais ricas em cultura. Guarda em sua paisagem referências dos períodos romano, gótico, medieval e neoclássico. É formada por um conjunto ímpar de arquitetura Art Nouveau, pós moderna e contemporânea. Anualmente recebe mais de dez vezes mais turistas que sua população, que vêm conhecer a sua arquitetura e a arte da Notre Dame, dos seus museus (Louvre, Versalhes, D’Orsay, Rodin etc.). É possível curtir os imensos parques espalhados pela cidade. Turistas vêm conhecer a  impressionante Torre Eiffel, o charmoso Rio Sena, com suas dezenas de pontes e, é claro apreciar os sabores dos pratos sofisticados, queijos e vinhos.

Paris é também um excelente exemplo de planejamento urbano e arquitetônico de longo prazo. O plano o Barão de Haussmann, iniciado em meados do Século XIX, rasgou uma enorme cidade com traçado medieval, com amplos bulevares e avenidas diagonais, gerando uma malha urbana que permitiu a cidade ficar mais saudável e que, de sobra, proporcionou a colocação de belos monumentos em seus cruzamentos. Não se previu edifícios com mais de cinco ou seis pavimentos. Essa conformação estabeleceu uma densidade populacional que se adequa perfeitamente até os dias atuais. A cidade se preparou para receber uma Olimpíada (1924) e quatro exposições universais (1855, 1889, 1900 e 1937), que deixaram como legados a torre Eiffel, o Grande e o Pequeno Palácio. No começo do século XX, houve a inauguração de novas pontes e do seu sistema de metrô.  Em 1958 começou um plano para o desenvolvimento do bairro La Defense, que se tornou o principal centro financeiro, com belas torres de arquitetura contemporânea. As margens do agora despoluído Rio Sena tem sido transformadas em área de lazer com novos jardins, praias, piscinas, playgrounds, pistas de caminhada, locais de encontros e de danças.

O que se vê na cidade é o respeito ao passado e uma efusão de exemplares arquitetônicos de diversos períodos, convivendo harmoniosamente. Há um conjunto gigantesco de parques e praças públicas, sempre equipadas com mobiliário urbano de ótima qualidade, parquinhos e arborização intensa. Os parques são belíssimos, com muita área para pedestres com pavimento simples de saibro e com gramados em jardins magníficos com fontes e monumentos. É possível encontrar lindos pomares e orquidários. Uma das características de Paris é a presença de cadeiras metálicas soltas, espalhadas, que podem ser agrupadas à vontade, movidas para as sombras das árvores ou para as beiradas dos espelhos d’água.

O automóvel particular definitivamente perdeu a prioridade. Os que a visitam conhecem um eficiente sistemas de transporte público, seja metrô ou ônibus, com um plano de linhas noturnas. O transporte individual é desestimulado, mas encontra as alternativas com quantidade, qualidade, segurança e pontualidade. Andar de bicicleta é alternativa que encontra boas condições para uso. A acessibilidade é garantida:  calçadas são muito boas: largas, desimpedidas, contínuas, executadas com materiais adequados. Vale portanto, conhecer uma cidade que respeita e abriga com qualidade seus cidadãos e apaixona seus visitantes, como aconteceu comigo. Sobram motivos para isso.

domingo, 19 de novembro de 2017

RISCOS

Os barrancos, pequenos ou grandes,  estão se tornando cada vez mais constantes nas paisagens das nossas cidades. 
A grande maioria é feita sem as mínimas medidas de de segurança. 
Além de horríveis, representam os riscos de acidentes sérios nas cidades, seja em Viçosa, Diogo de Vasconcelos, São Brás do Suaçuí, Guaraciaba, São Miguel do Anta, Ubá ...








RISCO CONSTANTE

Em Viçosa-MG, há vários meses é possível encontrar animais de grande porte soltos ao longo da estrada para Paula Cândido, a partir do Cemitério Dom Viçosa.
Denúncias não  vêm surtindo efeito.
O enorme  risco de acidentes graves é serio.
Peço, novamente,  às autoridades providências, antes que aconteça alguma tragédia.





Estavam no local também em 25/11/2017.

sábado, 18 de novembro de 2017

PLANO DE MOBILIDADE ENTREGUE

Na cerimônia de entrega: José Mário Rangel (Delegado do PlanMob), Gabriela Mazzioli (Estagiária), Prefeito Ângelo Chequer, Luiz Fernando Reis e Ítalo Stephan (Coordenadores), Thuany Araújo (IPLAM) e Romeu Souza da Paixão (Diretor do IPLAM). Foto: Assessoria de comunicação da PMV.

No dia 17/11/2017 foi entregue ao Prefeito nossa proposta do Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa.
Depois de um ano de trabalhos, um trabalho coletivo, a muitas mãos, chegou ao dirigente municipal.

Nossos sinceros agradecimentos:
- IPLAM;
- Aline Werneck Carvalho;
- Carlos Alexandre Carvalho;
- Técnicos;
- Estagiários;
- Delegados eleitos nas reuniões públicas;
- Marzinho, da Secretaria de Ação social;
- Israel Rosa, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
- Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFV;
- Departamento de Engenharia Civil da UFV; e
- Todos os que participaram das reuniões públicas.

Vamos aguardar seu encaminhamento à Câmara Municipal.