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23 março 2024

INSISTENTE, IGNORANTE REPETIÇÃO

Todos os anos e, considerando o agravamento das condições meteorológicas, vêm tragédias anunciadas: temporais, enchentes, deslizamentos, prejuízos econômicos, mortes. 

Muitas evitáveis.

24 outubro 2021

Assim que se faz

PLANEJAMENTO

Mapa ferroviário da China, 2008 vs. 2020.

Em 2021, a malha ferroviária de alta velocidade tem 37.900 km, enquanto as linhas totais têm mais de 141.000 km.

Até 2035, a de alta velocidade alcançará os 70.000 km.

Via Alvin Fo.

14 julho 2017

CARTA AOS PREFEITOS



Texto publicado no jornal A Tribuna, Viçosa-MG, em 12/07/2017

Conheci muitos prefeitos em minha trajetória profissional. Trabalhei com vários, no Maranhão e em Minas Gerais. Consegui com alguns criar condições para que houvesse um certo espaço e tempo para o planejamento e gestão urbanas em seus governos (Arari, Grajaú, Santa Inês, São Luís, no Maranhão; São Sebastião do Paraíso e Viçosa, em Minas). Infelizmente, em muitos municípios em que pesquisei e em que tive a oportunidade de ser parte da construção de um plano diretor, quase nada mudou (prefiro não citar). Conheci uns poucos exemplos de prática com seriedade e competência que trouxeram muitos benefícios, como é o caso da pequenina Rio Doce.

Posso afirmar que, especialmente nas pequenas cidades, os prefeitos muitas vezes desconhecem o potencial do planejamento urbano. Simplesmente vão deixando as coisas acontecerem na cidade e na área rural, sem impor critérios, sem respeitar legislação ambiental federal, sem se preocupar com os impactos da expansão urbana no meio ambiente. O planejamento existe, mas muitas vezes mal feito, pensado apenas para atender a critérios políticos, partidários; de benefícios a parentescos; pessoais ou de interesses não explícitos.  Muitos municípios, quando têm, possuem um aparato legislativo de ordenamento territorial (Código de Obras, Lei de Parcelamento do Solo, Lei de Zoneamento) desatualizados, desfigurados e desobedecidos. Não há critérios para aprovação de projetos nem fiscalização suficiente e eficiente. Muitos municípios são obrigados a terem seus planos diretores, não por terem mais de vinte mil habitantes, mas por serem de interesse histórico ou estarem em áreas de risco. No entanto os prefeitos não se sentem obrigados a implementá-los. Dominam o desconhecimento ou o amadorismo.

Nas prefeituras, em geral, são feitos projetos de forma muito corrida para aproveitar recursos que surgem de repente. Daí saem projetos oportunistas, mal pensados que acabam contribuindo para o surgimento de mais problemas para sua cidade. Prefeitos, em seu desconhecimento, preferem construir caríssimos parques de exposição que ficam sem uso 360 dias num ano; preferem trocar calçamentos de paralelepípedo por asfalto e quebra-molas; preferem ganhar algumas dezenas de casas populares baratas em locais ermos e inacessíveis sem melhorar a infraestrutura urbana da cidade; preferem ver a troca de prédios históricos por “modernas” construções em vidro temperado; preferem contratar duplas sertanejas com altíssimo cachê ao invés de incentivar e impulsionar a cultura local, rica e presente em cada cidade.

Todo ano sobra dinheiro, muito dinheiro nos órgãos públicos federais, por falta de projetos de obras arquitetônicas e urbanísticas. Quem já adotou a pratica de desenvolver projetos aprendeu que isso dá muito certo, que isso traz muitos recursos para seu município. Um projeto é o início da mudança.  Ter o hábito de fazer projetos amplia em muito a vinda de obras e programas para um município. Manter uma pequena equipe ou contratar projetos é um custo mínimo com benefícios multiplicados a todos os setores da administração, como a cultura, ação social, patrimônio cultural, meio ambiente, saneamento, habitação, esportes, lazer e segurança saúde e educação. Esta equipe pode atuar na implementação da legislação e na análise e aprovação dos projetos de construção. Eu recomendo com muita convicção que os prefeitos se informem, estudem, capacitem-se, reconheçam que o planejamento e a gestão urbanos são fundamentais para lidar com tempos difíceis, para gerar tempos menos difíceis no futuro.

09 dezembro 2015

Mapa Racial do Brasil



Importante documento para políticas públicas
Acesse em:
http://patadata.org/maparacial/

21 fevereiro 2015

Burocracia

Fonte:
EcoDesenvolvimento.org
https://www.facebook.com/ecodesenvolvimento.org?fref=photo

01 fevereiro 2015

Vai passar!




"Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais..."

Chico Buarque - Vai Passar

30 dezembro 2012

Qualislandia - Covilhã, Portugal

Em Portugal, uma cidade com menos de 40.000 habitantes possui uma biblioteca desta qualidade.


Existe um parque publico desta qualidade.

03 abril 2012

Do papel à realidade

Leitura participativa do Fórum de Desenvolvimento de Viçosa. Muitas ideias no papel, uma longa distância até a realização.

12 março 2011

R$1,80?!

Ônibus em Viçosa a R$1,80? É um absurdo!
O Conselho Municipal de Transportes discutiu, mostrou-se planilha prá cá, planilha pra cá,  argumentou , o aumento foi "justificado" e o povo, usuário compulsório dos ônibus, mais uma vez perdeu. Isto não é política pública! O custo das passagens teria que ser subsidiado (a partir de uma política nacional).  O monopólio em Viçosa deveria ser questionado. Na Câmara Municipal, os vereadores contemporizaram e ficou por isso mesmo.
Por isso as pessoas, mesmo as mais humildes, quando podem,  colocam mais automóveis e motos nas ruas, quando não, deslocam-se a pé por grandes distâncias horizontais e, em Viçosa, (por que não?) verticais.

22 maio 2010

Cidades e contrastes: índices de desenvolvimento

São Caetano - SP

Guaribas - PI

Nosso país continua muito desigual. Vejam os contrastes entre as áreas mais desenvolvidas – concentradas no estado de São Paulo – e as menos – espalhadas pelos estados do norte e nordeste brasileiro.

O País precisa de planejamento para corrigir tantas diferenças.

Segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal - IFDM, divulgado em agosto de 2009, as 5 melhores cidades brasileiras são: São Caetano do Sul (0,9524), São José do Rio Preto (0,9182), Indaiatuba (0,9177), Araraquara (0,9172) e Jaguariúna (0,9111), todas de São Paulo. As 27 primeiras são de São Paulo.

As 5 piores são: Santa Luzia (5560º lugar -Bahia- 0,298), Uiramutã (5559º lugar - Roraima – 0,3141), Sebastião Barros (5558º lugar -Piauí - 0,3178), Nova Esperança do Piriá (5557º lugar – Pará - 0,3227) e Guaribas (5556º lugar – Piauí – 0,3323).

A melhor cidade mineira – Itabira – ficou apenas em 73º lugar. Viçosa estava apenas em 75º em Minas e 902º no Brasil.

Os critérios usados na formação do índice:

Emprego & Renda:

  • Geração de emprego formal
  • Estoque de emprego formal
  • Salários médios do emprego formal

Educação

  • Taxa de matrícula na educação infantil
  • Taxa de abandono
  • Taxa de distorção idade série
  • Percentual de docentes com ensino superior
  • Média de horas aula diárias
  • Resultado do IDEB

Saúde

  • Número de consultas pré-natal
  • Óbitos por causas mal definidas
  • Óbitos infantis por causas evitáveis


30 março 2010

Novo distrito industrial?

Não é de fácil entendimento a proposta que ora corre na mídia sobre a proposta da criação de um novo distrito industrial para Viçosa. A sua concepção coincide de forma extraordinária com a estabelecida para o já em implantação Parque Tecnológico da UFV. Ou seja, não parece haver lógica a criação de um novo distrito nos mesmos moldes, uma vez que o Parque está em um adiantado processo de obras. As idéias de aproveitar o conhecimento gerado na UFV, de incentivar o surgimento de uma indústria de base tecnológica cabem exatamente no Parque em construção.

Não estará acontecendo um processo de descaso com um alto investimento próximo a ter condições de receber as indústrias de base tecnológica? Por que iniciar novamente a criação de comissão para estudar a viabilidade de algo que já está ocorrendo? Por que não juntar, finalmente, as forças e criar uma parceria forte entre o município e a UFV?

Por que não juntar esforços para melhorar uma cidade suja, esburacada, sem passeios decentes, sem nenhuma generosidade com pedestres e ciclistas? Porque não trabalhar para recuperar e preservar o patrimônio cultural que está sob sua tutela? Ou para melhorar o ensino oferecido pelo município, que ganhou inadequadamente o lema “Cidade Educadora”? Por que não vetar alguns projetos da Câmara Municipal que vão aos poucos destruindo o Plano Diretor? Por que não exigir o funcionamento do Conselho Municipal de Planejamento - Complan, desativado por interesses da elite construtora ?

Me parece que não há, ainda, um planejamento adequado e idéias concertadas entre as secretarias municipais e o Instituto de Planejamento Municipal - IPLAM e mesmo com a UFV. Há, de vez em quando alguma idéia "brilhante" lançada no ar, sem embasamento ou conexão. Viçosa merece mais que isso!

Em Viçosa cabe sim um projeto de distrito industrial para indústrias que não se encaixam nos moldes propostos para o Parque Tecnológico e repetidos na intenção dos dirigentes municipais. O que temos é um arremedo de distrito.

A proposta em dicussão carece de melhor explicação.