A intenção é absurda: deixar umas casinhas para que os estudantes de Arquitetura e Urbanismo saibam que uma vez houve um conjunto de casas modernistas no Campus. Com o resto da nobre área, ocupar com novos prédios.
Não se deve querer destruir um patrimônio em que não são apenas as casas os elementos essenciais. É ignorar todo um conjunto urbano histórico e de qualidade que não se repetiu a não ser, talvez, como inspirador para o conjunto habitacional do Acamari.
Substituir belas casas por prédios modernos de boa qualidade arquitetônica? É isso que temos visto nesses últimos anos no Campus? Passar por cima da história? Repetir o que se quer fazer em toda a cidade que tem um patrimônio cultural?
Não há argumentos fortes em querer derrubar casas porque ocupam espaço nobre, que o próprio conjunto criou? Acabar com as casas porque a manutenção é cara? Quando é que houve manutenção de verdade? Será que são os únicos prédios que exigem manutenção? A praticidade pode sobrepujar a cultura?
É esse o desejo da Academia? Com certeza é de apenas uma parte desinformada.
Cabe aqui reiterar que sou contra a destruição do patrimônio histórico sexagenário, belo, original e único da Vila Gianetti. Gostaria de saber se estou só, num meio onde há Arquitetos e Urbanistas, Historiadores, Geógrafos, Sociólogos, Artistas, Educadores, Ambientalistas, Economistas Domésticos, Jornalistas e amantes da cultura e da história.