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28 outubro 2022

ENGENHO URUAÉ, PE

Engenho Uruaé. em Condado, Zona da Mata, Pernambuco. 
Antigo engenho ainda preservado. 
Hoje é um centro pedagógico.



Imagem: https://www.facebook.com/335167357409561/posts/338829803709983/

24 abril 2021

LIVRO RECOMENDADO E ESSENCIAL

 


O excelente  livro apresenta vasta documentação original e rica iconografia. As autoras Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling propõem uma nova história do Brasil."Em uma  travessia de mais de quinhentos anos, se debruçam não somente sobre a “grande história” mas também sobre o cotidiano, a expressão artística e a cultura, as minorias, os ciclos econômicos e os conflitos sociais (muitas vezes subvertendo as datas e os eventos consagrados pela tradição). 

No fundo da cena, as auoras mantêm um diálogo constante com aqueles autores que, antes delas, se lançaram na difícil empreitada de tentar interpretar ou, pelo menos, entender o Brasil. 
A apresentada "é a de um longo processo de embates e avanços sociais inconclusos, em que a construção falhada da cidadania o falhada da cidadania, a herança contraditória da mestiçagem e a violência aparecem como traços persistentes."

Lilia Moritz Schwarcz (1957) é professora titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo e global scholar na Universidade Princeton. É autora, entre outros, de O espetáculo das raças (1993) e As barbas do imperador (1998). Heloisa Murgel Starling (1958) é professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autora de Lembranças do Brasil (1999) e Os senhores das gerais (1986).

https://www.amazon.com/Brasil-Uma-Biografia-Portuguese-Brasil/dp/853592566X

31 dezembro 2019

FELIZ 2020! ou TEMPOS COMPLEXOS


TEMPOS COMPLEXOS

Êta 2019!

 Que ano tenso, denso e complexo em todos os âmbitos: no mundo, no Brasil, em Viçosa!  Nesse redondo ponto pálido azul, houve o acirramento da tomada do poder por uma direita histérica e perigosa. Dezenas de milhões de pessoas continuaram a ser expulsas de seus países e mal vindas aonde conseguiram chegar. Centenas de milhões de pessoas mudaram para as cidades, principalmente as de países pobres; cidades sem infraestrutura para suportar esse processo.  A fome, as doenças, a obesidade e os conflitos estão em todos os continentes. Até o Papa, uma figura de ética magnífica, ganhou inimigos ideológicos. Os impactos do aquecimento global ficaram mais evidentes com as mudanças climáticas. Tivemos mais períodos de secas e de inundações, mais furacões, recuo das geleiras, descongelamento do permafrost e aumento do nível do mar.

O esférico planeta Terra presenciou a mudança de um dos seus países, de amigo para vilão do meio ambiente. Queimadas e desmatamentos foram estimuladas por um governo irresponsável. O óleo derramado em quase todo litoral teve sua origem abafada. Multiplicaram-se a impunidade e os números de assassinatos de líderes políticos, de lideranças indígenas, de mulheres e de ambientalistas. Educação, ciência e cultura sofreram críticas pela ignorância desenfreada dos governantes. Escândalos envolvendo políticos não acabaram, mas foram abafados. Ampliaram-se discursos contra pobres, pretos e LGBTs. A falta de confiança nas instituições se ampliou. Acabaram com o Ministério das Cidades; ameaçam rasgar o Estatuto da Cidade e até mesmo acabar com as pequenas cidades. Quem confia nos governantes, nos parlamentares e nos juízes dos altos tribunais? Temos um energúmeno presidente que vomita diariamente besteiras e impropérios; espalha e estimula a mentira, a ignorância e o desrespeito. O governo federal deixou de ser laico e é dominado pelos líderes das igrejas pentecostais e neopentecostais. Nossa economia patinou e criou milhões a mais de empregos informais e mal pagos. E ainda tem quem apoie esse governo. Nossa outra grande vergonha: o Brasil ficou em penúltimo lugar no planeta em desigualdade social.

Quem matou Mariéle? Quem derramou o óleo? O laranjal vai ficar impune?

Chegando mais perto, nas nossas Minas Gerais, os crimes ambientais contra o Rio Doce e Brumadinho continuam sem soluções e as devidas indenizações. Barragens continuam a ameaçar a vida de milhares de pessoas. Salários dos funcionários públicos estaduais, como os professores permaneceram atrasados. Aqui em Viçosa, a área central ganhou praças arrumadinhas. Viçosa também ganhou um Plano de Mobilidade, realizado com participação popular. Viçosa quase ganhou um plano diretor, feito também com base na participação popular. O Plano teve um revés forjado pelas mentiras e ameaças apoiadas por aqueles que não querem regras ou que não se satisfazem com o que é sustentável. Com isso, o território municipal continua a ser ocupado irregularmente, por causa da ganância, da destruição ambiental e da expansão urbana esparsa.

2019 foi um ano quase surrealista, com muitas reversões de valores. Nós brasileiros, além de atrasados, nos atrasamos ainda mais, moral, sócio e economicamente. Ficamos mais pobres e mais alienados. Perdemos direitos sociais e trabalhistas. Espero, mas com muito ceticismo, que em 2020 seja possível voltar aos poucos aos trilhos do respeito, da valorização da ética, do conhecimento e da construção de um país, de um estado e de uma Viçosa menos desigual.

Foto:
https://www.brasildefato.com.br/2019/12/27/retrospectiva-2019-or-militarismo-logica-privatista-e-corte-de-verbas-na-educacao/