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29 abril 2010

Arquitetos: uni-vos para não perecermos

Estamos vivendo uma vergonhosa situação. Há colegas cobrando valores absurdamente baixos, pagando para trabalhar e prejudicando toda uma classe. Não é possível aceitar que estejam cobrando R$2, 00 até R$1,00 o metro quadrado de projeto arquitetônico. É impossível garantir alguma qualidade baseada na cobrança desses valores. Há, infelizmente, Arquitetos e Urbanistas também com título de Engenheiros Civis, que não cobram pelo projeto arquitetônico. Desse jeito, eles fazem muito mal para as duas profissões e muito pouco para seus bolsos.

Organizemos alguma forma de discussão, criemos um Núcleo do IAB, uma Associação de Profissionais ou o que for possível. Essa terrível competição está passando uma imagem totalmente distorcida para a sociedade que ainda nos conhece como profissionais supérfluos, decoradores ou desenhistas de "plantas", que nos escolhe porque fazemos "projetos baratinhos". O pior é que agimos como se fôssemos assim mesmo.

Arquitetos e Urbanistas! Essa situação não pode continuar. É preciso, mais que nunca discutir esta situação! Temos que nos reunir de alguma maneira, pois estamos dando tiro no pé de nossa já prejudicada categoria profissional.

01 junho 2009

Ética e custo de projeto arquitetônico

A redução dos valores cobrados pelo projeto arquitetônico tem criado uma série de problemas. A competição coloca profissionais em conflito e provoca uma série de constrangimentos, quando temos que explicar ao ex-futuro-cliente porque cobramos a mais que outros. Na prática, o aviltamento dos valores puxa a qualidade da arquitetura para baixo. Há arquitetos e urbanistas cobrando 1/3 do valor de alguns escritórios, que há anos mantem os mesmos e já baixos valores. Projetos são feitos sem detalhamento, sem o necessário amadurecimento e que serão executados sem sem que sejam acompanhados. Há arquitetos e urbanistas que também têm o titulo de engenheiro civil e sequer cobram pelo projeto arquitetônico. Ou seja, o projeto arquitetônico, sai de graça quando faz parte do pacote com o projetos estrutural e complementares. Ganha-se mais com as comissões da discutível reserva técnica, oriunda da indicação de materiais de acabamento. Tudo isso contribui para a desvalorização da profissão, que além dos profissionais antiéticos, disputa seu mercado de trabalho com engenheiros civis, decoradores, agrimensores, designers ou técnicos em edificação. Cada um desses profissionais deveriam atuar dentro de suas atribuições.