10 abril 2014

Retorno das transmissões pela TV das reuniões da Cãmara




Prezados Amantes de Viçosa:

É com muita alegria que comunicamos a todos a volta das transmissões pela TV Viçosa das reuniões da Câmara Municipal de Viçosa. Com o impasse nas negociações entre a FRATEVI e a Câmara Municipal, a AMEVIÇOSA decidiu procurar o Presidente da Câmara, o Vereador Luiz Eduardo Salgado, e a Magnífica Reitora da UFV, Professora Nilda Ferreira Soares, para reivindicar a volta das transmissões por se tratar de assunto de grande interesse público. Como de praxe, fomos prontamente recebidos pelo Presidente da Câmara, que nos repassou toda a documentação sobre a contratação desses serviços e, em seguida, fomos recebidos pela Magnífica Reitora que, sem nenhuma dificuldade, decidiu ajudar o nosso município, bancando boa parte dos custos de transmissão, o que não é barato. Para que tenham uma idéia do que isso significa, o custo de transmissão de uma hora de TV gira em torno de R$ 1.500,00, sendo que o município, por meio da Câmara Municipal de Viçosa, utiliza 25 horas/mês e absorve apenas R$ 12.000,00/mês desses custos. Portanto, a UFV vai bancar o restante das despesas com as transmissões.  A Magnífica Reitora nos disse que a Universidade Federal de Viçosa não poderia deixar de ajudar o nosso município nesse momento em que vive sérias dificuldades financeiras. Por isso, estamos muito satisfeitos.

Agradecemos aqui a forma gentil como fomos recebidos pelos nossos gestores públicos, que entenderam a necessidade de darmos continuidade ao projeto de fazer chegar até a população todas as informações e decisões produzidas naquela importante instituição legislativa. A Universidade Federal de Viçosa cumpre, mais uma vez, o seu papel de apoiar o desenvolvimento da nossa cidade.

Cordialmente

CICLOFAIXA IMPROVISADA GERA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS





Em ação coordenada pelo grupo Bicicletada Viçosa, em agosto do ano passado um mutirão para criar uma ciclofaixa na Avenida Marechal Castello Branco, quando ciclistas (aproximadamente três dezenas de pessoas) pintaram 560 metros de ciclofaixa no asfalto usando uma tinta látex removível. O grupo usou, naquela ocasião, as redes sociais para denunciar o número reduzido de ciclofaixas e espaços adequados para o ciclismo em Viçosa. Tal ação ocorreu sem nenhum incidente, tendo sido acompanhada, de perto, pela própria Polícia Militar, e agora tornou-se alvo do Processo nº 0090127-88.2013, que tramita na 2ª Vara Cível da Comarca de Viçosa, uma Ação de Indenização por Danos Materiais, movida pela Prefeitura de Viçosa contra dois estudantes universitários (Humberto Oliveira Rezende Amorim e Cauan Bittencourt Lana), ambos ligados ao movimento da Bicicletada Viçosa, e o ativista social Jershon Ayres de Moraes, uma das lideranças da Associação dos Amigos e Moradores de Viçosa (Ameviçosa). Na ação, proposta pela Procuradoria Geral do Município ( quando seu titular ainda era o advogado Ricardo Moreira Carraro, que exonerou-se na semana passada), alega-se que os três processados "foram além, porque obstruíram e picharam" cerca de 500 metros da pista de rolagem para criar a ciclofaixa que, "além de ilegal e atentatória à segurança de veículos e pessoas, repercutiu em danos ao patrimônio público. Tal o estrépito, que obstaculizou o trânsito de veículos regulamentados para a via, confundiu por semanas os motoristas e ameaçou os ciclistas que ali trafegaram posteriormente - movidos por uma expectativa de proteção e de legalidade obviamente falseada. Após depredarem permanentemente o logradouro e a sinalização horizontal ali colocada, à custa do patrimônio público os réus anunciaram-se ao público com glórias de quem havia desafiado a legalidade, as autoridades públicas e as instituições constituídas. Ensejaram, inclusive, ameaças premeditadas à magnífica reitora da Universidade Federal de Viçosa acerca de um próximo ato nas dependências federais", acrescentando que "em êxtase, minutos após a empreitada ilícita, o primeiro réu (Jershon) ainda reportou aos demais para certificar que 'foi um grande prazer ter participado com vocês'... Então, porque o interesse público não se curva a investidas medievais deste jaez, é mister notar a flagrante responsabilidade civil dos réus pelo prejuízo que causaram; anotado, também, no Boletim de Ocorrência nº m6415- 2013-0006979, REDS 2013-017651718-001... Para além de afrontar os mais comezinhos princípios de urbanidade, legalidade e convívio social, a conduta liberada de depredar o bem público também encontra barreira específica... Porque o trabalho do servidor também custa dinheiro dos munícipes, é certo que o valor despendido também deverá ser recomposto pelos malfeitores; para tanto nos termos do Código do Processo Civil requer o arbitramento de valor conforme a experiência e eventuais diligências a cargo deste douto juízo... Note-se que na matéria jornalística que apesar de terem propalado o sumiço espontâneo das pichações, uma semana após a empreitada e quando ainda regozijavam-se do ilícito, lá estava intacto o seu produto. Outrossim, sobre os réus terem depredado as faixas de pedestres com palavrões ao representante máximo deste Município, as fotografias atualizadas de 20 de novembro de 2013 evidenciam o dano permanente e respaldam o pleito de condenação dos mesmos à sua integral reparação; cujos serviços, porque especializados, demandam a contratação de terceiros no importe de R$ 4.500,00." Na ação propõe-se condenação solidária dos réus no importe de R$ 4.875,00, "a título de ressarcimento pelo prejuízo causado em função de seus ilícitos" e "igualmente
porque persiste uma parcela de prejuízo passível de liquidação, ao final requer seja apurado o valor/hora de trabalho dos servidores municipais e que aos réus seja imposto o pagamento da quantia" e ainda que "sem prejuízo da reparação em epígrafe, nos termos do Código de Trânsito Brasileiro requer seja declarada a prática do ilícito, arbitrada multa no importe de 300 UFIR e expedida em desfavor dos réus a referida ordem de pagamento", conclui a petição da Procuradoria Geral do Município de Viçosa.

Está generalizado em Viçosa a tomada de iniciativa "criminosa" por cidadãos quaisquer, em defesa de seus interesses particulares ou daqueles que eles julgam ser públicos. Tudo consequência da omissão das autoridades

Nas fotos: Os Estudantes de Arquitetura, Humberto Oliveira Rezende Amorim e Cauan Bittencourt Lana, e o Diretor da AmeViçosa, Jershon Ayres de Moraes.

PELO DIREITO DE MANIFESTAÇÃO

 

Em Agosto de 2013 aconteceu em Viçosa uma manifestação pela melhoria da mobilidade urbana – a BICICLETADA – reunindo estudantes e outros cidadãos viçosenses, que por um curto período de tempo circularam na região central da cidade de bicicleta e a pé. O protesto tinha o intuito de mostrar a insatisfação dos moradores da cidade com o descaso da prefeitura em relação à meios coletivos e/ou alternativos de transporte, como a bicicleta e o ônibus.

No fim do percurso, na Avenida Castelo Branco, foi decidido que seria demarcada uma ciclofaixa, de caráter temporário, como forma de chamar a atenção das autoridades locais para a falta de infra estrutura adequada para este tipo de transporte, a bicicleta, tão importante em uma cidade como Viçosa. Em momento algum o grupo envolvido teve a intenção de fazer uma demarcação permanente, sendo assim usada tinta que duraria poucos dias no local. É importante frisar que a população que transitava pela via, fosse à pé, de bicicleta ou automóvel particular aplaudiu a iniciativa durante todo o ato.

Esta semana estudantes que apoiavam o movimento receberam notificação de que estavam sendo processados pela Prefeitura Municipal de Viçosa por ato de vandalismo. Julgamos esta medida como injusta e absurda.

Viçosa, uma cidade que tem sido alvo constante de críticas em relação ao seu planejamento, gestão e comprometimento com a população tomou a postura de punir cidadãos que davam um grito de insatisfação e que desejam somente que a cidade avance de forma justa e inteligente.

Ao atacar as pessoas que de fato lutam por uma cidade melhor, a administração pública segue na contramão desperdiçando tempo e recursos importantes que poderiam ser utilizados para tentar melhorar os incontáveis problemas da cidade.
Não aceitaremos esta atitude retrógrada da Prefeitura e contamos com o apoio de vocês, estudantes, em nossa causa.

07 abril 2014

Água


Ótima invenção! Serve também para o nosso semi-árido. Quem sabe um dia até para outras regiões, pois obter água potável vai ficar difícil.
ciclovivo.com.br/noticia/italiano-constroi-sistema-que-transforma-vapor-em-agua-potavel-para-regioes-carentes

05 abril 2014

Churrasco indigesto

Artigo publicado no jornal Tribuna Livre de 03 de abril de 2014.

Bruegel - Gula

Ao final do churrasco de formatura da UFV, na segunda  semana de março, havia um tapete de lixo no lindo Recanto das Cigarras.  Era um lixo composto por milhares de pratos, copos e garfos plásticos,  guardanapos  e espetos de bambu; uma boa parte com pedaços de carne. Nas mesas, nos bancos, nas bases das árvores, nas muretas sobravam pratos com restos de guarnições. Centenas de quilos de desperdício. Um quadro lamentável, em se tratando de um público com educação universitária. Um nojo, uma vergonha, algo abominável!
Ao final do churrasco de formatura, vários participantes desfilavam com as mãos cheias de espetos de churrasco crus, levados para casa para fazer mais festas patrocinadas pelos contribuintes pais de formandos. Junto com os espetos, iam fardos de cerveja que não era das mais baratas. O tempo bom, a sujeira e o barulho infernal, o churrasco pode ter sido um sucesso para muitos. Mas o que ficou de imundície e desperdício é sinal de que há algo de podre no reino de fantasia dos formandos, que parece sugerir que detalhes assim são descartáveis, frente às comemorações. Afinal nosso país é rico e desenvolvido, não é mesmo? Quais são os limites desses fartos festejos?


Entre o lixo, várias 'dolinhas' (preservativos), garrafas PET, embalagens e palitos de picolé, papel higiênico, tampinhas, anéis de cerveja, fichas (do churrasco dos formandos), papéis de bala, centenas de bitucas de cigarro... outros lixos variados: calotas de carro, latas de cerveja, copos de milk shake...

Sinto, infelizmente,  no ar,  algo de podre rondando uma estrutura de um grande negócio que é a organização das festividades de formatura. Tal estrutura movimenta centenas de milhares de reais e é feita por meio de licitações regadas a muitas regalias e vantagens para os organizadores e para as empresas que organizam o megaevento de uma formatura na UFV. Espero que não haja, por baixo do tapete da organização desses eventos um lixo muito maior  e mais fedorento que aquele que resta dos churrascos de formatura. O processo exclui a maior parte dos formandos, aos poucos os homenageados, e até mesmo os parentes que gostariam de dividir o momento tão importante. A UFV entra com uma maravilhosa estrutura física, mas fica em franca desvantagem, é usada para que alguns se deem bem. Isso acontece ano após ano.
Sou a favor de comemorar, e muito, a vitória cheia de dificuldades, a trajetória, a formação dos estudantes. Pode ter baile, churrasco, abraços, música, aula da saudade, fotos mil. Isso os alunos merecem, mas tudo tem limites e o que vem acontecendo já os ultrapassou de longe. As abastadas solenidades excluem a maioria das pessoas que deveriam estar juntas comemorando tão importante momento. Até quando nós vamos ficar fingindo que está tudo bem? Não, não está tudo bem! Eu não compartilho e não concordo com isso. Parece que falta ética na organização, ouço  histórias de  corrupção e obtenção de vantagens pessoais, algo que deveria ser fiscalizado e averiguado. Visível, escancarado mesmo é o desperdício, a falta de educação com a coisa pública, a falta de reconhecimento por parte de alguns estudantes. Não é isso que ensinamos aqui, mas parece que sim, ou é, no mínimo, uma lamentável omissão da Academia. Há muita coisa a ser mudada, há muito a ser discutido. O modelo baseado no esbanjamento, na esnobação, na exagerada valorização material se esgotou.

Segunda foto:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1395431080737486&set=oa.641369372604732&type=1&theater

04 abril 2014

Carta de Freiburg


Um importante documento para as cidades. Vamos incluir as nossas?

http://www.academyofurbanism.org.uk/freiburg-charter/

01 abril 2014

Manifestação punida

Membros do movimento Bicicletada estão sendo processados por danos materiais pela prefeitura de Viçosa por causa da manifestação de novembro passado, em que dezenas de pessoas pintaram faixas de ciclovia na avenida Marechal Castelo Branco.
Estão sendo processadas por pedirem o que a cidade carece, o que a prefeitura não oferece.
Outras manifestações no país não tiveram essa retaliação.

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/ir-e-vir-de-bike/justica-anula-multa-por-crime-ambiental-aos-ciclistas-que-pintaram-ciclofaixa-autonoma/

Sinal vermelho

Trator não pode avançar sinal vermelho.

31 março 2014

Sobre acessibilidade

Trabalho de estudantes de Arquitetura e Urbanismo, da disciplina de Projeto, sobre acessibilidade.
Universidade Federal de Viçosa.


 https://www.youtube.com/watch?v=I0dgsauMShA&feature=youtu.be

VIÇOSA, UMA CIDADE REFÉM DA UFV.

O texto tem alguns pontos polêmicos no texto de Alex Andel, mas explicita um ponto crucial: UFV e Viçosa não conversam!

VIÇOSA, UMA CIDADE REFÉM DA UFV.
Localizada na Zona da Mata Mineira, Viçosa está á 225 km de Belo Horizonte, tem sua economia baseada principalmente nos salários dos servidores federais e municipais, da Universidade Federal de Viçosa e da Prefeitura Municipal, além do mercado imobiliário já em sinal de clara decadência, comércio local e quase nada da agricultura. Quando se fala no município, uma das primeiras lembranças é a Universidade Federal de Viçosa, legado deixado pelo viçosense mais ilustre, o presidente da república Arthur da Silva Bernardes.
Inaugurada na década de 20, a UFV, que já foi símbolo de desenvolvimento econômico na região, enfrenta hoje, crises crônicas na estrutura institucional: greves de servidores seqüenciais, terceirização em massa dos seus serviços, sucateamento da estrutura técnica, distanciamento dos problemas locais e conseqüente comprometimento na qualidade do ensino. Mesmo assim, inaugura novos prédios, abre novos cursos, numa clara continuação da política de propaganda expansionista adotada por ex-acadêmicos, que usam a UFV como “escadinha particular” para alcançarem altos cargos oferecidos pelo governo federal.
Exemplo desta política são os novos cursos abertos quase anualmente, que, sem concurso para novos servidores federais, e sempre contratados via terceirizadas ou através da FUNARBE, num desafio gritante às leis vigentes. Outro problema crônico provocado pela inércia da Instituição frente às aspirações locais é percebido através da clara dificuldade que cidade demonstra para acompanhar o crescimento da sua ilustre filha.
O Fundo de Participação Municipal (FPM), principal fonte de recursos da prefeitura, é um bom exemplo disso: tem como base apenas 73.333 habitantes, segundo o último senso realizado, porém, além deste número, Viçosa tem mais 20.000 estudantes, sendo 15.000 da UFV e 5.000 de faculdades particulares. E pior, a imagem de cidade pólo atraí pessoas de várias regiões circunvizinhas, alcançando número em torno de 150 mil pessoas.
Considerada uma das mais importantes instituições de ensino público do Brasil, a UFV já beneficiou grandes empresas, e foi escola de grandes nomes em vários setores no País e do mundo, mas, desconsidera totalmente o seu papel no seu próprio município, através de atitudes separatistas, e na maioria das vezes discriminatórias à população do município. Fato dificilmente admitido publicamente, nem pela Instituição, nem pelos administradores do município, devido à dependência que coloca Viçosa refém da UFV.
O atual aparelhamento partidário da Instituição fechou de vez as quatro pilastras à cidade. Imaginem um centro de ensino científico, distribuidor de pesquisas e conhecimentos valiosos para o mundo, extraídos do trabalho de viçosenses, mas não desenvolve nenhuma atividade real de extensão comunitária considerável ao desenvolvimento municipal? Vão citar que vem aí o PRONATEC, outro programa às pressas do governo federal encampado pela UFV.
Existem algumas ações que no final se tornam um aglomerado de estagiários, outra questão social complicada no município. Em grande número, estes “escraviários”, como são chacoteados até por seus professores, se sujeitam a serviços em perfeitas condições de vínculo empregatício devido às suas exigências acadêmicas, substituindo trabalhadores locais que não conseguiram entrar na Universidade e precisariam entrar no mercado de trabalho. Isso acontece numa total inércia das autoridades e o silêncio absoluto da imprensa local, resultantes da dependência econômica destas, que preferem exaltar a beleza, a história e as descobertas da Universidade, que denunciar os resultados drásticos que esta dependência imposta pela ditadura Ufeviana está provocando na qualidade de vida da população local.
Uma das crises recentes foi quase fechamento do atendimento emergencial do Hospital São João Batista, não acontecendo devido à intervenção do governo estadual que disfarçou a situação, mas não resolveu. Sabe-se que devido à falta de entendimento da administração da UFV com o município, viçosenses perderam a oportunidade de ter um dos melhores hospitais universitários da região.
Um dos vários exemplos desta estratégia administrativa discriminatória são os dois únicos espaços de eventos públicos existentes. Poucos sabem: o parque de exposições e espaço aberto de eventos, que vivem trancados criando mato, moscas e cobras, são da UFV. Enquanto a população é obrigada a conviver com as festas de estudantes fechando ruas do município, como a avenida Santa Rita, uma das principais vias centrais, totalmente à margem da lei.
Lembrando que sempre que a prefeitura precisa de um dos espaços para realização de festas tradicionais para a população, os espaços são usados como moeda de troca ou então são impostas tantas dificuldades que tornam impossível a realização de eventos para a população.
Tamanha a força e medo da ditadura da atual administração da Universidade Federal de Viçosa, até sob seus universitários, servidores e professores, ficou explicita no período das manifestações. Grupos de estudantes, muitos de outras cidades, totalmente desengajados da política local, saíram às ruas reivindicando mudanças na prefeitura municipal, principalmente na saúde, mas a UFV, foi uma das únicas universidades públicas do Brasil que não teve qualquer manifestação dentro do seu campus, apenas algumas fitas pretas amaradas em árvores do campus, mesmo assim em silêncio e às escondidas, evitando-se represálias.
O município de Viçosa enfrenta crises na segurança, educação, saúde, administração, inclusive com a cassação de um prefeito e outro recorrendo no cargo, crise social, econômica, e ainda carrega o fardo de ter que enfrentar sem nenhum apoio, problemas que poderiam ser mais estudados e pensados se a UFV cumprisse seu papel no desenvolvimento municipal. O município enfrenta sérios problemas ligados ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, em proporção por habitante, a cidade é uma das principais consumidoras de bebidas alcoólicas do Brasil, sem falar em drogas, com forte impacto social deste fato na população local.
Atos de vandalismo e depredação do patrimônio público, acidentes de trânsito, desrespeito à lei do silêncio, principalmente nos freqüentes eventos de bebidas liberadas organizados por comissões de estudantes, recheando os dois únicos hospitais da cidade de pessoas bêbadas, demandando um policiamento que o município não tem, e mesmo assim, quando chamada ao debate, a atual direção da Universidade insiste na omissão: “o que acontece fora do campus não é problema da administração da Universidade”. Omissão que proporciona à população resultados assustadores e nunca divulgados com responsabilidade.
Em dias de festas universitárias, estudantes caminham lameados feito zumbis pelas ruas; representantes de universitários pleiteando na Câmara Municipal a extensão do horário de funcionamento dos bares de 2 para as 4 horas da manhã. Cenas reais que os viçosenses da cidade “educadora” têm que conviver e lutar para que seus filhos não sejam levados nesta aberração social disfarçada de alegria, resultante do viciamento gradativo desses jovens.
Ao questionar a situação com administradores do alto escalão da UFV a resposta é padrão: “A Universidade é feita para ensinar seus alunos e não administrar o município.”. Uma omissão temerosa na formação desses milhares de profissionais, pois o ensino acadêmico, tem como base a formação humana do profissional, que somente é possível, através da inserção destes nos problemas da comunidade, talvez seja este o verdadeiro motivo de serem raros novos “Arthur Bernardes”. Atualmente 90% dos servidores da UFV são moradores do município e dependem de uma vida de descanso digna para exercerem seu trabalho, mas muitos na direção da Universidade agem como se Viçosa estivesse contida nela, e não o inverso.
Não existe aqui intenção de colocar população contra os estudantes, ou vice-versa. Muitos estudantes já expressaram publicamente que gostariam de ajudar mais o município, entretanto esbarram nas ações separatistas da administração da Universidade, que nunca diz não, mas impõe tantas dificuldades e exigências tornando ações positivas ao município quase impossíveis de serem executadas. Fazendo de Viçosa cada dia mais refém da Instituição.
Longe da intenção do autor desconsiderar todos os benefícios que a UFV já proporcionou à cidade e seus munícipes. Tenta-se apenas alertar as pessoas desatentas e embriagadas com o marketing da UFV, este sucesso foi construído através do esforço e abdicação de muitos da população, que cederam suas casas e costumes a seus visitantes. Hoje esta dependência criou uma situação insustentável para o município que não acompanha o crescimento da UFV.
Devido o texto alongado, nesta oportunidade não destacaremos agora a verdadeira “caixa preta” da instituição: verbas milionárias de pesquisas financiadas por instituições públicas e privadas, quase nunca fiscalizadas, gerando negócios bilionários, professores empresários com fortunas incompatíveis com seus salários, às custas do desgaste da qualidade de vida local. Exemplo destes fatos, janeiro de 2014, enquanto a inflação do País foi de 0,55%, em Viçosa a inflação atingiu 3,63%. O acumulado nos últimos 12 meses em Viçosa ficou em 11,15%.
Talvez para que fatos como estes sejam sempre abafados a eleição para Reitor na UFV seja determinante, e mexe com o viçosense e o País. Pessoas atentas notam figuras novas em fotos que não eram vistas há bastante tempo, confirmando a máxima: “quem não é visto, não é lembrado”, num claro tom de campanha na Instituição, sempre muito silenciosa, devido o medo das represálias da ditadura Ufeviana, que em breve destinará o futuro de muitos viçosenses e outros brasileiros.
Lembra-se neste momento do argumento de um professor da própria UFV, numa de suas palestras sobre os benefícios e problemas dos reflorestamentos à base de eucalipto: “o eucalipto é o futuro da economia, gera energia e pode ser usado como matéria prima para indústria de base, mas onde ele se desenvolve mata todas as plantas à sua volta, consumindo inclusive muita água do terreno onde foi plantado.” Falando em água, esta é outra crise municipal atualíssima, e pior, passa dentro da UFV, mas isso é outro assunto.
Alex Andel – Jornalista, radialista e advogado.

Elevador para ciclistas

A cidade norueguesa de Trondheim tem uma engenhoca que faria muitos ciclistas brasileiros felizes: o CycloCable. Trata-se de uma espécie de elevador, feito para dar um empurrãozinho na hora de subir uma ladeira de bicicleta.


Simples e resolve um prroblema de cidades com topografia desfavorável.

http://catracalivre.com.br/geral/mobilidade/indicacao/cidade-norueguesa-tem-elevador-para-ajudar-ciclistas-em-ladeira/

27 março 2014

Mais um excelente texto do Dionísio!


Galerias Pacífico - joia portenha

Imponente, em plena Calle Florida, Buenos Aires. Projetado pelos arquitetos Emilio Agrelo e Roland Le Vacher, em 1889 para funcionar como um conjunto de lojas chamado Bon Marché, inspirado pelo homônimo de Paris.

Abandonado por anos, o edifício foi requalificado em 1991, com projeto de Juan Carlos López e Associados e re-inaugurado em 1991.

Obra de arte em arquitetura.