Temas de discussão: Arquitetura e Urbanismo. Planejamento Urbano. Patrimônio Histórico. Futuro das cidades. Pequenas e médias cidades. Architecture and Urban Planning. Heritage. The future of the cities.
28 setembro 2023
Casa de Câmara e Cadeia de Mariana
Escola de Ofícios Tradicionais em Mariana
17 setembro 2023
A HORRIVEL ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DE VIÇOSA:
A estação rodoviária de Viçosa é um horroroso cartão de visita de Viçosa. Sempre mal gerida, estado de conservação ruim. Inaceitável! O jardim frontal nem vou mostrar!
13 setembro 2023
PROJETO ARQUITETÔNICO
Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa-MG, em 08/09/2023
Quero enfatizar aqui algumas questões sobre a importância do projeto arquitetônico. Primeiramente, devo afirmar que o projeto arquitetônico é atribuição específica do arquiteto e urbanista. Em seguida, alerto que o projeto arquitetônico deve ser justamente remunerado, para que seja corretamente executado, caso contrário haverá prejuízos para o projetista, para o construtor, para o usuário e para a cidade.
Quem atua em Medicina é médico, quem atua em Direito é advogado, quem atua em Agronomia é agrônomo. Quem projeta pontes, elabora cálculo estrutural, desenvolve instalações prediais é o engenheiro civil; quem projeta edificações e espaços urbanos é o arquiteto e urbanista. Todos devem ser remunerados adequadamente pelo que exercem. Embora seja uma questão em avaliação judicial, uma disputa entre os conselhos profissionais de engenharia civil e de arquitetura e urbanismo, nenhum outro profissional, além do arquiteto e urbanista, tem atribuição legal para elaborar projeto arquitetônico. Esse profissional recebe tal atribuição pelo que estudou no curso de graduação, composto por um amplo conjunto de disciplinas necessárias para garanti-la.
Um projeto arquitetônico é a base, a instrução precisa de como serão os espaços adequados aos usos demandados. Esse precisa ser muito bem discutido com o cliente e com o engenheiro civil antes de chegar à versão definitiva; precisa atender às leis urbanísticas para que seja aprovado pela prefeitura (o que pode incluir as exigências do Corpo de Bombeiros); precisa atender às inúmeras normas às quais estão sujeitos (acessibilidade, vigilância sanitária, legislação ambiental, de patrimônio etc.). O projeto arquitetônico precisa ser claro e detalhado para que não haja dúvidas quanto às técnicas e detalhes construtivos; acarreta consigo a responsabilidade técnica, por isso precisa ser pago de forma justa, fato que nem sempre acontece. O projeto mal pago resulta de duas direções: o profissional que cobra mais barato que os colegas (o que é antiético) e o cliente que não quer pagar adequadamente (isso posso chamar de economia porca). Nada disso dá certo, isso cria problemas, sai muito mais caro. Projetos mal pagos e, consequentemente não desenvolvidos, comumente trazem prejuízos por resultar em soluções improvisadas, adaptações, desmanches e reconstruções; eventualmente em embargos pelos órgãos de fiscalização. Em cidades pequenas, onde não há sequer regras de construção, o problema é ainda mais sério, pois muitas construções são insalubres, mal iluminadas e pouco ventiladas, muitas invadem calçadas, debruçam-se por sobre os cursos d’agua e usam as ruas como estacionamentos.
Há clientes de arquitetos e urbanistas que pechincham pelo custo de um projeto, mas não hesitam em pagar muito mais por uma bancada de silestone, por um conjunto de ferragens da hora, por um granito importado. Às vezes resolvem seus projetos com gente inabilitada. Não é incomum assim procurarem um arquiteto e urbanista para consertar o que não tem mais jeito. Muitos clientes se recusam pagar pelo acompanhamento da obra, o que é um equívoco, pois sempre há alguma dúvida, algum pequeno ajuste a ser feito. É essencial que esses ajustes sejam feitos pelo projetista, pois decisões, mudanças de última hora podem acarretar grandes problemas. Um projeto justamente pago representa um percentual muito pequeno (em geral de 2 a 5 %) de um custo da obra, o que significa que esse percentual é responsável pelo gasto dos demais 98 a 95% de uma obra; vejam o tamanho da responsabilidade! Construa certo, contrate um arquiteto!
10 setembro 2023
FESTA ALEMÃ EM JUIZ DE FORA
28 agosto 2023
CONCURSO PARA PROFESSOR EFETIVO - PROJETO ARQUITETÔNICO E TECNOLOGIA
Classe: Professor Classe A – com denominação Adjunto A (Edital de Concurso Público nº 63/2023)
Área/Subárea: Projeto e Tecnologia.
Titulação exigida: Graduação em Arquitetura e Urbanismo e Doutorado em Arquitetura e Urbanismo ou áreas afins.
Inscrição: até 21 de setembro de 2023 (www2.gps.ufv.br/gps-web/editais/634/).
https://www2.gps.ufv.br/gps-web/editais/634/
26 agosto 2023
24 agosto 2023
LIVRO RECOMENDADO
Joice Berth, arquiteta e urbanista, é uma das ativistas antirracistas de maior destaque no Brasil. Lançou seu primeiro livro sobre direito à cidade. Livro importante, necessário.
"Joice Berth propõe alternativas aos municípios brasileiros do século 21, para que possam se transformar em espaços de sinergia de saberes, congregação dos diversos modos de vida e de oportunidade de uma existência melhor para todos, sem distinção de gênero, raça, classe e orientação sexual."
https://www.amazon.com.br/cidade-fosse-nossa-Joice-Berth/dp/6555480211
19 agosto 2023
ESTAÇÃO MALTRATADA
13 agosto 2023
CADÊ O COMPUR?
CADÊ O COMPUR?
Artigo publicado no jornal Folha da Mata, Viçosa, em 10 de agosto de 2023.
O Plano Diretor de Viçosa, aprovado em 15 de maio de 2023, recriou o Conselho de Planejamento Urbano (Complan), desta vez com o nome de Conselho Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano-Rural (Compur). Será a segunda tentativa de colocar em prática algo que, infelizmente, nunca aconteceu, considerando a sua importância para o desenvolvimento da política territorial de Viçosa. As competências e a composição do Compur serão basicamente as mesmas propostas há vinte e três anos. Há 23 anos Viçosa tinha doze mil habitantes e alguns milhares de estudantes a menos. Isso corresponde a uma população inteira de Teixeiras, ou mais que a de Cajuri e Coimbra somadas. Com esse acréscimo populacional significativo os problemas do processo de urbanização ampliaram-se, com o espraiamento da malha urbana gerando graves impactos no ambiente, o agravamento das questões como a produção de água, a falta de solução para o tratamento de esgotos, a qualidade de moradia, a acessibilidade e o trânsito. O Complan teria ajudado bastante nas gestões passadas.
O Compur será um órgão colegiado de natureza normativa, deliberativa e consultiva, que terá por finalidade estudar e propor diretrizes para a formulação e implementação da Política Urbana de Viçosa, bem como acompanhar e avaliar sua execução, conforme dispõe a Lei Federal nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade). São algumas das competências, além de coordenar, acompanhar e avaliar a implementação do Plano Diretor e da legislação urbanística que o complementa: analisar, propor, aprovar e emitir pareceres sobre eventuais alterações do Plano Diretor; acompanhar a execução da política de desenvolvimento urbano do Município de Viçosa; debater e elaborar propostas de projetos de lei de interesse urbanístico e regulamentações necessárias. Também caberá ao Conselho discutir e encaminhar soluções sobre as omissões e contradições da legislação urbanística municipal, bem como analisar as propostas de alteração da legislação urbanística.
O Conselho Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Rural será composto por 14 membros. Será respeitada a composição paritária entre representantes do Poder Público e a sociedade civil. O Compur será formado por representantes do Poder Público (secretários municipais, Defesa Civil, órgão de trânsito e dois vereadores) e sociedade civil (arquiteto e urbanista, com atuação em planejamento territorial urbano; advogado com atuação na área de direito urbanístico; pessoa indicada por associação civil representativa dos moradores de bairros, pessoa indicada pelo setor empresarial).
Segundo o Plano Diretor, o órgão responsável pelo planejamento territorial do Município de Viçosa – atualmente o Geoplam - deverá prestar o apoio técnico e administrativo necessário ao funcionamento do Compur. Os prazos para início de instalação do Compur já estão correndo, pois o Plano, aprovado em 15 de maio último, começou a valer em 15 de junho e previu o início da instalação desse conselho no prazo de trinta dias, devendo ser finalizado no prazo de noventa dias da vigência do Plano Diretor. Enfim, as regras estão aprovadas e o prazo está correndo. Vamos, mais uma vez, cobrar a instalação e o funcionamento do Compur, pois a história nos conta que a sua instalação e principalmente a permanência do Conselho dessa importância não é um processo simples, exige vontade política, interesse para o bem comum e continuidade para produzir os resultados esperados. O extinto Complan nasceu morto, e o destino do Compur enfrentará os mesmos desafios para persistir. Depende da nossa vigilância e cobrança.
08 agosto 2023
Oppenheimer























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