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17 maio 2020

PEQUENAS, MÉDIAS E GRANDES CIDADES



PEQUENAS, MÉDIAS E GRANDES CIDADES

Artigo publicado no jornal Folha da mata, em 15/5/2020, Viçosa, MG

Sem esgotar a discussão sobre o tema, o que é impossível em quinhentas e poucas palavras, este texto pretende esclarecer, os termos que usamos rotineiramente, mas às vezes de modo impreciso. Trata-se dos termos “município”, “cidade”, “cidade pequena”, “cidade média” e “cidade grande”.
O município, segundo a legislação brasileira, é uma circunscrição territorial dotada de personalidade jurídica e com certa autonomia administrativa. É a menor unidade autônoma da Federação, embora o município possa ser também subdividido em distritos. O Brasil possui 5.570 municípios. Alguns deles têm população e área maiores que a de vários países do mundo (o município de São Paulo tem cerca de 12 milhões de habitantes), outros com menos de mil habitantes. Alguns têm área maior do que vários países (Altamira, no Pará, é quase duas vezes maior que Portugal). Santa Cruz de Minas, em Minas Gerais, é o menor município em extensão territorial, com apenas 3,56 km².

A cidade é a sede de um município. É delimitada por perímetro urbano. É uma área com maior densidade habitacional que a das áreas rurais. É uma área urbanizada, ou seja, conta com maior infraestrutura viária, com iluminação pública, com sistema de saneamento básico, com equipamentos públicos e indústrias. É formada por parcelamentos de solo em lotes pequenos.  A cidade pode ser pequena, média ou grande. Defini-la por tamanho, pode nos confundir. Essa pode ser pequena em tamanho, mas pode estar inserida em um município de grande extensão. O inverso também pode ocorrer.

Temos duas formas de definir as cidades: uma forma é pelo porte demográfico; outra é pela importância e pela influência que exerce em uma determinada região. O que define uma cidade como pequena, média ou grande é o número de habitantes, mas isso pode variar. Segundo o IBGE, uma cidade de pequeno porte demográfico é aquela que possui menos de 100 mil habitantes; uma de médio porte é aquela que possui entre 100 mil e 500 mil e uma grande possui mais de 500 mil. Podemos adotar outras referências, pois alguns estudiosos chamam de pequenos centros aqueles locais com até 50 mil habitantes e outros denominam de megacidades aquelas com mais de 5 milhões de habitantes. No entanto, esse critério de usar o número de habitantes como variável pode não levar em conta as especificidades de cada uma delas.

Aí entra um segundo critério de caracterização, em função da importância regional que uma cidade exerce. Em sua grande maioria, as cidades pequenas têm uma relação especial entre o campo e a urbe. Mas uma pode ser pequena em população, no entanto exerce importante papel em uma região. Há cidades com menos de 100 mil habitantes que podem ser chamadas de cidades médias. Há aquelas com mais de 100 mil habitantes que não. Uma cidade média ou grande pode ser assim caracterizada em função de sua importância estratégica, comercial ou de serviços para uma microrregião ou para uma grande região. Dessa forma, podemos dizer que Viçosa é de porte demográfico pequeno e, ao mesmo tempo, podemos considerá-la como média, pela sua importância como polo universitário. Da mesma maneira, uma cidade com menos de cem mil habitantes na Amazônia pode ser média, pela importância logística.


23 agosto 2019

EVENTO RECIME



A Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias (ReCiMe) realizará o IV CIMDEPE - Simpósio Internacional sobre Cidades Médias: Urbanização e cidades médias, entre os dias 20 e 24 de abril de 2020, em Vilarrica, no Chile. A ReCiMe, com sede na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem mais de 50 pesquisadores e conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com bolsas e projetos fomentados.

Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e técnicos e a inscrição de trabalhos pode ser feita até 15 de novembro de 2019. Os trabalhos não selecionados para compor as sessões de trabalhos em forma de mesas redondas, poderão ser indicados para exposição em formato de pôster, a critério do comitê científico. Veja aqui detalhes sobre a submissão de trabalhos.

O Evento

O Simpósio aborda as preocupações tradicionais das cidades médias que tem recebido grande quantidade e diversidade de pesquisas em perspectiva histórica, questões econômicas, industriais, do agronegócio, no comércio, nos novos espaços de consumo e nas desigualdades sociais. A proposta é incluir, ainda, temas que não tem sido abordados com frequência nos estudos latino-americanos, como modelos e simulações de crescimento urbano, desenvolvimento sustentável, resiliência e nas questões culturais nas cidades médias.

São propostos os seguintes temas que deverão ser debatidos nos Grupos de Trabalho (GT):

  • Produção e modelação do espaço em cidades médias marítimas, lacustres e fluviais. Reflexões sobre políticas públicas, sustentabilidade e resiliência urbana
  • Rede urbana (História, tendências e perspectivas)
  • Reestruturação produtiva, indústria e cidades médias
  • Urbanização, expansão urbana e novos espaços de consumo
  • Desigualdades socioespaciais. Produção de moradia, dinâmica imobiliária e segregação residencial
  • Interculturalidade, agronegócio e questões alimentares em cidades médias.

Foto:

23 julho 2019

BENTO GONÇALVES - RS



Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha - 96.000 habitantes.
IDH-M 0,870 (Muito alto, PNUD-2010)
A capital brasileira do vinho, é também polo moveleiro, metalúrgico e  de fruticultura.

Cidade bem cuidada, planejada e com alta qualidade de vida.

Terra da Epopeia Italiana. A saga da imigração italiana, um espetáculo emocionante.

Foto 1:

25 maio 2019

MURIAÉ - MG


Muriaé - 108.000 habitantes
IDHM: 0,734 (alto) - MG: 0,731 (Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, 2010)
1,25 % população extremamente pobre  - MG : 3,49 (Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, 2010)

Centro. O novo em desarmonia com o antigo.

Patrimônio Histórico com alguns exemplares tombados.

Uma cidade com trânsito movimentado pelo grande número de automóveis.


22 outubro 2016

PLANMOB VIÇOSA

Segunda reunião setorial do PlanMob Viçosa - Secretários Municipais, Corpo de Bombeiro (UFV e Viçosa), Polícia Militar e cidadãos- Foto Ítalo Stephan, 2016

Artigo publicado no jornal Nova Tribuna, de 19/10/2016

Viçosa já começou a desenvolver seu Plano de Mobilidade Urbana - PlanMob Viçosa.  Mas, o que é um Plano de Mobilidade Urbana? O PlanMob Viçosa será um conjunto de propostas elaboradas para melhorar as condições de acessibilidade dos pedestres; do transporte coletivo; do uso de bicicletas; dos deslocamentos dos veículos motorizados. Viçosa tem a obrigação legal de elaborar seu Plano de Mobilidade Urbana e a ela começa atender. A execução do plano é uma exigência da Lei da Mobilidade Urbana - PMU, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Além disso, de acordo com o Estatuto da Cidade, os municípios com mais de vinte mil habitantes, que é o caso de Viçosa, entre outros, são obrigados a ter PMU integrado ao Plano Diretor local, que está sendo revisto e em fase de conclusão do anteprojeto, que será apresentado em breve em audiência pública.

O PlanMob terá como hierarquia de prioridades o pedestre e seu ambiente, pois o caminhar é a forma mais universal de circulação em qualquer cidade. A calçada é a via por onde circula o modo de transporte mais frágil e mais numeroso. As prioridades seguintes serão o usuário do transporte coletivo, o usuário do transporte não motorizado e o usuário do transporte individual. O PlanMob Viçosa será elaborado a partir de vários estudos, levantamentos e das contribuições da participação da população. Serão desenvolvidas inúmeras propostas, dentre elas as para a melhoria da circulação e sinalização do trânsito, a partir das medições dos fluxos de veículos nos cruzamentos que já estão sendo feitas e das contribuições que a população venha a fazer, seja nas reuniões, respondendo aos questionários ou utilizando a rede mundial de computadores, para expressar suas opiniões. Há pontos outros pontos cruciais a serem tratados, como a avenida Marechal Castelo Brancos e outras vias estruturais que ligam partes da cidade. Já há outros levantamentos em andamento, como o da qualidade das paradas de ônibus e das calçadas, as condições dos estacionamentos, as condições de uso de bicicletas, temas que ajudarão a definir o que de melhor poderá ser feito. Estão sendo feitos vários levantamentos sobre a legislação municipal e federal, sobre diversos documentos produzidos, como monografias, teses e estudos já realizados pela UFV.

O PlanMob Viçosa será referência para definir programas, projetos, ações e investimentos públicos para um período de dez anos. Há várias formas em que os cidadãos poderão contribuir com críticas e sugestões de melhorias. Participe das reuniões públicas. Nesta semana já serão iniciadas reuniões com a presença de representantes de setores da sociedade, como a empresa de ônibus, a associação dos taxistas, transportadores de carga, do transporte escolar, de setores ligados à segurança pública, construção civil, ONGs além de representantes de estudantes do ensino superior. Colabore quando for convidado a responder questionários sobre o PlanMob. Conheça a página do PlanMob Viçosa e contribua com a sua opinião, crítica ou sugestão, ou através do e-mail planmobviçosa@gmail.com.