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06 maio 2017

Verde Cataguases

 A intensa arborização nas ruas é uma das características de Cataguases. Embeleza, ameniza o clima quente, oferece sombra para descanso. Foto Ítalo Stephan, maio 2017.

Do alto das casas, a arborização é uma massa compacta, esconde a rua,  muito verde e agradável. Foto Ítalo Stephan, maio 2017.

22 março 2014

Qualquerlândia: Travessa Purdue

Um retrato síntese de Viçosa: a travessa Purdue, ligação entre a avenida Santa Rita e os bairros Ramos, Clélia Bernardes e Fátima.

Rua importante com péssima pavimentação, calçadas estreitas e inacessíveis, poluição visual, sujeira nas ruas, ocupação das margens dos rios, falta de sinalização e de lixeiras, má iluminação, insegurança e péssima aparência estética.

26 setembro 2010

Balaústre meu amor









Em outra edição da Folha da Mata (24/09/2010), Pélmio Carvalho destaca em seu editorial "O balaústre da discórdia", sobre a audiência pública da intervenção no Balaústre, que seu jornal se manifesta "sempre, favoravelmente a toda ação de demolição e modernização da cidade" e ainda escreve:

"Estamos, os viçosenses, todos envolvidos em nova questiúncula. Desta feita, devido à formação e posicionamento entre dois grupos: aqueles que querem a conservação do status quo daquela balaustrada que serve de travessa, corrimão e peitoril entre os dois desníveis da Avenida Bueno Brandão, em Viçosa, e aqueles que são favoráveis ao progresso e à modernidade."

Outros equívocos:

"Falavam em Patrimônio Histórico, como se estivessem falando em um prédio situado em todas as maiores cidades e em HISTÓRIA como se fosse aqueles contos que nos contam nossos velhos sobre a figura de nosso folclore ou das peripécias de nossos avoengos."

Em uma lista de definições sobre história cita: "Restaurar um edifício não é mantê-lo ou refazê-lo, mas restabelecê-lo num estado completo que pode nunca ter existido – EugênioVioleta-le-Duc [sic] – arquiteto restaurador (este sim, sabia das coisas)".

O pretenso historiador precisa urgentemente rever seus conceitos. E ler as Cartas Patrimoniais.

Como ele mesmo disse: "A ementa [sic] ficou pior que o soneto" .

Para "aprender" mais, leiam o editorial completo, com um bom dicionário ao lado.

Gente, progresso e preservação são perfeitamente e desejavelmente compatíveis.

29 maio 2010

Dores do Turvo: patrimônio em risco




A imponente igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, inaugurada em 1943, na pequenina Dores do Turvo (4600 habitantes, IDH: 0,711), em plena Serra da Mantiqueira, a 54 km de Viçosa, precisa de cuidados.

É uma igreja com algumas características ecléticas. Implantada sobre platô acima da praça, é acessível por ampla escadaria e rampa lateral. Sua planta é organizada em átrio ladeado por batistério e nicho com as figuras de Jesus, Maria, Maria Madalena, São Dimas e São João Evangelista. Se desenvolve em nave principal ladeada por duas naves laterais. Ao fundo, ao lado do altar, dividido por arco cruzeiro, ficam a capela e um conjunto de salas. Ao fundo a planta se desenvolve a partir de um decaedro dividido ao meio.

Suas duas torres se erguem, escoradas em contrafortes, em 4 blocos justapostos sendo que o quarto tem os cantos chanfrados e é encimado por cobertura cônica que termina em cruz de metal. Tem apenas uma entrada central ladeada pelas estátuas de São Pedro e São Paulo.

É riquíssima internamente, com pinturas e imagens de grande qualidade artística. Embora sóbria externamente, pois seu revestimento foi feito à base de pó de pedra não faltam cores internamente.Tem um raríssimo órgão tubular, ladrilhos hidráulicos variados em ótimas condições.

Está interditada porque há riscos para a segurança de seus frequentadores. As instalações elétricas não são seguras. Há algumas trincas, que aparentemente que afetam apenas o reboco, mas são perigosas pois podem soltar pedaços de uma grande altura e ferir gravemente as pessoas.

É necessário cuidar desse importante patrimônio cultural. A igreja precisa de projetos de incêndio, cuidados nas instalações, preservação das suas obras de arte.

25 setembro 2009

De olho na Câmara!

De olho no que está sendo discutido na Câmara Municipal de Viçosa:

Serviço de Limpeza Urbana:
O que se discute é se o serviço de limpeza urbana (resíduos sólidos - lixo) deve ir para o SAAE.
Há a questão da função social e o papel do estado nesse assunto, no caso o papel da competente autarquia municipal e sua capacidade de contratar trabalhadores via concurso e manter os recursos circulando no município. A terceirização do serviço ganha força por parte de alguns vereadores, pois os empresários estão de olho apenas nos recursos (300 mil reais), e podem prestar um serviço de forma precária, visando apenas o dinheiro.

Doação de um terreno público
Uma área de cerca de 1400 m2, próximo da ESUV, está sendo proposta para ser doada para a Associação Comercial fazer sua sede. Em contrapartida, doariam um pavimento para a PMV instalar a Secretaria de Ciência e Tecnologia, construiriam uma praça de cerca de 200 m2 para a população local. Enquanto isto, o município não encontra área para construir seus equipamentos. É descabida a proposta, uma vez que local mais adequado e pensdo para a sede da administração municipal e as secretarias é o Colégio de Viçosa. A destinação de terra pública tem que ser amplamente discutida. A proposta é absurda. O município não tem que resolver nada para a Associação Comercial. O município precisa preservar o pouquíssimo que tem de áreas para cumprir o seu papel de Estado, de forma a atender às necessidades da população. A área deve servir para a implantação de um equipamento público que atenda a região (edificação destinada à saúde, educação, assistencia socia letc.).

13 abril 2009

O direito de dormir

Ítalo Stephan. Publicado no jornal Tribuna Livre em 09/04/2009

Quase todo o mundo que trabalha o dia inteiro, a semana inteira quer e precisa ter suas merecidas horas de descanso, à noite e nos finais de semana. Em Viçosa este direito está cada vez mais difícil de ser usufruído. Há, durante as noites muito barulho que perturba e transforma os sonhos em mau humor e cansaço.
Observando o Código de Posturas de Viçosa (Lei 1.574/2003), fica claro que há negligência do poder público e inúmeras infrações:
Art. 132 – O Município assegurará a ordem, o decoro e o sossego públicos.
Art. 136 – É proibida a emissão de ruído, como tal entendido o som puro ou mistura de sons, capaz de prejudicar a saúde e o sossego públicos.
Art. 131 – Por motivo de conveniência pública, poderão funcionar em horários especiais os seguintes estabelecimentos: VIII – restaurantes e bares: nos dias úteis, domingos e feriados de 7 às 2 horas da manhã.
Art. 139 – Independentemente da medição do nível sonoro, são proibidos os ruídos: I – produzidos por veículos com equipamentos de descarga abertos ou silencioso adulterado ou defeituoso; e III – decorrentes de qualquer atividade que produza ruído caracterizando flagrante incômodo à comunidade circundante, antes das 7 (sete) horas e depois das 19 (dezenove) horas, nas proximidades de escolas, hospitais, asilos, orfanatos e congêneres e antes das 7 (sete) horas e depois das 22 (vinte e duas) horas nas proximidades de residências.
Cães nervosos latem enquanto os acostumados donos já não são perturbados. Mas esse é um dos problemas menores. Os causadores dos desagradáveis incômodos noturnos são seres de uma raça conhecida como racional e social, formada por homens e mulheres. Há, espalhado por toda a cidade exemplos de total falta de respeito: sapateados na laje do apartamento de cima, barulhos provocados pelos irritantes roncos dos motores de motocicletas e automóveis; portas fechadas com violência; freadas e aceleradas de veículos de canos furados ou deliberadamente preparados para marcar presença pela falta de educação. Espalha-se pela cidade, principalmente na área central, o péssimo costume de ocupar calçadas e praças, sem deixar passagem, com mesas e cadeiras espalhadas por donos de bares. Esse hábito, além de desrespeitoso com os espaços públicos e que deixa a cidade suja, tem transformado áreas da cidade em locais em que o direito de dormir e descansar desapareceu. Espalham-se nas cidades as festas que avançam noite adentro fazendo com que, grosseiramente dizendo e ao mesmo tempo pedindo desculpas, nossos ouvidos funcionem como penico. Gente falando e gritando alto e música de letras vulgares estourando as caixas de som até altas horas, todos os dias da semana, mostram o que há de pior em termos de viver em sociedade.
Com tanto barulho, os latidos dos cães deixam até de ser percebidos. Fica, principalmente à noite, um “caldo” de ruídos, incômodo, produto da falta de educação de uns poucos. Muita gente acaba se acostumando na marra com esses incômodos, ou dormindo de exaustão. Há solução mais civilizada para isso? É claro! É possível conviver com barulho dentro de ambientes acusticamente tratados que impedem sua propagação para os vizinhos. É possível fazer festas com som mais baixo. É possível fazer a fiscalização ser rígida e eficiente. É possível ampliar e praticar políticas públicas voltadas para o esporte e a cultura, que dêem alternativas para as pessoas substituírem o álcool e as músicas de péssima qualidade por algo mais saudável e civilizado. É mais difícil, mas também possível, tornar as pessoas mais educadas, mesmo que seja sob ordem da polícia ou doendo no bolso.