
Temas de discussão: Arquitetura e Urbanismo. Planejamento Urbano. Patrimônio Histórico. Futuro das cidades. Pequenas e médias cidades. Architecture and Urban Planning. Heritage. The future of the cities.
23 abril 2010
Água: vai faltar

21 abril 2010
As galerias de Juiz de Fora
19 abril 2010
14 abril 2010
Cidade sem carros: é possível
12 abril 2010
Lições esquecidas
09 abril 2010
Telhado inteligente
Ver em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telhado-inteligente&id=010125100409&ebol=sim
07 abril 2010
Mal projetados
05 abril 2010
Sempre pode piorar
04 abril 2010
Ribeirão emparedado
Mais um prédio se ergue às margens do ribeirão São Bartolomeu. Mais um edifício se junta a um conjunto de outros, emparedando o pobre curso d'água que, parafraseando Fernando Gabeira, deu o azar de passar por dentro de Viçosa. Enclausurado, escurecido, desrespeitado, às vezes odiado pelos mosquitos que abrigará, esquecido por quem não o verá: este será o destino do São Bartolomeu, enquanto ele não reclamar seu leito natural.
Para erguer mais um bloco desse paredão, paga-se uma misera compensação em dinheiro, mais que um convite para completar a obra sinistra. Enfim, há arquitetos que se interessam em projetar estes monstrengos, há engenheiros que se mantém mais um tempo calculando ou construindo. Há os compradores, alguns deles professores universitários, que acreditam estar fazendo um bom investimento. Só os empreendedores da destruição ambiental faturam e muito alto. Essa é a (in)sustentabilidade em Viçosa.
03 abril 2010
Falta de gentileza urbana
Gentileza urbana é um pequeno ou grande gesto pela cidade. Pode ser um trompetista que, ao entardecer, espalha suaves melodias pela vizinhança; ou moradores que cultivam plantas raras e belas em um canteiro comunitário no bairro, ou um programa de pinturas em fachadas de casas de favelas.
Há cidades como Fortaleza, Governador Valadares, Ouro Preto e Betim que premiam seus moradores pelas ações em prol dos espaços públicos. Essa é uma idéia que poderia se espalhar Brasil afora.
Um exemplo contrário, ou da falta de gentileza urbana, é a forma com que as esquinas das ruas são ocupadas. Prédios ocupam esquinas com ângulos paralelos às vias. Isso atrapalha a visibilidade dos automóveis e de pedestres. Uma gentileza seria fazer chanfros nas esquinas, de forma a quebrar os ângulos, favorecendo o trânsito com maior visibilidade . Isso já foi proposta da lei de uso e ocupação do solo de Viçosa, mas abandonado. Os projetos arquitetônicos e os construtores não se dispõem a abrir mão de uns poucos metros quadrados ao nível do solo. É uma pena, pois com esquinas amplas e com visibilidade teríamos algo a mais de bom nas cidades.
30 março 2010
Novo distrito industrial?
Não é de fácil entendimento a proposta que ora corre na mídia sobre a proposta da criação de um novo distrito industrial para Viçosa. A sua concepção coincide de forma extraordinária com a estabelecida para o já em implantação Parque Tecnológico da UFV. Ou seja, não parece haver lógica a criação de um novo distrito nos mesmos moldes, uma vez que o Parque está em um adiantado processo de obras. As idéias de aproveitar o conhecimento gerado na UFV, de incentivar o surgimento de uma indústria de base tecnológica cabem exatamente no Parque em construção.
Não estará acontecendo um processo de descaso com um alto investimento próximo a ter condições de receber as indústrias de base tecnológica? Por que iniciar novamente a criação de comissão para estudar a viabilidade de algo que já está ocorrendo? Por que não juntar, finalmente, as forças e criar uma parceria forte entre o município e a UFV?
Por que não juntar esforços para melhorar uma cidade suja, esburacada, sem passeios decentes, sem nenhuma generosidade com pedestres e ciclistas? Porque não trabalhar para recuperar e preservar o patrimônio cultural que está sob sua tutela? Ou para melhorar o ensino oferecido pelo município, que ganhou inadequadamente o lema “Cidade Educadora”? Por que não vetar alguns projetos da Câmara Municipal que vão aos poucos destruindo o Plano Diretor? Por que não exigir o funcionamento do Conselho Municipal de Planejamento - Complan, desativado por interesses da elite construtora ?
Me parece que não há, ainda, um planejamento adequado e idéias concertadas entre as secretarias municipais e o Instituto de Planejamento Municipal - IPLAM e mesmo com a UFV. Há, de vez em quando alguma idéia "brilhante" lançada no ar, sem embasamento ou conexão. Viçosa merece mais que isso!
Em Viçosa cabe sim um projeto de distrito industrial para indústrias que não se encaixam nos moldes propostos para o Parque Tecnológico e repetidos na intenção dos dirigentes municipais. O que temos é um arremedo de distrito.
A proposta em dicussão carece de melhor explicação.
26 março 2010
Asunción, Paraguay
24 março 2010
Mobilidade acadêmica
O curso de Arquitetura e Urbanismo da UFV está se preparando para oferecer aos seus alunos o programa MARCA - Mobilidade Acadêmica Regional dos Cursos Acreditados no Mercosul. Em reunião realizada em Assunção nos dias 23 e 24 de março de 2010, os representantes dos cursos de arquitetura acreditados discutiram e acordaram entre si a alocação de vagas de mobilidade.
Os alunos poderao pleitear cursar um semestre letivo, já a partir do segundo semestre de 2010. Haverá disponibilidade de uma vaga em cada uma das escolas de arquitetura: Universidad Nacional del Nordeste (em Chaco y Corrientes), Universidad Nacional del Córdoba, Universidad Nacional del Mar del Plata, Universidad Católica de Santa Fé, todas da Argentina, e da Universidade de La República, em Montevidéu. O curso de Vicosa poderá receber também um estudante de cada uma das escolas citadas.
Outras escolas de arquitetura presentes foram a de UFSC, UFRN, UFMG, UFRS.
17 março 2010
Viçosa: Minha casa, minha vida?

Por que não utilizamos os instrumentos legais do Estatuto da Cidade, como aplicar o a Edificação, Parcelamento e Utilização Compulsórios nos grandes terrenos vazios localizados na área central da Cidade? e criar as ZEIS - Zonas de Especial Interesse Social.
Por que não aprender com a pequenina Rio Doce, aqui pertinho da gente?
É injusto e absurdo jogar centenas de pessoas em um lugar tão longe, em casas de 37 metros quadrados em lotes de 130 metros quadrados e acima de tudo, que exige que se suba e desça um morro tão ingreme. Como um cidadão poderá usar uma bicicleta? Como será a vida de um idoso e um trabalhador que precisará pagar caríssimas tarifas de ônibus?
Estaremos criando menos autonomia, mais exclusão social, enquanto os terrenos centrais vazios chegam a preços estratosféricos, sem atender à função social da propriedade urbana.
Porque as soluções são sempre à contramão do planejamento?
Se quisermos ter algo decente a oferecer para a população de baixa renda, temos que começar por ele e por uma política habitacional.
Prefeito, vereadores, dirigentes da UFV: não creio que há o que se comemorar.
