13 novembro 2010

Elementos vazados ganham capacidade de proteção acústica



Os cobogós, elementos vazados usados para iluminar e ventilar ambientes fechados, ganharam uma nova propriedade graças a uma pesquisa feita na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
A arquiteta Bianca Carla Dantas de Araújo introduziu mudanças na forma dos blocos que lhes garante isolamento acústico semelhante ao das paredes fechadas de alvenaria. O material utilizado é o mesmo dos elementos vazados comuns, argamassa de cimento e areia.
Veja o resto da matéria em:

Chuveiro elétrico é mais econômico que aquecedores



O chuveiro elétrico está presente no aparelho tradicional e no chuveiro híbrido solar, que é um aquecedor solar com um chuveiro elétrico na ponta.A pesquisa concluiu que um banho de oito minutos custa, em média, R$ 0,27 (entre consumo de água e energia elétrica) no chuveiro híbrido solar e R$ 0,30 no chuveiro elétrico.O mesmo banho sai por R$ 0,46 (53,3% a mais do que o chuveiro elétrico) com aquecedores solares tradicionais, R$ 0,59 (96,6% mais caro) com os aquecedores a gás e R$ 1,08 (246,6% a mais) com o boiler elétrico.

Veja o resto desta matéria interessante em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chuveiro-eletrico-mais-economico-aquecedores&id=020115100512

09 novembro 2010

Prédios terão pele para se adaptar ao clima


Engenheiros, arquitetos e biólogos da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, juntaram-se para criar um novo material que tornará as casas e os edifícios capazes de reagirem às mudanças no clima.

Os pesquisadores querem usar a flexibilidade e a sensibilidade das células humanas como modelo para a criação de "peles" para edifícios e casas, que poderão adaptar-se às mudanças no ambiente para aumentar a eficiência energética das construções.

Ver em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=skins-arquitetonicas-pele-predios&id=010160100929er

Fé em Deus e pé na tábua


O sociólogo Roberto da Matta lançou um livro chamado "Fé em Deus e pé na tábua" após estudar o comportamento do brasileiro no trânsito. Todos nós podemos imaginar como é. O autor confirma a imagem do "bom" motorista, que é aquele que não segue as regras de trânsito. Há um estilo bem  brasileiro que apavora observadores externos, como entrar na vaga na frente do outro, fechar o motorista do lado, "costurar" entre pistas diferentes, passar pelo acostamento ou subir nas calçadas, falar ao celular dirigindo, buzinar sem necessidade ou aproveitar os primeiros segundos após o sinal ficar vermelho.

Roberto chama de estilo "Carlota Joaquina", que reproduz relações aristocráticas e atrasadas. Quando Carlota passava, todos tinham que parar, ajoelhar e tirar o chapéu. Segundo o autor  "no trânsito não dá para fazer sinal especial para quem é rico" e "entrar na frente, tentar encontrar espaços onde não existe é hierarquizar o espaço". Há disputas entre os taxistas e motoristas profissionais, que se consideram melhores que os outros. Há disputa entre motoristas e motoqueiros, motoristas e ciclistas ou pedestres. É, como todos sabemos uma disputa muitas vezes cruel e assassina.

No Brasil, "ser um bom motorista significa dirigir com o pé na tábua. Quem dirige bem é barbeiro". Até quando isto ficar assim? Até quando este estilo deplorável vai continuar, matando muitas pessoas?

Ver em:
MENDES, Taís. Livro desvenda a agressividade no trânsito. Rio de Janeiro: O Globo, 07 nov. 2010, p. 37.

Foto:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bp2.blogger.com/_LtnsvrcloSc 
 

08 novembro 2010

Governador Valadares: uma boa experiência de regularização




Uma Zona de Especial Interesse Social (ZEIS), ou Zona de Habitação de Interesse Social (ZHIS) é uma área definida pelo município como uma categoria que permita, mediante um plano específico de urbanização, estabelecer padrões urbanísticos próprios para determinados assentamentos. Uma ZEIS fica sujeita a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo. Uma ZEIS é um dispositivo o urbanístico usado pelo poder público para permitir que famílias pobres, ou de classe média baixa, possam morar em áreas centrais e não sejam cada vez mais levadas para a periferia.


Criar uma ZEIS significa reconhecer a diversidade de ocupações existente nas cidades, além da possibilidade de construir uma legalidade que corresponde a esses assentamentos e, portanto, de extensão do direito de cidadania a seus moradores. Nela é possível incluir de parcelas da população que foram marginalizadas da cidade, por não terem tido possibilidades de ocupação do solo urbano dentro das regras legais e permitir a introdução de serviços e infra-estrutura urbana nos locais onde eles antes não chegavam, melhorando as condições de vida da população.


Em Governador Valadares, MG destaca-se a experiência de regularização de habitações e obtenção de escrituras gratuitas em uma ZHIS. De acordo com a Lei 6.029, de dezembro 2009, aquele que possuir um único imóvel em um bairro de propriedade do Município situado numa ZHIS e utilizá-lo para sua moradia será beneficiado com a gratuidade da alienação, ou seja, não pagará ao Município pelo imóvel. A experiência ocorre inicialmente em uma comunidade chamada Bairro Querosene.


É uma experiência positiva a ser repetida em outras cidades.


Foto:

 

07 novembro 2010

8 de novembro: Dia Mundial do Urbanismo


Dia 8 de novembro é o dia mundial do Urbanismo. Esta data foi decretada pela Organização Internacional do Dia do Urbanismo, fundada em 1949, em Buenos Aires, pelo professor Carlos Maria Della Paolera.

Temos o que comemorar?

Nossa utopia e é lutar pela boa qualidade de vida para todos. Há muito a ser feito.

06 novembro 2010

Arquiteto e Cidadão


Para David Harvey, em seu livro "Espaços de Esperança" o arquiteto "pode (e na verdade deve) desejar, pensar e sonhar diferença". Deve possuir uma imaginação especulativa, uma tradição no pensamento utópico. Deve atuar como crítico do que vê , em relação a ampla gama de atuação a ele atribuída. A cidade é o objeto maior, mais nobre, onde o arquiteto deve intervir, ou pelo menos se manifestar quando há coisas ruins e coisas boas. Às vezes o papel como arquiteto também se confunde do papel como cidadão, ou como ser político.

Como arquiteto há 29 anos, sou cidadão de Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Cabo Frio, Niterói, Bicas, São Luiz, Arari, Presidente Dutra, Santa Inês, Halifax (Canadá), São Paulo e Viçosa, dentre outras cidades que vivi e me preocupei com seu destino. Muitas vezes me posiciono sobre algum assunto afeto à Arquitetura e Urbanismo, por posição ética e dever cívico. Alguns moradores de Viçosa confundem minha postura. Já me perguntaram se eu recebo algum salário da prefeitura de Viçosa. Acham alguns, até que eu tenho poder de reprovar projetos no IPLAM.

Já me sugeriram mais de uma vez que eu parasse de escrever "certas coisas " sobre o que se passa em Viçosa. Isso aconteceu, há alguns anos, quando fiz críticas a ocupação indevida do Shopping Chequer, depois sobre as invasões da linha férrea. Já fui avisado para cuidar só do que se passa do lado de lá das Quatro Pilastras. Já se manifestaram insatisfeitos comigo quando fiz críticas ao aspecto de sujeira, feiúra, abandono, falta de manutenção ou da arquitetura (melhor dizer falta dela) produzida na cidade. Já me avisaram que eu jamais pegaria algum projeto para desenvolver em Viçosa. Uns poucos me consideram arrogante, cabeça-de-bagre, deus ou um dos "ditadores da Academia".

O que eu quero é uma cidade com melhor qualidade de vida, onde a acessibilidade, o impacto ambiental das intervenções inadequadas, as más condições de moradia deixem de ser graves problemas. Quero lutar pelo bom funcionamento do IPLAM, pela ativação do COMPLAN, pela defesa do patrimônio cultural de Viçosa, por soluções para o saneamento básico, para as habitações de interesse social que somem mais que apenas números e valores. Quero ter o direito de me manifestar e lutar para que aqueles que tem uma posição diferente, mas séria, sobre os destinos de Viçosa, exponham suas opiniões. Nem sempre posso estar certo. Posso aprender com críticas construtivas. Mas, enquanto eu for abordado na rua ou receber mensagens de apoio ao que eu escrevo, vou continuar a fazê-lo . É meu direito e meu dever. Que tantos outros façam o mesmo. Agradeço imensamente aqueles que me dão a oportunidade de me manifestar.

27 outubro 2010

Presente para a cidade

No nosso aniversário, ganhamos presentes. No aniversário de amigo ou parente, damos presentes. No aniversário de nossa cidade, que presentes damos a ela?
Algumas opções:
a- construímos nossa calçada e a deixamos em condições de acessibilidade?
b- limpamos e cercamos corretamente nosso terreno ?
c - não jogamos lixo na rua ou em terrenos baldios?
d- pagamos todos os impostos?
e - respeitamos todas as leis de trânsito?
f - não invadimos áreas públicas?
g - fazemos algum tipo de gentileza urbana?
h - participamos de reuniões públicas sobre plano diretor, conferência da cidade, plano de saneamento, plano de habitação etc.?
i - respeitamos a legislação de uso e ocupação do solo?
j - acompanho os trabalhos dos vereadores?
k - tudo isso junto e mais alguma coisa...
l - nada disso, não tenho nada a ver com isso, pois tenho que cuidar de mim.


20 outubro 2010

Curso de Planejamento e Gestão Municipal

Casa dos Prefeitos e CAIXA realizam curso de Planejamento e Gestão Municipal
O Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFV (DAU), juntamente com A Casa dos Prefeitos realizará no dia 5 de novembro, no Centro de Ensino e Extensão (CEE), o curso "Planejamento e Gestão Urbana Municipal".
O evento é voltado para dirigentes municipais, assessores, consultores e demais interessados na área e terá dois focos: o primeiro, de cunho técnico, será ministrado por especialistas da UFV; o segundo, com perfil de financiamento, será ministrado por técnicos da Caixa Econômica Federal, instituição parceira da Casa dos Prefeitos
A iniciativa deste curso partiu de uma necessidade detectada pela Casa dos Prefeitos em relação às administrações municipais na área de gestão municipal, especialmente diante da necessidade da elaboração de Planos Diretores.  A coordenação dos trabalhos será do professor Ítalo Stephan, do DAU.
As inscrições são limitadas a quarenta vagas gratuitas e devem ser feitas pelos telefones (31) 3899-3222 ou 3899-3223. Mais informações, mande e-mail para: casadosprefeitos@ufv.br

17 outubro 2010

Rodoviária em Viçosa


A possível futura estação rodoviária de Viçosa. (Foto Ítalo Stephan, 2010)

Há propostas sendo estudadas para a remoção da estação rodoviária para fora do centro de Viçosa, como já preconizava o Plano diretor de Viçosa, de 2000. Sairiam de circulação na saturada Av.Marechal Castelo Branco vários ônibus. Há uma estrutura pronta, conhecida como "Fama' , que parece adequada para ser adaptada, com facilidade, por algum tempo. Os pontos a serem estudados com muito cuidado são os acessos, muito próximos a uma curva e ao mal resolvido trevo de acesso ao centro e os serviços de transporte: ônibus com conexões e táxis. Seria a hora também de resolver o barranco depositado há anos sobre o leito da rodovia, bem ao lado do trevo.

Seria uma solução que a administração municipal parece querer e ter condições de resolver. A atual estação pode muito bem ser utilizada como um terminal de ônibus urbano e para receber as barracas do Shopping Chequer. Uma reforma mais ousada incluiria o estudo para ampliá-la também com o uso como edifício garagem.

Com a retirada do Shopping Chequer, teríamos a oportunidade de melhorar as condições de toda a área, requalificando-a com passeios acessíveis e largos, com um tratamento paisagístico das margens do ribeirão São Bartolomeu, melhorando uma área tão central e tão cheia de gambiarras. Mas, para o futuro, a estação rodoviária deverá ser construída em outro local. O mais apropriado é o da área próxima ao trevo de São José do Triunfo, como local mais próximo a alça viária.

13 outubro 2010

Cidade Ecológica em Portugal



Cidade ecológica em Portugal terá cérebro e sistema nervoso.
A cidade PlanIT Valley terá não apenas um cérebro eletrônico, mas também seu próprio sistema nervoso, capaz de "sentir" e controlar tudo, do uso da água ao consumo de energia.


São interessantes essas propostas do "novo urbanismo" mas as críticas existem no sentido de  que se criam condomínios fechados, ocasionam a gentrificação, o conservadorismo estilístico, a homogeneidade e uma imagem geral de intolerância.Não oferece solução alguma para os problemas urbanos já existentes, já que a receita é aplicada apenas em novos empreendimentos. 
Como diz Fernando Lara: "muita identidade e pouca alteridade por trás de uma fachada de normalidade, muito parecido com o Show de Truman ou com a ficção de Aldous Huxley. Mas não deixa de ser uma articulação admirável a qual devemos prestar atenção. Admirável urbanismo novo."


Recomendo a leitura do texto de Fernando Lara em:
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/01.009/923


Veja no link:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cidade-ecologica-portugal&id=010125101013&ebol=sim


Foto:
http://quartarepublica.blogspot.com/2010/06/alo-alo-daqui-planit-valley.html

12 outubro 2010

Arquiteto da Semana: Marcelo Ferraz









Vale a pena visitar o site da Brasil Arquitetura, escritório liderado por um dos maiores arquitetos do Brasil, Marcelo Ferraz e Francisco de Paiva Fanucci.
Ele projetou obras belíssimas como o Museu Rodin da Bahia, o Museu do Pão, Museu de Igatu.

Acesse o link:
http://www.brasilarquitetura.com/

Um link com uma entrevista:

08 outubro 2010

Carta aos jovens





Por duas vezes lemos na mídia local opiniões que exprimem o desapreço pelo fato de os jovens estudantes da UFV terem participado do protesto contra o estudo preliminar apresentado pela administração municipal objetivando inserir uma saída no Balaustre, com a finalidade de desafogar o trânsito. O termo "massa de manobra", sobejamente conhecido por políticos velhos e jovens com a mesma mentalidade, tenta inibir este ato legítimo de repulsa a uma agressão a um bem tombado, marco arquitetônico e referencial no nosso urbanismo. Devolvemos o termo (massa de manobra) para esses progressistas de plantão que não fizeram nada, enquanto jovens, contra as agressões que a cidade de Viçosa foi sofrendo ao longo das diversas administrações factóides que, à procura de votos futuros, alimentaram transgressões urbanas.

Assim se sucedeu com o Shopping Chequer, o bairro "Nova" Viçosa, agora as casas (Minha casa, Meu pesadelo) nas Coelhas, a ocupação silenciosa da linha férrea (quem dá alvará?), a ocupação dos córregos e ribeirões e muitas outras apropriações sem planejamento e responsabilidade, que tornaram Viçosa uma cidade feia e inimiga da qualidade de vida mínima. Tornou-se legal pagar para agredir o meio ambiente, com "compensações financeiras" ridículas, para obtenção de lucros altíssimos na construção de prédios ao longo do São Bartolomeu e do Córrego da Conceição. Isso sim é servir de massa de manobra. Qual a solução para o Colégio de Viçosa, caindo aos pedaços? De quem é o Mercado Municipal? O que foi feito do Cine Brasil, Cine Odeon e muitos outros marcos arquitetônicos, que dentro de projetos mais bem elaborados, poderiam persistir e contribuir com a fixação da nossa história e nossa identidade? A resposta, como aconteceu agora com a casa rosa da Av. Santa Rita, foi se curvar aos interesses de um capitalismo rampeiro. Qual será a próxima bola da vez? O Hotel Rubim? Algum dos casarões da Praça Silviano Brandão? Até quando o Conselho Municipal de Planejamento - Complam – permanecerá intencionalmente inativo, deixando que várias intervenções sérias na estrutura urbana passem sem um mínimo de discussão?

Muitas vezes somos cobrados pela falta de ação da UFV na cidade. Quando ela acontece, partes reacionárias da imprensa, dos políticos e do setor imobiliário reagem como dessa forma. A esperança é que vocês, jovens, ao aderirem voluntariamente a uma causa que consideram justa, retomem o mesmo espírito dos "caras pintadas" (na época do impeachment do Presidente Collor) e percebam que não têm nada a aprender com estes políticos que se apegam a um "progresso" que anda para trás. Ser viçosense não é só ter nascido aqui, mas ter um compromisso com o local onde vivem, mesmo que seja por um determinado tempo. É querer que a cidade seja mais justa, inclusive para os tantos nativos que não tem direito à educação, moradia e emprego com um mínimo de dignidade e recompensa.

A anos luz daqui


Maravilha da natureza a anos luz da Terra.
A forma à esquerda em espiral é perfeita e é  um mistério espetacular.