25 março 2014

Triste ensino público em Minas Gerais!

Triste ensino público em Minas Gerais!



Educação não é prioridade, de forma nenhuma, em Minas Gerais!
O Estado paga muito mal aos professores.
Quem tem mestrado leva mais de 10 anos para melhorar o salário.
Os diretores são obrigados a juntar turmas. Colocam mais de 40 alunos em salas quentes, mal ventiladas, com mobiliário inadequado.
Acabaram com o ensino médio noturno.
Professor de Português tem de dar aula de Inglês.
O sexto horário não é de presença obrigatória dos alunos.
Pessoas com deficiência não tem direito a auxiliares em seu ensino.
Não se pode reprovar ninguém, com isso os alunos perdem o interesse e o resto da educação que tiveram.
Professores não suportam a pressão, são ameaçados, sofrem, adoecem.
Pais de alunos não respeitam os professores.
O futuro desse quadro é nefasto. 
Está sendo construída uma geração sem pudor, sem ética, sem horizontes!

23 março 2014

Paço Municipal de São Lourenço, MG

Paço Municipal de São Lourenço, MG. Projeto do Arquiteto José Carlos Laender.
Fórum
Prefeitura Municipal
Câmara Municipal
Ver:
http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=urbel&tax=25741&lang=pt_BR&pg=5580&taxp=0&idConteudo=51404&chPlc=51404

22 março 2014

Qualquerlândia: praça para quem?

Logo na chegada à Carmo de Minas há uma praça. Uma praça sem gente, uma praça sem sentido,  espremida entre uma rodovia e um barranco, uma praça sem casa e gente em volta, uma praça longe da cidade.

Apenas um lugar deserto, de desperdício de dinheiro, enquanto na cidade, nas ruas e nas praças de verdade, no meio da cidade há inacessibilidade, sujeira, descuido e mato.



Qualquerlândia: Travessa Purdue

Um retrato síntese de Viçosa: a travessa Purdue, ligação entre a avenida Santa Rita e os bairros Ramos, Clélia Bernardes e Fátima.

Rua importante com péssima pavimentação, calçadas estreitas e inacessíveis, poluição visual, sujeira nas ruas, ocupação das margens dos rios, falta de sinalização e de lixeiras, má iluminação, insegurança e péssima aparência estética.

19 março 2014

17 março 2014

Desperdício e escárnio



Ao final do churrasco de formatura da semana passada, havia um tapete de lixo no Recanto das Cigarras.  Era um lixo composto por milhares de pratos, copos e garfos plásticos,  espetos de bambu, uma boa parte com pedaços de carne. Nas mesas, bancos, bases das árvores, muretas sobravam pratos com restos de guarnições. Centenas de quilos de desperdício. Um nojo, uma vergonha, algo abominável!

Ao final do churrasco de formatura os participantes ao final desfilavam com as mãos cheias de espetos de churrasco crus, levados para casa para fazer mais festas patrocinadas pelos contribuintes pais de formandos. Junto com os espetos iam fardos de cerveja.

Satisfeitos com o calor, a sujeira e o barulho infernal, o churrasco pode ter sido um sucesso para muitos. Mas o que ficou de imundície e desperdício é sinal de que há algo de podre no reino de fantasia dos formandos, que parece sugerir que detalhes assim são descartáveis, frente às comemorações. Afinal nosso país é rico e desenvolvido, não é mesmo?

Sinto, infelizmente,  no ar,  algo de podre rondando uma estrutura de um grande negócio que é a organização das festividades de formatura, que movimenta centenas de milhares de reais e que é feita por meio de licitações regadas a muitas regalias e vantagens para os organizadores e para as empresas que organizam o megaevento de uma formatura. Espero que não haja por baixo do tapete um um lixo muito maior  e mais fedorento que aquele resta dos churrascos de formatura, mas que o processo exclui a maior parte dos formandos e, aos poucos os homenageados, e até mesmo os parentes que gostariam de dividir o momento tão importante. A UFV entra com uma maravilhosa estrutura física, mas fica em franca desvantagem, é usada para que alguns se deem bem. Isso acontece ano após ano.

Sou a favor de comemorar, e muito, a vitória cheia de dificuldades, a trajetória, a formação dos estudantes. Pode ter baile, churrasco, abraços, música, aula da saudade, fotos mil. Isso os alunos merecem, mas tudo tem limites e o que vem acontecendo já os ultrapassou de longe. As abastadas solenidades excluem a maioria das pessoas que deveriam estar juntas comemorando tão importante momento.

Até quando nós vamos ficar fingindo que está tudo bem? Não, não está tudo bem! Eu não compartilho, não apoio, não concordo com isso. Parece falta de ética, ouço  histórias de  corrupção e obtenção de vantagens pessoais, algo que deveria ser fiscalizado e averiguado. Visível, escancarado mesmo é o desperdício, a falta de educação com a coisa pública, a falta de reconhecimento por parte de alguns estudantes. Não é isso que ensinamos aqui, mas parece que sim, ou é, no mínimo, uma lamentável omissão da Academia.

Cidade universitária! Lixo de quem?

Viçosa, segunda-feira,  17/03/2014,  7:30h. 
Primeiro dia de aulas na UFV. 


Vejam o resultado da apropriação indevida e abusiva do espaço. No momento, enquanto as autoridades, que deviam legislar e fiscalizar para que estes abusos não ocorram, dormem; os felizes proprietários destas biroscas, que tomam de assalto as calçadas, contabilizam os lucros. Ah, e o SAAE, que cuida da limpeza PÚBLICA, chega daqui a pouco para retirar o lixo PRIVADO. Um negócio da China, em Viçosa.

Terça-feira - 8:00h, o lixo ainda está lá.
 
Fotos e texto - que eu assino embaixo - de Paulo Tadeu Leite Arantes

16 março 2014

El Caminito



El Caminito, La Boca, Buenos Aires, ponto turístico obrigatório. Um corredor cultural representativo das moradias precárias ocupadas por imigrantes até meados do século XX. Sobrou apenas um quarteirão cenográfico curioso.

13 março 2014

Em São Luís do Maranhão

Como está nosso patrimônio!
D E N Ú N C I A: casa onde morou Aluísio Azevedo poderá virar estacionamento de carros!

Veja o estado de deterioração que se encontra a casa onde residiu o escritor Aluísio Azevedo, fundador do naturalismo no Brasil e autor de vários obras clássicas da nossa literatura. Nesse mirante ele escreveu "O Mulato". A casa está localizada à Rua do Sol, Centro, São Luís - Maranhão. Segundo informações, colhidas no local, está sendo preparada para funcionar um estacionamento de carros.

Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

Descartáveis

Texto publicado no jornal Tribuna Livre em 12 de março de 2014

Sou, há vinte e um anos, professor na UFV. Tenho sido homenageado com bastante frequência, como professor da Aula da Saudade. Isso sempre foi motivo de muita alegria e orgulho para mim. No entanto, meu sentimento hoje é de forte decepção.
Como participei de festividades de formatura ao longo desses anos, notei uma mudança muito triste. Até uns sete, oito anos atrás, os homenageados (professor homenageado, professor da Aula da Saudade e funcionário) recebiam os convites, com direito a levar um acompanhante, para o churrasco e o baile. No baile, havia mesas para os homenageados, junto às mesas dos alunos formandos. Ainda nos bailes, poucos anos depois, as mesas dos homenageados foram agrupadas e colocadas longe dos alunos formandos.  A seguir, não havia mais mesas para os homenageados e estes tinham de se virar de mesa em mesa. De uns poucos anos para cá, os homenageados não tinham mais direito a levar seus acompanhantes. Há um ano, para ir ao coquetel dos formandos, cobraram-me o ingresso. Na formatura de 2014, mais uma vez me escolheram. Recebi uma cartinha da empresa organizadora informando que os homenageados não mais receberão sequer os convites do baile de formatura, só restando o churrasco, onde não posso levar minha esposa.
Ao mesmo tempo, ao longo dos anos persiste uma infeliz competição de que o baile seguinte tem de ser melhor que o anterior. São indispensáveis a banda mais famosa, a decoração mais luxuosa, as cervejas mais caras, a comida japonesa, as cascatas de chocolate, os sorvetes e as tortas finas. Enfim, não podem faltar vestidos de muito luxo, sushis e sashimis, uísque 21 anos, arranjos florais, máscaras, pulseiras e colares coloridos, apitos e camarões graúdos. A gula, a esnobação, o desperdício material parecem requisitos indispensáveis para o ritual. Só não se pode desperdiçar dinheiro com os professores e funcionários. Os homenageados não são importantes, podem ser descartados. Assim como podem faltar os colegas menos aquinhoados financeiramente, excluídos desta farra há muito tempo. Lembro também que há, para a grande maioria dos pais, uma cota absurda de sacrifícios para dar aos filhos esse luxo.
Minha decepção maior é a de que estes afortunados formandos serão profissionais que terão seus códigos de ética, mas para mim, já os deixam um arranhão ao mal iniciar suas carreiras. Nós, os homenageados, parecemos ser um mero detalhe com algumas curiosidades para serem lembradas, parecemos cada vez mais descartáveis. Nos próximos anos, não teremos os convites para o churrasco, talvez nem Aula da Saudade. Depois serão descartados os avós, a seguir os próprios pais (convenhamos dizer que os bailes são cansativos, barulhentos demais para gente mais velha). Foi-se embora, se é que existiu - talvez seja ingenuidade a minha achar que existiu - alguma intenção de celebração alegre, de confraternização, de despedida, de marca do fim de uma etapa fundamental na vida de quem aqui estudou.
O baile de formatura se tornou apenas um festival de exibicionismo, ostentação, segregação e vulgaridade. A homenagem parece uma mera formalidade. Lamentável. A que ponto chegamos.

08 março 2014

Casa Curutchet - La Plata, Argentina

A Casa Curutchet, em La Plata,  é uma residência unifamiliar e consultório médico do seu proprietário, o dr. Pedro Domingo Curutchet. Foi inaugurada seis anos depois de o projeto ser aprovado. Em 1987, foi declarada monumento nacional da Argentina.

O proprietário decidiu contratar Le Corbusier após uma intensa busca, sem resultados, entre diversos arquitetos argentinos. Le Corbusier aceitou a proposta, mas não viajou para a Argentina. Foi preciso então designar alguém de sua confiança para a execução da obra. Assim apareceu a figura de Amancio Williams, jovem arquiteto argentino, que teve grande influência no desenho final do projeto. Entre suas contribuições aparecem a escada em 180º e a substituição dos muros por panos de vidro.

Hoje a casa recebe eventuais visitas e não está em boas condições de conservação.

Ver mais em:
http://www.archdaily.com.br/br/01-44744/classicos-da-arquitetura-casa-curutchet-le-corbusier/

07 março 2014

Buenos Aires megacidade




Buenos Aires, 2014. Uma megacidade com 13 milhões de habitantes não pode ter só coisas boas e belas. As periferias são pobres, as habitações precárias, o desemprego é grande, a violência assusta.

05 março 2014

O TAL DE PLANEJAMENTO URBANO

 Texto publicado no jornal Tribuna Livre, de 26/02/2014

Todos nós planejamos. De um jeito ou de outro, bem ou mal, planejamos. Planejamos estudar, formar em um curso universitário, trabalhar, casar, ter filhos, comprar terreno, construir uma casa, formar nossos filhos etc.. Para uma cidade, podemos usar essa analogia, pois o planejamento urbano é essencial. Só que planejar uma cidade é muito mais complexo, pois significa lidar com os processos de produção, estruturação e apropriação do espaço urbano inteiro,  do município  e muitas vezes, de uma região com vários outros municípios.

O Planejamento urbano é uma das áreas de planejamento ligadas à gestão e a forma como deve ser o desenvolvimento de nossas cidades. Lida com as necessidades da expansão urbana, de habitação,  infraestrutura, saneamento básico, mobilidade, proteção ao meio ambiente,  lazer e cultura, por exemplo. O Planejamento urbano deve se embasar em um desenvolvimento sustentável, de forma a não criar problemas que a cidade não conseguirá lidar com eles no futuro. Planejar um município exige um bom conhecimento da realidade local e de todos os recursos técnicos e humanos disponíveis para o planejamento. Planejar é  elaborar e implementar ações propostas, acompanhar sua execução, avaliá-las e reformulá-las. É, portanto,  uma atividade contínua e permanente, pois, a cada dia,  ano, década  surgem problemas, opotunidades e ameaças. Planejar uma cidade e seu município é uma atividade essencial com consequências para todos. O tal planejamento é feito para  que se saiba como lidar com os problemas que vão surgindo, mas é mais importante quando feito de forma a antever os problemas e as formas de solucioná-los ou diminuir seus impactos.

O planejamento urbano é uma política urbana, portanto, é liderado pela prefeitura e deve ser fiscalizado pelo poder legislativo municipal. É conduzido pelo prefeito, mas deve ser feito por especialistas como arquitetos e urbanistas, sociólogos, engenheiros, advogados, entre outros profissionais. Exige uma estrutura, por mínima que seja, de planejamento urbano, para  dar soluções aos problemas do dia a dia, para organizar o crescimento da cidade e, principalmente para planejar o futuro. É dependente de um sistema eficiente de fiscalização, pois sem ele, as coisas não acontecem como deveriam. Toda cidade necessita de um bom cadastro.  As atividades contínuas e bem estruturadas de projeto são essenciais, pois são elas que devem produzir os projetos necessários para buscar recursos para sua execução.

O planejamento urbano deve ser feito sob regras  pactuadas entre os atores da cidade (como construtores, proprietários de terrenos e de formas de produção, organizações) para orientar o crescimento sustentável. Deve ser feito com a soma da capacidade técnica com a participação da população organizada, como co-responsável  e como seu  legitimador. Deve ocorrer de várias formas, como o orçamento participativo, o bom funcionamento do conselho do plano diretor, a realização de audiências públicas etc. Planejar é também  aprovar  as construções dentro das regras estabelecidas na legislação urbanística (plano diretor, parcelamento do solo, zoneamento, uso e ocupação do solo, código de obras); fiscalizar os parcelamentos de terra e as construções, de forma a que não haja prejuízos para nenhum cidadão.

No entanto, a mais importante condição para existir o planejamento urbano:  vontade política! Este é o maior ponto fraco das nossas cidades. Sem essa vontade, a cidade perde muito, entres outras coisas, em qualidade de vida, e tem seus problemas agravados. Infelizmente a vontade política está orientada apenas para ações imediatistas, politicagem, paternalismo, beneficios aos co-partidários e inundada de corrupção, que é uma praga nacional. Estamos longe de termos prefeitos que se interessem pelo planejamento urbano isento de vícios e malefícios. A forma de mudar isso todos sabemos: participação do cidadão e escolha dos governantes interessados na política urbana.

03 março 2014

Infográfico AS NOSSAS CIDADES



O infográfico AS NOSSAS CIDADES reúne dezenas de dados estatísticos sobre a situação dos municípios no Brasil. As informações têm como base o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que mede a qualidade de vida nas cidades, mas também apresenta dados de diversas outras fontes.
Este infográfico animado e interativo, dividido em 11 temas, apresenta os principais dados presentes na versão original publicada na edição impressa do Almanaque Abril.

Site ALMANAQUE ABRIL publica infográfico que revela a situação das cidades no Brasil

http://abr.ai/MuPXQm
https://almanaque.abril.com.br/infograficos/nossas-cidades/interativo