Fotos:
https://www.ruetir.com/2021/05/24/paulo-mendes-da-rocha-1928-2021-paulo-mendes-da-rocha-the-last-giant-of-brazilian-architecture-dies/
https://www.archdaily.com/962420/jaime-lerner-influential-brazilian-urbanist-passes-away-at-83
Temas de discussão: Arquitetura e Urbanismo. Planejamento Urbano. Patrimônio Histórico. Futuro das cidades. Pequenas e médias cidades. Architecture and Urban Planning. Heritage. The future of the cities.
Fotos:
https://www.ruetir.com/2021/05/24/paulo-mendes-da-rocha-1928-2021-paulo-mendes-da-rocha-the-last-giant-of-brazilian-architecture-dies/
https://www.archdaily.com/962420/jaime-lerner-influential-brazilian-urbanist-passes-away-at-83
Roberto Ghione, Arquiteto, presidente do IAB-PE entre 2017/19
Diário de Pernambuco. Publicado em: 13/05/2021
O Brasil real é bem diferente do legal. Sua legislação, se fosse efetivamente implementada, o colocaria na vanguarda de muitos assuntos. Porém, a inércia, os vícios e os interesses dominantes persistem comportamentos degradantes, que atrelam o país ao atraso e subdesenvolvimento.
133 anos após a abolição da escravatura, ela perdura na consciência de ricos e pobres do Brasil atual, manifestando-se cruamente na arquitetura e no urbanismo de suas cidades anti-urbanas.
O país-continente celeiro do mundo, de paisagens exuberantes, de riquíssima diversidade cultural, de fatos épicos como a construção de Brasília, não consegue apagar sua marca internacional: a da desigualdade retratada nas imagens das principais cidades, reflexo de persistentes atitudes escravocratas, que de tempos em tempos, nos oferecem demonstrações inequívocas dessa cultura degradante, perversa e desumana, como a recente operação desastrada que culminou no massacre do Jacarezinho (celebrado por algumas autoridades).
Sem políticas destinadas a superá-la, a escravatura se manifesta nas urbanizações irregulares, nos cárceres lotados, na expansão das milícias e do narcotráfico, na degradação da educação e da saúde pública, e nos inúmeros comportamentos que dividem o país em cidadãos de primeira, de segunda e de última categoria, provocando exclusão, marginalidade e violência.
Mas a escravatura também se constrói cotidianamente nos condomínios fechados, nos edifícios defensivos e excludentes, nos shoppings centers, nos muros e guaritas que desfiguram nossas paisagens urbanas, no descaso com o espaço público, nos quartos de empregada “legalizados” como depósitos e nas inúmeras atuações que caracterizam a prática da arquitetura como profissão elitizada, alheias às necessidades da maioria das pessoas e do compromisso social.
Arquitetos e Urbanistas que projetam os edifícios da chamada “cidade formal” (registrados em Conselho e conformes com as leis vigentes) viram reféns e, de certa forma, cúmplices do sistema que perdura a escravidão.
Leis progressistas, como a 11.888, que implanta desde 2008 a Assistência Técnica pública e gratuita a famílias de baixa renda para o projeto e construção de habitação de interesse social, são desconhecidas ou “esquecidas” pela maioria dos gestores públicos.
A desigualdade envergonha e degrada. Ela é gritante, presente no cotidiano de todos os brasileiros. Tão presente e gritante que vira invisível e emudecida perante às consciências anestesiadas de quem habita a normalidade de um contexto selvagem. Enquanto ela não for superada através de políticas solidárias e integradoras, que coloquem o país no rumo da civilidade, o Brasil continuará ancorado permanentemente nos tempos anteriores a 13 de maio de 1888.
Não entendi o porquê de mudar a sigla IPLAM - Instituto de Planejamento e Meio Ambiente do Município de Viçosa - para GEOPLAN - Geoprocessamento, planejamento e meio ambiente.
Uma sigla que não diz qual o status do órgão, se é secretaria municipal ou outro.
Geoprocessamento é um ímportante instrumento de planejamento, mas não é um nome mais importante que planejamento ou que meio ambiente.
Foto:
https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/plano-diretor-de-vicosa-volta-a-ser-discutido-na-camara-de-vereadores.ghtml
Audiência pública - remota - final para aprovação da minuta da revisão do Plano Diretor e do Plano de Mobilidade de Visconde do Rio Branco. Presentes apenas eu, Prof. Tibiriçá e a arquiteta e urbanista da Prefeitura de VRB, Gabriela Rodrigues,
Fotos Ítalo Stephan, 08 maio 2021.
A cada dia que passa, as condições do Hotel Rubim pioram. Reboco soltando, esquadrias se desmanchando, pixações. Até quando vai essa agonia?
Fotos Ítalo Stephan, maio de 2021
A profissão de arquiteto e urbanista é formada por uma combinação de arte, técnica e humanismo. Orienta valores respaldados por um código de ética profissional, como a defesa do interesse público, a busca pela sustentabilidade socioambiental e a boa qualidade das cidades, das edificações e sua inserção harmoniosa na vizinhança.
O arquiteto e urbanista deve defender o direito universal à arquitetura e ao urbanismo, às políticas urbanas e ao desenvolvimento urbano. Deve primar pela promoção da justiça e inclusão social nas cidades, pelo amplo e irrestrito direito à moradia, à mobilidade, ao ambiente sadio, à memória arquitetônica e urbanística e à identidade cultural.
Nos serviços que prestar e nos projetos que desenvolver, deve adotar soluções que garantam a boa qualidade da construção, o bem-estar e a segurança dos seus usuários. Deve envidar esforços para assegurar o correto atendimento das necessidades humanas referentes à funcionalidade, à economicidade, à durabilidade, ao conforto, à higiene e à acessibilidade dos ambientes construídos. Quando chamado a opinar sobre algum projeto, precisa levar em conta todos os aspectos aqui mencionados.
No entanto, há nas cidades muitas soluções dadas por arquitetos e urbanistas, que ignoram vários princípios. Infelizmente as questões econômicas têm sido consideradas como prioritárias, em detrimento da qualidade de vida. Percebo, nas cidades, a predominância da má qualidade das habitações, quando construídas para fins de investimentos, quando só os lucros importam. Quem tem recursos para investir, em geral não se importa se os ambientes futuros serão mal iluminados, mal ventilados, mal dimensionados. Não se importa se foi necessário driblar as leis urbanísticas locais ou ignorar as normas técnicas. Infelizmente, há uma contribuição do arquiteto e urbanista nesta produção, às vezes ativa, às vezes passiva.
É fácil verificar isso nas plantas baixas e perspectivas bonitinhas apresentadas em material publicitário. É fácil constatar isso nas ruas emparedadas em sua extensão por construções que tiram a luz e a ventilação das ruas, que avançam por sobre as calçadas, deixam para as ruas o provimento de vagas de estacionamento e de acesso às garagens, com obstáculos que inviabilizam a acessibilidade. A qualidade da cidade não interessa, não importa. Importa se conseguem fazer casas tri geminadas ou dezenas de apartamentos em um lote de doze metros de testada, prédios de dez pavimentos em ruas com cinco metros de largura. Não importa se as construções abrem janelas para escadas, ou para os vizinhos; se criam poços mínimos de ventilação que serão cobertos futuramente, ou se cimentam as áreas que deveriam permanecer permeáveis.
Quem investe em imóveis com essa má arquitetura apenas para ter lucro assume uma postura amoral, não se importa com quem vai sofrer as consequências. Não se importa se economizou no projeto (ou se alterou), nas ferragens, se a construção tem lajes com 6 cm de espessura, se os pilares têm 8 cm de largura, se o banheiro tem menos de um metro de largura, se um quarto tem menos de 8 metros quadrados, se a ventilação da sala será pela janela da cozinha. Quem visa o lucro não pensa se moraria no que projeta, constrói ou investe. Talvez nem pense nisso, mas deveria.
O arquiteto e urbanista não devia fazer parte dessa produção, mas faz, às vezes por falta de opção. Quase sempre é explorado pelos construtores, pois é um profissional pouco valorizado e mal pago. Potencial para sua atuação existe e é gigantesco, mas enquanto predominar a ganância pelo lucro, as cidades acumularão erros e problemas.
A tão esperada Semana de Arquitetura e Engenharias está chegando renovada e com mais um curso envolvido!
Esse ano as oficinas, palestras, minicursos e demais atividades estão voltadas para os alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Agro, Eng. Civil e Eng. Produção com objetivo de complementar a formação profissional dos nossos alunos.
O evento é aberto a toda comunidade acadêmica, alunos de outras instituições e o melhor: GRATUITO, isso mesmo...Já que o evento será online, vamos fazer dessa edição a maior da história!
Segue o link onde é possível fazer a inscrição. Por lá também é possível conferir toda a programação.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf04tFwC-r5WUe7kNl6vKlYxyh5FKNtwUhH2rcRJUGr2yaoUQ/viewform
VIVA A CIÊNCIA!
Mais de 200 cientistas de todo o mundo, incluindo três vencedores do Prêmio Nobel, assinaram uma carta em apoio ao povo brasileiro e contra a gestão da pandemia do governo Bolsonaro.
O documento foi publicada em 7 de abril.
"Terça-feira, 6 de abril de 2021: o Brasil contabilizou 4.195 mortes ligadas à Covid-19. Ao todo, mais de 340 mil brasileiros já morreram desde o começo da pandemia. Se o coronavirus atinge todos os países do mundo, a amplitude da crise sanitária no Brasil não pode ser dissociada da gestão catastrófica do presidente Jair Bolsonaro. Ele deve ser denunciado por suas ações, que não apenas fez explodir o número de vítimas, mas acentuou a desigualdade no país.
Em várias ocasiões, o presidente da república do Brasil qualificou a Covid-19 como “uma gripezinha”, minimizando a gravidade da doença. Criticou as medidas preventivas, como o isolamento físico e a utilização de máscaras, e provocou inúmeras vezes aglomerações populares. Defendeu pessoalmente o uso da cloroquina, apesar de cientistas terem advertido sobre os efeitos tóxicos de sua utilização. Os pesquisadores que publicaram estudos científicos demonstrando que a utilização do medicamento aumentava o risco de morte de pacientes com Covid foram ameaçados no Brasil. Bolsonaro igualmente desencorajou a vacinação, chegando a sugerir, por exemplo, que as pessoas poderiam se transformar em “jacaré”. Entre o negacionismo, a proliferação de informações falsas e os ataques contra a ciência em plena crise sanitária, Bolsonaro mudou quatro vezes de ministro da Saúde.
A ciência no Brasil está sob fogo cruzado. De um lado, cortes orçamentários que golpeiam a pesquisa e ameaçam o trabalho de cientistas; de outro, a instrumentalização da ciência para fins eleitorais, como mostram as declarações do presidente. Não é possível esquecer também os ataques de Bolsonaro ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), num contexto alarmante de altos níveis de desmatamento na Amazônia.
Negando a ciência, Bolsonaro não apenas atinge a comunidade científica, mas a sociedade brasileira em sua totalidade. Os números da devastação desde o início da pandemia só faz aumentar; de acordo com os dados da Fiocruz, quase 92 novas cepas de coronavirus foram identificadas, transformando o país numa verdadeira usina de variantes, e a estas estatísticas deve-se acrescentar os impactos sobre o meio-ambiente, sobre povos tradicionais da Amazônia e sobre o clima em todo o mundo.
Neste contexto de crise sanitária, agravamento da desigualdade e mudança climática, este tipo de comportamento é inaceitável e o presidente deve ser responsabilizado por seus atos. Estamos preocupados com o agravamento da crise no Brasil e os ataques à ciência. Nesta carta aberta, queremos manifestar nossa solidariedade com nossos colegas no Brasil, cuja liberdade está ameaçada. Manifestamos igualmente nossa solidariedade com a população brasileira, que vem sendo diariamente afetada por esta política destruidora."
VIVA A CIÊNCIA!