Temas de discussão: Arquitetura e Urbanismo. Planejamento Urbano. Patrimônio Histórico. Futuro das cidades. Pequenas e médias cidades. Architecture and Urban Planning. Heritage. The future of the cities.
30 abril 2021
EVENTO
A tão esperada Semana de Arquitetura e Engenharias está chegando renovada e com mais um curso envolvido!
Esse ano as oficinas, palestras, minicursos e demais atividades estão voltadas para os alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Agro, Eng. Civil e Eng. Produção com objetivo de complementar a formação profissional dos nossos alunos.
O evento é aberto a toda comunidade acadêmica, alunos de outras instituições e o melhor: GRATUITO, isso mesmo...Já que o evento será online, vamos fazer dessa edição a maior da história!
Segue o link onde é possível fazer a inscrição. Por lá também é possível conferir toda a programação.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf04tFwC-r5WUe7kNl6vKlYxyh5FKNtwUhH2rcRJUGr2yaoUQ/viewform
24 abril 2021
LIVRO RECOMENDADO E ESSENCIAL
21 abril 2021
CARTA ABERTA DOS CIENTISTAS
VIVA A CIÊNCIA!
Mais de 200 cientistas de todo o mundo, incluindo três vencedores do Prêmio Nobel, assinaram uma carta em apoio ao povo brasileiro e contra a gestão da pandemia do governo Bolsonaro.
O documento foi publicada em 7 de abril.
"Terça-feira, 6 de abril de 2021: o Brasil contabilizou 4.195 mortes ligadas à Covid-19. Ao todo, mais de 340 mil brasileiros já morreram desde o começo da pandemia. Se o coronavirus atinge todos os países do mundo, a amplitude da crise sanitária no Brasil não pode ser dissociada da gestão catastrófica do presidente Jair Bolsonaro. Ele deve ser denunciado por suas ações, que não apenas fez explodir o número de vítimas, mas acentuou a desigualdade no país.
Em várias ocasiões, o presidente da república do Brasil qualificou a Covid-19 como “uma gripezinha”, minimizando a gravidade da doença. Criticou as medidas preventivas, como o isolamento físico e a utilização de máscaras, e provocou inúmeras vezes aglomerações populares. Defendeu pessoalmente o uso da cloroquina, apesar de cientistas terem advertido sobre os efeitos tóxicos de sua utilização. Os pesquisadores que publicaram estudos científicos demonstrando que a utilização do medicamento aumentava o risco de morte de pacientes com Covid foram ameaçados no Brasil. Bolsonaro igualmente desencorajou a vacinação, chegando a sugerir, por exemplo, que as pessoas poderiam se transformar em “jacaré”. Entre o negacionismo, a proliferação de informações falsas e os ataques contra a ciência em plena crise sanitária, Bolsonaro mudou quatro vezes de ministro da Saúde.
A ciência no Brasil está sob fogo cruzado. De um lado, cortes orçamentários que golpeiam a pesquisa e ameaçam o trabalho de cientistas; de outro, a instrumentalização da ciência para fins eleitorais, como mostram as declarações do presidente. Não é possível esquecer também os ataques de Bolsonaro ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), num contexto alarmante de altos níveis de desmatamento na Amazônia.
Negando a ciência, Bolsonaro não apenas atinge a comunidade científica, mas a sociedade brasileira em sua totalidade. Os números da devastação desde o início da pandemia só faz aumentar; de acordo com os dados da Fiocruz, quase 92 novas cepas de coronavirus foram identificadas, transformando o país numa verdadeira usina de variantes, e a estas estatísticas deve-se acrescentar os impactos sobre o meio-ambiente, sobre povos tradicionais da Amazônia e sobre o clima em todo o mundo.
Neste contexto de crise sanitária, agravamento da desigualdade e mudança climática, este tipo de comportamento é inaceitável e o presidente deve ser responsabilizado por seus atos. Estamos preocupados com o agravamento da crise no Brasil e os ataques à ciência. Nesta carta aberta, queremos manifestar nossa solidariedade com nossos colegas no Brasil, cuja liberdade está ameaçada. Manifestamos igualmente nossa solidariedade com a população brasileira, que vem sendo diariamente afetada por esta política destruidora."
VIVA A CIÊNCIA!
18 abril 2021
PLANO DIRETOR DE 2020: PARECER TÉCNICO
PARECER TÉCNICO
Projeto de Lei n° 078/2020 – Revisão do Plano Diretor
Ementa: Plano Diretor. Omissão. Ilegalidade. Nulidade absoluta do projeto.
Trata-se da análise técnica do Projeto de Lei n° 078/2020, de autoria do Prefeito Municipal, que dispõe sobre a revisão da Lei Municipal n° 1.383/2000 e institui o novo Plano Diretor do município de Viçosa.
A Comissão signatária deste documento foi instituída pelo Presidente da Câmara Municipal de Viçosa com o objetivo de proceder a uma análise técnica do mencionado projeto de lei e produzir parecer para subsidiar o debate da matéria.
Da análise do Projeto de Lei nº 078/2020, resultou-se no presente parecer. As questões abordadas adiante são eminentemente técnicas e se referem a requisito de validade do projeto de lei à luz da aplicação da Lei Federal nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade).
Também foi considerada a Resolução nº 34 do Concidades, que estabelece o contreúdo mínimo de um plano diretor.
17 abril 2021
DENTRO DE APP?
Esta obra em andamento está sendo feita muito próxima ao leito do córrego da Conceição, em Viçosa-MG. Não tem placa nenhuma de responsáveis técnicos.
Alô CREA-MG, alô CAU-MG!
Cabe ao IPLAM nos confirmar sobre a legalidade da obra.
Foto tirada em 16 de abril de 2020.
ARTIGO PUBLICADO
Artigo :
Planejamento urbano intermunicipal
Um estudo de caso na Bacia Hidrográfica do Rio Piranga, Minas Gerais
Camilla Magalhães Carneiro e Ítalo Stephan
https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/21.251/8046
Acaiaca, Barra Longa, Diogo de Vasconcelos, Rio Doce
Este artigo é resultado de uma pesquisa sobre pequenos municípios de Minas Gerais e suas dinâmicas espaciais, especialmente sobre planejamento e gestão de seus territórios. Esses municípios enfrentam muitas dificuldades, dentre elas a escassez de recursos técnicos e financeiros, o isolamento e o grau de importância que prejudicam seu desenvolvimento, assim como o acesso dos munícipes a serviços básicos
06 abril 2021
04 abril 2021
REGIÃO SUL DE VIÇOSA-MG
03 abril 2021
URBAN PATTERN: NICÓSIA
30 março 2021
FLÁVIO VILLAÇA
Faleceu em São Paulo,no dia 29 de março, aos 91 anos, o arquiteto e urbanista Flávio Villaça.
Autor de vários livros sobre o desenvolvimento da infraestrutura urbana das cidades, entre eles:
“O que todo cidadão precisa saber sobre habitação” (1986),
“Espaço intra-urbano” (2001)
“As ilusões do Plano Diretor” (2005)
"Reflexões sobre as cidades brasileiras" (2012)
Uma enorme perda, mas deixa uma contribuição inestimável.
Tive a grande honra de ele ter sido meu orientador de doutorado.
Foto: https://www.abcdoabc.com.br/santo-andre/noticia/arquiteto-flavio-villaca-promove-palestra-fundacao-santo-andre-27317
SUGESTÕES DE ARTIGOS SOBRE CIDADES DA ZONA DA MATA
Planejamento e gestão urbanos: um panorama das cidades intermediárias na Zona da Mata Mineira
ÍIC STEPHAN
https://cadernos.proarq.fau.ufrj.br/public/docs/Proarq30%20ART%2007.pdf
Especulação imobiliária e expansão urbana: o caso do Paraíso, Viçosa (MG)
AC de Souza Maria, ÍIC Stephan
http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404345401_ARQUIVO_TrabalhoCompletoEDP.pdf
SUGESTÃO DE ARTIGOS
Artigos publicados sobre Região Metropolitana
DIVERSIDADE EM REDE: UMA PROPOSTA PARA O ORDENAMENTO TERRITORIAL DA REGIÃO METROPOLITANA DO VALE AÇO-MG
RA Caldeira Jr, ÍIC Stephan
X Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional
https://online.unisc.br/acadnet/anais/index.php/sidr/article/view/16732
Segregação socioespacial na região metropolitana de Belo Horizonte: o estigma de Ribeirão das Neves/MG
OHR da Silva, ÍIC Stephan
Revista Políticas Públicas & Cidades-2359-1552 3
https://rppc.emnuvens.com.br/RPPC/article/view/13
23 março 2021
21 março 2021
DURANTE A PANDEMIA
Há mais de um ano fizemos nossa primeira quarentena. Acreditávamos que depois dos quinze dias tudo voltaria ao normal. Isso seria apenas um começo de outras quarentenas malfeitas. Jamais imaginaríamos passar pelo que estamos passando, pois essas coisas eram mais roteiros de filmes de ficção. Pois bem, a ficção se tornou realidade. A realidade no Brasil escancarou as desigualdades sociais e as desigualdades ideológicas. Muita coisa do cotidiano teve de ser modificada.
Escrevo este texto num momento em que nos aproximamos celeremente de ultrapassar as trezentas mil mortes, sem sequer imaginar aonde essa pandemia poderá chegar. Cheguei a escrever dois textos sobre o mundo pós-pandemia. Não ouso especular mais. Assisto à tal situação, quase anestesiado, depois de tanto estarrecimento, com o negacionismo que, sem dúvida agravou a crise sanitária e tem sido responsável por uma fração, senão a maior, do número de mortes.
Para uma parcela menor da população, foi difícil, mas houve a adaptação para o trabalho e a aprendizagem em casa, atividades que deverão influenciar a vida pós-pandemia. De fato, em casa dou aulas, oriento meus estudantes, dou palestras, participo de bancas, pago minhas contas, faço algumas compras, embora, quase todo dia fico irritado com a qualidade ruim da internet que as concessionárias nos entregam. No entanto, para a maior parte da população que precisou continuar a trabalhar, a precariedade da prestação dos serviços de transporte público ficou evidente. Ficaram mais visíveis as distâncias entre os que têm acesso à internet, o que deixou milhões de crianças sem condições de aprendizagem. Escancararam-se as diferenças entre os serviços médicos públicos e os particulares. Chegamos ao ponto em que nenhum deles dá mais conta da demanda, por mais dinheiro que alguns ainda possuem.
O governo federal se omite das responsabilidades que são dele. Quis nos empurrar medicamentos que a ciência rejeita, criou fakenews para desqualificar as medidas básicas de proteção, trabalha incansavelmente para acirrar o ódio. Age covardemente ao expor e responsabilizar os governadores e prefeitos. Ao mesmo tempo, mais que negligenciar, presta um desserviço aos brasileiros ao confundi-los, ao menosprezar o que a ciência não se cansa de divulgar. Vejo parte da população culpar os prefeitos pelo desemprego, mas a culpa é de alguns líderes políticos e religiosos que estimulam um comportamento rebelde, para o mal, para a desobediência e para a indiferença em relação à pandemia. A mídia vem divulgando festas em boates lotadas, com presença de músicos e de atletas famosos, e de jovens de classe média e alta, que chegam a negar a existência de hospitais lotados. Divulgou também um forró dentro de um vagão de trem, com dezenas de pessoas, na cidade do Rio de Janeiro; uma festa feita em um meio de transporte que usam cotidianamente, sem opção; uma festa que nem é um pedido de socorro, é uma confissão de que os presentes se entregaram unicamente às mãos de Deus, ao expor nossa miséria.














